Notas iniciais
Antes de qualquer coisa quero deixar meu agradecimento a minha xará Aleera que deixou uma recomendação linda, a primeira que recebi e que me encheu de felicidade. Obrigada pelas belas palavras, xará ♥

Em segundo lugar,desculpem ter demorado a atualizar,é só que agora tenho quatro fics + a faculdade e o tempo está curto, vou tentar me organizar pra não deixá-los esperando tanto tempo. Aproveitem e comentem ;)

Duas semanas haviam passado desde a descoberta da sua gravidez e Regina finalmente iria para sua primeira consulta, estava apreensiva e com medo, não sabia o que esperar agora e nem se daria realmente conta de ser mãe mais uma vez seus medos eram de que acabasse por perder seu filho assim como quase aconteceu com Henry e ela não suportaria passar por essa situação outra vez, porém Emma a tranquilizava sempre. Após aquele dia que fizera o teste Emma nunca havia a deixado, ela sempre passava na mansão ou ligava pra saber como a morena estava, sabia que Regina ainda não estava preparada para enfrentar o mundo outra vez e por isso se esforçava para animá-la agora não era hora dela ficar tão triste pois poderia prejudicar o bebê, esse bebê que era de outra pessoa e que mesmo assim a xerife já amava tanto.

Conforme a hora marcada ia se aproximando mais Regina ficava nervosa, essa seria a primeira vez em mais mês que colocaria os pés pra fora de casa, desde a morte do Daniel que mal tinha forças pra se levantar, só se sentia melhor na presença da loira e do seu filho, eles a entendiam e não cobravam nada apenas ficavam lá com ela e era só o que a morena precisava. Quando contou ao Henry sobre sua gravidez o menino ficou muito feliz, disse que iria proteger seu irmãozinho ou irmãzinha e que ensinaria pra ele tudo que sabia e prometeu pra sua mãe que nunca a deixaria sozinha que ele sempre ajudaria com tudo que fosse necessário e que ela não deveria se preocupar com nada, pois ele e a Emma sempre estariam lá pra ela e para o bebê, essas palavras a emocionaram muito e fizeram com que seu coração tão quebrado começasse a se unir outra vez. Meia hora antes da consulta Emma chegou na mansão, Regina a principio disse que não era preciso que a loira fosse, que não queria que Emma se sentisse obrigada a nada, mas a xerife disse que fazia isso porque era o que desejava, que havia prometido cuidar dela e do bebê e era exatamente isso que estava fazendo.

No consultório Regina estava muito nervosa e não conseguia controlar as mãos que hora passava pelos cabelos, hora alisava rugas invisíveis em sei vestido, ela estava sem saber o que viria a seguir e isso a assustava, mas Emma estava ao seu lado o tempo todo transmitindo toda a paz e tranquilidade que precisava. Assim que Dr. Whale entrou foi logo pedindo que a morena deitasse na cama para que pudesse realizar o ultrassom a fim de descobrir com quantas semanas estava e como o bebê se desenvolvia, ele disse pra ela e pra Emma que se fosse com seis semanas ou mais seria possível já ouvir os batimentos, mas que caso tivesse menos ainda não e que isso não era motivo de preocupação.

O médico pegou o aparelho e começou a fazer o exame, não muito tempo depois ficou com uma expressão séria que deixou a morena ainda mais nervosa do que estava.

– O que o senhor tá vendo? Tem algo errado com meu filho? – perguntou aflita.

– Não se assuste, Regina. Está vendo esses pontos aqui? – disse apontando pra tela. Quando a morena assentiu ele continuou. – Esses são seus filhos.

– Filhos? O que o senhor quer dizer com filhos? É o que estou pensando? – perguntou emocionada.

– Sim Regina, você está gravida de trigêmeos. Eles tem seis semanas e já é possível ouvir os batimentos cardíacos. Você quer ouvir?

– Eu... Eu gostaria muito. – disse já com lagrimas nos olhos.

O medico então colocou o som e assim foi possível que três sons fortes e distintos fossem ouvidos, esse foi o som mais lindo que Regina já ouvira em sua vida, os corações de seus bebês. Ela nessa hora já chorava abertamente, era um misto de emoções inexplicáveis e ao olhar pela primeira vez para Emma desde que o exame começara notou algo semelhante sem seus belos olhos verdes. A xerife também tinha lágrimas nos olhos e um olhar incrível, nele a morena percebeu tanto amor e carinho que mais uma vez teve outro pedacinho do seu coração posto no lugar, ela viu que a xerife não a deixaria nuca e não seria preciso cuidar sozinha desses pequeninos, eles teriam mais alguém para protegê-los. Whale deixou as duas mulheres a sós por um tempo e quando Emma finalmente encontrou sua voz disse algo que encheu o coração de Regina de alegria.

– Regina, aqui nesse momento eu mais uma vez prometo a você que nunca vou te deixar e nem esses pequenos, eu sei que somos apenas amigas e que você não está pronta pra mais nada ainda, mas quero que saiba que independente do que aconteça daqui pra frente eu estarei sempre do seu lado e nunca vou deixar nada fazer mal a esses bebês, eu já os amo com todo meu coração. – disse visivelmente emocionada.

– Emma... Eu nem sei o que dizer... – disse chorando.

– Não precisa dizer nada Regina. Eu faço isso porque te amo e amo esse bebês desde antes de saber que estavam vindo, eu os amo pelo simples fato de serem seus e de te fazerem feliz. Eu os amo porque essa é a sua chance de recomeçar e porque de alguma forma sinto que esse também é um recomeço pra mim, então só me deixe cuidar de vocês.

Alguns minutos depois Whale voltou e pediu que as duas se encaminhassem pra outra sala, lá ele receitou umas vitaminas pra Regina e pediu que ela voltasse em um mês para uma nova consulta. Deu algumas instruções e disse que deveria evitar esforço físico e fortes emoções, pois uma gravidez múltipla tem mais riscos.

No caminho pra casa Regina estava pensativa, não havia dito mais nada desde que saíram do hospital e Emma notou a preocupação nos belos olhos castanhos que tanto amava, porém nada disse sabia que no momento certo a morena se abriria e contaria o que lhe afligia. Em casa ela foi direto para seu quarto, precisava de um pouco de descanso estava exausta depois de tudo, disse pra xerife que ela poderia voltar aos seus afazeres e não precisava se preocupar com ela, mas Emma foi inflexível e permaneceu lá. Pouco tempo depois de Regina ter adormecido a loira foi até o quarto dela verificar como estava e a encontrou chorando compulsivamente enrolada sem sua cama.

– Regina? O que você tem? – perguntou se sentando ao lado da morena.

– Emma. – disse já abraçando a loira. – Você promete não me deixar? Eu não posso fazer isso sozinha, eu não posso cuidar desses bebês se nem ao menos consigo cuidar de mim. – disse chorando e agarrada fortemente nos braços da sua salvadora.

– Eu prometo não deixar vocês. Agora quer me dizer por que tudo isso?

– Eu sonhei com o Daniel... Emma, ele também me prometeu uma vez não me deixar e ele se foi, duas vezes. – disse ainda abraçada a xerife. – Não posso perder mais ninguém, eu não suportaria.

– Hey, nada de se preocupar, ok? Agora é hora de você se cuidar e de cuidar desses pequenos – disse passando a mão o ventre da morena. – Eles vão te ajudar a passar por isso e todos os dias ao olhar pra eles irá lembrar do Daniel, mas será uma lembrança boa eu prometo a você. – disse abraçando ainda mais forte a morena que soluçava em seus braços.

Depois disso Regina voltou a dormir, dessa vez abraçada a sua salvadora que nunca a deixara, ainda não estava pronta pra abrir seu coração para um novo amor, tudo era recente e seus sentimentos estavam uma bagunça tudo que sabia era que se sentia protegida com Emma por perto e por enquanto era o suficiente. Horas mais tarde acordou e não mais sentiu Emma por perto imediatamente entrou em pânico e começou a gritar, segundo depois viu a bela loira entrando correndo pela porta.

– Regina, o que você tem?

– Emma!

– Tô aqui, teve outro sonho ruim?

– Não.

– Então o que foi?

– Eu... Eu... Entrei em pânico quando não te vi aqui. Desculpe. – disse visivelmente envergonhada e começando a chorar.

– Não chore. Desculpe ter saído sei seu lado, mas precisava ir buscar o nosso jantar, você precisa de alimentar direito e como não sei cozinhar direito fui até o Granny’s pegar o que você mais gosta. – disse abraçando a morena que ainda tinha lágrimas nos olhos.

– Eu não sei o que aconteceu, mas fiquei com tanto medo.

– Não se preocupe com isso, provavelmente são só os hormônios misturados com as emoções de hoje. Quer comer? – perguntou com voz delicada.

– Na verdade não Emma, mas vou tentar mesmo assim. – disse se levantando quando uma pequena tontura a atingiu.

– O que foi, Regina?

– Nada Emma, só uma tontura que já está passando. Deve ser fraqueza.

– Quer que eu traga o seu jantar aqui?

– Não, obrigada. Preciso descer e falar com o Henry. – disse outra vez se levantando da cama. – Emma, e se o Henry não gostar da novidade? E se ele se afastar de mim outra vez? E se ele não fiar feliz com os bebês? – perguntou de uma só vez e com grande medo e insegurança em sua voz. A morena começou a entrar em pânico outra vez.

– Regina, respire. Calma, não se altere tanto porque pode fazer mal pros bebês. – disse a loire esfregando círculos nas costas da morena. – O Henry vai adorar a novidade eu tenho certeza, confia em mim tudo bem?

– Ok, Emma. Você pode ficar comigo?

– Eu não vou te deixar, mas fique tranquila que nosso filho vai adorar ganhar três irmãozinhos. – disse a xerife sorrindo.

O jantar fora relativamente calmo, Regina ainda não tinha contado pro seu filho a grande novidade ela estava com medo apesar das garantias da Emma de que tudo ficaria bem. Assim que acabaram de comer foram até a sala e lá ela sentou no sofá com Henry ao lado direito e Emma do esquerdo, ela logo foi falando.

– Henry eu fui ao médico hoje e tenho uma coisa pra te contar. – disse visivelmente insegura.

– O que foi mãe, meu irmão tá bem?

– Na verdade Henry, você não vai ter um irmão e sim três. – disse olhando diretamente pro seu filho, queria vê a sua reação, mas tava com medo.

– Sério? Isso é tão legal! – disse o menino dando um forte abraço em sua mãe.

– Sim filho. Eu estou grávida de trigêmeos. – disse a morena visivelmente relaxada.

O que aconteceu a seguir foi algo que ela não esperava, seu filho se abaixou até seu ventre e começou a conversar com seus irmãos.

– Hey bebês, eu sou Henry, seu irmão mais velho e prometo de vou cuidar de vocês. Nós vamos brincar muito e eu vou lê pra vocês todos os meus quadrinhos, vou ensinar vocês a andar de bicicleta e montar cavalos. Eu amo vocês. – disse e ao final de seu discurso deixou um leve beijo na barriga da sua mãe.

Essa atitude dele foi algo totalmente inesperado e emocionante e Regina não conteve as lágrimas, ter seu filho ali lhe dando tanto amor e ainda falando tudo aquilo pros seus bebês fez com que mais uma pequena parte de si fosse posta no lugar, ela talvez finalmente tivesse a chance de ser feliz.

Naquela noite Emma não voltou para seu apartamento, ficou no quarto de hóspedes, pois não queria deixar a morena sozinha e essa foi a melhor coisa que poderia ter feito. No meio da madrugada sem conseguir dormir ouviu sons vindo do quarto da prefeita, ao entrar não a viu na cama e sim a luz do banheiro acesa ao chegar lá encontro a morena encostada contra o vaso sanitário, ela estava muito pálida e tremia. Imediatamente pegou uma toalha e umedeceu passando em seguida na testa da morena, esperava que assim aliviasse um pouco do desconforto que ela estava sentindo. Minutos se passaram e mais uma vez Regina estava vomitando, ela quase não tinha mais nada em seu estômago e mesmo assim sentia fortes náuseas, fazia cerca de meia hora que acordara se sentindo muito mal e precisou correr para o banheiro, desde então não teve forças para nada.

– Regina, como se sente? Acha que já pode voltar pra cama? – perguntou a loira que esfregava suaves círculos nas costas da morena.

– Eu não sei Emma, tô me sentindo tão mal. – disse chorando. – Será que os bebês estão bem? – perguntou com voz fraca e cheia de medo.

– Calma, tudo bem? Eles estão bem sim, esses enjoos são comuns na gravidez, não fique com medo eu estou aqui agora. Por que você não me chamou?

– Eu não queria te acordar. – disse ainda fraca.

– Eu estou aqui pra cuidar de você, não tenha vergonha. – disse depositando um leve beijo na testa da morena. – Agora já pode se levantar?

– Acho que sim, mas me sinto tão tonta.

– Vem, eu te levo. – disse pegando a morena no colo e a deixando na cama para em seguida colocar as cobertas sobre ela.

– Agora descanse ok, estarei no quarto ao lado. Boa noite, Regina.

– Emma?

– Sim?

– Você se importaria de dormir comigo essa noite? – pediu ainda enfraquecida e envergonhada.

– Claro que não. – disse já indo para o lado oposto da cama e passando os braços ao redor da bela morena.

– Obrigada, Emma.

– De nada, Regina. Durma bem. – disse aconchegando ainda mais a morena em seus braços. Logo depois o sono se abateu sobre as duas, que dormiram tranquilamente o resto da madrugada.

Notas finais
E então? Fui muito apressada com as coisas? Ou amigos se comportam assim como a Emma? Gostaram de como estou levando as coisas? E o que acham da minha Regina?

Não deixem de me dizer o que pensam, adoro seus comentários.

Evil Kisses :*