Universal Warriors
3 Capítulo 2: Escolhas
Notas iniciais
[Hugo Matos – Atualmente]
Após a vídeo-chamada e as mensagens, comecei a ouvir um barulho de como se fosse um alarme... Eu já sabia o que era, mas queria que não fosse isso. Eu havia desistido disso mas o mundo precisava... Haru precisava, ela não se viraria sozinha. Me levantei e abri o meu armário, o meu uniforme de Warrior estava ali, faz tanto tempo que não o uso... Eu sou mais velho do que as outras pessoas pensam, Warriors envelhecem mais devagar do que humanos pois... Não somos humanos, Haru e eu viemos para esse planeta para proteger dos perigos que vem do lado de fora. Eu não posso deixar os meus amigos em perigo, eu não posso deixar que o planeta que eu deveria proteger acabar em completo caos... Eu preciso terminar a minha missão, mesmo que isso signifique acabar na sarjeta após tudo.
[André Luiz – Rio De Janeiro, atualmente]
— O celular não está pegando... Poderia nos contar o que está acontecendo, Haru? – Perguntei, pois Milk e eu não queríamos ficar de fora do assunto.
— Eu queria poder explicar , mas vocês teriam suas cabeças explodidas de tanta informação... – Ela arrumou o seu vestido, tirando a parte de baixo e amostrando suas pernas – Eu só queria que tudo isso tivesse ficado enterrado e não queria usar esse transformador de novo... – Ela havia colocado a mão em um tipo de coleira que estava em seu pescoço, no centro onde estava vazio surgia um cristal roxo com texturas como uma galáxia roxa.
— Eu acho que vi uma lanchonete aqui perto... E estou com tanta fome... – Marxel disse, apoiado em uma parede.
— Você emagreceu e quer voltar a engordar? Só você mesmo, ex-presunto... – Disse Haru, ela começou a rir logo em seguida.
— Pelo menos eu não ficou com qualquer um que me aparece... – Marxel tá pedindo pra morrer.
— Pelo menos as pessoas me desejam, não é mesmo? Ninguém te quer, Marxel, cai nessa!
— EU VOU TE BATER, HARU!
Quando Marxel deu um passo pra frente, conseguimos ouvir um barulho... Eu não queria acreditar no que estava vendo...
[Breno – Rio de Janeiro, minutos após o ocorrido]
Havia conseguido deixar que minha mãe me deixasse sair, ela havia ficado com medo de que algo acontecesse comigo mas eu não tenho medo. Eu não preciso ter medo. Eu segui a minha intuição de que os outros estariam perto do centro e eu estava certo. Mas alguma coisa estava muito errada, Haru e André estavam no chão perto de alguém caído...
— D-Droga... E-Ele... – Haru começava a enxugar as suas lágrimas, mas elas pareciam uma fonte.
— Ele quem...? – Perguntei, havia acabado de chegar ali e não estava entendendo nada.
— O Marxel... Ele levou um tiro na cabeça do nada... Não teve chances nenhuma de defesa... – Disse André se levantando, ele parecia estar bastante sério.
— A última coisa que fiz com ele foi discutir... Eu prometi a ele que depois de que a gente se encontrasse, iríamos tomar o maior sorvete do centro... Eu me sinto uma inútil... – Haru continuava ao lado do corpo de Marxel, quem havia atirado nele? Por quê?
— Uh...? O que está acontecendo? – Claudia havia acabado de acordar e logo viu Marxel caído no chão – Ele...
— Sim... Ele está morto... – Disse André.
Aquele dia que deveria ser algo bom para os três, acabou em um pesadelo. Isso tudo parece ter saído de um filme de ação, mas... Nunca pensei que alguém poderia matar o Marxel, mesmo sendo grosso às vezes, ele não era nenhuma ameaça e não acho que ele merecia isso. Marxel era humano assim como a gente, mesmo que errasse às vezes, não seria motivo para ser eliminado desse jeito. Não mesmo.
— Então. O que devemos fazer agora? Procurar por quem fez isso com ele e fazer justiça com as próprias mãos? – Disse eu – Acham que conseguiremos fazer isso?
— Vocês não... Mas Hugo e eu sim... Eu quero que vocês vão pra casa ou algum lugar seguro, não quero que se envolvam com isso, vocês não sabem o que está para acontecer e não saberão como se defender de tudo que estará por vir... – Haru finalmente havia parado de chorar – Não importo se vocês querem ir comigo ou não, vocês não vão correr esse risco... Já perdemos um, não podemos perder mais ninguém.
— Como se eu pudesse voltar pra casa... E depois do que aconteceu, não acho que tenha algum lugar seguro! Não acha que seria melhor ficarmos com você, Haru? – Claudia estava certa, nenhum lugar mais parecia seguro, não depois do que aconteceu.
— Eu já disse que não e se vocês não obedeceram por bem, obedecerão por mal! Não quero ser culpada pela morte de vocês, não quero ver a família de vocês chorando ao lado de seus caixões se perguntando: por que isso tinha que acontecer? Por que ele? – Haru estava falando muito sério, ela realmente não queria que fôssemos, mas não desistiríamos assim tão fácil.
— Nem vem! Mataram o meu melhor amigo e eu quero matar quem fez isso! – André estava determinado a fazer aqui.
— É, eu também... Mesmo que eu prefira ficar com a minha gata sentadora de pintos... – Disse Claudia, rindo. Mas todos olharam pra ela com um olhar sério e logo o sorriso sumiu de seu rosto – Tá, desculpa... Não é hora pra isso e blá blá blá...
— Bem, se vocês querem vir comigo terão que ficar mais fortes... E eu sei um jeito rápido pra isso... Só preciso verificar uma coisa... Estão prontos? – Perguntou Haru.
Todos nós acenamos com a cabeça e logo ela juntou as mãos, o seu vestido começou a mudar de cor e Haru começou a flutuar, logo nós flutuamos e um símbolo aparecia no chão, parecia um símbolo astrológico mas não tinha como saber por conta do brilho. Só sei que algo grande estava por vir e que conseguiríamos vingar Marxel. E também... Sinto que eu não irei durar muito... Mas eu não me importo, eu me preocupo é se conseguirei me divertir com essa... Aventura?
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