Notas iniciais
Olha quem voltou!!! Cínica ela, não é?! Oh gente, me perdoa! Tanta coisa que se eu for falar, vocês vão me mandar para terapia.

Melissa Andrews

Olho em volta e o lugar é extremamente enorme, o telhado possui diversas teias de aranhas deixando claro que isso está abandonado há anos. A terra do chão rala em meu corpo e minha boca dói com a pressão do pano amarrado na mesma. Observo a movimentação dos homens fortemente armados e fecho os olhos sentindo minha cabeça doer.

— Parece que seu esposo não está sentindo muito sua falta. — Uma voz sarcástica soa e abro os olhos me deparando com o chefe deles. Ele olha no relógio do pulso e sorri debochado para mim. — Que tal brincarmos um pouco para passar o tempo? — Malicia e pega meus cabelos, puxando-me para ficar de pé.

— Chefe, o que vai fazer? — Um dos capangas pergunta. Arregalo os olhos tremendo de medo e ele me joga no chão.

— Vou ensinar vocês como é ser homem. — Gargalha e se deita sobre meu corpo, empurrando minha cabeça no chão. Quero gritar, mas ninguém vai me ouvir. Quero chorar, mas não tenho forças. Sinto o homem puxar minha calça para baixo, revelando minha calcinha. — Deliciosa! — Resmunga e meu corpo treme.

— Chefe! — Uma voz soa e eu respiro fundo agradecendo. O homem bufa irritado. — Desculpe atrapalhar, mas o riquinho está ligando. — Informa e meu coração acelera. O homem sai de cima de mim e se levanta, pegando o celular.

— Eu disse para ligar apenas quando depositasse o dinheiro. — O homem grita irritado. — Quer ouvir a voz de sua queridinha? Beleza! — Ele se aproxima de mim. — Seu esposo está com saudade da putinha dele. — Cospe em mim e se abaixa, pegando meus cabelos. Gemo de dor e ele ri, abaixando a mordaça de minha boca. — Fala pra ele o que eu vou fazer contigo. — Grita e eu choro.

— Mel... — Justin grita pelo telefone.

— Fala putinha. — Ele aperta ainda mais meus cabelos. — Fala que eu passei a mão na sua bundinha deliciosa.

— Não ouse tocar nela! — Justin grita exasperado e eu sinto meu peito apertar. — Mel, vai dar tudo certo. — Ouço-o dizer.

— Que romântico! — O homem debocha. — Você tem uma hora para fazer a transferência. Se não eu vou foder ela e jogar os restos mortais onde você nunca encontre.

— Mel, eu amo você! — Justin diz antes do homem finalizar a ligação e eu arregalo os olhos extasiada com o que acabei de ouvir. Sinto meu corpo cair no chão, mas não sinto dor, apenas uma sensação de estar completa.

Justin Bieber

— Merda! — Grito passando as mãos pelos cabelos. — Eu vou enlouquecer se não conseguirem achar a localização da Mel. — Ando de um lado para o outro.

— Infelizmente o celular que ele está entrando em contato é criptografado. — O policial que Scooter contratou diz. — Não consigo acessar! — Completa e eu bato na mesa.

— Filho da puta! — Grito.

Ouço alguém bater na porta. — Filho! — Minha mãe adentra a sala. — Alguma novidade? — Se aproxima nervosa e eu nego com a cabeça.

— E se você tentasse outro celular? — Ken pergunta atraindo o olhar de todos. O policial assente com a cabeça e Ken se aproxima. — Consegue com o número? — O homem assente e eu sinto meu peito se encher de esperança. — Tente esse. — Ele entrega o celular. — Ele é um dos capangas de confiança do Mathias, com certeza está nessa com ele.

O homem digita freneticamente no computador e eu cruzo os dedos. — Pelo menos sabemos se ela está bem? — Minha mãe pergunta e eu assinto fechando os olhos.

— Consegui! — O policial diz e eu abro os olhos. — Ele está num balcão abandonado. — Pego as chaves do carro e corro para porta.

— Justin, espere! — Scooter grita. — Precisamos de reforços. Esses homens são perigosos! — Completa.

— Chame todos! — Grito saindo da sala. — Eu vou salvar minha mulher! — Corro para o elevador.

***

— Mínimos movimentos possíveis. — O policial diz enquanto nos escondemos na mata e observamos o galpão rodeado de capangas. Ouço um barulho e olho rapidamente.

— Que porra você está fazendo aqui? — Sussurro para o homem que chega vagarosamente.

— O mesmo que você. — Joseph resmunga. — Não vou deixar Mel sozinha nessa. — Completa e eu olho para Ken.

— Achei que precisaríamos de um advogado! — Explica dando de ombros e eu bufo irritado.

— Isso não é uma aventura! — O policial retruca. — É uma missão de resgate. Vocês não são treinados. — Assinto. — Vocês... — Ele aponta para uma pequena tropa ao lado. — Vão por ali. E vocês... — Outros policiais surgem. — Pelo outro lado. — Ele me olha. — Posso falsificar a transferência para mantê-los calmos e iludidos. — Informa e eu assinto, nervoso. Ele pega o computador e começa digitar freneticamente. — Pronto, está... — O barulho de tiros interrompe e olhamos assustados para o balcão. — Merda! — Ele grita. — Recuar, recuar... — Ele diz no rádio e fazendo sinal para que nos afastemos.

— Não vou sair daqui sem ela. — Grito e ele nega com a cabeça. Olho em volta e vejo os capangas correr e atirar em diversas direções. Observo a arma do policial em sua cintura e pego a mesma, correndo em direção ao fundo do balcão.

— Porra! — Ouço Ken gritar e esqueço tudo que está acontecendo ao redor. Me escondo na parede e olho em volta, ao longe por trás das árvores, vejo os homens fazendo sinal para que eu volte. Por um pequeno buraco na parede, observo o movimento dentro e vejo a ruiva jogada no chão e o homem sentado em uma cadeira, olhando no celular com a arma apontada para ela.

— Foda-se, eu vou tirá-la daqui! — Resmungo e caminho vagarosamente, mirando a arma para frente. Vejo uma pequena entrada e abaixo calculando a passagem.

— MATHIAS! SEU FILHO DA PUTA! — Uma voz grita alto e eu olho, vendo Ken adentrando o espaço tentando atrair sua atenção. O homem se levanta da cadeira.

— Bancando o herói, Keneti! — O homem rebate, sorrindo debochado. Os policiais se escondem seguindo o plano de Ken. Eu adentro silenciosamente por trás e me escondo atrás de um entulho.

— Libere minha irmã! — Ken diz. — Ela não tem nada a ver com isso. — Completa erguendo os braços em forma de rendição.

— Impossível! — Gargalha se aproximando do garoto. — Ela é tão gostosinha e valiosa. — Malicia fazendo meu sangue ferver. — Seu cunhadinho já pagou por ela, mas pensei em pedir mais. O que acha?

— Acho que você é muito burro! — Debocha e logo escuto seu gemido de dor. — Você bate feito uma menina. — Provoca e o homem soca mais uma vez seu estômago. Eu me levanto vagarosamente e me aproximo da ruiva. Ela arregala os olhos ao me ver e eu faço sinal de silêncio com o dedo. Ela assente e eu me abaixo, removendo as cordas de suas mãos e pés. Tiro a mordaça de sua boca. Ela sorri fracamente para mim e eu puxo seu rosto, depositando um beijo rápido e feroz em seus lábios. Alcanço sua cintura, suspendendo-a. Olho para Ken e vejo o homem mirar a arma para sua cabeça.

— Eu não faria isso se fosse você. — Grito e ele me olha rapidamente. Seguro Mel firmemente e miro a arma em sua direção. Ele morde o lábio sorrindo.

— Dois coelhos com uma cajadada só. — Ironiza. — Ou eu diria três? — Mira a arma em minha direção e escuto o som estridente do tiro. Jogo Mel para trás do meu corpo e aperto o gatilho no mesmo instante. Sinto uma dor aguda atingir meu ombro e vejo o homem cair no chão.

— Justin... — Escuto a voz angelical da ruiva dizer e meu corpo atinge o chão. Ela se abaixa ao meu lado e vejo seu rosto machucado, porém lindo como sempre. — Alguém, por favor ajude! — Ela grita com a voz de choro.

— Eu estou bem! — Tranquilizo-a sorrindo. Ela nega com a cabeça e ergo minha mão até seu rosto. — Eu amo você! — Uma lágrima escorre dos seus olhos e ela abre um sorriso meigo.

— Eu amo você! — Ela responde e eu puxo-a para um beijo.

Melissa Andrews

Não sei explicar a sensação de ouvir isso duas vezes, eu só sei dizer que o meu coração parece que vai sair pela boca. Seus lábios tocam os meus e é como se o mundo inteiro parece ao nosso redor. — Precisamos de 3 ambulâncias, por favor! — Uma voz soa me pegando de surpresa e separo nossos lábios, me deparando com o homem que nos olha, decepcionado.

— Joseph! — Ofego.

— Que bom que está bem. — Responde sorrindo de leve. Levanto-me rapidamente, sentindo meu corpo inteiro doer. — Merece meu respeito. — Diz olhando para Justin. — Foi muito corajoso da sua parte! — Completa.

— Eu...

— Conversamos depois, Mel! — Corta-me. — Recupere-se bem. — Dá-me as costas e caminha para longe. Vejo as sirenes aproximando e meu corpo enfraquece. Tudo ao redor parece girar e minha respiração falha.

— Mel...

***

Abro os olhos vagarosamente e pisco algumas vezes sentindo a claridade incomodar. Ouço uma movimentação ao meu lado e viro a cabeça, sendo surpreendida por um loiro de sorriso amarelo e expressão preocupada. — Nem parece que levou um tiro. — Brinco e ele sorri ainda mais. Olho para o curativo em seu ombro. — Onde estou?

— No hospital. — Responde. — Você desmaiou. — Explica. — O médico disse que diversos fatores causaram isso. O esgotamento, o estresse, fome, sede. — Respiro fundo. — Foi um dia daqueles.

— E o tal do Mathias? — Pergunto.

— Morto! — Responde. — Por sorte meu tiro acertou seu peito. — Comemora.

— Não vai complicar para você? — Pergunto confusa. — Quer dizer, não vai preso, não é?

Ele ri. — Legitima defesa e com testemunhas. — Explica. — Ken está em outro quarto, tomando soro. — Franzo o cenho. — Mais está bem. — Completa me tranquilizando. — Vou chamar o médico. — Informa se levantando e saindo do quarto rapidamente. Olho em volta e me sento na cama.

— Finalmente, boas notícias! — Uma voz desconhecida me atrai e eu vejo um homem de jaleco branco adentrar o quarto acompanhado de Justin. — Farei uma avaliação e liberarei vocês para casa, mas quero que sua esposa retorne para fazer alguns exames mais complexos.

— Algum problema, Doutor? — Pergunto.

— Não, apenas exames para verificarmos sua saúde. — Explica. — Passou por maus bocados hoje. — Se aproxima acendendo uma lanterna. — Com licença! — Estende minha pálpebra, analisando minha pupila.

— Quando ela pode vir? — Justin pergunta.

— Descansem uma semana e retornem. — Responde. — É o tempo que retiramos seus pontos.

— Recomendações? — O loiro pergunta e por um momento sinto uma pitada de malicia.

— Aproveitem bastante esse tempinho. — O médico rebate no mesmo tom. — Vou preparar a alta de vocês! — Se retira do quarto.

— Deixa eu adivinhar... — Digo e ele sorri. — É conhecido de sua família. — Resmungo e ele assente.

— Espero que não se importe se ficarmos uns dias na casa de meus pais. — Informa e eu franzo o cenho, confusa. — Achei que faria bem ficarmos em família esses dias e fora de casa um pouco. — Explica.

— Eu não me importo. — Sorrio. — Para você que talvez seja ruim... — Solto lembrando-me por um instante de sua frase.

Eu amo você!

— Por que seria?

— Porque você não poderá sair e dormir fora sem que seus pais saibam. — Comento e logo me arrependo. Ele me olha, confuso. — Desculpe, não quero me meter na sua vida.

— Não há necessidade! — Ele responde.

— Como?

— Não há necessidade de eu sair e dormir fora se a mulher por quem estou apaixonado está ao meu lado! — Solta e tusso me engasgando com a própria saliva.

— Com licença... — A voz do médico atrai nossos olhares. — Vocês estão liberados! — Diz entregando papéis ao loiro.

— Obrigado! — O loiro resmunga. — Vamos, amor! — Solta fazendo meu rosto esquentar e mais uma crise de tosse me pegar.

Justin Bieber

— Chegaram! — Milena grita assim que abro a porta da casa de meus pais. Todos correm para sala e nos recebem com euforia. — Graças a Deus, estão bem. — Ela diz se aproximando e abraçando os irmãos.

— Querido... — Minha mãe choraminga me abraçando levemente. — Como estão? — Me solta e vai em direção aos ruivos.

— Estou orgulhoso! — Meu pai resmunga me puxando para um abraço e eu me contorço sentindo o ombro doer levemente. — Perdão. — Resmunga.

— Pessoal, vamos parar de mimimi... — Brinco. — Esquecer que esse dia aconteceu. — Peço e todos caminhamos para o sofá.

— Já preparei o quarto de todos. — Minha mãe informa.

— Posso ir para o meu? — Ken pergunta friamente atraindo o olhar de todos. Minha mãe assente.

— Segunda porta a direita. — Explica apontando para cima e ele sai sem dizer mais nenhuma palavra. Olho para Mel que devolve o olhar de forma preocupada. — Ele deve estar se sentindo culpado.

— Vou conversar com ele. — A ruiva balbucia.

— Dê um tempo a ele. — Meu pai aconselha. — Deixe-o descansar e amanhã será um novo dia. — Ela assente.

— Eu preciso de um banho e cama. — Resmungo me levantando. — Amor! — Chamo a ruiva que me olha surpresa. — Me acompanha? — Ela cora confusa.

Ela não sabe o quanto deixá-la assim está me excitando.

— Boa noite! — Ela diz envergonhada e todos assentem sorrindo. Subo as escadas e ela me segue. Adentro o quarto e ela fecha a porta atrás de si. — Pode me...

Não a deixo terminar a frase, agarro seu corpo e pressiono-a na porta, selando nossos lábios em um beijo urgente. — Achei que te perderia... — Resmungo em seus lábios e ela pede passagem com a língua, aprofundando o beijo. Afasto nossas bocas e puxo-a para o banheiro.

— O que está fazendo? — Pergunta.

— Tomaremos um belo banho juntos. — Respondo alcançando a alça de sua blusa e puxando-a para baixo. Ela arregala os olhos e eu ligo o chuveiro, agarrando sua cintura e deixando a água quente tocar nossos corpos ainda vestidos. — Você é minha e eu... — Ela olha no fundo dos meus olhos enquanto pego sua mão e apoio em meu peito. — Eu sou seu!