United By Need
15 Sou seu!
Notas iniciais

Melissa Andrews
Olho em volta e o lugar é extremamente enorme, o telhado possui diversas teias de aranhas deixando claro que isso está abandonado há anos. A terra do chão rala em meu corpo e minha boca dói com a pressão do pano amarrado na mesma. Observo a movimentação dos homens fortemente armados e fecho os olhos sentindo minha cabeça doer.
— Parece que seu esposo não está sentindo muito sua falta. — Uma voz sarcástica soa e abro os olhos me deparando com o chefe deles. Ele olha no relógio do pulso e sorri debochado para mim. — Que tal brincarmos um pouco para passar o tempo? — Malicia e pega meus cabelos, puxando-me para ficar de pé.
— Chefe, o que vai fazer? — Um dos capangas pergunta. Arregalo os olhos tremendo de medo e ele me joga no chão.
— Vou ensinar vocês como é ser homem. — Gargalha e se deita sobre meu corpo, empurrando minha cabeça no chão. Quero gritar, mas ninguém vai me ouvir. Quero chorar, mas não tenho forças. Sinto o homem puxar minha calça para baixo, revelando minha calcinha. — Deliciosa! — Resmunga e meu corpo treme.
— Chefe! — Uma voz soa e eu respiro fundo agradecendo. O homem bufa irritado. — Desculpe atrapalhar, mas o riquinho está ligando. — Informa e meu coração acelera. O homem sai de cima de mim e se levanta, pegando o celular.
— Eu disse para ligar apenas quando depositasse o dinheiro. — O homem grita irritado. — Quer ouvir a voz de sua queridinha? Beleza! — Ele se aproxima de mim. — Seu esposo está com saudade da putinha dele. — Cospe em mim e se abaixa, pegando meus cabelos. Gemo de dor e ele ri, abaixando a mordaça de minha boca. — Fala pra ele o que eu vou fazer contigo. — Grita e eu choro.
— Mel... — Justin grita pelo telefone.
— Fala putinha. — Ele aperta ainda mais meus cabelos. — Fala que eu passei a mão na sua bundinha deliciosa.
— Não ouse tocar nela! — Justin grita exasperado e eu sinto meu peito apertar. — Mel, vai dar tudo certo. — Ouço-o dizer.
— Que romântico! — O homem debocha. — Você tem uma hora para fazer a transferência. Se não eu vou foder ela e jogar os restos mortais onde você nunca encontre.
— Mel, eu amo você! — Justin diz antes do homem finalizar a ligação e eu arregalo os olhos extasiada com o que acabei de ouvir. Sinto meu corpo cair no chão, mas não sinto dor, apenas uma sensação de estar completa.
Justin Bieber
— Merda! — Grito passando as mãos pelos cabelos. — Eu vou enlouquecer se não conseguirem achar a localização da Mel. — Ando de um lado para o outro.
— Infelizmente o celular que ele está entrando em contato é criptografado. — O policial que Scooter contratou diz. — Não consigo acessar! — Completa e eu bato na mesa.
— Filho da puta! — Grito.
Ouço alguém bater na porta. — Filho! — Minha mãe adentra a sala. — Alguma novidade? — Se aproxima nervosa e eu nego com a cabeça.
— E se você tentasse outro celular? — Ken pergunta atraindo o olhar de todos. O policial assente com a cabeça e Ken se aproxima. — Consegue com o número? — O homem assente e eu sinto meu peito se encher de esperança. — Tente esse. — Ele entrega o celular. — Ele é um dos capangas de confiança do Mathias, com certeza está nessa com ele.
O homem digita freneticamente no computador e eu cruzo os dedos. — Pelo menos sabemos se ela está bem? — Minha mãe pergunta e eu assinto fechando os olhos.
— Consegui! — O policial diz e eu abro os olhos. — Ele está num balcão abandonado. — Pego as chaves do carro e corro para porta.
— Justin, espere! — Scooter grita. — Precisamos de reforços. Esses homens são perigosos! — Completa.
— Chame todos! — Grito saindo da sala. — Eu vou salvar minha mulher! — Corro para o elevador.
***
— Mínimos movimentos possíveis. — O policial diz enquanto nos escondemos na mata e observamos o galpão rodeado de capangas. Ouço um barulho e olho rapidamente.
— Que porra você está fazendo aqui? — Sussurro para o homem que chega vagarosamente.
— O mesmo que você. — Joseph resmunga. — Não vou deixar Mel sozinha nessa. — Completa e eu olho para Ken.
— Achei que precisaríamos de um advogado! — Explica dando de ombros e eu bufo irritado.
— Isso não é uma aventura! — O policial retruca. — É uma missão de resgate. Vocês não são treinados. — Assinto. — Vocês... — Ele aponta para uma pequena tropa ao lado. — Vão por ali. E vocês... — Outros policiais surgem. — Pelo outro lado. — Ele me olha. — Posso falsificar a transferência para mantê-los calmos e iludidos. — Informa e eu assinto, nervoso. Ele pega o computador e começa digitar freneticamente. — Pronto, está... — O barulho de tiros interrompe e olhamos assustados para o balcão. — Merda! — Ele grita. — Recuar, recuar... — Ele diz no rádio e fazendo sinal para que nos afastemos.
— Não vou sair daqui sem ela. — Grito e ele nega com a cabeça. Olho em volta e vejo os capangas correr e atirar em diversas direções. Observo a arma do policial em sua cintura e pego a mesma, correndo em direção ao fundo do balcão.
— Porra! — Ouço Ken gritar e esqueço tudo que está acontecendo ao redor. Me escondo na parede e olho em volta, ao longe por trás das árvores, vejo os homens fazendo sinal para que eu volte. Por um pequeno buraco na parede, observo o movimento dentro e vejo a ruiva jogada no chão e o homem sentado em uma cadeira, olhando no celular com a arma apontada para ela.
— Foda-se, eu vou tirá-la daqui! — Resmungo e caminho vagarosamente, mirando a arma para frente. Vejo uma pequena entrada e abaixo calculando a passagem.
— MATHIAS! SEU FILHO DA PUTA! — Uma voz grita alto e eu olho, vendo Ken adentrando o espaço tentando atrair sua atenção. O homem se levanta da cadeira.
— Bancando o herói, Keneti! — O homem rebate, sorrindo debochado. Os policiais se escondem seguindo o plano de Ken. Eu adentro silenciosamente por trás e me escondo atrás de um entulho.
— Libere minha irmã! — Ken diz. — Ela não tem nada a ver com isso. — Completa erguendo os braços em forma de rendição.
— Impossível! — Gargalha se aproximando do garoto. — Ela é tão gostosinha e valiosa. — Malicia fazendo meu sangue ferver. — Seu cunhadinho já pagou por ela, mas pensei em pedir mais. O que acha?
— Acho que você é muito burro! — Debocha e logo escuto seu gemido de dor. — Você bate feito uma menina. — Provoca e o homem soca mais uma vez seu estômago. Eu me levanto vagarosamente e me aproximo da ruiva. Ela arregala os olhos ao me ver e eu faço sinal de silêncio com o dedo. Ela assente e eu me abaixo, removendo as cordas de suas mãos e pés. Tiro a mordaça de sua boca. Ela sorri fracamente para mim e eu puxo seu rosto, depositando um beijo rápido e feroz em seus lábios. Alcanço sua cintura, suspendendo-a. Olho para Ken e vejo o homem mirar a arma para sua cabeça.
— Eu não faria isso se fosse você. — Grito e ele me olha rapidamente. Seguro Mel firmemente e miro a arma em sua direção. Ele morde o lábio sorrindo.
— Dois coelhos com uma cajadada só. — Ironiza. — Ou eu diria três? — Mira a arma em minha direção e escuto o som estridente do tiro. Jogo Mel para trás do meu corpo e aperto o gatilho no mesmo instante. Sinto uma dor aguda atingir meu ombro e vejo o homem cair no chão.
— Justin... — Escuto a voz angelical da ruiva dizer e meu corpo atinge o chão. Ela se abaixa ao meu lado e vejo seu rosto machucado, porém lindo como sempre. — Alguém, por favor ajude! — Ela grita com a voz de choro.
— Eu estou bem! — Tranquilizo-a sorrindo. Ela nega com a cabeça e ergo minha mão até seu rosto. — Eu amo você! — Uma lágrima escorre dos seus olhos e ela abre um sorriso meigo.
— Eu amo você! — Ela responde e eu puxo-a para um beijo.
Melissa Andrews
Não sei explicar a sensação de ouvir isso duas vezes, eu só sei dizer que o meu coração parece que vai sair pela boca. Seus lábios tocam os meus e é como se o mundo inteiro parece ao nosso redor. — Precisamos de 3 ambulâncias, por favor! — Uma voz soa me pegando de surpresa e separo nossos lábios, me deparando com o homem que nos olha, decepcionado.
— Joseph! — Ofego.
— Que bom que está bem. — Responde sorrindo de leve. Levanto-me rapidamente, sentindo meu corpo inteiro doer. — Merece meu respeito. — Diz olhando para Justin. — Foi muito corajoso da sua parte! — Completa.
— Eu...
— Conversamos depois, Mel! — Corta-me. — Recupere-se bem. — Dá-me as costas e caminha para longe. Vejo as sirenes aproximando e meu corpo enfraquece. Tudo ao redor parece girar e minha respiração falha.
— Mel...
***
Abro os olhos vagarosamente e pisco algumas vezes sentindo a claridade incomodar. Ouço uma movimentação ao meu lado e viro a cabeça, sendo surpreendida por um loiro de sorriso amarelo e expressão preocupada. — Nem parece que levou um tiro. — Brinco e ele sorri ainda mais. Olho para o curativo em seu ombro. — Onde estou?
— No hospital. — Responde. — Você desmaiou. — Explica. — O médico disse que diversos fatores causaram isso. O esgotamento, o estresse, fome, sede. — Respiro fundo. — Foi um dia daqueles.
— E o tal do Mathias? — Pergunto.
— Morto! — Responde. — Por sorte meu tiro acertou seu peito. — Comemora.
— Não vai complicar para você? — Pergunto confusa. — Quer dizer, não vai preso, não é?
Ele ri. — Legitima defesa e com testemunhas. — Explica. — Ken está em outro quarto, tomando soro. — Franzo o cenho. — Mais está bem. — Completa me tranquilizando. — Vou chamar o médico. — Informa se levantando e saindo do quarto rapidamente. Olho em volta e me sento na cama.
— Finalmente, boas notícias! — Uma voz desconhecida me atrai e eu vejo um homem de jaleco branco adentrar o quarto acompanhado de Justin. — Farei uma avaliação e liberarei vocês para casa, mas quero que sua esposa retorne para fazer alguns exames mais complexos.
— Algum problema, Doutor? — Pergunto.
— Não, apenas exames para verificarmos sua saúde. — Explica. — Passou por maus bocados hoje. — Se aproxima acendendo uma lanterna. — Com licença! — Estende minha pálpebra, analisando minha pupila.
— Quando ela pode vir? — Justin pergunta.
— Descansem uma semana e retornem. — Responde. — É o tempo que retiramos seus pontos.
— Recomendações? — O loiro pergunta e por um momento sinto uma pitada de malicia.
— Aproveitem bastante esse tempinho. — O médico rebate no mesmo tom. — Vou preparar a alta de vocês! — Se retira do quarto.
— Deixa eu adivinhar... — Digo e ele sorri. — É conhecido de sua família. — Resmungo e ele assente.
— Espero que não se importe se ficarmos uns dias na casa de meus pais. — Informa e eu franzo o cenho, confusa. — Achei que faria bem ficarmos em família esses dias e fora de casa um pouco. — Explica.
— Eu não me importo. — Sorrio. — Para você que talvez seja ruim... — Solto lembrando-me por um instante de sua frase.
Eu amo você!
— Por que seria?
— Porque você não poderá sair e dormir fora sem que seus pais saibam. — Comento e logo me arrependo. Ele me olha, confuso. — Desculpe, não quero me meter na sua vida.
— Não há necessidade! — Ele responde.
— Como?
— Não há necessidade de eu sair e dormir fora se a mulher por quem estou apaixonado está ao meu lado! — Solta e tusso me engasgando com a própria saliva.
— Com licença... — A voz do médico atrai nossos olhares. — Vocês estão liberados! — Diz entregando papéis ao loiro.
— Obrigado! — O loiro resmunga. — Vamos, amor! — Solta fazendo meu rosto esquentar e mais uma crise de tosse me pegar.
Justin Bieber
— Chegaram! — Milena grita assim que abro a porta da casa de meus pais. Todos correm para sala e nos recebem com euforia. — Graças a Deus, estão bem. — Ela diz se aproximando e abraçando os irmãos.
— Querido... — Minha mãe choraminga me abraçando levemente. — Como estão? — Me solta e vai em direção aos ruivos.
— Estou orgulhoso! — Meu pai resmunga me puxando para um abraço e eu me contorço sentindo o ombro doer levemente. — Perdão. — Resmunga.
— Pessoal, vamos parar de mimimi... — Brinco. — Esquecer que esse dia aconteceu. — Peço e todos caminhamos para o sofá.
— Já preparei o quarto de todos. — Minha mãe informa.
— Posso ir para o meu? — Ken pergunta friamente atraindo o olhar de todos. Minha mãe assente.
— Segunda porta a direita. — Explica apontando para cima e ele sai sem dizer mais nenhuma palavra. Olho para Mel que devolve o olhar de forma preocupada. — Ele deve estar se sentindo culpado.
— Vou conversar com ele. — A ruiva balbucia.
— Dê um tempo a ele. — Meu pai aconselha. — Deixe-o descansar e amanhã será um novo dia. — Ela assente.
— Eu preciso de um banho e cama. — Resmungo me levantando. — Amor! — Chamo a ruiva que me olha surpresa. — Me acompanha? — Ela cora confusa.
Ela não sabe o quanto deixá-la assim está me excitando.
— Boa noite! — Ela diz envergonhada e todos assentem sorrindo. Subo as escadas e ela me segue. Adentro o quarto e ela fecha a porta atrás de si. — Pode me...
Não a deixo terminar a frase, agarro seu corpo e pressiono-a na porta, selando nossos lábios em um beijo urgente. — Achei que te perderia... — Resmungo em seus lábios e ela pede passagem com a língua, aprofundando o beijo. Afasto nossas bocas e puxo-a para o banheiro.
— O que está fazendo? — Pergunta.
— Tomaremos um belo banho juntos. — Respondo alcançando a alça de sua blusa e puxando-a para baixo. Ela arregala os olhos e eu ligo o chuveiro, agarrando sua cintura e deixando a água quente tocar nossos corpos ainda vestidos. — Você é minha e eu... — Ela olha no fundo dos meus olhos enquanto pego sua mão e apoio em meu peito. — Eu sou seu!
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