United By Need
12 Pílula Da Verdade
Notas iniciais

Justin Bieber
Paro o carro no estacionamento e desligo o motor. Suspiro e deito a testa sobre o volante. Tem muita coisa acontecendo ao mesmo tempo, me sinto como numa montanha russa. Algumas horas encima, outra embaixo. Não consigo distinguir o que sinto e o que quero. Penso na ruiva e no que ela está fazendo nesse momento e um fervor sobe em minha garganta. Retiro o cinto e abro a porta do carro, descendo do mesmo.
Fecho a porta e travo o veículo, caminhando vagarosamente para o elevador. Adentro o pequeno espaço e em poucos segundos, desço no andar desejado. Aperto a campainha e a porta se abre em minha frente, revelando uma loira de sorriso largo e uma lingerie vermelha.
— Eu sabia que você voltaria logo! — Resmunga se aproximando e me puxando pela gola da camisa. — Estava com tanta saudade. — Completa fechando a porta e me empurrando em direção ao sofá da sala.
— Hailey...
— Não precisa dizer nada, amor! — Interrompe-me me derrubando sentado no sofá e se sentando sobre meu colo. Alcanço sua cintura e suspendo-a, retirando.
— Não vim aqui para isso. — Digo me afastando. Ela me olha com a expressão confusa e lambe os lábios, nervosa. — Quero que pare com as ameaças.
— Foi a única maneira que encontrei de te acordar dessa loucura, querido! — Responde se levantando e voltando a se aproximar. Ela põe as mãos em meu peito. — Você simplesmente sumiu, não me deu notícias e quando eu vi, você já estava nas manchetes grudado com aquela mulher.
— Ela é minha esposa, Hailey! — Digo irritado. — Eu não te devo satisfações de quando decido sair com minha esposa. — Completo e ela franze o cenho, desconfiada.
— Transou com ela? — Pergunta.
— O que?
— Você transou com ela, não foi? — Grita irritada, se afastando. — Você trepou com aquela vadia e por isso está me descartando.
— Controle-se! — Devolvo no mesmo tom. — Não te interessa saber da minha vida intima com a Mel.
Ela abre a boca. — Agora é Mel? — Grita. — Já estão íntimos! — Debocha e eu passo as mãos pelos cabelos. — Por isso deixou ela atender seu celular e debochar de mim?
— O que? — Franzo o cenho.
— Eu te liguei, Justin. — Ela grita andando de um lado para o outro. — E aquela vadia atendeu e me fez ouvir momentos felizes do casal do ano. — Completa pegando um jarro de vidro e jogando no chão.
— Se você não se controlar, eu vou embora! — Digo calmamente e ela me olha, furiosa.
— Ouse! — Rebate com determinação. — Se você for embora, ou melhor, se você me descartar, ou transar com aquela mulher novamente, eu juro que todos vão saber do acordo de vocês! — Aponta-me o dedo se aproximando.
— Maldita hora que confiei em você. — Respondo. — Eu deveria saber, baseado no seu passado, que você não era de confiança.
Ela ri. — Querido, você só está iludido. — Cola seu corpo no meu. — Comeu uma fruta nova e virgem, mas você sabe que é disso aqui que você gosta. — Completa pegando minha mão e passando por seu corpo. — Ela jamais vai fazer contigo o que eu faço e jamais vai te dar tudo que eu te dou. — Coloca minha mão em sua vagina. — Você já me quis no lugar dela no passado, lembra? — Sorri maliciosa.
— Desculpe... — Puxo minha mão. — Mas, eu não vou transar com você. — Completo me afastando. — Estou indo embora!
— Você vai voltar! — Ela diz confiante. — Ah não ser que queira seu rosto estampado nas redes, como mentiroso. — Pisca e eu lhe dou as costas. Abro a porta e saio batendo a mesma.
Melissa Andrews
Abro a porta da lanchonete e percorro meus olhos pelo espaço. Lá está ele, sentado numa mesa, olhando para sua xicara de café e com os pensamentos longe. Me aproximo vagarosamente e paro em sua frente. Ele ergue o olhar e sorri fracamente.
— Desculpe se eu demorei... — Resmungo me sentando em sua frente. Ele nega com a cabeça.
— Fiquei surpreso quando me chamou. — Diz. — Você sumiu depois daquela festa. Fiquei preocupado, porém depois vi que estava bem. — Arqueio as sobrancelhas. — Havia fotos de você e seu esposo em todo canto. — Explica.
— Ah, isso... — Suspiro. — Não importa aonde vamos, precisamos manter as aparências.
— Não parecia fingimento para mim. — Rebate levando a xícara até a boca e bebericando o café.
— Ah é? — Sorrio. — Então o que acha que eles entenderiam se tirassem uma foto nossa nesse exato momento? — Brinco.
— Que você está tomando café com seu advogado. — Ri. — Talvez surgiriam especulações de que você está planejando um divórcio, ou uma nova compra, algo do tipo. — Brinca.
— Será que não pensariam que eu estou aqui porque planejo que meu advogado me leve para um local mais privado? — Pisco.
— Banheiro ou meu apartamento? — Resmunga baixinho. Eu mordo o lábio e ele sorri.
— Podemos começar com banheiro. — Molho os lábios. — Se você me convencer, talvez seu apartamento. — Sussurro.
— Talvez o contrato para compra da lanchonete te convença? — Pisca pegando um papel de dentro da bolsa e me estendendo. — Não sabia se ia voltar me procurar, mas queria te entregar isso.
Pego o papel e pisco animada. — Com certeza, isso me convence a conhecer todos os vãos do seu apartamento. — Sorrio abertamente e pisco flertando com ele.
***
— Você estava com ele? — Uma voz soa e eu pulo assustada. Acendo a luz do quarto e olho para o homem sentado na cama. — O que estavam fazendo até agora? — Continua.
Fecho a porta do quarto e jogo a bolsa sobre a cadeira. — Acredito que o mesmo que você. — Digo me sentando do outro lado da cama e retirando os sapatos. Ele se vira para me olhar.
— O que acha que eu estava fazendo? — Pergunta com o cenho franzido. Dou de ombros e me levanto caminhando para dentro do closet. Ouço seus passos atrás de mim. — Eu não transei com ela! — Resmunga e sinto-o puxar meu braço, virando-me e encarando-me olho no olho.
— Quem pode garantir isso? — Sorrio debochada, puxando meu braço. Ele segura mais firme.
— Eu. — Rebate e eu nego com a cabeça. — Beleza! — Ele ri maliciosamente e me puxa em sua direção, agarrando minha cintura, suspendendo-me e colocando-me sobre a cômoda do closet. — Vou te mostrar o quanto meu corpo precisa de você! — Finaliza selando nossos lábios em um beijo feroz.
Sinto suas mãos caminharem pelo meu corpo e ajudo-o a se livrar de minhas roupas. Ele se afasta e me olha de cima abaixo enquanto desabotoa a camisa. Mordo o lábio e ele sorri, desabotoando a calça e jogando todas as roupas longe. Seu membro já pulsa por mim e um arrepio percorre meu corpo. Ele segura minha cintura e me coloca no chão, virando-me de costas e me deixando de quatro.
— Eu quero você assim! — Resmunga me penetrando vagarosamente. Me agarro na cômoda e ele enfia fundo e forte. — Você é minha! — Sussurra em meu ouvido, apoiando seu corpo sobre o meu. — Diga! — Acelera os movimentos e eu jogo a cabeça para trás.
— Justin... — Gemo.
— Diga, Mel! — Morde meu pescoço. — Diga que não transou com ele. Diga que é somente minha. — Implora e sinto sua mão descer até meu clitóris e estimulá-lo.
— Sou sua... — Ofego e ele sorri em meu pescoço. Ele desce a mão para minha perna e estende a mesma, penetrando-me mais fundo. — Ah... — Grito sedenta de prazer.
— Goze amor! — Ele sussurra com uma voz sexy que faz meu corpo entrar em combustão. — Goze para mim. — Abro a boca e me permito. Gozo ao redor de seu membro e em poucos segundos, sinto-o me preencher com seu líquido quente.
— Justin... — Ofego e um pensamento corre em minha mente. — Não usamos proteção!
Ele me vira, colocando-me de frente. — Somos casados, não precisamos nos preocupar com isso. — Sorri depositando um beijo em meus lábios.
— Você sabe o que pode acontecer. — Resmungo. — Eu posso acabar engravidando. — Completo e ele pega minhas pernas, suspendendo-as e colocando em volta d sua cintura. Seguro seu pescoço.
— Não é o que casamento, gera? — Brinca. — Casais tem filhos! — Franzo o cenho. — E já que fizemos isso, não tem problema se fizermos de novo. — Malicia me carregando para fora do closet e me levando para o banheiro. — Vamos nos lavar. Eu preciso de um segundo round. — Morde o lábio.
Justin Bieber
Abro os olhos e a imagem da ruiva deitada ao meu lado é a primeira e mais bonita paisagem que vejo. Sorrio com as lembranças da noite passada e aproximo minha mão de seu rosto, retirando uma mecha de cabelo do mesmo.
Eu juro que todos vão saber do acordo de vocês!
As palavras frias da mulher voltam em minha mente e eu me afasto da ruiva. Passo as mãos pelo rosto e bufo irritado. Preciso resolver isso o quanto antes. Levanto-me da cama e caminho para o banheiro. Fecho a porta e ligo o chuveiro, banhando meu corpo, deixando as frustações descer pelo ralo. Saio do banho e encontro a ruiva ainda dormindo. Adentro o closet e visto minha roupa. Saio do quarto, observando uma última vez a ruiva nua deitada em nossa cama.
— Bom dia! — Resmungo assim que chego na sala de jantar. Maria prepara a mesa de café da manhã. — Maria, poderia por favor comprar uma pílula do dia seguinte e dar para Melissa?
Ela arregala os olhos. — Tem certeza, Sr. Bieber? — Sorri. — Um filho, é uma benção para o casamento. — Completa se aproximando e me servindo uma xícara de café.
— Ainda é muito cedo. — Sorrio. — Queremos aproveitar o casamento primeiro. — Ela assente. — Se puder fazer isso antes dela acordar, fico agradecido. — Me levanto. — Vou tomar café no escritório! — Saio o mais rápido da casa.
Adentro o elevador e aperto o botão da garagem, em poucos segundos estou no subsolo. Caminho até meu carro e adentro o mesmo. Eu preciso pensar. Ligo o veículo e dou partida para fora dali. Aperto o botão que disca o número de Scooter e ele atende rapidamente.
— Bieber? — Chama. — O que aconteceu? Me ligando tão cedo. — Completa e ouço seu bocejo. Olho para o relógio que marca seis da manhã.
— Eu estou fodido, cara! — Respondo acelerando mais o veículo. — Hailey me colocou contra parede. — Bufo.
— Eu te disse que ia dar merda. — Devolve no mesmo tom. — Te falei que ela ia te trazer problemas, afinal é o que ela sabe fazer de melhor. — Passo a mão pelos cabelos. — O que porra ela fez?
— Disse que vai contar sobre meu acordo com Melissa. — Respondo adentrando o estacionamento da empresa.
— Por que ela faria isso?
— Porque ela sabe que eu e Melissa transamos. — Solto e logo me arrependo. — Merda!
— O QUE? — Grita. — Quando isso aconteceu? — Exaspera. — Eu te disse que você estava se envolvendo demais com Melissa. Que você ia acabar se apaixonando. — Paro o veículo numa vaga qualquer e desligo o motor.
— Scooter, não te liguei para ouvir tantos “eu te disse”. Liguei porque preciso de solução. — Bufo e ele ri.
— Por hora, não tem muito o que fazer. — Responde. — Você precisa se afastar de Melissa e manter as aparências para as redes. — Bato as mãos no volante. — Se afastando pelo menos, você evita de se apaixonar por ela e evita problemas, por enquanto.
— É tarde demais! — Rebato.
— O que quer dizer com isso? — Pergunta e eu retiro o cinto de segurança. — Você realmente se apaixonou por ela?
— Estou no escritório. — Ignoro sua pergunta. — Espero você aqui para pensarmos em algo juntos. — Finalizo desligando a chamada e saindo do carro.
Melissa Andrews
— Bom dia! — Digo assim que chego na sala de jantar e encontro meus irmãos tomando café.
— Bom dia. — Ambos respondem.
— Noite boa? — Milena pergunta com um tom malicioso. — Ouvi vocês do meu quarto. — Completa e minhas bochechas esquentam, envergonhada.
— Milena! — Keneti reclama. — Mel, pode me emprestar uma graninha hoje? — Pergunta com uma cara de santo. Reviro os olhos e suspiro.
— Não vai fazer nada de errado? — Pergunto alcançando uma fatia de bolo e comendo-o. Ele nega com a cabeça e eu franzo o cenho, desconfiada. — Vou confiar em você. — Sorrio. — Tenho uma novidade para vocês. — Resmungo e eles me olham, atentos. — Comprei a lanchonete dos nossos pais.
— Não? — Milena grita animada. — Finalmente aquele porco vai deixar de ser o dono.
— O melhor foi ter recuperado nosso patrimônio. — Comemoro e eles sorriem. — A propósito, vocês viram o Justin? Quero contar a ele.
— O marido é seu. — Milena diz indiferente.
— Quando descemos, ele não estava aqui. — Keneti responde. — Naria deve saber. — Conclui e ouço o som do elevador. — E por falar nela...
— Bom dia! — Maria se aproxima. — Sra. Bieber, o seu esposo pediu para que tomasse isso. — Ela me estende uma sacola de farmácia. Franzo o cenho e pego a mesma. — Vou buscar a água. — Conclui indo para cozinha. Pego a caixa de dentro da sacola e me deparo com uma pílula do dia seguinte.
Não é o que casamento, gera? Casais tem filhos!
As palavras dele se repetem na minha mente e eu fico confusa. Onde está o homem que fazia planos comigo ontem? Pisco sem entender nada e noto os olhares dos meus irmãos. Maria volta da cozinha com um copo de água e me oferece. Nego com a cabeça e me levanto irritada, indo em direção ao elevador.
Justin Bieber
Ouço uma batida na porta e sem tirar os olhos da janela, ordeno que adentre. — Scooter! — Chamo, mas não recebo resposta, viro a cadeira e olho para a figura em minha frente.
— Oi amor! — Hailey sorri fechando a porta e se aproximando. — Aposto que sou uma imagem melhor que Scooter. — Brinca se encostando na mesa e colocando a mão em meus cabelos. — Pensou no que conversamos?
Balanço a cabeça e tiro sua mão educadamente de mim. — Hailey, já disse para não vim no meu local de trabalho. — Resmungo impaciente.
— Por que está sendo tão frio comigo? — Pergunta e eu dou de ombros. — Não tem problema, eu sei como te esquentar. — Morde o lábio e gira minha cadeira, me colocando de frente para ela e se ajoelhando em minha frente. — Você sabe que quer isso! — Sorri abrindo o botão e o zíper da minha calça.
— Hailey, não! — Empurro sua mão. Ela insiste e rapidamente pega meu membro, colocando-o para fora e aproximando sua boca do mesmo.
— Lembre-se de quando gozou em minha boca... — Ela diz olhando em meus olhos e passando a língua por minha extensão. — Ela já fez um boquete para você? — Chupa vagarosamente até o fim e volta para ponta. — Eu deixo você derramar na minha boca, amor! — Acelera os movimentos e começa me estimular com a mão. Não resisto em levr a mão até seus cabelos, segurando e empurrando sua cabeça mais fundo.
— Não... — Resmungo puxando sua cabeça para cima. — Não posso fazer isso. — Ela me olha com a expressão mais sexy possível.
— Você não consegue resistir. — Ela ri.
— Eu... — Sou interrompido pela porta sendo aberta ferozmente. Olho para imagem em minha frente e vejo uma ruiva furiosa, observando a cena. Arregalo os olhos e analiso a situação. Ainda seguro os cabelos de Hailey, ela lambe os lábios e minhas calças estão abertas. — Mel, não é nada...
— Nada do que ela está pensando? — Hailey debocha rindo e tira a minha mão de seus cabelos, ficando de pé. — Não diga isso, querido! — Completa passando os dedos pelos lábios e chupando-os. — Seu gosto estava uma delícia. — Provoca.
— Tem razão. — Mel diz rindo e eu arregalo mais meus olhos. — Ele estava uma delícia. — Completa e Hailey franze o cenho, confusa. — Tenho certeza de que é porque você chupou uma parte do sabor do meu orgasmo no pau dele. — Finaliza e Hailey me olha, incrédula.
— Como é que é? — Hailey bufa.
— Por mais que ele tenha tomado banho, não acho que tenha saído todo o resquício da nossa noite passada. — Engulo em seco, me levantando e fechando as calças.
— Mel, vamos...
— A propósito, querido... — Ela me corta e estende uma sacola de farmácia. — Obrigada por se lembrar de nos precaver. — Diz pegando a pílula e jogando dentro da boca. — Não devemos ter filho por agora mesmo, ainda precisamos curtir muito nosso casamento. — Engole o remédio e sorri, jogando a sacola no chão e saindo da sala.
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