Unintentionally loved you
7 Capitulo Seis - Tic-Toc
Notas iniciais
– Aahhh Hime-chaaaan! – dizia a garota desesperada pelo telefone – O que eu faço agora?
Orihime suspirou, fechou os olhos e pensou no que dizer a amiga. Não sabia bem o que poderia falar para ajudá-la, afinal o que ambos queriam havia acontecido.
– D-desculpe Nell-chan... Mas, eu realmente não sei – respondeu.
A ruiva ouviu a esverdeada suspirar do outro lado do telefone: — Eu o amo tanto Hime-chan...
– Eu sei – respondeu – E sabe o que eu acho?
– O que?
– Que você deveria falar com ele. Não só sobre esse beijo, mas sobre seus sentimentos também.
Nelliel ficou quieta por um instante, sua amiga estava certa. Ela tinha que falar com Grimmjow, tanto sobre o beijo quanto sobre seus sentimentos. Ela o amava afinal, e ele tinha que saber isso. Mas, e a coragem? E o medo de ser rejeitada?
– Você está certa – Disse por fim – Cedo ou tarde ele terá que saber sobre isso...– Ela suspirou do outro lado do telefone — Bom, desculpe-me por te ligar esta hora Hime-chan. Até mais.
– Aahh sem problemas Nell-chan, estou aqui para isso. Até.
Assim que Orihime desligou o telefone, Ulquiorra apareceu na sala e a abraçou por trás. A ruiva deitou sua cabeça no ombro nu do rapaz e suspirou. Nem a história deles, era tão complicada quanto a história de Nelliel e Grimmjow.
– Grimmjow? – perguntou ele, afastando os cabelos alaranjados dela, para beijar-lhe o pescoço de leve.
– Sim – respondeu ela – Eles se beijaram.
Ulquiorra soltou uma risada baixa: — Eu soube, Grimmjow fez questão de ligar-me para contar o ocorrido. Parecia uma garotinha apaixonada – ele a virou para si – Bom... Está tarde não acha? Porque não voltamos para a cama e...
– Dormimos – disse Orihime, soltando-se do abraço do moreno e caminhando para o quarto.
Ele suspirou: — É... Dormimos...
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Ele bufou, enquanto escutava o telefone tocar sem parar. Havia acordado de mal humor naquela manhã e aquele barulho irritante do telefone, estava tirando-o do sério. Grimmjow, respirou fundo e suspirou, quando o telefone parou de tocar: “Finalmente”. Pensou, enquanto continuava a digitar em seu notebook.
#Tririririn #Tririririn #Tririririn #Tririririn
– Já chega – grunhiu pegando o telefone e o atendendo – Akane, acho que havia lhe dito, que não queria ser incomodado hoje, não é mesmo?
–Desculpe-me sr. Jaegerjaquez, mas a srta. Nelliel não para de ligar.
– Nelliel? – disse ele arregalando os olhos – Por que não me passou a ligação antes Akane?
– Mas o senhor havia dito qu..
– Eu sei o que disse, agora passe a ligação rápido! — interrompeu ansiosa. Não via a hora de ouvir a voz doce de Nelliel
A moça não respondeu, apenas transferiu a ligação. Grimmjow, sentia como se seu coração estive-se parado. Haviam se passado 4 dias desde que eles se beijaram. Durante esses 4 dias, Nelliel não havia dado sinal de vida. Ele ligava, mandava e-mail, ia até a casa da esverdeada, mas nada de encontrá-la. Ela estava evitando-o e ele já estava cansado disso.
– Grimm-kun? – a simples voz de Nelliel, fez o coração de Grimmjow vacilar uma batida – Grimm-kun,você está ai? – ele fechou os olhos respirando fundo, ouvir a voz dela, era como um calmante para sua alma – Hm... Grimm-kun...?
– A-ahn...Oi Nell – respondeu ele – Desculpe, eu estava um pouco... Distraído.
– Sem problemas – respondeu ela, soltando uma risadinha – Hm... Você está bem?
– Sim – respondeu ele, enquanto olhava o relógio – E você?
– Bem... – Nelliel suspirou.
–“Precisamos conversar” – disseram ambos.
– O-okay...– Respondeu ela gaguejando — Venha até minha casa, hoje a noite, para conversarmos.
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O “tic-toc” do relógio, já estava enlouquecendo-a. Já era oito e meia da noite, e nada de Grimmjow aparecer. Suspirou. Após pensar por longos 4 dias, ela havia decidido que falaria sobre seus sentimentos ao rapaz, afinal, da forma que havia fugido após aquele simples beijo, até o mais lerdo dos homens, notaria.
Mas não ele. Não Grimmjow. O que ele tinha de rebeldia e teimosia tinha de lerdeza. Claro, ela poderia estar errada, ele poderia ter percebido. Mas...
A campainha tocou. Nelliel levantou do sofá de supetão e correu para a porta, segurou a maçaneta e respirou fundo. Estava na hora. A esverdeada abriu a porta e após 4 dias longe de Grimmjow, assim que ela pos os olhos sobre ele, seu coração disparou.
– Você demorou.
– Ninguém mandou, não deixar um horário específico. – respondeu ele, adentrando a casa e retirando sua gravata junto de seu Blayzer, como já era de seu costume – Então Nell – disse ele, depositando as peças sobre o braço do sofá e abrindo os botões da gola de sua camiseta – O que deseja, falar comigo?
Nelliel prendeu a respiração: — A-ahn... Bom... É que...
– Que...?
– Hm... Q-que...
– Que...?
– Grimmjow, assim você me atrapalha!
Ele riu: — Desculpe Nell-chan, só queria lhe irritar um pouco.
Ignorando o que o rapaz havia acabado de lhe dizer, Nelliel respirou fundo, fechou os olhos e pensou “É agora”.
– Grimm-kun... – Ela abaixou a cabeça pra falar – Eu... Te chamei aqui hoje, com a intenção inicial de lhe pedir desculpas... – ela o encarou envergonhada, percebendo o olhar interrogativo que Grimmjow lançava pra si.
– Desculpas pelo o que Nell? – perguntou ele, franzindo a testa. Por mais, que Grimmjow soubesse o porque ela estava pedindo desculpas, ele também sabia que não era necessário algo assim. Eles haviam se beijado sim, mas isso não significava que ele estava brabo com ela ou algo do tipo. Não havia motivo para desculpas.
– D-deixe-me terminar Grimmjow... N-não me interrompa, por favor.
O rapaz assentiu, fechando a boca e observando-a. Nelliel respirou fundo mais uma vez, prendendo a respiração e fechando seus olhos. Suas mãos suavam, seu estomago estava tão gelado, que parecia que a mesma havia comido 4 potes enormes de sorvete, de uma única vez. Estava nervosa, com medo da reação dele, até mesmo pensou em desistir de falar, mas logo depois deixou essa ideia de lado. Soltou o ar que estava prendendo em seus pulmões, agora que começou teria que terminar.
– B-bom... – recomeçou ela – Eu até te pediria desculpas Grimmjow... M-mas... Simplesmente não consigo – ela abriu os olhos e o encarou, diretamente nas orbes azuis do rapaz – Não consigo, pedir perdão ou desculpas para o homem que eu amo, por tê-lo beijado, nem que tenha sido sem a intenção de o fazê-lo... Eu... Simplesmente não consigo... Eu te amo demais, pra ficar triste e me sentir culpada por ter lhe beijado... Eu seria louca se o fizesse... Então... – ela sorriu, e olhou para baixo – Saiba, que por mais que você tenha ficado com raiva de mim, pensando que sou a garota mais idiota do mundo por ser apaixonada por ti, desde meus 13 anos de idade ou achando que sou trouxa, por simplesmente estar falando tudo isso para você. Eu, continuarei te amando.
Silêncio. Um silêncio que durou por longos minutos, que para a garota, mais pareciam séculos. Grimmjow estava surpresa com o que acabará de ouvir. Estava sonhando ou algo do tipo, afinal para ele, ela nunca teria esse sentimento. Seu coração batia freneticamente, sua voz sumiu de sua garganta, como se por um passe de mágica, suas cordas vocais houvessem saído para dar uma volta. Enquanto por fora, ele estava sério. Por dentro, ele estava em colapso. Mal conseguia respondê-la.
– Você... Não irá falar... Nada? – perguntou ela, já tristonha com o silêncio mortal do rapaz – Pelo o amor de Deus Grimmjow! Diga-me pelo menos “Pão”
Mais uma vez o silêncio se fez presente no local, apenas o tic-toc do relógio dava o ar de sua graça. Nelliel abaixou a cabeça sentindo-se mal e bem ao mesmo tempo. O silencio de Grimmjow acabava com ela, mas o alivio que sentia por ter falado tudo aquilo para ele, era imenso.
– Teria sido melhor, me dito que não gostava de mim também... – disse ela, coma voz embargada, seus olhos cheios de lágrimas – Seu silêncio só acaba comigo...
Nesse momento Grimmjow sentiu seu corpo todo agir por conta própria, seu braço se esticou em direção a esverdeada e a puxou para próximo de si. Nelliel o encarou, as lágrimas escorreram pelo rosto dela, os olhos dele desceram pelo rosto dela até focarem nos lábios tão desejados por ele e sem ao mesmo dizer nada ele a beijou.
Salgado ou doce. Chocolate ou Cereija. Ele não soube distinguir logo de cara, qual era o gosto que sentia. Só sabia, que nenhuma outra mulher, em toda a parte do corpo tinha um gosto tão bom, quanto o dos lábios de Nelliel.
Ela estava estática, incrédula, não processou na hora o que estava acontecendo, em um momento estava chorando, no outro estava beijando Grimmjow. Seus olhos estavam arregalados por breves segundos, mas logo os fechou correspondendo ao beijo. Sentiu a mão do rapaz a puxar pela cintura e a outra ser depositada em sua nuca, aprofundando o beijo de ambos, ela enlaçou seus braços em volta do pescoço dele e apenas se deixou levar pelo momento.
Logo eles tiveram que separarem-se por conta de ar. Ofegante, Grimmjow colou sua testa a de Nelliel e a fitou, ela continuava com os olhos fechados, como se tivesse medo de abri-los e ver que, ele não estava mais lá. Ele acariciou o rosto dela, de leve e sorriu de canto.
– Baka — disse ele rindo — Se você soubesse... O quanto ansiei por ouvir essas palavras, vindas de você... – continuou – O quanto desejei escutar... O quanto... – ele deu um selinho nela – O quanto tive medo de não ser correspondido por você.
Nelliel abriu os olhos rapidamente, as orbes arregaladas, a boca aberta. Ela não cria no que acabará de ouvir do rapaz. Grimmjow riu, com a feição da esverdeada, tratou de beijá-la rapidamente e então disse:
– Eu também te amo Nell.
Nelliel não soube o que falar, como reagir, simplesmente fez a primeira coisa que veio a sua cabeça. Abraçá-lo fortemente, enterrando seu rosto no peitoral definido do rapaz. Sorrindo, ele a segurou pelo queixo e levantou seu rosto para que ela o olha-se, tomou os lábios dela em um beijo novamente, dessa vez não tão demorado.
– Muita viadagem para um momento só – disse ele, interrompendo o beijo.
Nelliel riu: — Viadagem demais – concordou ela, observando o sorriso que dançava no rosto de Grimmjow.
– Nelliel... – disse ele – Você que namorar comigo?
E pela terceira vez durante a noite, o silencio se fez presente no local, deixando apenas o calmo tic-toc do relógio.
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