Unforgettble Love
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Prefácio
O sol brilhava forte, o vento soprava uma brisa gélida e agradável, as arvores balançavam em um único ritmo fazendo as folhas secas caírem, fazendo um lindo tapete colorido pelas ruas da cidade, o outono estava dando a sua linda presença. Naquela manhã o centro da cidade estava lotado, as pessoas passavam com pressa, e uma loira caminhava com tanta pressa que esbarrava nas pessoas, não dando tempo de se desculpar, já que falava em alemão ao telefone, parou e esperou pacientemente o sinal fechar, e quando fechou saiu ainda mais apressada indo em direção a um prédio grande, todo de vidro de dezoito andares.
Ela entrou apressada passando por todos que a cumprimentavam fazendo uma breve reverência, ela apresou o passo e entrou no elevador, que tinha acabado de chegar e ficar vazio entrou no mesmo e logo em seguida desligou o telefone, dando uma longa suspirada, minutos depois estava no último andar, as portas se abriram revelando sua secretária que já a esperava, ela saiu a cumprimentando indo em direção a sua sala, sendo seguida.
—Bom dia, Amay! —exclamou já sentada em sua cadeira, encarando sua secretária que estava sentada em sua frente, com um pequeno bloco de anotações em mãos.
—CEO Yamanaka, a Srtª tem uma reunião daqui a dez minutos! — disse olhando-a.
—Ok, quase não chego—murmurou, dando um suspiro—Eu vim de metrô!
—E o seu motorista?
—Você sabe que odeio e odeio dirigir! —murmurou—Mas, voltando ao assunto, peça para todos os diretores dos setores estarem na reunião, preciso dar um comunicado! —disse, fazendo a morena balançar a cabeça—Elas chegaram?
—Sim, apenas a CEO Fuyimoto estar em sua sala, já CEO Haruno ainda não chegou!
—Como sempre! —murmurou, dando um suspiro—Mais alguma coisa?
—Sim, sua mãe ligou novamente!
—Tia, ela é minha tia! —murmurou revirando os olhos—É a milésima vez que ela liga, só esse mês!
—Se ela ligar novamente, o que falo?
—Vou acabar com isso logo, liga para ela Amay, e passe a ligação para mim—exclamou, dando uma suspirada.
—Sim, Srtª! Com sua licença—disse, fazendo uma breve reverência e saindo.
Se vendo sozinha, a loira encostou-se em sua cadeira soltando uma longa suspirada, tudo bem que já fazia treze anos, mas ela não conseguia falar com alguém da família, ela não conseguia, e ela sabia o que sua tia queria, sabia muito bem, e ela não iria, não mesmo, ela não se sentia pronta para voltar, voltar para Konoha, onde sofreu tanto. Minutos depois o telefone tocou, ela deu mais uma longa suspirada antes de pegar o telefone e ouvir aquela voz doce que há anos não escutava.
—Ino?
—Oi, tia Kushina!
—Há anos você não me chama assim! — ela a ouviu dizer, e sabia que ela a via ficado triste.
—Desculpa mãe!
—Eu sinto sua falta—ouviu um murmuro e deu um longo suspiro.
—Eu também sinto, de todos!
—Se sentisse ligaria ou viria aqui!
—Mãe, a senhora sabe que eu comando uma empresa grande, eu sou ocupada demais!
—Sempre a mesma desculpa—dando um longo suspiro, ela ouviu um fungar e sabia que a mãe estava segurando o choro— Sua irmã irá casar-se, venha ao menos no casamento dela!
—Irei pensar!
—Ino...
—Eu... Eu tenho uma reunião agora, desculpa mãe, eu preciso desligar!
—Tudo bem! Nós te amamos, saiba disso!
—Eu também! —balbuciou antes de desligar.
Por isso evitou por anos essa ligação, tinha voltado tudo novamente, aquelas lembranças e aquele malditos olhos verdes que a perturbava até em seus sonhos. A loira passou as mãos no rosto tentando reprimir a dor que sentia em seu peito e o ar que começava a faltar, fazia tempo que não tinha uma crise de asma e foi só falar com sua mãe que voltou, respirando com dificuldades, ela abriu com as mãos tremulas a última gaveta de sua mesa a procura da sua bombinha que já estava esquecida ali, agitou mais que depressa a bombinha e inalou uma, sentindo o ar voltar aos seus pulmões, ela fechou os olhos sentindo a respiração normalizar, quando ouviu a porta ser aberta.
—Ino? —chamou uma morena, ao lado de uma ruiva. Ambas a encararam com o ar de dúvida, já que ela estava pálida e segurava a bombinha de asma na mão—Você estar bem?
—Sim, apenas uma crise! —disse, guardado a bombinha na gaveta novamente.
—Tem certeza? —exclamou a ruiva, que se aproximou da amiga e a encarou—Fazia anos que não via você usar a bombinha!
—Sim, apenas...
—Srtª a reunião vai começar! —exclamou Amay, interrompendo a conversa delas.
—Aguarde um minuto Amay e traga um copo de água para Ino—disse a morena. Amay concordou e saiu depressa fechando a porta.
—O que aconteceu?
—Nós temos que ir para a reunião! —exclamou, ficando de pé.
—Eles não vão morrer se esperar um minuto! —exclamou a morena, autoritária.
—Minha mãe ligou, ela quer que eu vá ao casamento de minha irmã—murmurou, voltando a sentar-se.
—Ino...
—Eu não consigo, mesmo que tenha passado tanto tempo, eu não consigo se quer encarar aquela cidade! —exclamou Ino, suspirando triste.
—Quando nós morávamos juntas, seus pais ligavam todos os dias, para saber de você! —exclamou a morena, deixando a loira surpresa—Tenten deve ter dado o número, eles te amam e sentem sua falta! Ino, estar na hora de você ir ver eles.
—Hina...
—A gente vai com você! —exclamou a ruiva, fazendo ambas ficarem surpresas.
—Sakura, eu tenho uma filha de nove anos! —exclamou Hinata, encarando amiga.
—É só levar a Ayame junto! —disse Sakura, sorrindo.
—Nós temos reuniões e a questão da empresa na China! —exclamou Ino, tentando arrumar uma desculpa.
—Sem desculpa loira! —exclamou Hinata—Nós iremos para Konoha, amanhã!
—O que?
—Com licença! —exclamou Amay, entrando com uma bandeja, com uma xícara de chá e um copo de água, colocou na mesa de centro, perto do sofá.
—Grata Amay, iremos para reunião! —exclamou Sakura, sorrindo—Então vamos!
—Sim!
Ambas esperaram Ino beber um pouco de água e chá, a loira já se sentia um pouco melhor, mas a ideia de ir a Konoha e reencontra aqueles que um dia a fizeram tão mal a ela, deixava-a nauseada, ainda mais o fato de encarar aqueles mesmo olhos que tanto transmitiam paz, naquela noite transmitiu gozação, assim como todos eles. As três caminharam até o elevador e desceram até o terceiro andar, acompanhadas dos três secretários delas. Chegaram ao andar e foram diretamente a sala de reuniões, onde se encontrava todos os diretores de todos os setores. Minutos depois o COO diretor de operações terminou de falar e o CLO diretor jurídico começou a explicar a situação da empresa da China.
HITS entertainment é uma das maiores empresas do mundo artístico com filiais nas maiores capitais do mundo, com muito suor elas chegaram aonde está hoje, conhecido no mundo todo por ser a primeira do rank mundial. Ino não fazia a mínima ideia do que se falava na reunião, sua cabeça estava borbulhando e as amigas sabiam disso, por isso falaram tudo sem falar com ela.
—Essa situação da China, não veio em boa hora! —exclamou Aburame Shino, o COO diretor de operações.
—A filial da França me ligou, eles concordam em fechar a da China! —exclamou Hinata, dando uma longa suspirada.
—Assim como a da Coreia, eles acham que a da China tem que ser fechada! —disse Sakura.
—Ainda não consigo acreditar que o nosso diretor financeiro fez isso! —exclamou Tanaka Emiko, a CCO diretora de comunicações.
—Nem nós! —exclamou Sakura, revirando os olhos.
—Tenten me ligou, ela tem uma solução! —exclamou Ino, acordando para a realidade e sendo profissional.
—A CEO Hyuuga da Alemanha? —exclamou Nakamura Seiji, CHRO diretor de recursos humanos.
—Sim! —exclamou Sakura—Que solução Ino?
—Ela está mandando Akimichi Chouji! —exclamou Ino, para o espanto geral.
—Aquele Akimichi? —murmurou Hinata, surpresa.
—Sim, ele é o melhor! Já desmoronou uma empresa, assim como subiu outra—exclamou Sakura, dando um sorriso sarcástico.
—Ela quer dar três meses para a empresa da China! —exclamou Ino, dando um suspiro—E acho que ela merece nossa confiança, temos artistas renomados lá, ela não pode cair assim tão fácil!
—E em relação ao nosso CFO? —exclamou Emiko.
—Nosso diretor financeiro será Nara Shikamaru, ele irá chegar amanhã da Alemanha! —exclamou Ino.
—Soube que ele é o melhor! —exclamou Shino.
—Sim, ele é! —exclamou Ino, sorrindo—Antes de encerramos aqui, nós temos um comunicado para dar! Amanhã, iremos viajar e vamos ficar fora por três semanas!
—Desculpa CEO Yamanaka, mas nessas condições vocês não podem ficar ausentes! —exclamou Shino, preocupado. Ele é o braço direito das três, quando não estavam presentes, ele que dava as ordens.
—Eu sei, mas minha irmã irá casar-se! —exclamou Ino—Shino você irá ficar responsável pela empresa em nossa ausência!
—O que? —murmurou surpreso.
—Nós confiamos em você! —exclamou Hinata—Qualquer coisa vocês ligam para nós!
—Amay, compre quatro passagens de avião para nós! —exclamou Sakura—Ayame também irá, e, por favor, desmarque todos os nossos compromissos! E Jiro, peça a Chiharu para começar arrumar minhas coisas!
—Sim Srtª—exclamaram Amay e Jiro, ao mesmo tempo, fazendo uma breve reverência e saindo da sala.
—Mína peça ao meu motorista Kou para pegar Ayame na escola mais cedo, irei ligar para lá comunicando! E diga a ele para vim me pegar! —exclamou Hinata, para a secretária que sorriu fazendo uma breve reverência e saindo.
—E a entrevista? Que estar marcada para esse fim de semana—exclamou Emiko.
—Cancele Emiko, a partir de hoje, a empresa fica nas mãos de vocês! —exclamou Sakura, dando um sorriso. Deixando todos os seus diretores surpresos.
—Tudo bem, por hoje é só! —exclamou Ino, se colocando de pé, assim como todos, que fizeram uma breve reverência e saíram as deixando as sós na sala de reuniões.
—Vai ser difícil falar com Ay hoje! —exclamou Hinata.
—Brigaram novamente? —perguntou Sakura, girando a cadeira e encarando a amiga.
—Sim, ela perguntou pelo pai novamente! —murmurou, dando um suspiro.
—Hina...
—Não sei o que falar! —exclamou com pesar na voz—O que falar para ela? Não posso simplesmente dizer que conheci o pai dela em uma festa na Alemanha e na mesma noite fizemos ela, e eu nunca mais o vi!
—Ela tem direito de saber quem ele é! —exclamou Ino—Mas, como você não sabe quem é, por que não fala a verdade?
—Não sei! —murmurou pensativa—Mas, mudando de assunto, porque chegou tão tarde hoje Sakura?
—Ah! —balbucio corando, fazendo as duas fuzilar a ruiva—Eu saí para beber!
—Sinceramente, não sei o que faço contigo! —exclamou Hinata, suspirando.
—Depois que você virou mãe ficou tão ranzinza! —exclamou Sakura, revirando os olhos, fazendo Ino gargalhar.
—Eu não sou ranzinza! —exclamou emburrada.
—É sim, coitada da minha sobrinha—exclamou Sakura, rindo.
—Engraçadinhas, vamos! —exclamou, ficando de pé—Temos que resolver uns assuntos, antes de ir para Konoha!
—Nem acredito que irei voltar depois de treze anos! —exclamou Ino, suspirando.
—Dessa vez, iremos estar ao seu lado! —murmurou Sakura, sorrindo.
Seu medo não era pisar na cidade e sim pisar e saber quem irá encontrar, ela não queria que ninguém a reconhecesse, ela mudou muito e não era mais a garotinha gorda e assustada que todos zombavam, não, ela a via mudado, mudado muito e a única coisa que pedia era não encontrar aqueles olhos verdes intensos. Primeiro amor, ele passa, mas o sentimento fica, dias, meses e anos passaram, mas ela nunca conseguiu esquecer aquele terrível dia e nem aqueles olhos que transmitia tanto carinho para ela, voltar para Konoha iria não só mudar sua vida, mas como a de todos ao seu redor, o passado pode voltar, se você permiti
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