Unforgettable

1 Capítulo 1 - O começo


Notas iniciais
Oi gente, esse é o primeiro capítulo da fanfic "Unforgettable". Dawn finalmente sai de casa para começar sua jornada e sente grandes emoções. Espero que gostem! Como esse é meu primeiro post no Nyah, peço que evitem ofensas. Mas, críticas construtivas são aceitas! Boa leitura!

Realmente, nada era tão fácil como parecia. Vivia tentando arrumar desculpas para as besteiras que havia feito. Ás vezes duvidava de si mesma, tentando adivinhar o que levaria uma pessoa a fazer tantas coisas idiotas. E tentava entender ainda mais o que levaria a uma pessoa depositar tantas esperanças em outra pessoa que não fosse si mesma. Confiar em outras pessoas era como jogar um dado, que certamente poderia ter um resultado inimaginável, como todo jogo de azar.

E assim passava o tempo que restara de sua vida para refletir sobre a pessoa que era com os outros e como fazia a diferença na vida de seus semelhantes, isso é, se fizesse alguma diferença. Certamente, era muito fria em relação a assuntos de sentimentalismo e raramente se importava com alguém ou com alguma coisa. E isso a afastava de muitos, o que fortalecia sua mania de seguir sua vida sozinha. Até que um dia, amanheceu um novo começo em seu rumo e ela devia partir e buscar um novo mundo.

–Filha. Você sabe que hoje deve partir.– Johanna olhava disfarçadamente para o armário da filha, que estava com a porta encostada. Como extinto, foi até o local e encontrou o espaço vazio. –Não que eu queira deixá-la partir. Você sabe que se pudesse eu lhe acompanharia. –Olhou para o chão, roupas formavam uma trilha que a guiou até uma mala. Remexeu em monte de roupas que estavam na mala e cuidadosamente as devolveu ao lugar de origem. –Mas, eu não quero atrapalhar.

–Então por que está remexendo nas minhas coisas? –Dawn alfinetou enquanto se endireitava entre as cobertas.

–Minha filha, isso é um exagero!–Johanna encarou a filha, que agora havia se virado para que a mãe não pudesse encará-la.

–E se ele aparecer? –A garota finalmente se levantou. O rosto ainda estava sonolento, mas era possível perceber que havia tido uma boa noite de sono.

–Ele?–Finalmente, observou os olhos da filha. O tom azulado iluminava seus pensamentos. –De quem você está falando, filha?

–E se acontecer como aconteceu com você e com o papai?–Dawn observou sua mãe corar. Johanna a encarava pensando em que tipo de pessoas ela pretendia fazer equipe.

–Filha. Se acontecer, você vai estar pronta.– Sentiu certo incômodo ao falar do pai. Há algum tempo, ele havia falecido.

–Eu ainda acho que eu deveria levar minhas melhores roupas.

–Minha filha, ele não vai gostar de você pelas roupas. Ele vai gostar disso aqui.–Johanna aproximou-se de sua filha e guiou a mão de Dawn até o local aonde se encontrava seu coração. –Vai gostar de quem você é de verdade.

–Quem eu sou de verdade?– Encarou sua mãe por algum tempo, nunca pensou que a fidelidade com sua verdadeira personalidade fosse algo importante.

–Uma pessoa maravilhosa. Seja lá quem viaje com você, vai perceber isso assim que olhar para seu rosto.– Aprofundou seus olhos nos detalhes do rosto da filha, ainda sorrindo.

–Meu rosto?

–Sim, minha filha. Um rosto de anjo e uma alma de guerreira. Eu nunca te vi desistir de nada por mais difícil que seja. Tenho orgulho disso. Seu pai também tinha.

–Eu sei que ele tinha. –Correu para os braços da mãe e a abraçou, ainda com os olhos carregados de lágrimas. Lembrou de seu pai e de tudo relacionado a ele. Imagens vieram a sua mente. Finalmente relembrou o último momento em que ele a abraçou. Algum tempo depois, ela o havia encontrado inconsciente em sua cama e percebeu que o pior havia acontecido. –Eu também tenho muito orgulho.

–Filha, não posso mais te prender nesse mundo. Está na hora de usar tudo o que lhe ensinamos. –Dessa vez, era ela que chorava. A emoção não podia ser contida. –Seu pai sempre sonhava com o dia da sua partida. Ele queria estar aqui, mas não conseguiu realizar o seu sonho.

–Não, mãe. Eu o sinto nesse quarto. Ele está me abençoando. E sinto que é a hora de partir. –Dawn finalmente pegou uma toalha e foi para o banheiro. _Já está mais que na hora! –Ela ainda gritava enquanto a barulho da água fria caindo em seu corpo era ouvido por toda a casa.

–Filha... –Johanna sussurrou para si mesma, faltava só ela aceitar que já estava na hora.

Dawn vestiu-se e pôs a se dirigir a sua cozinha. Seu vestido perambulava pelos ares enquanto ela girava alegre. Certamente, estava imaginando suas futuras façanhas. Johanna observava a filha sorrindo, nunca a havia visto tão feliz.

–Liga a TV! Liga a TV! –Dawn pediu enquanto sentava-se no sofá. Comia seu café da manhã desesperadamente.

–Já entendi, querida... –Johanna fez o que Dawn havia pedido e sentou ao seu lado na esperança de ver algo que a interessasse.

Na TV

Repórter: E agora vamos a notícias sobre nossos ídolos! Vire a câmera para nosso entrevistado, Jorge!

Jorge: Sim, Joline! *virando a câmera*

Joline: Senhoras e senhores, bom dia! Agora vamos para nossa entrevista com...Kenny!

Kenny: Bom dia, Joline! É uma honra estar sendo entrevistado por uma mulher tão bonita.

–Que atrevido! –Dawn encarava a TV com raiva.

–Você se incomoda? –Johanna perguntou enquanto olhava a reação da filha.

–Não! Por que eu deveria? –Dawn olhou para o chão.

–Será que não é ele, filha?

–Kenny? Claro que não!–O rosto corado deixou passar dúvidas.

Na TV

Joline: *risos* Obrigado pelo elogio, Kenny! Mas, você é novo demais para mim...

Kenny: Eu sei, senhorita. Mas sabe,existe outra garota por quem estou apaixonado.

Joline: Como assim? Você pode dizer quem é?

Kenny: Em breve, vocês vão saber.

–Parabéns,filha! Quando será que ele vai te encontrar?

–Mãe! –Dawn sentiu se rosto ficar vermelho.

–Qual é o problema? Ele te conhece! Vocês estudaram juntos!

–Ele nem deve se lembrar de mim. –Dawn voltou a encarar a TV. A vermelhidão do rosto foi substituída por um tom de indiferença.

Na TV

Joline: Melhor mudarmos de assunto. Então, o que nos chamou a atenção foi o fato de você nunca ter entrado em um contest e ter feito uma entrada digna de veteranos. Qual é o seu segredo?

Kenny: Bem, eu não tenho um segredo. Eu apenas treino com meus pokémons sempre. Mas, eles são como minha família! Nunca os faço treinar acima dos seus limites e sempre dou um tempo para descansarem.

Joline: E sua motivação? É preciso ter muita força de vontade para ir para o Grand Festival!

Kenny: Bem, quero orgulhar meus pais e meus pokémons.

Joline: Nada mais lhe motiva?

Kenny: Bem, eu também treino para ser melhor que os outros, inclusive a Dee Dee!

–Kenny! Meu nome é Dawn! Não é Dee Dee! –Dawn sentiu raiva ,mas ao mesmo tempo sentiu uma felicidade brotar dentro de si. Seu rival queria apenas irritá-la.

–Não disse, filha? Ele lembra de você!

–É...Talvez...Pode ser...Mas eu lembrei que tenho que ir!

–Você tem razão...–Johanna pegou uma mochila e a entregou.

–Só isso?– Colocou a mochila nas costas.

–É o suficiente. Mas antes, tem duas coisas que gostaria de lhe entregar. –Colocou um colar no pescoço da filha. –Isso foi passado por muitas gerações e agora é sua vez de ficar com ele. E também gostaria que ficasse com isso, para lhe dar sorte. –Johanna entregou uma velha fita nas mãos de Dawn. –Foi a minha primeira vitória.

–Puxa, mãe! Posso mesmo ficar com essas coisas?

–Claro, querida. Agora vá. Já está na hora de conseguir a sua primeira vitória.

–Adeus,mãe!–Começou a pedalar em sua bicicleta. –Sem problemas! –Sumia na floresta enquanto acenava.

–Espero mesmo... –Johanna sussurrou com medo de que a filha tivesse problemas.