Unfair Affair

2 Capítulo 2°: Constragimento


Notas iniciais
Hey yo! Voltei :) Gostaram do capitulo anterior? Pois agora tem outro! Yey! Boa leitura!

Já estava anoitecendo, Magali tinha saído de sua escola á tarde e ido direto para casa da sua melhor amiga Mônica, como combinado. Elas ficaram estudando e fofocando como sempre faziam.

– Já sabe qual vestido vai usar na festa de 15 anos da Aninha? – perguntou a dentuça, enquanto pintava um de seus dedos do pé com esmalte vermelho, sua cor preferida.

– Nem sei se vou a essa festa pra falar a verdade... – respondeu a morena foleando os livros da escola.

– Como assim não vai?! – espantou-se com a resposta, parando imediatamente o que estava fazendo.

– É... O papai inventou de dar um jantar para o prefeito lá em casa no mesmo dia. Não se vou poder ir.

– Arranja uma desculpa, oras.

– Você conhece o meu pai Mônica, no mínimo é capaz de ir lá na festa me levando pelos cabelos.

– Tem razão... Mas não tem problema, agente vai dar um jeito... Naquela festa sozinha é que eu não vou.

– Ah é? E o que pretende fazer? – perguntou ela, rindo.

– Esqueceu que eu sou a Mônica?

Magali negou com a cabeça ainda rindo, e elas continuaram conversando por algum tempo, até baterem na porta do quarto.

Era Dona Luiza, mãe de Mônica. Ela entrou avisando a comilona que o motorista havia chegado para leva-la pra casa, a mando de seu pai.

– Saco... – Magali se levanta e pega sua mochila em cima da mesinha. – Esqueci que eles só conseguem comer quando a filhinha chega...

– Para de reclamar, amiga – riu Mônica. – Vê se não se atrasa amanhã.

– Dependendo daquele galo na minha janela, eu não me atraso nunca mais... – diz ela revirando os olhos.

Antes de sair, Mônica lhe chama outra vez.

– O que?

– Manda um beijo pro Cebola... – sorriu tímida.

– Ahã – piscou pra dentuça.

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Chegando em casa, Magali entrou na sala com aquele famoso mal humor. Não se sabe bem ao certo o por que, mas quando saia de casa, seu ânimo mudava completamente.

– Até que enfim, hein moçinha? – diz sua mãe.

– Já íamos comer sem você.

– Ohh! Que azar o meu... – revirou os olhos indo para o quarto tomar um banho.

– Vê se não demora! – gritou Carlito.

Magali fechou a porta do seu quarto respirando fundo. Estava cansada de algo que não sabia. Seu primeiro dia de aula tinha sido como todos os outros. Um pouco diferente por ser o ultimo ano de todos, e os alunos estavam mais contentes. Mônica foi a primeira pessoa que encontrou quando chegou na escola. Elas são amigas dês de muito pequenas, e estão quase sempre grudadas. A segunda pessoa foi Quim, que mal via a hora de ver sua namorada. Seu pai era contra o namoro deles no começo por ele ser filho do padeiro da cidade, mas ao perceber que a filha gostava dele de verdade, resolveu aceitar.

A comilona sempre foi popular na escola, desde do jardim de infância, estava sempre cercada pelos outros alunos, e nunca passava seu intervalo sozinha. Era bajulada e adulada por eles. Ser filha do fazendeiro mais rico da cidade tinha lá as suas vantagens.

Mas mesmo assim, não via a hora de sair da escola e fazer a viagem dos seus sonhos. Morar quatro anos em Londres estudando sobre o que mais gostava: filme.

Magali adorava filmes, tinha um monte deles e o que mais desejava era ser atriz. Seus pais haviam lhe prometido que assim que saísse da escola, iria poder viajar para tentar sua carreira, e ela não via a hora.

Saiu do banho colocando a sua lingerie. Sentou em sua cama, passando seu creme de pele em seguida.

Ela passava calmamente em uma das pernas, quando uma luz repentina lhe tirou dos pensamentos fazendo-a olhar para o lado rapidamente.

Era um garoto. Ele tinha acabado de abrir a porta de seu quarto, no qual tinha esquecido de trancar. O moreno parecia estar chocado com o seu ato, e olhou para o lado extremamente envergonhado.

– P-perdão! – ele fechou a porta imediatamente, saindo ali vermelho como um tomate.

Magali ainda estava em transe. Tinha sido a primeira vez que um homem tinha lhe visto de calcinha e sutiã. Exceto uma vez que seu irmão havia entrado em seu quarto sem bater, como foi o que aconteceu ali,agora.

Ela continuava com as mãos em uma das pernas, sem saber como reagir. Após uns segundos, ela finalmente se recompõe e levanta da cama bruscamente. Coloca um vestido rosa qualquer que estava em seu armário e abre a porta.

Chegando lá sala, encontra o mesmo garoto em frente a porta da saída conversando com seu pai.

Ela já estava prestes a fazer um escândalo, quando viu que ele estava com a cabeça baixa, e com as bochechas rosadas. Foi ai que ela desistiu no mesmo minuto, pois sabia que ele parecia não ter culpa do acontecido.

– Então é isso, pode ir agora Cascão – completou o homem.

– Sim senhor, boa noite e até amanhã – ele assentiu com a cabeça, com a voz meio baixa quando percebeu que a filha do fazendeiro estava ali na sala olhando pra ele. Tentou disfarçar o seu constrangimento e saiu.

– Até – o homem fechou a porta e ao olhar para trás viu sua filha. – Ah você está ai, graças a Deus, pois, estou com fome.

Magali não disse nada, e seguiu seu pai até a sala de jantar, onde estavam todos prestes a se servirem.

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– E então, como foi o primeiro dia de aula dos meus filhotes? – perguntou Lucia dando uma garfada em seguida.

– Ah... – diz Cebola. – Normal, como sempre. Nada de interessante. Revendo os velhos amigos, os velhos professores chatos e as velhas matérias mais chatas ainda.

– Só você mesmo – riu sua mãe. – E o seu Magali, como foi?

– O Cebola já resumiu tudo, não acha? – respondeu sem tirar os olhos do prato.

– Para de brincar com a comida, filha! – reclamou a mulher.

– Eu não sou a sua filha... – diz ela, enquanto continuava a fazer de suas batatas, um purê. – Por que me faz repetir isso sempre?

– Magali! Olhe os modos! – Carlos chamou sua atenção.

– Deixa ela querido... Já estou acostumada...

Magali deu um sorriso irônico pra ela e continuou a brincar com seu prato.

Dona Lucia suspirou derrotada. Magali sempre dava um jeito de faze-la sentir-se mal. Afinal, era verdade, a comilona não era sua filha de sangue, era somente sua enteada. Tinha se casado pela primeira vez com o Seu Cebola, dando a luz ao seu primeiro e único filho, Cebolinha. Depois da morte do marido, Dona Cebola, agora chamada Lucia, seu nome de nascença, conheceu Carlos, que por ironia do destino sua mulher também tinha falecido cinco anos depois do nascimento de sua filha, Magali. Após se casarem, Cebola e ela foram morar na grande fazenda do homem.

Magali e Cebola se deram bem como irmãos, pois já se conheciam da escolinha onde estudavam. Tinham a mesma idade, por isso estavam nas mesmas salas. Mônica, Magali e Cebola brincavam sempre juntos e o careca era a paixão de infância da dentuça. O problema era que Cebola já era apaixonado por outra, sua namorada Carmem.

– Quem era aquele rapaz? – perguntou Magali, tentando mudar de assunto.

– Que rapaz?

– Aquele que estava conversando com o senhor na porta agora a pouco... – tentou disfarçar o quanto estava curiosa.

– Ah o Cascão?

– É esse o nome dele? – riu Cebola.

– Olha quem fala... – riu a morena de volta.

Cebola parou com a gargalhada imediatamente e continuou a comer.

– Ele é o meu novo ajudante na criação dos cavalos... Também dos outros animais.

– Achei que o senhor não gostasse de ninguém no meio do estabulo.

– É, mas esses dias eu estou mais ocupado do que o normal... Estou precisando mesmo de alguém pra me ajudar com eles. E o Cascão é quem eu estava procurando.

– E... Ele... Estava fazendo o que aqui dentro então, se o trabalho dele é lá fora.

– Ah! Eu disse que estaria esperando por ele no meu escritório, quando terminasse.

– Sei... – Magali colocou a mão queixo se dando conta do por que ele ter errado de porta.

– Bom, mas vamos parar de falar disso e continuar com o nosso jantar, que por sinal me fez lembrar que semana que vem teremos o prefeito como nosso convidado especial – diz Carlos contente.

– Ai... – Magali revirou os olhos, pois não quis participar daquele conversa. Se levantou e foi para o quarto já que tinha “brincado” o suficiente com a comida.

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Deitou em sua cama, seguido por um suspiro.

– Cascão... – a morena começou a se lembrar da expressão facial do garoto ao vê-la seminua, por isso sem perceber soltou uma pequena risadinha pra si mesma. Já não estava mais se importando tanto assim...

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.