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4 Ando em um carro feito de fumaça


Notas iniciais
“Para continuar vivendo, preciso da parte de mim que não está em mim, mas guardada em você que eu não conheço.” Novo capitulo pra vocês. >

Meu dia começou bem. Mas “só” começou.

Á noite combinei com as meninas e o Jason, nós nos encontraremos mais cedo hoje, para irmos ao “acampamento”. Iriamos nos encontrar no ponto de ônibus e lá vai estar um taxi, partiremos muito cedo pro acampamento. Katy disse que deveríamos levar só o “básico”. Tudo por Whatsapp.

Arrumei minha mala de noite. Pequei minha mochila em cima do guarda-roupa — coloquei alguns Dólares, minha roupa de frio; Blusa preta do “AC/DC”, calça jeans velha e bota; minha roupa de calor; Blusa regata branca e preta desbotada, um short rasgado, e uma pequena sandália; mais algumas coisinhas; Minha blusa do “GUN D’ ROSES”, minha sapatilha preta e outra cinza, minha bota desbotada e um colar; Meu celular, o carregador e o fone, claro.

De manhã, sai de casa eram 05h15min. Tinha que estar no ponto de ônibus as 05h30min, como tínhamos combinado. Eu sai de casa com a blusa do “Imagine Dragons”, um short jeans desbotado, cabelo cor de castanhas preso á uma trança, e com sapatilhas pretas cintilantes.

Chegando lá, Katy estava como sempre – Blusa preta com uma marca de um beijo, que mostrava o umbigo, calça jeans desbotada, com o cabelo castanho escuro solto e um salto alto preto brilhante – Lynda usava uma blusa branca com estrelas, shorts jeans, sapatilha branca cintilante com salto e o cabelo loiro solto. Nataly, usava uma blusa branca com detalhes de uns raios, short preto desbotado, cabelo preto solto. Hasel, usava uma blusa colorida, uma calca jeans escura rasgada seu cabelo cor de avelã estava solto. Jason estava lá, lindo como sempre, Blusa branca, calça jeans, jaqueta preta com o capuz cobrindo o seu boné. Todo mundo estava sentado, sentei-me ao lado de Jason e Nataly. Jason olho para o lado e me viu. Ele me deu um beijo. Senti vergonha porque ainda não tinha contado a elas que eu e Jason estávamos tipo, “Ficando”.

–Olá.- Ele me disse sorrindo.

–Oi, como passou a noite?

–Bem... Tudo bem com você?

–Sim, e você?

–Sim...

–Ótimo...

Virei o meu rosto e as meninas fizeram um aceno com as mãos “Oi”. Acenei também e Lynda acenou com a cabeça, “Sim”, para as meninas. Ela se levantou olhou para os dois lados da calçada, para traz e para frente, certificando-se que não havia ninguém por perto. Ela tirou uma moeda de ouro do bolso da calça.

–Stêti– Ela gritou em grego antigo- Õ hárma diabolês!

Como de costume, no momento em que ela falou aquilo eu entendi, mas não me pergunte como. Ela disse: Pare Carruagem da Danação! Aquilo não me deixou empolgada.

Ela atirou a moeda na rua, mas em vez de cair ruidosamente no asfalto, a moeda afundou e desapareceu. Por um momento nada aconteceu. E então bem no lugar onde a moeda caiu, o asfalto escureceu. Fundiu-se em uma poça retangular mais ou menos do tamanho de uma vaga de estacionamento- Borbulhando um liquido vermelho como sangue. Então um carro interrompeu todo aquele lodo.

Era um taxi, sem duvida, porem, diferentemente de qualquer outro taxi de Bevery Hills, não era amarelo. Era cinza-escuro. Quer dizer, parecia ser feito de fumaça, como se fosse possível atravessa-lo andando. Havia palavras impressas na porta- algo como Mãstr Zentsina–, mas a dislexia tornou difícil para mim decifrar oque estava escrito.

A janela de passagem cedeu, e uma velha pôs a cabeça para fora. Tinha um tufo de cabelos grisalhos cobrindo os olhos, e falou de um jeito estranho e murmurante, como se estivesse acabado de tomar uma injeção.

–Passagem? Passagem?

– Seis para o acampamento Meio-Sangue- Disse Lynda. Ela abriu a porta traseira do taxi e acenou para que eu entrasse, como se aquilo tudo fosse à coisa mais normal do mundo.

–Vai pagar?- Guinchou a velha.

–Pagamos- Prometeu Hasel- Pagamos com dracmas quando chegarmos.

– Feito!- Berrou a velha.

Ficamos muito apertados no taxi. Lynda teve que se sentar no colo de Katy. Tive que me sentar no colo de Jason. Enquanto Hasel levava junto com Nicoly, as mochilas.

O interior também era cinza-escuro. Mas me parecia bastante solido. O assento era rachado e irregular. não muito diferente dos da maioria dos taxis. Não havia divisória separando da velha do volante... Espere um segundo. Não havia uma velha. Havia três, todas amontoadas no assento dianteiro, cada qual com seus cabelos pegajosos cobrindo os olhos, mãos ossudas e um vestido de tecido grosso cor de carvão.

A que estava na direção disse:

–Long Islang! Bandeira dois! Há!

Ela pisou fundo no acelerador, e minha cabeça foi ao encontro do encosto, Jason pousou sua cabeça em minhas costas... Uma voz gravada veio do alto falante. Olá, aqui é Ganimedes, sommier de Zeus, e quando saio para comprar vinho ao senhor dos Céus sempre ponho o cinto de segurança!

Olhei para baixo e encontrei uma corrente grande e preta no lugar de cinto. A velha cinzenta sentada no meio guinchou:

–Cuidado! Vá para a esquerda!

–Bem, se você tivesse me dado o olho, Tempestade, eu poderia ver isso “- Queixou-se a motorista”.

Espera. Dar a ela o olho?

–Pera ai... – Disse-, Você enxerga?

–Não!- Gritou as 3.

Olhei para Jason, ele estava com a mesma cara, a de susto, e depois olhei para Hasel.

–Elas são cegas?

–Não totalmente- Disse Hasel- Têm um olho.

–Um olho?

–Sim.

–Cada uma?

–Não. Um olho ao todo.

Meu Deus...

Quando chegamos ao tanto falado “Acampamento”, pedi para Nicoly pagar o taxi. Saí do taxi e minha roupa estava toda amassada, Jason saiu logo atrás, do mesmo jeito, depois Hasel, depois saíram Lynda e Katy. Elas saíram correndo ao encontro do grande portão que havia, bem, foi o que eu consegui ver. Ficamos só eu, Jason e Nicoly, que ainda estava pagando. Jason pegou minha mão e sussurrou.

–Chegamos...

–Sim... Chegamos... — Disse nervosa.

Nicoly me abraçou e com o rosto desanimado e o cabelo bagunçado, me disse algo.

–Vamos lá?

Acenei com a cabeça “Sim”. E andamos á floresta. Havia, sim, um portão enorme escrito “Acampamento Meio-Sangue”, demorei um pouco para decifrar oque estava escrito. Havia um dragão, que estava ao lado de um pinheiro e... Nos galhos do pinheiro tinha uma espécie de cobertor de lá brilhante. O dragão me olhou, estava em posição de atacar quando Nicoly gritou.

–Peleu! – Tá agora o nome do dragão e Peleu? Poupe-me. — Pare! Eles são... Amigos!

Ele me cheirou depois cheirou Jason e voltou a deitar-se no chão. Virei a cabeça e apontei para o “Cobertor Brilhante”.

–Oque é... Aquilo?

–O Velocino de Ouro.- Nicoly disse me empurrando para dentro do acampamento- Da pinheiro pra lá é o acampamento. Esse pinheiro foi de uma filha de Zeus, uma longa história, depois te conto. Ele tem forças magicas que protegem o acampamento. — Ela me empurrou mais uma vez. — Vamos entrar?

Quando entramos lá imediatamente senti o cheiro doce de morangos. Olhei ao longo da campina. Havia pequenos bosques, um riacho sinuoso, campos de morangos espalhados embaixo do céu azul. O vale era cercado por colinas ondulantes, e a mais alta, estávamos nela, a que tem o pinheiro no topo. Imaginava como era lindo isso em um por do sol maravilhoso. Olhei Hasel, Lynda e Katy conversando com duas meninas e um menino. Olhei depois para Nicoly e Jason e acenei com a cabeça como se eu quisesse dizer “Vamos até ali?”. Desci a colina, sem uma resposta, encontrei as meninas e vi Jason e Nicoly correndo para me alcançar.

–Oi- Disse eu envergonhada.

–É... Oi... Esses são Hanna Williams filha de Iris. Myrelle Taylor, filha de Hades. E John Johnson, filho de Afrodite.

–Olá- Todos disseram juntos. – Quíron disse na hora do café da manhã, que iriamos jogar caça á bandeira.

–Olá- Disse nervosa- Caça á bandeira? Quíron? Ops. Desculpem-me sou Ella Mellarck e esse é Jason Marshall, meu namorado.

–Vejo que não tenho chance- Disse John.

Jason fuzilou o olhar em John e depois me deu um beijo.

–Certo. — Disse envergonhada.

Um homem metade cavalo branco, veio em nossa direção, olhei Hasel e John, desesperada, pensando que ele iria nos atacar. Mas invés disso abriu um sorriso.

–Olá, Ella e companhia, sou Quíron – Certo. O nome de um centauro era Quíron. –E sim, sou um centauro.

Notas finais
Gente. Me desculpem, por conta de motivos pessoais não postei semana passada mas pra recompensar o feriado. Já ou começar á escrever o outro capitulo. Amos vocês. >