Undertale do Humor 2 - Monstros Na Superfície
7 Exame Médico Da Zoeira
UNDYNE: (vendo um bando de humanos de jaleco entrarem com Alphys na sala de estar) eita, amor. O que é isso?
ALPHYS: minha equipe de exame médico periódico.
ASRIEL: É O QUÊ?
ALPHYS: isso aí (pisca) agora que estamos na superfície, temos de fazer exames periódicos para ver como o mundo superior afeta nossa saúde, já que temos composição biomolecular diferente da dos humanos.
AUTORA: (revira os olhos) traduz, iguana.
ALPHYS: (funga) todo mundo vai fazer exame. Fim.
CHARA: (rosnando consigo mesma) desculpa dizer isso, fofa… mas esse seu jaleco não é de médica. E doutora é quem faz doutorado.
TORIEL: (tampando a boca de Chara) o que minha filha quis dizer é que podemos começar assim que quiser, Alphys.
SKY: (choramingando) tipo… exame de sangue e pá?
SMYLE: (zombeteira) o que, Sky? Ta com medinho?
SKY: (fechando os seis punhos) o único medo que estou agora é de sujar o tapete da Bia com teu sangue, lagartixa.
TODO MUNDO: OOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO.
ALPHYS: (interrompendo todo mundo e impedindo Smyle e Sky de se matarem) bem (bate palmas)… vamos começar.
CINCO MINUTOS E UMA VACINA ANTIRRÁBICA DEPOIS…
SANS: (se entreolhando com um Papyrus muito sem graça) ok… então precisamos de complementos de cálcio. È isso?
MÉDICO: sim. Uma pílula por dia (dá um potinho com comprimido para cada um) não deixem de tomar.
SANS: heh (olha pro irmão) afinal, é melhor prevenir… do que remediar.
PAPYRUS: NÃO, SANS. AQUI NÃO!
ENFERMEIRA: (pesando Undyne na balança) você sabe que o uso de esteroides anabolizantes é proibido por lei, né?
UNDYNE: (ergue a sobrancelha) vei… meu corpo é assim mesmo.
DERMATOLOGISTA: (tasca um pote na cara da barracuda) mas use isso para as escamas de qualquer forma. Vão deixá-las limpas e brilhantes.
ALPHYS: (tendo uma hemorragia nasal)
ENFERMEIRA: (com uma prancheta) olá, querida… eu também sou repórter, e estou registrando o primeiro atendimento médico aos monstros e humanos de Underground. Poderia me dizer o que está achando da experiência?
RUBY: (tentando pagar de machona) é… a Bia liberou, né? Então a gente tinha que fazer… (a outra enfermeira fura a agulha no tutano dela, e Ruby grita) AI, CASSETE DE AGULHA!
SANS: (olho acendendo) Ruby…
RUBY: desculpa, pai (choraminga, se contorcendo na poltrona)
ENFERMEIRO: Ó O GAAAAAAAAAAIS! (entra correndo na sala com um aparelho de inalação, botando-o ao lado de uma Biriel muito chorosa)
AUTORA: para de drama, filha.
BIRIEL: MÃE, RESPEITA! (funga, olhando a enfermeira encaixar a agulha num canudo) vai doer!
ASRIA: deixa de viadagem, mana!
ASRIEL: (dá um peteleco na orelha da filha) e você respeite sua irmã, ou a gente te dá pro homem do saco…
AUTORA: … e ele te leva pra fazer ração de gato.
Do nada, uma enfermeira escapole gritando do hall de entrada, fazendo todo mundo se virar pra ela.
GASTER: o que aconteceu?
ENFERMEIRA: a paciente pirou!
Atrás dela, saltitando, Lilith vem cantando e dando piruetas, armada com uma faca de cozinha:
Homens malditos
Homens malditos
Genocídio vai começar
Odeio humanos
Odeio a vida
Que chatinho
Vocês todos vou matar!
Smyle aparece vinda sabe-se de onde, e dá uma voadora da justiça na fuça da amiga, que se espatifa no chão, sacudindo a cabeça.
SANS: (vendo a deixa pra piada) E É CEEEEEEEESTA!
LILITH: (piscando os olhos, parecendo confusa) o que houve?
SMYLE: (ajudando-a a levantar) tu surtou, amiga!
ENFERMEIRA: (ainda aterrorizada) é um caso grave de psicopatia bipolar! CID F31.5!
CHARA: (erguendo a mão) ahn, não. È hereditário. Pode ficar tranquila.
ENFERMEIRA: então faça o favor de não engravidar, mocinha (guincha e se encolhe do lado do sofá, enquanto Lilith revira os olhos)
METTATON: (deitado confortavelmente numa maca improvisada, guinchando a cada agulha terapêutica que colocam em seus circuitos) parem de fazer tanto drama… esse tratamento é divino!
MÉDICA: (Aparecendo com uma seringa — que mais parece uma bomba de encher pneu de bicicleta – e uma agulha – que mais parece uma lança) sosseguem aí. Tão arrumando muita treta. Vou aplicar uma antitretânica em vocês.
ASGORE: (ainda medindo a pressão, intimidado com o tamanho da seringa) não carece não, dona. Estamos bem sem picada na bunda.
AUTORA: (rindo) lá fora esbanja testosterona, mas dentro de casa é um maricas.
ASGORE: vai se ferrar, Bia.
RADIOLOGISTA: (segurando o riso, dando um tapinha na omoplata de Sans) o bom de ser ortopedista desses caras é que eles dispensam Raio-X.
TODO MUNDO: (risos)
PAPYRUS: (achando graça da cara do irmão) hum… parece que o feitiço virou contra o feiticeiro, hein?
GINECOLOGISTA: (avaliando Bia – agora em forma de Aayrine) ok… (coça a barba) agora tira o sutiã.
TODO MUNDO: (cara de coco)
AAYRINE (vendo Asriel conjurar uma chama em sua mão) ahn… acho melhor não, doutor.
GINECOLOGISTA: (sorriso safado) pode me chamar de Ricardão, doçura.
ASRIEL: ok. Agora já chega (pega o tal Ricardão pelo cangote e joga pro lado de fora da casa) E SE VOLTAR AQUI, FAÇO UMA OMELETE COM TEUS OVOS, SEU PERVERTIDO!
AAYRINE: (assustada como os demais – embora pareça lisonjeada com o gesto do marido) nossa, Azzy…
Aayrine segura o riso, assim como as demais enfermeiras.
NUTRICIONISTA: (falando com Chara) sua taxa de triglicérides esta estupidamente alta (´rescreve uma receita) tome esses complementos. E corte coisas com colesterol. Nada de massas, doces e chocolate.
CHARA: (ficando com os olhos perigosamente carmim) nada. De. Chocolate?
AUTORA: (já de volta ao normal, depois de reparar Asriel com os olhos muito concentrados em seu peitoral de ferro) ih, rapaz.
SANS: (guinchando) tu cometeu um erro, colega.
NUTRICIONISTA: (vendo Chara acarinhar o punho da adaga, engolindo em seco) ahn… quer dizer, claro que pode. Mas zero açúcar, e de preferência com porcentagem alta de cacau na composição. Quanto mais cacau, menos gordura.
CHARA: (mais conformada, voltando a esconder a faca) ah, tá. Então tudo bem.
TODO MUNDO: (suspiro de alívio)
Depois de todos serem devidamente examinados, vacinados, medicados e espetados, a equipe médica finalmente vai embora, mandando todo mundo repousar – oque fazem ao pé da letra.
CALIBRI: (com as pernas confortavelmente apoiadas nas costas de Papyrus) tá osso aguentar essa barra, hein, papai?
Um silêncio mórbido domina a sala – pelo menos até Papyrus enfiar as órbitas na palma das mãos, lamentando-se em voz alta.
PAPYRUS: POR QUE? POR QUEEEEEEEE?
SANS: (rindo com os demais) heh. Esse aí puxou o tio (olha para Chara, que está de braços cruzados ao seu lado) o que foi, Chara?
CHARA: (falando em voz baixa) só… um estranho… e familiar… pressentimento.
SANS: e qual seria ele?
CHARA: (voz sombria) o pressentimento de que esse sossego não vai durar por muito tempo….
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TRETA: VOCÊS ACHARAM QUE EU FUI EMBORA. EU ENGANEI VOCÊS! POIS EU SÓ FIZ QUE TINHA IDO E JÁ VOLTEI…. OLHA EU AQUI OUTRA VEZ!
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