Notas iniciais
Bom, esse é meu primeiro original, e eu já começo por um ramo literário bem complicado, que é a ficção cientifica. De qualquer forma, entre as diversas histórias que eu criei, essa é a que ficou melhor, então, espero que gostem.
Prólogo- O Mundo Embaixo de nossos pés

"A Terra. Planeta localizado no Sistema Solar, pode ser descrita, de forma grosseira, como uma grande esfera cujo raio é de 6378,1 KM. Assim, o diâmetro da terra é de 12756,2 KM. De toda essa massa, a camada onde nós habitamos, a Crosta terrestre, tem uma espessura que varia apenas entre 5 e 70 Km. Todo o resto desse planeta, segundo a ciência, seria formado por mais duas camadas, muito maiores: um manto, composto de magma liquefeito, e o núcleo, o centro da Terra, composto de uma parte externa cristalina e uma parte interna líquida. O núcleo daria origem ao campo magnético da Terra.

Para chegar a esta teoria, muitos cientistas vieram com hipóteses variadas, uma sendo derrubada após a outra, até chegar a essa teoria aceita universalmente... Mas, a ciência é algo que muda diariamente. Tudo que conhecemos vem de experiências que não são feitas em um todo, mas sim em um único sistema estudado sob determinadas condições. Assim, é provável que um dia venham a surgir outras explicações sobre estes fenômenos."

Essas palavras estavam escritas em um artigo na Internet, publicado por um cientista norte-americano chamado Stephen Jordan, que trabalhava para o IAENM, o Instituto Aeroespacial do Novo Mundo. Fazem 20 anos que todas as nações assinaram o Tratado de Unificação Científica do Novo Mundo. Com o progresso impressionante na tecnologia espacial de diversos países, uma corrida espacial entre as três grandes potências científicas — Estados Unidos, Japão e Alemanha — estava prestes a se tornar em uma guerra. Para evitar esse conflito, 7 países assinaram um tratado de unificação científica: no que se refere à pesquisas, EUA, Japão, Alemanha, França, Inglaterra, Brasil e Coréia do Sul se tornaram um único país: a União Científica do Novo Mundo. Assim, toda tecnologia que qualquer um desses países produzisse não pertenceria apenas a um país, mas a toda a União Científica. Não demorou muito para que a diferença entre esses países fosse apenas territorial e cultural: no ano de 2142, um país era representado pela tecnologia que produzia. No entanto, a economia, o governo, tudo estava sob o absoluto controle da UCNM.

Após ler o artigo do Prof. Jordan, me preparei para ir para a aula. Após finalmente ter conseguido passar nos exames, eu finalmente pude entrar no Instituto de Treinamento de Pilotos de AlphaJets.

AlphaJets são aeronaves desenvolvidas pelo Instituto de Pesquisas Militares do Novo Mundo, dos EUA. Cada nação havia desenvolvido seu próprio veículo militar único. Os AlphaJets, nos Estados Unidos, os Sapo-Flecha no Brasil, os EMNC (Exosqueleto Mecânico Neuro Controlado) no Japão, os Schwarze Witwe na Alemanha, os Océan Noire na França, os Queen's Guardians na Inglaterra e os Emperors na Coréia do Sul. Eu levaria muito tempo para descrever aprofundadamente o que cada um deles é, mas o que posso dizer é: são máquinas que qualquer um sonharia em manipular.

AlphaJets são pequenas aeronaves neuro-controladas. Inicialmente foram desenvolvidas com o propósito de possibilitar viagens espaciais com um único tripulante. No entanto, essa pesquisa logo foi deixada de lado, e o desenvolvimento do AlphaJet passou a ser apenas para ser uma espécie de caça tático ágil e neuro-controlado.

A faculdade onde eu estudo é uma academia de formação de pilotos de Alpha-Jet, e jovens do mundo inteiro estudam nela. O teste é extremamente difícil, e não são todos os que podem pilotar um Alpha-Jet. O sistema de controle neural responde apenas à pessoas com um refinado e controle sobre os 2 hemisférios cerebrais: característica que apenas 12% da população mundial possuem. Os AJ's são feitos sob encomenda, para cada piloto, e se adaptam ao perfil neural de cada um. Eles possuem uma inteligência artificial muito avançada, e muitas vezes o computador do AJ acaba agindo como uma segunda consciência do piloto, talvez até como outra pessoa. Assim, os pilotos de elite costumam manter o computador do AJ sempre conectado ao seu cérebro, desenvolvendo com a máquina um vínculo íntimo, como o de uma amizade. Isso realmente parece coisa de desenho animado para crianças, mas é o dia-a-dia de um piloto de AJ. Na verdade, eu fiz o teste de aptidão para AJ mais por obrigação do que por qualquer outra coisa, mas, caso alguém passe no teste, as chances de se livrar do ITPAJ são muito pequenas: eles não podem perder um piloto em potencial. Assim, me conformei em desistir do meu sonho de cursar Geologia, e entrei para o ITPAJ. O meu interesse por Geologia é algo que me acompanha desde o terceiro nível da escola primária. desde então já devo ter devorado mais de oito mil livros sobre o assunto- leio-os sempre que tenho tempo livre. Em especial, aos artigos do Prof. Stephen Jordan, autoridade respeitada no ramo tanto da geologia quanto da astronomia, da física e da engenharia. É o que se chamaria de um gênio. Assim, após terminar de ler o artigo, fechei o meu Transceiver e me dirigi à estação de metrô, com minhas malas em mão- pois iria me mudar para o ITPAJ.

Notas finais
Bom, é isso pessoal! Se curtiram, comentem, se não curtiram, comentem também, sua crítica é muito bem vinda.