Notas iniciais
Bom, aproveitando o embalo, aqui vai o segundo capítulo da minha história! Esse saiu mais ou menos curtinho, por falta de criatividade.
Capítulo II

Cheguei ao meu dormitório totalmente exausto. O que era natural, visto que, após a primeira aula, tive que passar por uma bateria de exames médicos, que eram necessários para fabricar o meu AlphaJet. Por ser uma aeronave neuro-controlada, os AJ's são feitos para cada piloto, de acordo com o seu perfil neuro-fisiológico. Além disso, cabe ao piloto programar o navegador do AlphaJet para se adaptar aos seus estímulos neurais.

Ao entrar no quarto, encontrei-o totalmente bagunçado pelo meu companheiro de quarto Will. Confesso que isso me irritou um pouco- sou extremamente organizado. Apesar disso, nós logo nos tornamos bons amigos. Compartilhávamos o interesse por astronomia, mesmo que de formas diferentes: enquanto tenho um grande fascínio pelos corpos celestes e pelos mistérios do cosmos, Will era fascinado por vôos espaciais e espaçonaves. Além disso, não havia uma única teoria a respeito de vida alienígena que ele não conhecesse. Possuia um blog onde postava diariamente suas teorias e supostas descobertas sobre possíveis visitantes espaciais. Confesso que nunca acreditei em tais coisas, mas ao conversar com Will, acabei adquirindo um grande interesse por elas.

Na manhã seguinte, após tomar minha ducha, fui ao refeitório. Minha dieta havia sido rigidamente programada por três nutricionistas do ITPAJ, assim, não devo dizer que a refeição tenha sido a mais farta que eu já comi. Ainda assim, saboreei-a calmamente e fui para as aulas matinais.

Ao recreio, lanchei com alguns colegas de classe: George Williams, Charles Martin e Sylvia Kostler. George é britânico. Fez o teste para ser um piloto de Queen's Guardians, o veículo militar da inglaterra, mas seu perfil neural era mais apropriado para AlphaJets, e assim ele entrou no ITPAJ. O mesmo ocorreu com Charles, que é francês, e Sylvia, que é alemã. Os dois últimos tinham dificuldades com a língua inglesa, assim, George e eu os estávamos ajudando, visto que possuíamos conhecimentos de Alemão e Francês.

Esses três não são os únicos casos de estrangeiros no ITPAJ. Do Brasil, temos 3 cadetes: Roberto Miranda, Carlos Santos e Laura Schmidt. Da Coréia do Sul, Jin Hong. Do Japão, Shinta Kobayashi e Kaoru Musashi, e da alemanha, além de Sylvia, também Will, meu companheiro de quarto. Acabei fazendo amizade com todos eles, talvez por meu grande interesse em línguas ou na cultura estrangeira.

Por não serem americanos, eles sofriam um certo preconceito dentro da escola. Talvez por esse motivo, logo se destacaram em suas turmas, por seu desempenho tanto nas aulas teóricas quanto nos treinamentos práticos. Com isso, passei a me reunir com eles diariamente, quando conversávamos sobre os mais diversos assuntos.

Para ser sincero, nunca fui uma pessoa com muitos amigos. Desde a escola primária, sempre estive isolado dos meus colegas — talvez por razões de orgulho. Tinha as notas mais altas e o melhor desempenho nos esportes. Havia ganho o campeonato regional de tênis pelo clube da escola diversas vezes. Além disso, cheguei ao nacional de Xadrez. Talvez isso tenha me tornado arrogante, ou talvez eu invejava o estilo de vida despreocupado que os meus colegas levavam. De qualquer forma, eu cresci em um mundo diferente dos outros. Assim, esses foram os primeiros amigos que eu tive em muitos anos.

Notas finais
Bom, é isso! No próximo capítulo eu pretendo falar um pouco mais sobre esses outros personagens, já que eles provavelmente aparecerão durante toda a história.
Se curtiram, comentem, se não curtiram, comentem mesmo assim! Críticas e sugestões são muito bem vindos, elogios mais bem vindos ainda!!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.