Undercover
3 Secrets – One Republic
Notas iniciais
Voltei pra casa, Nath e Lily já estavam, acordadas. Lily estava fazendo panquecas, e Nath arrumando a mesa, pra comermos.
— Bom Dia! – Lily, falou sorridente.
— Bom dia... – falei normal, com um simples sorriso – Por que tanta alegria?
— Nada só acordei bem... – olhamos bem pra ela, que também nos encarou por rápidos segundos – Preferiam que acordasse mal? – ela disse, eu e Nath nos entreolhamos, e negamos com a cabeça. Estranhamos vê-la assim.
— Humm... Tá bom... – disse ainda meio desconfiada de animação.
— E você Sophi? Porque tanta animação? – Nath falou irônica, e fez o gesto de como se eu estivesse morrendo.
— Nada, só tive que bater em um idiota que estava roubando uns garotos ali na esquina, e os caras ainda ficaram mais preocupados com o ladrãozinho, do que com “o roubo”. – disse
— Humm... Garotos? E eles eram bonitos? – Lily perguntou, e eu revirei os olhos.
— Não sei, não reparei – falei, e ela jogou o pano de secar a louça na minha cara. – A pequena ainda está dormindo? – perguntei rindo.
— Está! Sabe quando que aquela garota, acorda cedo? – Nath disse
— Nunca! – falamos juntas
— A menos que... – Nath, falou com um tom malicioso, nos entreolhamos, e sorrimos. Nós íamos aprontar alguma coisa...
Nina sempre, acorda mais tarde, ela simplesmente odeia levantar cedo. Então de vez em quando nós resolvemos acordá-la, sabe, como um agrado de amiga...
Nath pegou o balde, Lily encheu de água, e fomos em direção ao quarto de Nina, que ficava no andar de cima, abrimos a porta do quarto dela, — awnn! -Vocês tinham que ver a Nina dormindo, é tão fofinho... Olhamos ela, nos entreolhamos, e tacamos o balde de água nela. Foi um simples... SPLASHH!
— BOM DIA!!! – falam... Ou melhor, gritamos.
Há! Há! Há! Há! Há!! Estou quase chorando de tanto rir, até dor de barriga é capaz de dar, com toda essa risada. Foi muito engraçado, a Nina deu um pulo da cama, e ficou de pé no mesmo instante, e ela só deu um grito, dizendo que ia nos matar.
Eu sei que ela nunca nos mataria, ela nos ama demais pra fazer isso (Convencida? Nem um pouco). Ela levantou, e foi tomar um banho. Nath e Lily pegaram o colchão da Nina, e colocaram na varanda do quarto dela, pra pegar sol e secar, já que aquele colchão é único que ela vai ter...
Depois de arrumarmos, um pouco a casa, e nos arrumarmos, fomos trabalhar. O departamento, de espionagem ficava disfarçado, com o nome de E.C.I. (como se fosse, uma Empresa de Comunicações Internacionais) e como nunca tem muita gente que se interessa, em ficar o dia todo sentado atendendo ligações do mundo inteiro, foi um bom disfarce. De vez em quando aparece alguém, que acredita que realmente trabalhamos com comunicações internacionais, mas ai a gente sempre tem uma desculpa.
O departamento de espionagem é dividido, em quatro partes, e grupos de pessoas, com funções diferentes:
1º grupo – os Analistas, eles são os responsáveis, pelo rastreamento de pessoas, coisas, automóveis, e etc., no mundo todo, por identificar alguém, achar nossos inimigos, e manter a comunicação, entre os espiões de campo, e a agência.
2º grupo – os Armamentistas, os cientistas da agencia. Eles são responsáveis pelo armamento dos espiões, eles criam e produzem armas, e aparelhos diversos, para ajudar nas investigações.
3º grupo – os estrategistas, são eles que armam a missão pensam em tudo que precisa ser feito, e como deve ser feito. Pensam em disfarces, quais armas usar, enfim pensam em cada movimento.
4º grupo – os agentes de campo são os responsáveis, pelas investigações. Trabalhando disfarçadamente, os agentes de campo investigam todos os criminosos, e na hora certa, os prendem.
Quando temos uma missão, uma investigação, nos dividimos em equipes, no meu caso, é sempre: eu, Nina, Lily, e Nath. Lily é nossa analista, Nath perita em armamentos, Nina nossa estrategista, e eu agente de campo.
Quando chegamos na agência, já fomos chamadas, na sala de Peter e Lola, também estava lá.
— Bom dia – Lola disse, com um sorriso no rosto.
— Bom Dia – respondemos.
— Ok, garotas, vocês lembram-se do nosso amigo antigo, Adam?
— Adam? Adam Mitchell, o que prendemos, em Seattle? – Nath perguntou, apenas sentei na cadeira em frente sua mesa, sem falar nada.
— Sim... – ele disse meio nervoso e estressado.
— O que aconteceu, Peter? – perguntei, percebendo seu desanimo.
— Ele fugiu da cadeia, e não temos a menor ideia, de onde ele possa estar.
— O que? Como ele fugiu? Quando? – Nina perguntou.
— Parece que ontem á noite, com alguns capangas. Pelo o que parece, fizeram um túnel pra fora da sela onde estavam a partir de baixo da cama dele. Foram encontradas pegadas na terra, do lado de fora da prisão, por onde saíram, e parece que ele tinha muitos amigos para ajudá-lo. – ele disse, respirei fundo, sabendo que ele ia dar mais trabalho do que deu da primeira vez.
Adam era um amigo de meu pai, mas... Eu não sei direito a história, só sei que eles tiveram uma briga feia, e no final eles quase se mataram, literalmente. Eu não lembro direito, eu era muito pequena, apenas uma criança. E a mais ou menos uns dois anos atrás, Adam foi atrás das coisas de meu pai, ele queria alguma coisa, que pelo visto meu pai não quis lhe dar. Então ele foi atrás de mim...
Flashback on:
“ São 02hs e 26mim, as meninas já estão dormindo, e eu estou vendo um filme, não consegui dormir essa noite, tive uns sonhos esquisitos...
Depois de algumas horas...
Já estava dormindo, mas acordei ouvindo uns barulhos do lado de fora da minha casa. Estava no sofá, acabei dormindo ali, enquanto assistia um filme. Levantei do sofá, e bem devagar e com o máximo de silencio possível, peguei uma arma que tinha escondida, embaixo da mesinha da sala – sim, temos armas por quase todos os móveis da casa – e fui, para trás da porta, parecia que queriam arrancá-la fora. Tem uma prateleira perto da porta, com um botão, esse botão dá um alarme, no quarto de cada uma de nós, apertei para chamar as meninas, que rápido desceram as escadas.
— O que foi? – Nath falou, estressada, e claramente com sono...
— Que horas são? – Lily perguntou sonolenta
— Peguem! – falei dando duas armas a elas... – Cadê a Nina? – olhamos para os lados, e ela não estava ali...
— Deve estar dormindo... – Lily disse
— Como sempre – falei
— Há! Que lindo! Pode estar tendo um incêndio na casa, ela vai estar aonde? Dormindo... – Nath disse sarcástica.
— Shh! – falei – Silêncio... – falei e apontei para a porta, pra elas ouvirem, os barulhos que vinham da porta, deve estar bem difícil pra aqueles babacas, tirarem a porta né, por que eu aposto que até minha avó era mais rápida...
E de repente, ouvimos a porta caindo no chão, Lily e Nath estavam cada uma de um lado da porta, e eu estava com Lily, depois que a porta já estava no chão, eles entraram, mas não passaram da sala, Nath foi a primeira, a bater em um deles, acertando a arma em sua cabeça, Lily pegou o outro, dando um chute “naquele” lugar, e batendo em sua nuca, fazendo-o com que desmaiasse. Eu peguei um gigante... O cara era enorme, eu tentei dar um soco nele, mas não deu muito certo, e ele só estava parado, dei um chute em sua barriga, mas... Nada também. Estava começando a ficar constrangida, ai eu simplesmente parei, e ele olhou pra mim, eu pra ele, ele sorriu como se percebesse que eu tinha me rendido, ele ia me dar um soco, mas ai eu passei por debaixo de suas pernas – sim, eu fiz isso, já disse que ele era um gigante? Já? É sério, ele era MUITO grande, pelo menos pra mim, por que sempre tem que ter um cara enorme, nessas situações? – passei por suas pernas, dando um soco naquele lugar, me levantei, e chutei seu traseiro, fazendo-o cair pra frente, quando ele já estava no chão eu subi em suas costas, e bati em sua cabeça, fazendo o grandão desmaiar. Eu olhei em volta, Nath e Lily já tinham derrubado uns cinco, enquanto eu só estava com o gigante aqui... Fomos pra fora, ver se tinha mais alguém, mas antes que chegássemos à porta, um carro saiu em alta velocidade. Atiramos nele, mas ele estava muito rápido, e de repente as luzes das casas de nossos vizinhos estavam acendendo...
— E agora? – Lily perguntou, vendo as luzes das casas.
— Agora... Sai correndo antes que alguém nos veja... – falei e corremos pra dentro de casa.
Entramos e Nina estava acordada, e (um milagre né, por que... UAU!) estava na escada, olhando em volta, e depois olhou pra nós.
— O que eu perdi? – ela perguntou
— Nada, não... – falei.
— Só uma festinha das boas... – Lily disse
— Sabe a vizinhança toda estava aqui, e você estava dormindo – Nath disse irônica...
— Hum... Eu acho que aqueles caras gostaram né, não param de olhar pra cá... – ela disse e na janela apontou para a casa que tinha na frente da nossa. E realmente, tinha uns caras, olhando pela janela.
— Vamos fechar tudo, e esperar um pouco os vizinhos irem dormir de novo, e depois colocaremos esses idiotas, lá fora. Eles merecem um castigo... – falei.
— Eles são muito malvados, tem que aprender, a serem mais educados – Nath disse sarcástica.
— Hum... meninas? – Nina nos chamou
— Que foi Nina? – Lily perguntou
— Precisa mesmo falar?! – ela falou apontando, para a porta jogada no chão...
— Hum... Esqueci disso... – Falei
— Deu pra perceber... – Nina disse irônica.
— Não enche Nina! – falei cansada, e pensado em como arrumar essa droga de porta...
— Não enche você! Não fui eu quem fiz isso, e agora está ai toda estressadinha...
— Eu não fiz isso, e eu não estou estressadinha, e agora ao invés de ficar ai falando dos outros, por que não pensa em um jeito de arrumar isso aqui sem chamar atenção?! Em senhorita espertalhona?! — falei
— Pensa você! Eu estava no meu bom sono, vocês me acordaram com essa barulheira, e eu não sou uma “Senhorita tapada” como outras ai... – ela disse, e eu olhei pra ela, enfurecida, e irritada.
— Por o acaso, você sabe o que aconteceu aqui?! – perguntei.
— Não, não sei e também não quero saber... – ela disse
— Então não fique reclamando, simplesmente ajude... – falei
— Tá! Chega vocês duas temos que arrumar essa bagunça, arrumar essa porta, e ainda dar um jeito, naqueles lá que não param de futricar a casa dos outros... – Nath falou nervosa, e quando ela fica nervosa, melhor fazer o que ela fala, e ficar BEM longe...
Passamos a noite arrumando a casa, depois do que aconteceu ficou uma bagunça enorme, muitas coisas quebradas, quando vimos, que todos da vizinhança tinham ido dormir de novo, pegamos aqueles caras com o maior silencio, tiramos suas roupas, (eles só ficaram com as roupas de baixo) amarramos suas mãos nas costas, e colocamos eles deitados, no chão da rua, em uma fileira... Eles passariam um pouco de frio, e quando acordasse estariam, furiosos, mas eles tentaram nos matar, e isso não é legal...
Depois disso, voltamos pra dentro, Nath deu um jeito de arrumar a nossa porta, arrumamos um pouco aquela bagunça e fomos dormir, acabamos dormindo no sofá mesmo, de tanto cansaço.
Estava me perguntando o porquê daqueles caras virem aqui, e quererem arrombar a casa, se estavam procurando algo, eu vou achar primeiro e descobrir porque queriam isso.
E todo dia eu vejo o noticiário
Todos os problemas que poderíamos resolver
E quando uma situação se agrava
Apenas escreva num disco
Sentado direito, muito deprimido
Eu não gosto muito do meu ritmo, oh, então
Diga-me o que você quer ouvir
Algo que agradará aos seus ouvidos
Cansado de todos as falsidades
Então vou entregar todos os meus segredos
Desta vez
Não preciso de uma fala perfeita
Não importa se as críticas furam a fila
Eu vou revelar todos os meus segredos
Não tenho razão
Não tenho vergonha
Não tenho família
Que eu possa culpar
Só não me deixe desaparecer
Vou te contar tudo, então
SECRETS – ONE REPUBLIC
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