Under the mask

2 Mãos à obra.


Notas iniciais
Oi meus dragõeszinhos, como é que tá do lado dai? Bom, aqui estamos com o segundo capítulo. Não tenho muito a falar, então sem mais falas vamos ao espetáculo. Espero que gostem e boa leitura.

Finalmente depois de longas noites em claro eu consegui dormir. Eu demorei alguns dias para reformular todo o meu plano, e dessa vez ninguém saberá sobre ele. Me perdoe pai, me perdoe Astrid, me perdoe deuses, mas dessa vez eu irei contra todos os seus aconselhamentos, correrei o risco de ser exilado por traição caso algo de errado, e o pior correrei o risco de perder a confiança que vocês depositam em mim. Mas sinceramente isso está me matando aos poucos e a minha ânsia em descobrir tudo e resolver esse problema de uma vez por todas é maior do que esses medos que eu estou tentando vencer.

Continuei agindo normalmente de dia, mas ao anoitecer eu pegava os meus papeis e meus lápis e traçava todos os riscos e ideias que tinha, está tudo absolutamente pronto. Vou me passar por um viking viajante que está sendo contra essa ideia de treinar dragões, – Banguela me perdoe – mas vou ter que me esconder para que os caçadores e ninguém de Berk me descubra. Isso sim vai ser um desafio, como vou mudar minha aparência a ponto de ninguém desconfiar tanto quando eu me tornar o homem misterioso, quanto eu voltar a ser o Soluço. Felizmente o comerciante Johann chega amanhã ao porto de Berk, e isso significa que eu poderei encontrar coisas que me ajudem com o disfarce. Decidi dormir um pouco, afinal estava cansado e precisava levantar cedo para poder ir ao porto.

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Acordei logo ao amanhecer me vesti e desci para tomar meu café da manhã com Banguela.

—Bom dia filho, dormiu bem?

—Dormi sim pai – peguei alguns peixes e dei a Banguela, e depois me sentei a mesa e me servi com algumas frutas, um pedaço de pão e um pouco de leite de iaque.

—Nossa está com fome hoje – meu pai riu ao me olhar comendo – o que aconteceu? Está querendo engordar? – ele perguntou brincando e eu ri.

—Não, apenas não me alimentei direito na noite passada e estou com mais fome do que o normal.

—Entendi – ele terminou sua segunda caneca de leite e já foi tomando mais – O comerciante Johann vai chegar hoje.

—Eu sei, já estou com algumas coisas em mente para comprar- ele riu.

—Espero que não gaste todo o seu dinheiro com coisas para o Banguela – nesse momento o dragão o olha com cara de decepcionado.

—Bom eu comprarei algo para o Banguela, mas comprarei coisas para mim, — e para o meu plano também. Poxa não posso dizer isso, e se eu gastar muito dinheiro sem uma explicação ele vai desconfiar – e para uma pessoa.

—Para uma pessoa? Que Pessoa?

—Para...Para...Para- Para quem Soluço? Vamos pense – Para uma garota – Nesse momento meu pai se engasgou com o leite que tomava.

—Para...cof...cof...Para uma garota? – ele limpou a boca e sorriu para mim – Isso é ótimo meu filho, e eu posso saber quem é essa garota? – aaaaaa que maravilha, eu tinha que dizer que era uma garota né.

—Não é ninguém em especial – desviei meu olhar.

—Bem que eu percebi que você está meio distraído esses últimos dias- eu não respondi e voltei a comer, ele fez o mesmo e eu dei graças aos deuses por tudo aqui ter acabado...pelo menos foi o que eu pensei – Filho?

—Sim pai – eu o olhei atentamente.

—Essa garota é a Astrid? – e foi a minha vez de quase morrer engasgado a ponto de até o Banguela me olhar atento com a resposta.

—O...O...O que? – Por que eu estou gaguejando.

—É que eu venho percebendo que vocês dois são bem próximos, e reparei no seu sorriso quando ela chega – o que? Eu não sorrio quando ela chega. Sorrio? – Então é ela? – Droga e agora o que eu respondo? Não dá pra inventar uma garota agora.

—É pai, é a Astrid – eu devo ter ficado mais vermelho que um pesadelo monstruoso em chamas, porque meu pai sorriu mais ainda.

—Eu estou tão feliz filho, ela é uma ótima garota, uma eximia guerreira, sem contar que na minha opinião é umas das vikings mais bonitas de Berk – ri meio sem graça, mas tive que concordar com ele, a Astrid é realmente muito bonita. Bom talvez essa ideia do meu pai achar que eu estou cortejando ela não seja uma coisa tão ruim assim. – Bom sendo assim – ele me entregou um saquinho meio pesado – Compre muitas coisas para ela, e peça ao Bocão para fazer um machado bem bonito, ela tem cara de que gosta mais de armas do que de joias. – ele riu e se levantou – Adoraria continuar conversando mas tenho trabalho para fazer em Berk, te vejo na hora do almoço. – ele pegou seu martelo e foi saindo de casa.

Que maravilha agora meu pai vai começar a agir estranho com a Astrid e eu vou ter que inventar uma desculpa para ela não estranhar isso, bom, eu vejo isso depois, agora vou dar uma olhada nas coisas que o comerciante Johann trouxe.

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Como o Banguela estava meio preguiçoso, hoje decidi deixa-lo descansar e fui a pé para o porto, graças a Thor era bem cedo então não havia quase ninguém lá.

—Mestre Soluço que bom te ver aqui, do que você precisa hoje?

—Bom dia Johann, – eu sorrio para ele – eu preciso de algumas roupas.

—Sim, Sim – ele vai me guiando para dentro do navio – eu tenho algo que acredito ser bem o seu estilo – eu dei uma olhada nas coisas e realmente eram bem o meu estilo, e eram muito bonitas, porém não era o que eu precisava.

—São muito bonitas Johann, mas não é o que eu procuro, – pensei um pouco em como seria o estilo do meu outro eu – queria algo mais diferente, que talvez um estrangeiro usaria, algo mais misterioso – ele me olhou com uma cara estranha como se eu pedisse o impossível e começou a me analisar, mas depois sorriu para mim.

—Bom esse é um pedido um pouco estranho, mas eu acredito que devo ter algo aqui que possa lhe interessar – ele puxou um baú e de dentro tirou uma blusa branca que me pareceu ser de seda, pois era leve e meio gelada, e também me entregou uma calça preta bem grossa – acho que vai precisar de botas também – ele pegou outro baú de onde tirou botas de couro negro, quase da mesma tonalidade que a calça – com essas roupas vai ficar parecendo um príncipe valente como esses que são contados em histórias infantis – ele riu.

—São perfeitas – eu analisei as roupas achando que faltava algo para complementar tudo – mas acredito que ainda falte algo, quem sabe uma capa.

—Bom eu tenho algo que vai lhe agradar mestre Soluço – ele me entregou uma capa de pelos cinzas, era muito bonita e macia – essa capa foi feita de pelo de lobo cinzento – pobre lobos.

—É linda. Vou ficar com tudo – eu peguei mais algumas coisas para o Banguela, um pouco de tinta e outras coisinhas para mim. Mas quando estava saindo algo me chamou a atenção, um pequeno colar prateado com uma pedra em formato de um prisma triangular, sua cor era em um tom de azul magnifico, e eu fiquei me perguntando como algo poderia ser tão rustico e ao mesmo tempo delicado e perfeito – Johann eu vou levar esse colar aqui também – eu sei, por que eu levaria um colar feminino sendo que eu vim comprar coisas para o meu personagem. É que ao olhar aquela magnifica pedra eu lembrei tanto da Astrid, em como os olhos dela brilham, em como ela consegue ser tão bruta e delicada ao mesmo tempo, em quanto ela consegue ser magnifica, então decidi leva-la para quem sabe em alguma ocasião não a presentear.

—Aaaa sim, esse colar é muito bonito – ele pegou o objeto e guardou em uma caixinha – a moça que você presentear com isso mestre Soluço vai ficar muito, muito feliz.

—Espero – eu sorri e me despedi saindo do barco e indo em direção a minha casa com as coisas em mão e torcendo para que o meu pai não estivesse lá.

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Passei a tarde toda na academia ajudando alguns novos pilotos de dragão. Ao anoitecer decidi ir para casa jantar e “dormir” depois, afinal até o fim dessa semana pretendo colocar meu plano em pratica. Chegando em casa encontrei meu pai e Bocão conversando animadamente sobre algumas coisas de Berk.

—Boa noite filho – disse meu pai com um sorriso no rosto – vamos jantar?

—Boa noite pai, boa noite Bocão – eu fui entrando em casa – vamos sim, só vou dar um pouco de peixe ao Banguela – Peguei uma cesta com peixes fresquinhos e dei ao meu dragão que comeu tudo rápido e já foi ao meu pai pedir mais um pouco de comida com aqueles olhos de dragão bonzinho.

—Foi ao porto hoje Soluço?

—Fui sim.

—E comprou o presente?

—Comprei pai – e lá vamos nós.

—Presente? Pra quem? – Bocão perguntou todo curioso.

—Para uma garota que o Soluço está cortejando – Meu pai disse todo orgulhoso.

—Uma garota? Sério? – Bocão me encarou esperando por um nome – Quem é essa garota?

—Ninguém im... – Não pude nem terminar a frase

—A Astrid

—A Astrid?

—Sim, isso não é bom Bocão – meu pai sorriu – minha futura nora é a melhor guerreira de Berk – e mais uma vez ele falou todo orgulhoso.

—Isso é ótimo, mas ela sabe sobre esse seu interesse nela?

—Não Bocão, ela não sabe – suspirei – e pai eu agradeceria se o senhor não ficasse espalhando isso por ai.

—Nossa filho, que isso? O Bocão é da família – ele me olhou sério.

—Verdade eu te conheço desde que estava na barriga da sua mãe, sem falar que eu ajudei seu pai a te criar.

—Eu sei, eu sei. Me desculpe não quis ser mal-educado, é que nem o meu pai era para ficar sabendo sobre isso – olhei para o meu prato meio sem jeito.

—Soluço entenda uma coisa, seu pai e eu somos bem mais velhos, então temos mais experiência – ele colocou a mão em meu ombro como se me apoiasse nessa decisão – então se precisar de algum conselho, ou de alguma ajuda estamos aqui para te auxiliar.

—Obrigado Bocão – sorri para ele.

O resto do jantar foi tranquilo, graças aos deuses, eles não comentaram mais sobre esse assunto e logo que eu acabei de comer subi para meu quarto. Fiquei desabafando um pouco sobre tudo com o Banguela e fui dormir. Mas no meio da madrugada eu acordei assustado com um sonho que tive. Não foi nada muito grave, era um cara de máscara que me perseguia pelas florestas de Berk como se quisesse me matar. Máscara, por que uma máscara? Isso ficou me perturbando e eu pensei que talvez não fosse uma ideia tão ruim usar uma máscara para esconder o meu rosto, então decidi que faria uma para usar no meu disfarce, mas pensaria melhor sobre isso anoite, afinal já estava amanhecendo e não seria uma boa ideia executar isso agora.

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Reuni as coisas necessárias para fazer minha máscara o dia todo, e quando já era de madrugada e percebi que não havia mais ninguém nas ruas de Berk, decidi ir para a ferraria executar os últimos preparativos para o meu plano. Pensei em fazer algo de couro mas achei que ficou muito mole, então decidi fazer uma máscara fina de ferro de gronckle. Fiz com que ela cobrisse apenas metade do meu rosto, assim daria um ar mais misterioso. Já tinha até a desculpa perfeita para usa-la. Falaria que sofri um acidente com um dragão e que perdi minha perna – nota mental: usar uma daquelas pernas de madeira como a do bocão em vez da minha de metal – e tive parte do meu rosto queimado. Sim, isso seria perfeito, seria um bom motivo para não gostar de dragões. Peguei um escudo e uma espada, ambos também feitos de ferro de gronckle também e fui para casa, guardei tudo em um baú que coloquei de baixo da cama para que meu pai não suspeitasse e deitei afim de dormir um pouco, mas essa foi mais uma noite em que eu passei em claro pensando em como seriam as coisas daqui pra frente.

Notas finais
Espero que tenham gostado. Beijos ❤ Ps: Colar que o Soluço comprou: http://g01.a.alicdn.com/kf/HTB1Dut2KpXXXXaUXpXXq6xXFXXX3/Pedra-Natural-quartzo-azul-bala-forma-colar-pingente-de-colares-de-corrente-cobre-ametista-Collares-para.jpg Mascára que o Soluço vai usar: http://www.dhresource.com/albu_229518974_00-1.600x600/festa-de-m-scara-meio-rosto-a-m-scara-da.jpg (Imaginem ela prateada como ferro gronckle )