Under the mask

4 Caminhos alternativos me levaram até você


Notas iniciais
Para compensar o atraso e a mostrar meu amor por vocês, mais um capítulo fresquinho. Beijinhos Cherise

As coisas estão indo bem até o momento, tenho treinado com o Mimir na ilha todas as noites. Claro que não estou ensinando a matar dragões, muito pelo contrário, estou ensinando a como cuidar deles de uma forma indireta, e parece que ele está adorando. Graças aos deuses ele não gosta muito dessa matança toda pelo que me contou, está com os caçadores por causa do pai dele mesmo.

—Então carinho em baixo do pescoço deixa eles mais dóceis e tranquilos?

—Sim e raiz de dragão deixa eles nervosos.

—Vou me lembrar disso caso o Ryker queira usar ela nas flechas de novo – quase me esqueci que os caçadores usam isso.

—Esse tal de Ryker é o chefão pelo jeito?

—Na verdade não – ele disse se sentando um pouco para descansar – ele é mais um lacaio como todos, mas tem um pouco mais de poder por ser irmão de um tal de Viggo.

—Viggo? Quem é esse? – perguntei me sentando ao seu lado.

—O verdadeiro chefe de tudo. Ele que fala para onde vamos, o que vamos fazer, o que temos que trazer, faz as vendas e também fica com quase todo o ouro.

Já faz uns 15 dias que eu e Mimir estamos treinando, e finalmente ele está se abrindo mais, me contando como são as coisas lá, falando sobre alguns planos e tudo mais que são de extrema importância para mim. Mas sinceramente me sinto um pouco mal por isso, ele é uma boa pessoa, daria um bom cavaleiro, então sinto que estou o enganando.

Isso é péssimo.

—Sim, mas é a vida que eu tenho não posso mudar nada.

—Ué mas por que não?

—Simples, meu avô era caçador de dragão, meu pai também era, então eu estou fardado a ser também. É o meu destino – ele suspirou, e me deu muita vontade de leva-lo a Berk para conhecer tudo e quem sabe com sorte ele mudar de opinião sobre o destino – não tem nada que eu possa fazer – calma Soluço, se controla, não tenta mudar a visão dele ainda, isso pode comprometer a missão.

—Sinto muito – eu sorri para ele – mas quem sabe em um futuro próximo isso tudo não mude.

—Espero – ele sorriu de volta – sabe acho que você deveria ser caçador como eu.

—Acho que não levo jeito pra isso.

—Não? Como assim não? Você sabe tudo sobre dragões, e isso é incrível, e o melhor você aprendeu tudo isso sozinho. Com certeza o Ryker iria querer te ter na tripulação dele.

—Eu não sei, teria que pensar.

—Pensa bem, afinal você poderia se vingar dos dragões por causa do seu rosto e da sua perna.

Contei ao Mimir que havia sido “desfigurado” por um dragão por isso eu usava a máscara e que em outra ocasião um dragão comeu minha perna. Não é a melhor história do mundo, mas foi o melhor que eu pude encontrar.

—Não procuro vingança.

—Tudo bem, mas ao menos pense no caso, eu posso te levar ao navio principal para te apresentar – aaaa fique tranquilo que eu vou pensar com muito, mas muito carinho na sua proposta.

—Depois eu penso nisso. – Comecei a olhar as estrelas pensando em algumas perguntas que eu posso fazer pare ele – Sabe, uma coisa me intriga.

—O que?

—O que vocês faziam aqui nessa ilha, à noite, se tem navios para dormir.

—É uma longa história.

—Não estou com pressa – não mesmo, dessa vez cheguei bem mais cedo, então tenho tempo de sobra.

—Tudo bem, sei que posso confiar em você. – ele suspirou e me olhou – Ryker disse que está chegando o Snoggletoge, e com isso chega a época dos dragões colocarem os ovos, e aparentemente essa ilha faz parte da rota de centenas de dragões.

—Então ele está pensando em acampar por esses lados afim de capturar dragões que estão indo botar seus ovos?

—Bom a princípio sim, mas ele disse que só iremos pegar eles na volta, quando eles estiverem com os filhotes a caminho de Berk.

—De Berk? Mas por que?

—Parece que é lá aonde ficam os cavaleiros de dragões, que o Viggo tanto odeia. Então os dragões deles estarão nesse meio. Sem dragões para montar a força deles cairá para metade, e é aí que o Ryker vai atacar.

—Entendi – então esse é o plano dele, capturar os dragões para que não possam voltar para Berk – mas o que esses cavaleiros têm de tão especial?

—O olho de dragão.

—Olho de dragão? E o que é isso?

—Uma espécie de mapa. Na verdade, eu não sei direito, meu pai não me explicou muito sobre isso. Só sei que é de extrema importância para qualquer um que tenha alguma espécie de vínculo com os dragões.

—Uau, fiquei impressionado.

—Quando eu ouvi também fiquei – ele riu – mas nunca pude ver.

—É uma pena.

—É – ele disse olhando para o mar – Acho melhor ir embora antes que alguém acorde e sinta minha falta.

—Verdade, também está ficando tarde, é melhor eu ir embora também – já fui me levantando – nos vemos amanhã?

—Acho melhor não, meu pai está começando a desconfiar.

—Tudo bem então, que tal daqui a 3 dias?

—Pode ser, assim dá tempo de eu me aperfeiçoar.

—Tudo bem então – peguei minha mochila no chão – até daqui a 3 dias.

—Até – ele tomou o seu caminho e eu esperei um pouco para tomar o meu e voltar a Berk, chegando lá ainda de noite.

Então esse é o plano do Viggo, tirar os dragões de nós para perdemos parte do nosso poder de ataque e defesa. Tenho que pensar em algum modo de impedir isso. Visando a quantidade de dragões que migra, ele deve estar planejando colocar centenas de navios e caçadores, então um ataque frontal talvez seja muito arriscado. Quem sabe, talvez mudar a rota dos dragões seja a minha única saída. Entrei na floresta de Berk rumo a cidade; tive que achar outro lugar para esconder meu pequeno barco afinal Baldão disse ao meu pai que viu um estranho na praia, não pude arriscar. Ainda não consigo tirar essa ideia do Viggo da minha cabeça, isso foi realmente muito inteligente.

—Quem é você? – eu ouvi uma voz me chamar e paralisei no mesmo instante – EU PERGUNTEI QUEM É VOCÊ? – a pessoa falou mais alto a fim de chamar mais a minha atenção.

Me escondi atrás de uma pedra e esperei um tempo. Tudo silencioso, hora de voltar ao meu caminho. Observei em volta e não vi nada, logo deduzi que a pessoa que me chamou foi embora, então sai silenciosamente de meu esconderijo, e fui andando de novo em direção a minha casa. Mas eu não andei nem meio metro e senti algo gelado em meu pescoço, e uma voz extremamente conhecida em meu ouvido.

—Eu perguntei quem é você? – só uma viking em particular estaria a essa hora sozinha em uma floresta escura e ainda por cima com um machado – Se não me responder, eu vou contar a sua garganta – sempre usando ameaças de morte, não é senhorita Hofferson?

—Se a senhorita abaixar o machado talvez eu consiga falar – eu só posso ser louco em desafia-la em uma hora dessas.

—Me parece que você ainda consegue falar muito bem – ela apertou mais o machado em meu pescoço.

—Sou um viajante.

—Um viajante? E o que em nome de Thor faz um viajante estar a essa hora vagando em uma floresta escura.

—Estou perdido, só isso. Se me soltar eu irei embora.

—E o que garante que se eu te soltar agora você não vai arrumar problemas?

—Tem a minha palavra.

—Como vou confiar na sua palavra se nem te conheço.

—Talvez você possa me conhecer – Soluço se controla isso não é momento para dar em cima dela.

—Está querendo fazer gracinha? – ela me pressionou contra uma arvore que estava a nossa frente – Se continuar com isso vou te mandar para Valhalla agora mesmo para fazer piadinhas para o próprio Odin.

—Calma, me desculpe não quis lhe ofender. Se puder me soltar um pouco tenho certeza que conversaremos melhor.

—Não quero você fazendo nenhum truque.

—Como vou fazer algo com você me ameaçando com um machado, e com as minhas armas estando na minha mochila que está no chão.

—Eu vou te soltar um pouco e você vai me explicar tudinho, está bem?

—Sem problema, explico o que você quiser – ela me soltou aos poucos ficando de frente para mim, confesso que fiquei com um pouco de medo de ela me reconhecer.

—Vamos agora se explique.

—Tudo bem. – me sentei no chão e ela se sentou também ainda apontando o machado para mim – Me chamo Haakon, sou um viajante, mas tecnicamente não estou perdido. – olhei para ela que me encarava. Bolei algo para despistar suas suspeitas, mas não acredito que eu vá conseguir sustentar a ideia por muito tempo.

—Continua, eu estou ouvindo.

—Eu trabalho para o Soluço Haddock, você o conhece?

—O Soluço? – ela ficou perdida em pensamentos por um tempo – Que tipo de trabalho?

—Sou uma espécie de mercador de informações.

—Como assim?

—Se você precisa de mercadorias chama o mercador Johann. Se precisa de informações sobre algo especifico, você me chama.

—Entendi, mas por que o Soluço precisaria de você?

—Ué se você o conhece por que não pergunta pessoalmente? – não deveria ter dito isso.

—Se eu perguntei a você, significa que quero a sua resposta e não a dele.

—Ei calma aí, meus serviços são confidenciais.

—Será que você consegue guardar um segredo dos deuses? – ela colocou mais uma vez o machado perto do meu pescoço.

—Escuta aqui mocinha, eu não sou do tipo de informante que tem medo de perder a vida – porque além do mais eu não tenho nada para compartilhar com você.

—Escuta aqui você senhor informante, é bom você me dizer o que está acontecendo, por que se não eu te levarei ao chefe de Berk, e você vai se arrepender de não ter me deixado te matar agora. – tudo bem agora o assunto ficou sério, Astrid não pode me levar ao meu pai se não tudo estará perdido.

—Se fizer isso estragará os planos de seu amigo.

—Deixa que com ele eu me resolvo depois – já vi que hoje o dia será bem longo.

—Tá bom – disse me levando e pegando um mapa com a localização da ilha que eu ia – se é isso que você quer aqui está – eu o entreguei em suas mão e ela começou analisa-lo – diz ao seu amigo que o Viggo vai atacar ai – fui me afastando antes que ela jogasse o machado em mim.

—Ei aonde você pensa que vai? – Ela começou a me seguir – Ainda não terminei.

—Mas eu terminei – me virei para encara-la mais uma vez – caso queira saber mais alguma coisa sobre esse plano pergunte ao seu amigo.

Percebi que ela não me seguia mais, então corri para casa com medo que ela chegasse lá antes de mim e descobrisse minha farsa.

Notas finais
É isso, quero pedir desculpas mais uma vez, e quero avisar que é bem capaz que eu poste de quarta, (não toda quarta, por que não tenho tanta disponibilidade a partir de agora) já que tenho um tempinho extra agora. E então, o que acharam do nosso pequeno começo de Hiccstrid? Vou tentar focar mais no nosso amado casal, e trazer mais coisas fofas e mistérios para nossa pequena guerreira viking. Beijinhos de gelo. Cherise ❤