Under stars

1 Pelo tempo que ela estivesse ali.


Notas iniciais
FLUFFY, MUITO FLUFFY, MUITO DOCE, só o Gintoki pra gostar dessa oneshot /apanha Eu de novo por aqui, com um casal super inovador, nossa. Enfim, os feels okikagu estão muito grandes ultimamente, pra quem acompanha o mangá QUE VENHA O CAPÍTULO 541 E QUERO MUITO DO OTP NA CARA DA NOBUME (ou do Sougo, na cara, literalmente) :v Fiz essa história baseada na própria descrição da artista da capa syfuhuiojsdkfd ficou algo fofo, talvez até meio meloso, mas não que isso não seja okikagu, relaxem porque eu não costumo ooczar os personagens ♥ Espero que gostem!

Ela revidou com uma rasteira, entretanto aquilo não foi o suficiente para derrubá-lo, apenas o desequilibrou. Por Sougo não ter caído como planejara, Kagura foi obrigada a afastar-se antes que ele tomasse vantagem da sua proximidade. A yato sacou seu guarda-chuva, mirando com precisão no policial que corria ao seu encontro. Ela puxou o gatilho diversas vezes, mas suas balas haviam se esgotado. Okita riu sadicamente antes de acertar um último murro no estômago dela, declarando assim sua vitória daquela luta. Ela grunhiu contorcendo-se com a dor e sorriu limpando o sangue no canto dos lábios. Ele era um bom oponente afinal, ela tinha de ser sincera.

Eles não contavam mais suas vitórias e derrotas há algum tempo, encontrar-se ocasionalmente e sair trocando chutes e tiros havia se tornado algo usual entre eles. Talvez não fosse nem mais o ódio, talvez fosse somente a rivalidade que restara. As poucas palavras que trocavam durante suas batalhas eram ofensas e expressões que ridicularizariam um ao outro, mas depois que o vitorioso fosse declarado, eles iriam conversar, como amigos. Ou pelo menos se esforçavam.

— Yatos não são tudo isso que dizem por aí. — Sougo sentou-se ofegante no gramado, deixando que um filete de sangue escorresse da sua testa ao seu queixo gotejando no chão.

— Você também não é tudo isso que dizem por aí. — ela o acompanhou emburrada, odiava quando perdia apenas por ter que aguentar o ego do rival depois.

Havia escurecido e eles sequer perceberam. Começaram a lutar por volta das cinco, não imaginavam que gastariam tanto tempo naquele dia. O parque se encontrava agora vazio, pouquíssimas pessoas passavam no outro lado da rua, perto dos comércios, porém onde estavam não havia ninguém. Sougo tirou o casaco surrado da Shinsengumi jogando na cabeça de Kagura, cobrindo-a desajeitadamente, sua tentativa de afeto a fez encará-lo.

— Você quer que eu tenha pulgas, uh-huh? — a ruiva questionou tirando o uniforme dele da cabeça e ajeitando-o sobre os ombros. — Espera, tem alguma bomba aqui?! — tirou o casaco passando a revirá-lo neurótica a fim de encontrar realmente algo escondido ali.

— Não, só quero que você lave e costure isso, foi você mesma quem destruiu ele. — o rapaz de cabelo castanho areia passou os braços por trás da cabeça e deitou-se ali mesmo, passando a encarar o céu estrelado.

Kagura o observou por alguns instantes ainda com seu casaco em mãos, talvez aquela fosse a forma dele de dizer que estava esfriando. Ela jogou o casaco nas costas novamente e deitou-se próxima a ele. Era uma distância razoável, não estavam assim tão perto, apenas distantes o suficiente para poderem se alcançar com as mãos caso o fizessem.

Havia muitas estrelas naquela noite e pouquíssimas nuvens as cobriam, eles tinham uma visão ampla do céu aberto. Aquietaram-se por um tempo, ambos com a respiração alta ainda recuperando o pulso normal depois de uma luta, e além disso, apenas conversas paralelas se era escutado ao fundo. Kagura levantou a mão com um dedo apontando para cima chamando a atenção do policial.

— Tá vendo aquela estrela maior do lado daquela outra ali?

— Não.

— Sadista, olha pra onde meu dedo está apontando, sim? — mostrou novamente. — Estou falando da maior da direita, enxergou?!

— Tá e o que tem? — perguntou pouco interessado.

— É meu planeta natal.

Sougo a viu baixar a mão sobre o peito e jurou ter visto seus lábios se esticarem num leve sorriso. Ela encarava o céu enquanto o sádico a encarava curioso. Às vezes era difícil lembrar-se que Kagura era de outro mundo, fazia muito tempo desde que ela viera a Terra, agia feito uma humana normal e aqueles ao seu redor já tinham se acostumado com isso. Era engraçado pensar que ela era uma imigrante, ele poderia prendê-la quando quisesse se ela não mantivesse seu passaporte em dia, se é que ela tivesse algum. A verdade era que Kagura guardava boas memórias de seu planeta, e mesmo tendo sofrido por lá, optara por não viver e depender somente dos defeitos de seu clã.

A menina era aparentemente delicada como qualquer outra de sua idade, seu corpo ainda em desenvolvimento e até mesmo seus olhos diziam isso, no entanto Sougo mais do que ninguém sabia que o sangue Yato corria em suas veias. Talvez isso fosse o que a fizesse diferente de outras garotas com quem já se envolvera, Kagura era uma bomba-relógio pronta para explodir quando chegasse a hora exata. E talvez ele estivesse interessado em vê-la lutando para valer quando essa tal hora chegasse. O capitão da Shinsengumi sabia que ela nunca lutou usando inteiramente sua força contra ele, até por que nem ela mesma sabia controlar aquilo.

Sougo suspirou desviando a visão dela por um instante, voltando a olhar o céu noturno. E vendo toda aquela imensidão, chegou à conclusão que a Terra era pequena demais para alguém como Kagura chamar de lar.

— Meu papi conhece todos esses planetas, algum dia talvez eu vá viajar com ele. — comentou animada.

— Espero que esse dia chegue logo pra eu não precisar mais ver sua cara por aqui, China. — sorriu desafiador.

— Huh?! — ele sabia exatamente como a irritar. — Eu só estava falando do meu papi, seu idiota! — levantou-se estando ainda sentada, pronta para pular nele se precisasse.

— Eu sei, lembro bem quando aquele velho careca veio para cá e destruiu a estação de Edo. — colocou-se de pé batendo nas calças.

— Não foi ele, foi um alien parasita e eu quase morri naquele dia, sim? — ela sentou-se ao em vez de levantar-se.

— Deveria ter morrido, minha vida estaria muito melhor agora. — direcionou o olhar para a garota abaixo de si.

— Você nunca tentou me matar de verdade, você é só um sádico ladrão de impostos que gosta da minha companhia e me encontra todos os dias pra matar o tempo da sua patrulha, uh-huh. — deu de ombros.

Kagura fez menção de olhar para cima, entretanto foi impedida por Sougo que se inclinou colando sua testa na dela. Ele a puxava intensamente pela franja não deixando que ela desviasse o olhar dele. A ruiva podia ser orgulhosa, mas se pressionada mostrava um lado que somente ele conhecia.

— China, eu te odeio. — disse sem deixar a voz vacilar ainda perigosamente perto do rosto dela.

— Eu t-também! — gritou desconcertada afastando-o com um chute no estômago. Ela levantou-se num pulo, correndo para longe ainda agarrada ao casaco dele.

— Não se esqueça de lavar meu uniforme, quero de volta com perfume de lavanda! — ele avisou rindo dela enquanto corria.

— Eu vou lavar sua cara! — Kagura ameaçou olhando para trás nervosa.

No fim de tudo, aquilo que a ruiva dissera sobre ele gostar de matar seu tempo num desafio contra ela não era de todo mentira. Não que Okita Sougo admitisse gostar da companhia de sua rival, mas era momentos como esses, debaixo das estrelas, que os faziam aproximarem-se um do outro. Sougo fazia coisas que a deixassem desconfortável apenas pelo seu sadismo, enquanto ela sofresse e se sentisse envergonhada somente em suas mãos, ele estaria feliz.

Notas finais
Eu não consigo imaginar os dois dizendo que se gostam, desculpem, é o otp mAS NÃO ROLA UM EU TE AMO. Prefiro manter eles até com um ódio disfarçado, mas escrever eles sendo exageradamente românticos me faz querer vomitar dstfghusdijofk Caso tenham encontrados erros por favor me comuniquem para que possam ser consertados, sugestões e críticas são muito bem-vindas, falem comigo ♥ vamos surtar juntos hehe Até mais!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!