Under The Test: A Prova Mortal
3 A seleção
Abro os olhos, aparavorado, agarrando os lençóis. Mas não estou novamente naquele pátio, não há paredes se erguendo, não há um tabuleiro de xadrez com um código indecifrável. Estou deitado em uma cama, na minha casa, e há um cheiro de serragem no ar. Me sentei na cama, o Sol já estava quase chegando e eu me perguntei por que havia acordado tão cedo. Mas já sabia a resposta, acho que sempre terei pesadelo com aquele teste, eu nem iria querer ver se fosse selecionado para a prova. Eu deveria me levantar e começar a agir ao momento que o Sol chega. Mas em vez disso, mantenho-me sentado, imóvel como a cama que está embaixo de mim. Não tenho como lutar contra o Sol. Posso apenas observar impotentemente como ele me carrega em direção a um dia que eu queria que jamais chegasse. O dia da escolha.
Por volta do meio-dia eles estarão nos reunindo no pavilhão do parque dona lindu. Todos os que fizeram teste. Cinco serão escolhidos para forma o grupo 1, Pernambuco. Em geral nem todos os estados conseguem ter alguém para ir pra prova mas como minha sorte é inacreditável, pernambuco sempre tem cinco. As chances de ir para prova são destribuidas entre os que passaram no teste de QI, poucos passam, e por isso se torna uma boa chance para quem passa.
Alguém bate à minha porta. Sento-me na beirada da cama e ajeito um pouco o cabelo liso e negro.
– Pode entrar. — Digo.
A porte se abre e minha mãe coloca metade do corpo para dentro. Ela está usando um vestido da cor vermelha. A cor fica estranha nela, viva demais, mas quando ela apoia a cabeça no batente da porta, vejo que cai muito bem, com a cor dos olhos dela.
– Vocês estarão todos reunidos daqui há algumas horas. — Ela diz, não consegue esconder o tom de preucupação — É melhor apressar as coisas, se alimentar e tudo mais.
Uma pergunta me correu a cabeça e acho que deixei isso escapar. O que minha mãe estaria fazendo acordada às 5 horas? Será que ela acordava todos os dias aquela hora? Me levantei da cama, meu corpo pesado de preguiça e sono. Afirmei que sim com a cabeça.
– Nunca imaginei que meu destino ficaria na mão daqueles caras.
– Eu também não. Ah, não fiz o café da manhã ainda. Tome um banho primeiro, é o tempo que eu preparo tudo.
Concordo com ela e abro o guarda-roupa. Minha mãe sai para preparar o café e aproveito aquele tempo sozinho para tomar banho, banho de verdade, daqueles que demoram bastante, o que era um atentado contra o nosso atual estado.
Agora que a onda de cansaço deixa meu corpo, assim como o efeito da preguiça que me fez parecer uma múmia, a profunda animação me toma o corpo. Talvez eu não devesse me preucupar tanto, a possibilidade de ser escolhido era entre cinco de dois mil, ok que não eram todos que passavam no teste, mas eu não havia concluido também, eu achava... Vou para a cozinha e chego a tempo de ver a mesa cheia, minha mãe era muito boa com comidas. Sentei-me e comecei a tomar café, agredecia por aquilo, por ter tanta coisa, alguns não tinha um terço da comida que nós tinhamos. A manhã se seguiu como se fosse uma qualquer, as pessoas trabalhando e os mais jovens estudando, foi um dia bastante tenso em algumas salas como a minha porque a maioria de nós tinha 16 anos, e bem... Estavamos no mesmo barco. Liberaram a gente mais cedo graças a cerimônia de escolha. Me encontrei com Jace no lugar de sempre.
– Acha que a prova desse ano vai ser pior? — Ele perguntou.
– Quando as provas são boa, Jace? Pelo amor de Deus, eles nos colocam em um lugar fechado, cheio de animais alterados por química ou pelo lixo.
– Não entendo o porque fazem isso. Quer dizer, que tipo de necessidade sádica é essa? A desculpa deles é irritante.
Franzo a testa enquanto coloco o cabelo para trás, para ver se consigo respirar de forma mais comum. Ele está certo. Que tipo de necessidade é essa? Porque as pessoas tem que ser matar? Se são tão importantes por que não vão todos juntos? Além disso nos colocam numa espécie de palco com animais assustadores e quatro grupo para se matar.
– O presidente não quer matar a todos. — Digo analíticamente — Ele sabe que isso seria idiota. Nossa sociedade se revoltaria se soubesse que além de estar nas mãos dele, não tem direito a viver, do que valeria? O que ele quer é controle. Isso amedronta as pessoas, ele nos controla por medo.
Levanto o rosto e encaro meu reflexo na água escura da lagoa, suja como nunca. Me pergunto se haveriam peixes ali, me parece uma ideia absurda. Meu rosto está bem, embora eu tenha dormido pouco.
– Nem todos nós temos medo daquilo. — Retruca Jace com certo orgulho.
– Certo — Solto um suspiro irritado — Então você não está com medo de ir para a prova desse ano? Sem nem saber direito os riscos que corre? Lembra-se do garoto da edição passada Jace? Aquele que foi em um rio de lama na floresta? Do que o rio estava cheio mesmo...? Ah! De simples carangueijos. Mas eles não eram tão simples, se não, não teriam deslacerado o garoto até a carne, até que ele morrese agonizando na lam. E não teriam mais de 60 cm. Eles tinham quase 1 metro e eram carnívoros! Usaram as patas para perfurar o garoto todo!
Não havia notado o quanto minha voz estava tensa e trêmula, o medo era notório. Aquela ideia me assustava e parecia assustar Jace também. Ele não disse nada por um tempo.
– Não estou dizendo que a ideia não da medo... Que não é filha da puta. — A voz de Jace me surpreende, não em um tom de medo, mas sim de revolta e repulsa, como se a ideia o desse vontade de vomitar — Mas não podemos ficar tremendo de medo para isso, se queremos acabar com isso, vamos lutar ou achar o próposito pelo qual dizem ser tão necessário.
– Lutar — Retrunco — Não há um próposito necessário. Quando tantas vidas são perdidas por nada, toda causa passa a ser injusta e deixa de valer a pena.
– Está quase na hora... Não devia primeiro falar com sua mãe?
– Eu avisei a ela que se largassem cedo ia me organizar para ir, que só ia passar em casa depois. Sei que se formos selecionados poderemos nos despedir, em seguida seremos enviados para Brasília.
– Que nojento isso. Não nos dão nem um dia.
Bufo.
– É ... O enigma pelo menos foi bem difícil para mim. Isso me tranquiliza, talvez eu não tenha resolvido ele.
Notei a expressão de Jace, de quem havia sido derrotado. Senti um medo percorre todo meu corpo, uma explosão em minha cabeça, milhões de coisas ao mesmo tempo.
– Jey... Você...
– Hã-Han. — Ele afirmou que sim com a cabeça, melancólico.
– Ah não...
Se Jace havia conseguido concluir a prova, significava que ele estava provavelmente dentro. Talvez as provas fossem diferente, não podia pergunta-lo como ele resolveu aquele enigma, mas tinha certeza de que aquilo era genial. Jace havia sido muito sagaz em saber daquilo a tempo de não desmaiar, se ele não tivesse desmaiado é claro. Eu não tinha como saber.
– Mas e a porção?
– Não entendo por que não deu certo.
– Talvez você não seja selecionado... São pelo menos 2 mil pessoas a fazer o teste, não é possível que só cinco tenha acertado.
– Quantas vezes só duas pessoas acertaram, Ed? Já juntaram estados para forma um grupo lembra? É raro alguém acerta. A estatística é de que a cada 200 pessoas , uma acerta. Em média é claro.
– Se você fosse menos Nerd... — Resmungo, estava realmente triste.
Jace parece querer desviar daquele assunto, fugir, mergulha naquela lagoa podre. Eu sei que ele não faria isso, ele era tão corajoso quanto eu, e mesmo que soubesse que as chances de não ir para a prova fossem bem baixas, ele não fugiria. Não posso dizer que ele não estava com medo, ele estava apenas fingindo não sentir. Olhei para o relógio, ansiedade percorrendo o corpo. Estava na hora.
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Chegamos no pavilhão do Dona Lindu, o Teatro. As cadeiras estavam quase todas cheias mas a cerimônia iria começar só em cinco minutos, o que significava que eu não estava atrasado. Sentei-me um pouco distante do palco, quem sabe me desse mais sorte. Podia ouvir as pessoas conversando entre sí, preucupadas, todas ali não dando a mínima para o próximo. Em geral, eu sabia, cada pessoa que fosse selecionada hoje estaria em maus lençóis, as pessoas que não fossem selecionada, estariam tranquilas. Mas prefiro não generalizar, se Jace fosse escolhido e de alguma forma eu pudesse me voluntariar por ele, talvez eu o fizesse, se fosse meu irmão a ser selecionado, eu também me ofereceria a ir... Se pudesse, porque não pode. Então, quem sabe, deve haver pessoas iguais a mim.
– Os cinco minutos da morte. — Sussurou Jace, querendo descontrair.
– Os cinco minutos que irão decidi nosso destino. — Disse soltando um sorriso, não muito feliz.
A cerimônia começou quando as luzes do local piscaram, três vezes. No começo achei que elas iam pifar, até me surgiu uma onda de esperança. Que rídiculo eu. Um homem virtuoso surgiu no palco, saindo das cortinas. Ele tinha cabelos grisalhos um pouco longos, vestia um terno muito bem colocado e os olhos eram sorridentes assim como o semblante. Devia ser mais um do planalto, aposto que estava se divertindo muito com tudo aquilo. Todos se calaram. Mais silêncio. O homem começou a falar.
– Boa Tarde, jovens! — A voz era empolgada, sádica, me fez querer jogar algo nele. — Hoje um de vocês serão selecionados para o grande evento... Aposto que todos estão curiosos para saber onde será... O que será?
Ele faz uma pausa drámatica, eu sabia que hora era aquela, era a mais massacrante, eles anuciavam o local e depois nos diziam os escolhidos. Tudo para nos deixar mais nervosos. Por exemplo: Se você sabe que vai para um rio conhecido por matar todas as pessoas a tantos km, você ficará muito mais apreensivo de ser escolhido. A próposito, a prova da qual me refiro foi a do lago Nyos, camarões. Foi uma das mais terríveis porque parecia ter sido feita para que todos morresem. Além do local ter sido enorme, cheio de mangues e lugares temerosos, quando os sobreviventes finais chegaram perto da saída deram de cara com o lago Nyos, o lago liberava uma substância muito tóxica, responsável por matar sabe-se la quantos animais e pessoas antigamente. Óbvio que ele ainda é perigoso. No final da prova o objetivo era atravessar o lago, colocaram apenas quatro escada enorme que passava deitada pelo lago, e muita gente de grupos diferentes se chocaram, tiveram de se matar obvio, tinham um tempo para atravessar o lago antes da substância ser liberada. No fim, só três saiu vivo. De 20.
– Tenho uma surpresa emocionante para vocês. A prova será realizada...
Ele fez uma pausa, uma luz ascendeu no fundo do teatro, todos viraram para ver. Então a luz foi refletida nas cortinhas, imagens de um lugar tenebroso, vazio, sem sinal de vida. Areia cobria boa parte das coisas, os edifícios sendo tomados pelos ventos, a roda gigante girando de forma que dava medo, ao movimento do vento. Em outra imagens parecia um deserto completo, em algumas, uma cidade desertificada.
– O Deserto de Prypiat.
Estremeci ao ouvir o nome. Prypiat não tinha um deserto, entendi sem precisar de uma explicação, Prypiat agora era um deserto. A cidade já era bastante tenebrosa por suas lembranças, ali próximo à cidade fica a central nuclear de Chernobil, lugar onde ocorreu o maior acidente nuclear da história. Muitos dos outros pareciam não entender o que era Prypiat, mas sabiam que um deserto já era péssimo. A cidade também não era segura graças a explosão nuclear, o ar lá era perigoso, desertificada então... Parecia ser ainda pior. O apresentador parecia estar adorando o silêncio sufocante, notando todos aterrorizados, eu sabia que Jace estava sabendo do quão ruim era um deserto, e prypiat, ele que havia me contado a história da cidade.
– Agora... Os selecionados!
Mais silêncio, todos pareciam estar de luto, todos pareciam ter desistido. Me sentia sufocado. Mas realmente, falar alguma coisa era tolice. A parte que vinha agora era a pior, ninguém poderia estar pulando de felicidade. O anuciador pegou cinco envelopes, abriu o primeiro e então sorriu.
– O primeiro selecionado, este muito sortudo... — a irônia estava presente — Edward Kyler.
Engoli seco, Jace olhou para mim. Estavamos surpreso, eu mal conseguia respirar, pensar, dizer algo. Senti minha garganta travada, minha mente girar, meu corpo doer. O apresentador fez um gesto com a mão. Me levantei, trêmulo, andei até o palco em posição ereta e parei ali. Eu era o primeiro selecionado. O apresentador pegou outro envolope, respirou fundo.
– O segundo selecionado, também muito sortudo... Issac Newton.
Soltei um suspiro, nada do Jace. Aquilo me acalmava de certa forma. O rapaz que se levantou parecia amigável, os olhos não demostrava pânico, também não demostrava calma. Seu cabelo era louro, curto e liso. Os olhos azuis, o que era tão raro ali, lembrava Jace, mas era mais alto, pele branca, ele se colocou ao meu lado, também tinha dezesseis anos pela cara. Sem dizer nada. Nunca havia visto ele pela cidade, havia muitas pessoas que eu nunca havia visto ali para falar a verdade. O apresentador nos olhou, como se estivesse se divertido, prevendo nossas futuras mortes. Me perguntei se todos eram assim, se eles se divertiam com aquilo, se toda essa enrolação de ter um propósito era apenas uma desculpa.
– Muito bem... So falta três. — Disse o apresentador, a voz parecendo veneno. — O nosso próximo selecionado...Opa, selecionada... Annie Hutcherson.
Um garota se levantou, o olhar firme. Os olhos dela eram castanhos claros, ela era bonita, o cabelo era loiro escuro e o olhar inocente, quase ingênuo demais devia ter dezesseis anos também, senti uma forte tristeza. O garoto que estava do lado dela observou-a andar até o palco, os olhos vidrados segurando o choro, como se tivesse perdido o que é mais valioso para ele. Aquilo me fez ficar muito mal. Mais silêncio até a garota se ajeita, agora três pessoas uma ao lado da outra. Só faltava mais duas. Nada de Jace.
– Prosseguindo — Disse o apresentador, parecendo já cansado, ele abriu o penultimo envelope — Uou... Que reviravota incrível... Isso parece bastante drámatico. — Um grande sussura se espalhou, todos falando entre sí, se perguntando o que era. O apresentador esperou que todos calassem a boca. — Thomas, Thomas Hutcherson.
"Hutcherson", eles eram irmãos. Um arrepio percorreu meu corpo, se eu tivesse de ir para a prova com meu irmão seria ainda pior para mim. A necessidade de protege-lo tomaria conta, eu iria me atrapalhar. Annie, a garota, pareceu não gostar da ideia, seu irmão se levantou trêmulo e andou até o lado dele. Ele parecia forte, com medo, mas forte. Era bem parecido comigo, e não parecia ser irmão de Annie. Tinha cabelos negros, olhos castanhos mais escuros que os dela, o cabelo era liso e bagunçado e o rosto não desmentia, ele tinha dezesseis anos no máximo. Agora, so faltava um, um único. Me senti quase aliviado de não ter Jace ali, estava tudo melhor assim. As coisas ja estavam ruim demais.
– Essa vai ser boa — Disse o apresentador, todos já estavam irritados com ele — Dois irmãozinhos num grupo só. Vou assisti isso.
– Porque não cala a merda da boca e continua? — A voz era grossa, com um sutaque estranho — As coisas são ruins, são mesmo, e ficarão muito piores em breve, essa é a verdade. Mas, vamos ter que lidar com isso, né? Então, já terminou os comentários?
O aprensentador ficou vermelho de raiva por ser desafiado em publico, a plateia inteira sorrio, apoiando a atitude, era Newton, o garoto loiro. O irritante anuciador dos selecionados abriu o ultimo envelope com ar de vingança, disse sem delongas:
– O último selecionado é — Fez uma pausa — Jace Gibert.
Foi como uma facada, Jace se levantou como se estivesse esperando por aquilo desde o inicio. Andou conformado até parar ao meu lado. Meus olhos focaram nele, tremendo. Odiava tudo aquilo, odiava ser um dos escolhidos. Estava cansado daquela droga toda, daquela brincadeira. Fiquei naquela cena por vários segundos, cansado demais, querendo gritar, querendo bater no maldito apresentador até a morte. O silêncio se seguiu na sala, representando a pena que os outros tinham por nós, mas o alívio que sentiam por não serem eles.
– Jace... Como, nós...
– Acho que nunca vou saber.
Não quero ir para as provas, mas vou. O apresentador encerrou aquilo tudo.
– Agora, vocês terão até às 21:00 horas de hoje para estar no aeroporto. Chegarão em Brasilia ainda hoje, e amanhã já será a primeira coletiva, com todos os vinte selecionados.
E foi assim que aquilo acabou. Uma tragédia. Não sabia como contar a minha mãe que havia sido selecionado, como dizer que estaria sob a prova. Eu já imaginava ela chorando e desesperada, meu coração desperava só de pensar. E Jace... Jace estava comigo, os perigos que teriamos que enfrentar, tudo. Por um lado era bom te-lo, ele era um irmão para min. Mas por outro, acho que era péssimo, era como uma fraquesa. Lembrei-me dos irmãos Hutcherson, eles deveriam estar ainda piores.
O resto do dia foi quase sufocante, tudo foi muito corrido. Informei minha mãe que quase não conseguiu parar de chorar, disse a ela que ficaria tudo bem, que não precisava se preocupar mas óbvio que ela iria, e claro que eu estava mentindo. Alphonse quase não largou do meu pé, queria passar o tempo todo comigo, estava muito triste, mas eu disse para que ele fosse forte, para que protegesse a mamãe. A noite chegou rápido, jantei com eles dois e a despedida foi a pior parte. Mal senti o tempo passar lá estava, no aeroporto, com os outros selecionados. Nosso avião chegou rápido, entramos, nos sentamos. Havia pouco assentos um pouco mais de 10, era um avião pequeno. Sentei ao lado de Jace mas ele não disse nada, nem eu. Segui-mos... Em direção à prova, em direção ao desafio, o começo de tudo. Em breve, estariamos diante de uma prova mortal.
Fim do Capítulo 3.
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