Notas iniciais
Musicas: http://www.youtube.com/watch?v=jyj25qKWHVg&hd=1
http://www.youtube.com/watch?v=xqds0B_meys&hd=1

As duas vampiras estavam na cama, trocando carícias e beijos, e rindo uma para a outra. A ruiva agora ficou em cima da morena, encaixou suas pernas no corpo dela e encarou os olhos felinos.

Por alguns instantes, as duas ficaram em silêncio, apenas trocando olhares. Katarina acariciou o rosto de Nidalee, descendo as mãos até parar em seu pescoço.Selou seus lábios nos da morena e começou um beijo, que a vampira logo retribuiu, de forma intensa.

Katarina passou a lingua pela bochecha da mesma, e foi descendo pelo pescoço suavemente, arrancando suspiros da felina.

- Eu te amo... — Disse Nidalee, no meio de gemidos, e segurou forte o cabelo ruivo.

Katarina segurou as mãos da vampira enquanto subia pela orelha da mesma e sussurrou de volta "eu amo você, Nida..." e descendo os lábios raspando na pele do pescoço, e quando chegou no mesmo, cravou seus caninos.

Nidalee gemeu de prazer, já estava acostumada à sensação. Até gostava. Confiava em Katarina, elas haviam prometido que ela nunca machucaria algum outro vampiro, e que sempre saberia a hora de parar. A ruiva prometeu que nunca mais tomaria outro sangue de vampiro, apenas o da namorada.

Katarina acordou. Sabia que havia sonhado com uma das ultimas noites que teve com Nidalee, e não estava sorrindo. Havia algo apertado em seu peito, talvez saudade.

Levantou, trocou seu vestido pela sua calça de couro e blusa verde escura e pegou sua jaqueta também de couro, calçou suas botas pretas, arrumou o cabelo do jeito que dava e saiu.

Já estava escuro, mas não a muito tempo. Isso significava que tinham tempo o suficiente para chegar até a Escandinávia e se abrigar em alguma floresta por ali, até a noite seguinte, quando finalmente poderão agir.

- Essa viagem está demorando tanto... — Falou Drake, seus olhos azuis evidentemente preocupados. — Será que Johnatan está... Vivo?

Katarina cruzou os braços, apenas observando o vampiro. Queria ampará-lo, mas alguma coisa dentro de si não deixava. A frieza que criou vivendo 300 anos sem Nidalee e fugindo a deixou assim.

Então a morena botou a mão no ombro de Drake, dando-lhe apoio. E disse:

- Sim. Com certeza está. John é forte.

Ahri sorriu para o vampiro, que retribuiu e balançou a cabeça positivamente. Levou uma de suas mãos aos cabelos negros, gesto que mostrava que ainda estava preocupado. Mas a tensão nos ombros diminuiu depois do conforto da vampira.

A ruiva ficou no canto, enquanto sentia o navio se mexendo. Estava de braços cruzados, apenas observando Ahri. Seus movimentos, como sorria, como falava com os outros e até como mexia no cabelo de vez em quando. Então a morena olhou de volta para Katarina. A vampira foi pega de surpresa e olhou para baixo.

Se achou ridícula por fazer isso. Olhou para a morena novamente e viu que ela estava sorrindo para ela. Sorriu de volta.

Chegaram, enfim, na escandinávia. Trilharam em silêncio pela floresta e logo avistaram um portão, onde dava para a fortaleza dos vikings.

- Vamos acampar por aqui, para amanhã, assim que escurecer, atacarmos logo. Assim teremos uma vantagem. Temos a noite inteira para recuperar John. — Disse Alaric.

O vampiro deu a mão para Amanda, que retribuiu com um sorriso e um beijo rápido nos lábios dele.

Ahri sorriu ao ver o gesto dos dois. Os conhecia a anos e sabia que os dois sempre estiveram juntos, quando estavam em alguma missão nunca mostravam muito afeto. O casal sempre foi muito focado em seus objetivos, ainda mais agora que a tarefa era encontrar Michelle.

Todos procuraram uma caverna. Demorou quase meia hora e acharam uma, um tanto afastada, mas dava para o gasto.

Se aconchegaram e passaram o dia dentro da mesma, se preparando, bolando planos e em um momento foram deitar.

xxx

O céu escureceu, e no breu que havia no castelo só podia ver dois guardas, quase dormindo, vigiando. Achavam desnecessário, pois quem ousaria invadir o castelo dos vikings?

No meio da escuridão, apareceu a ruiva. Ela segurava duas adagas, estava em posição de combate. Não havia sons nos passos que fazia e em tudo ao seu redor. Esse silêncio místico que irradia de seu corpo é uma habilidade própria do seu clã, é chamado de O Silêncio Mortal. Os Assamitas sempre alegam não ouvir o grito de morte de suas vítimas.

Katarina sorriu. Não um sorriso de felicidade, algo quase animal. Como um predador chegando perto de sua caça. Um dos guardas estava distraído, e então a vampira não hesitou. Pulou nas costas do mesmo e o viking logo tentou se soltar, mas parecia impossível. A ruiva o segurava com firmeza, então passou sua adaga por sua garganta. O guarda soltou um grito de pavor, Katarina tinha certeza, embora não tenha ouvido.

Assim como ela, o outro viking não havia escutado. Nem tinha sentido sua presença. E a vampira quase o atacaria, se não fosse por ele ter se virado segundos antes, e visto a Assamita.

Então, ele se recuperou rápido de seu choque e logo sacou o machado, indo em direção à Katarina.

Tentou acertar a cabeça, mas a ruiva foi mais rapida. Porém o guarda se recuperou logo e acertou seu braço, fazendo-a se desiquilibrar e a mesma caiu no chão. Guardou as adagas e se levantou, recuperando-se do tombo rapidamente. Não deu tempo para o viking tentar um próximo golpe, já havia pulado em sua garganta, mostrando as presas. Drenou o sangue do homem, deixando-o caído e morto, ao lado do outro.

Katarina limpou a boca e procurou uma figura pequena escondida nas sombras. A achou e assentiu com a cabeça, sinalizando que estava tudo pronto para atacar. A raposa parecia que havia assentido também, então saiu em disparada para avisar o resto dos vampiros.

Ahri chegou correndo, já em sua forma normal, e se preparou junto com os outros. Katarina havia cuidado dos guardas, disse que era totalmente capaz de fazê-lo sozinho. E cumpriu a promessa, enquanto a morena observava tudo em forma de raposa, para não ser pega e poder correr de volta com mais velocidade.

Então logo o grupo se juntou, entrando no castelo, fazendo barulho e baderna, derrubando tudo ao seu redor. Os vikings ficaram confusos mas logo agiram, carregando seus machados.

Mas esses homens nunca foram muito espertos, então não haviam coordenação para lutar contra uns vampiros raivosos.

Alaric usava uma espada, cortando a cabeça dos homens rapidamente, sem dó. Enquanto Drake usava uma lâmina comprida e fina, rasgando a garganta dos guerreiros. Amanda disparava shurikens junto com Ahri. De vez em quando se alimentavam de um ou outro viking que as pegavam desprevenidas, e preferiam usar as presas ao invés das armas.

Katarina cuspiu o veneno em suas adagas e lutou contra os vikings. Nem se deu o trabalho de fazer algum corte no peito ou na garganta. Sabia que qualquer arranhão seria fatal.

Mataram todos os que haviam no pátio do castelo, mas chegaram mais. Parecia que nunca acabaria. Mas os vampiros ainda nem estavam cansados.

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- Bom, parece que está quase acabando. — Disse Amanda enquanto lutava na retaguarda de Katarina.

- É, espero que sim. Temos que achar Johnatan logo.

Enquanto isso, um viking chegou devagar e sorrateiramente, comportamento que não era comum. Mas esse homem era mais esperto que os outros. Levava consigo uma estaca de madeira. Mirava nas costas de Drake.

O vampiro não parecia sentir o perigo de aproximar, mas Alaric viu. Arregalou os olhos e se recuperou rapidamente, e correndo, empurrou Drake para longe. Esperou ser rápido o suficiente, mas havia se enganado.

No momento, o viking cravou a estaca de madeira em Alaric.

Drake gritou, chamando a atenção das vampiras. Todas ficavam surpresas, e Amanda gritou, correndo na direção do marido.

Se ajoelhou e pegou a cabeça de Alaric e colocou em seu colo. Estava morto. A vampira começou a chorar desesperadamente. Drake estava perplexo no chão, não acreditando que Alaric havia acabado de salvar sua vida e com isso, sacrificado a sua.

Katarina logo se recuperou do choque e olhou para o lado, onde o viking estava fugindo, aproveitando a confusão do grupo. Mas a ruiva foi mais rápida e antes que ele pudesse esperar, ela já estava na frente dele.

- Onde pensa que vai? — E pegou a adaga. Com o cabo da arma, atacou a cabeça do homem, fazendo-o desmaiar.

Ahri vendo o que a vampira pretendia, pediu em voz alta:

- Procurem corda e uma cadeira. Deve ter por aqui. Vamos prendê-lo.

O homem acordou com uma tremenda dor na cabeça. E ao abrir os olhos, visualizou uma Amanda muito furiosa segurando uma adaga.

- Muito bem, vikingzinho de merda. — Falou, dando um soco na bochecha do homem. — Precisa responder algumas perguntas.

O homem ficou calado, e Amanda se agachou chegando mais perto do mesmo, o rosto quase colado no dele.

- Quero saber sobre Johnatan. Onde o esconderam? — Silêncio. Amanda esperou alguns segundos, então passou a adaga no rosto do homem, fazendo-o sangrar. O homem gritou. — Não vai me responder?

Silêncio novamente. Amanda passou dois de seus dedos na bochecha ensanguentada e chupou os dedos em seguida.

- Eu adoraria drená-lo até a morte, mas preciso de sua informação. Diga-me onde está Johnatan! — E deu um soco na cara do viking.

- Eu... — Gaguejou o homem. — Eu não posso.

- Resposta errada. — Fez um corte grande e profundo no braço do mesmo, e ele gritou.

- Eu não vou falar. Podem me matar. Não vou dizer.

Amanda sorriu. Um sorriso animalesco.

- Eu adoraria te matar. Sabe, não é esperto da sua parte blefar. Você respondendo as perguntas facilitará nosso trabalho, é verdade, mas chegamos até aqui. Podemos facilmente achar o nosso amigo.

O homem não respondeu. Amanda se virou para Katarina, que estava de braços cruzados, a expressão indecifrável.

- Katarina, coloque o veneno na lâmina, por favor. — Ela pareceu espantada, mas pegou a arma e obedeceu.

- Você sabe que esse veneno o matará e não saberemos onde Johnatan está, certo?

- Ele vai agonizar enquanto morre? — Perguntou Amanda, cega pelo ódio. Katarina apenas assentiu a cabeça.

Amanda chegou perto do homem, agora com a lâmina cheia com um líquido verde. Colocou perto da garganta do viking, e ele já estava tremendo.

- Você ouviu a vampira, homem. Me diga onde está Johnatan, e terei piedade de você.

- Ele está na ultima torre. — Olhou para cima e Amanda seguiu o olhar, vendo o topo do castelo com uma unica janela. — Mas nunca vai achá-lo.

- E por que não? — Drake perguntou, irritado e impaciente.

O homem olhou para o vampiro, e respondeu:

- Pois ele está preso na parede. O amarramos e colamos tijolos em sua volta. Queremos que ele sofra. Vocês todos, sangue-sugas, tem que sofrer.

Amanda não esperou ele continuar, largou a lâmina no chão e penetrou suas presas em sua garganta, drenando-o.

A vampira voltou-se para o grupo e limpou a boca. Havia um brilho diferente em seus olhos. Estava fria. Havia acabado de perder seu unico amor, e estava com ódio. Muito ódio.

- Vamos salvar John.

Notas finais
Espero que gostem! :D