Undead World.

16 Capítulo 16 - Sequelae of losses.


Notas iniciais
... ..... ....... Hey! Faz um tempo que eu não posto (Essa fic, principalmente e.e) mas como eu já expliquei antes (Eu acho, acho eu) eu viajei e fiquei muito tempo sem meu computador, mas por um lado isso é bom, já que me ajudou a descansar um pouco a cabeça e voltar a ter criatividade (O que é sempre bom :v) Então .... Desculpas e feliz ano novo atrasado ♥

Eram cinco e meia da manhã, quando Quinn acordou. Sentiu um certo peso a mais em sua cintura e quando abriu os olhos, deparou-se com Rachel abraçando-a gentilmente, a cabeça descansando confortavelmente em seu ombro, ambas nuas. Olhou para a janela, iluminada apenas pela belíssima luz do luar que acabava com a escuridão profunda daquela noite.

Cuidadosamente, retirou a diva de cima de si sem acordá-la, e logo vestiu a camiseta um tanto maior do que o próprio corpo e o shorts folgado, ignorando a ardência nas costas por conta dos arranhões feitos pela morena baixinha que dormia profundamente no meio dos lençóis.

Abriu a porta com cuidado para não fazer nenhum barulho e caminhando lentamente pelo corredor silencioso, chegou à sala de estar, onde Puck, Sam, Kurt, Tina e Beth (No sofá, cercada por almofadas) dormiam. O colchão onde Charlie deveria estar estava desocupado e parecia intocado, e quando Quinn ameaçou começar a se preocupar, viu que a luz de fora estava acesa.

Assim que abriu a porta que estava destrancada, deparou-se com a figura de sua irmã minutos mais velhas, sentada no pequeno degrau, enquanto era iluminada pela luz fraca da pequena lâmpada e a luz brilhante da lua.

– Não consegue dormir? É meio perigoso ficar aqui sozinha. – A mais nova indagou, fechando a porta atrás de si e logo em seguida sentando-se ao lado de Charlie. –

– Não. O Mike estourando a cabeça aparece toda vez que eu tento. – Ela murmurou, escondendo o rosto entre as mãos. –

Quinn aproximou-se cuidadosamente, sentando-se ao lado da garota loira, logo em seguida abraçando-a de lado.

– Seja forte, Char. Ele iria morrer de qualquer jeito, você sabe. – A mais nova sussurrou, apertando-a contra si. –

– Sabe Quinn, eu me sinto perdida. O mundo está acabando, nós podemos morrer hoje, ou daqui uma hora, amanhã, não sabemos. Eu quero o mundo normal de volta. Quero que tudo isso seja apenas um sonho resultado de uma maratona de The Walking Dead, quero poder acordar e ir tomar café com nossos pais, perguntar de você e Frannie responder que não passou a noite em casa de novo, quero ir para o McKinley e encontrar o Mike e combinar de jogar video-game na casa dele depois da aula, perguntar para Rachel como está Beth e por fim ver você flertando com alguma líder de torcida enquanto Marley e Puck falam sobre algum filme pornográfico idiota, para depois levarem uma bronca da Kitty. Eu não aguento mais, Quinn. –

Nisso as lágrimas já escorriam dos olhos verdes. Quinn nunca sentiu tanta pena de Charlie na sua vida, mas a verdade era que não tinha o que fazer naquele momento. Tudo que a Fabray mais velha fez foi apenas tirar as palavras da boca de Quinn, que jamais admitiria em voz alta, mas por dentro estava que nem sua gêmea. Agora ambas choravam.

– Temos que ser fortes, Char. Por nós mesmas, por Frannie, Russel, Judy, Beth ou qualquer um que esteja conosco. Não podemos desabar, não agora. Ainda temos uma à outra, e é isso que importa. – Ela sussurrou em meio às lágrimas, apertando-se o máximo que podia contra Charlie. –

– Eu te amo, Quinnie. – Sussurrou de volta, escondendo seu rosto na curva do pescoço da punk. –

– Eu também te amo, Char. –

...

Todos estavam reunidos na pequena cozinha, tomando o café da manhã que se resumia apenas em cereais velhos e incrivelmente, torradas. Rachel alimentava Beth enquanto conversava animadamente com Quinn, já Marley e Kitty se preocupavam em animar a pobre Charlie, Santana e Brittany conversavam com Sam, Puck e Kurt, aparentemente ninguém tinha sentido falta de uma pequena figura asiática, isso pelos menos, até que escutaram o som alto, um tanto abafado, pode-se dizer.

– O que foi isso? – Santana gritou, após alguns segundos. –

– Veio do banheiro. – Puck disse logo em seguida. –

Beth começou a chorar e então todos (Menos Rachel) correram em direção ao banheiro, sendo guiados por Charlie e logo em seguida Quinn. A loira mais velha abriu a porta do banheiro e então gelou. Não gritou, nem chorou, apenas ficou lá, parada, observado aquilo.

Uma fração de segundo depois Quinn chegou, e ao ver a cena, rapidamente tapou os olhos de Charlie com a mão, mas não impediu que a irmã mais velha lavasse o chão com o seu café da manhã.

Tina.

A cabeça estourada assim como a de Mike, e os miolos grudados na parede. A Magnum de Charlie pendia em suas mãos.

Quando Quinn tomou consciência após o choque com aquela visão, rapidamente fechou a porta, onde Charlie apoiou as costas e deslizou até o chão após se soltar do aperto da irmã mais nova, abraçando os próprios joelhos.

– Vocês não vão querer entrar lá. – A garota de cabelos róseos sussurrou para o resto do grupo que havia acabado de se aproximar. Todos rapidamente ligaram os fatos e entenderam o acontecido, voltando para a cozinha cabisbaixos. –

Ela se sentou ao lado da gêmea mais velha, abraçando-a demoradamente com toda a força que tinha. Realmente, se Quinn conseguisse se expressar em palavras, diria que o destino estava sendo uma vadia com eles.

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Estavam todos do lado de fora da antiga casa de madeira, de cabeças baixas, prestando luto para a perda de mais um dos seus. Puck jogou uma pequena florzinha rosa encontrada na beira da estrada em frente à casa, os óculos escuros escondiam seus olhos marejados, lutando para não derramar as lágrimas.

Quinn pegou uma das garrafas vazias de whisky que Puck conseguiu em Akron e então colocou um pano lá dentro, acendendo a ponta com seu isqueiro. Quando foi jogar dentro da janela, Charlie parou-a.

– Espere! Eu faço isso. Eu mato zumbis, não é uma depressão que vai me levar para a cova nesse mundo. – Ela disse firmemente para Quinn, um brilho determinado atravessava seu olhar. –

A mais nova assentiu e então entregou a garrafa para a garota loira, que rapidamente tratou de jogá-la pela janela. Minutos após escutarem o vidro se partindo, puderam ver as chamas já incontroláveis engolindo a casa de madeira. Charlie abaixou a cabeça, sussurrando apenas para si mesma um ‘nunca esquecerei de vocês’. Aquilo foi um ato pessoal de superação; Não choraria pela perda de seus amigos, e sim lutaria e iria sobreviver por eles.

– Vamos indo. – Charlie pronunciou-se após um tempo. Além de sua voz, o único som escutado era o das chamas consumindo a casa e qualquer coisa que estivesse lá dentro, como por exemplo, Tina. – Temos um dia e algumas horas de viagem se dermos sorte. –

Logo todos se entreolharam, e após se recomporem, concordaram silenciosamente com o que fora dito pela Fabray mais velha, e então acomodaram-se nos dois carros, saindo dali o mais rápido o possível.

Tinham que chegar logo em Calico, não aguentariam perder mais ninguém.

Notas finais
Não sou muito boa com dramas, mas dizem que todo vilão/insensível/fodão tem sua origem, então ... :v