Unconditionally - The Originals
3 ✞ A Vampira No Quarter
Notas iniciais
“- Eu te amo
– E o que é o amor para você?
– É todo o sentimento que tenho por ti, é como se estar ao teu lado fosse mais importante do que o oxigênio que inalo, é como se perder a ti eu estivesse perdendo parte de mim mesmo. Eu te amo, Cassidy, e não posso me negar o prazer de sentir algo tão verdadeiro.
– Eu estou apaixonada por você, Niklaus.
– E por quanto tempo isto irá durar?
– Por quanto tempo você irá viver?
– Até quando você soltar seu ultimo suspiro.
– Então te amarei por toda nossa vida, juntos.”
✞ ✞ ✞
– Vamos, me atenda, Niklaus, seu bastardo filho de uma... – Rebekah estava perdendo tempo, gastando saliva e se desgastando com palavreados chulos. Niklaus não lhe atenderia.
Ela guardou o celular no bolso da calça e bufou com raiva. Olhou novamente para o corpo deitado no sofá. Ela tinha a trago até aqui, mas não sabia o que fazer. Hayley estava sentada no sofá do lado, encarando o corpo da vampira morta. Suas pernas estavam dobradas a cima do sofá e usando os joelhos de apoio para seus braços descansarem.
– Quem é ela? – pergunta Hayley olhando cansada para Rebekah. A mesma suspirou e largou seu corpo na poltrona logo atrás.
– Niklaus arranjaria inúmeras maneiras de me torturar se eu lhe contasse qualquer palavra sobre Cassidy. – diz a loira com receio. Hayley suspirou, estava determinada, Rebekah viu aquilo – Por que insiste tanto em saber? Não acha que isso deva ser um segredo de família?
– Pois bem, quando lhe perguntei quem era ela, Cassidy foi o nome que me deu e ainda ousou em dizer que foi o grande verdadeiro amor de Niklaus – ela diz com ousadia e presunçosa –, eu sei o quanto Niklaus pode ser desprezível e insensível, e acho que mereço saber se ele é realmente capaz de amar meu filho, como ele já foi capaz de amar uma pessoa.
– Niklaus não é insensível, garota lobo. – Rebekah ainda não lembrava seu nome – Ele já foi sim capaz de amar.
– Sou capaz de ouvir. – diz a loba ansiosa.
Rebekah respirou fundo, cansada da insistência de Hayley. Ousar em dizer o nome daquela que passou grande parte de sua vida sendo obrigada a não dizer, não era tão pior quanto voltar no passado e contar toda a hisória. Aquele era um assunto delicado, que apenas a família Mikaelson tinha o direito de dizer. Pensando melhor, Hayley já fazia parte da família. Elijah queria muito protegê-la por um significado, ela carregava um pequeno Mikaelson na barriga, e os Mikaelson não escondia nada um do outro.
A loira soltou um suspiro pesado, sob o olhar insistente da garota lobo – Tudo bem! – ela cedeu e seu corpo escorregou sobre a poltrona – Só lhe aviso, garota... – Rebekah olhou séria para ela – Esta não é uma história de romance com um final trágico para o mocinho, é uma história real de um amor verdadeiro que consumiu meu irmão, mas com um final mais que trágico.
Hayley ficou quieta, esperando pela história que insistiu em saber. Agora estava mais interessada.
– Seu nome é Cassidy O’Connell. Nós a conhecemos no velho mundo, na extinta cidade Empire Falls, quando fugíamos ainda de nosso pai – Rebekah diz unindo as sobrancelhas e olhando inquieta para suas pernas.
“A família O’Connell era dona de um número grande de terras na cidade. O Senhor O’Connell era um viúvo com quatro filhos. Juileth, Barth, Joanne e Cassidy. – Hayley aguardou o breve silencio de Rebekah – Julieth já era casada e morava com o marido, Barth e eu tivemos um caso as escondidadas, Niklaus jamais o acharia bom para sua irmãzinha; Joanne... – Rebekah fez uma indelicada careta e Hayley ficou intrigada – era uma vadia que apenas queria dar-se bem; e Cassidy, a filha mais nova – Rebekah silenciou-se novamente. Hayley respeitou tal silêncio – tinha chegado da Inglaterra logo que os O’Connell nos residiaram em seu lar. Ela era determinada e convincente, uma incógnita para Niklaus.”
“A família O’Connell sabia sobre nós, a família Original, e este fardo não era bem um fardo à eles. Ao contrário para Cassidy, que sempre foi contra a nossa entrada no seu lar. Ela sempre fora astuta e corajosa. Nik sempre dizia que os olhos dela mostravam sempre calma e a verdade. O que o fez se apaixonar. Mas os dois vivam numa batalha, em pé de guerra... Chego a crer que o velho ditado sobre O amor e o ódio, vivem lado a lado tenha sido criado por eles, sabe? – Rebekah sorri com carinho — Ninguém sabe ao exato como aconteceu, imaginamos que foi logo quando Cassidy quase foi assassinada por um dos inimigos de terra da família O’Connell.”
Rebekah faz um silencio maior desta vez. Relembrar aquele passado sempre lhe deixava triste, ainda mais agora. Naquela situação.
– Klaus amava Cassidy de uma maneira assustadora, ele moveria céus e terra por ela, se assim ela pedisse. – continuou a loira e desta vez parou. Sentia que jamais amaria alguém assim como Klaus amou Cassidy.
– E o que houve com ela? – Hayley questionou e Rebekah a olhou como se dissesse que a resposta está a baixo de seu nariz, ou melhor, no sofá ao lado com uma adaga fincada no coração – Por que ela está assim?
– Eu não sei. – Rebekah respondeu chateada – Por muitos anos estivemos fugindo de Mikael, vivemos em Empire Falls por muito tempo... Eu sempre dizia a Nik que já estávamos por lá a tempo de mais, mas ele estava cego de amores por Cassidy, esta não queria partir... E como eu disse: Mikael no caçava.
– Mikael a matou? – pergunta Hayley com os olhos arregalados.
Rebekah bufou nervosa. Por séculos viveu numa mentira, ela chorou a morte daquela que um dia até considerou como a irmã que nunca tivera. Ela chorou na morte dela, viu seu irmão chorando feito uma criança, viu os irmãos Mikaelson despedaçados quando perderam a alegria do coração de Niklaus.
– Niklaus é um mentiroso
Ela se levantou e caminhou até o corpo desfalecido de Cassidy. Ela era bela até mesmo naquelas circunstâncias. Rebekah abaixa-se a frente do sofá em que o corpo de Cassidy descansa sofregamente e suas mãos ficam perto da adaga dourada.
– O que você irá fazer? – pergunta Hayley ficando de pé ao mesmo tempo.
– Eu irei trazê-la de volta
Do outro lado de New Orleans
– Devo dizer que você perdeu o jeito, ou perdi o meu. – diz Niklaus Mikaelson e engoliu logo aquela sua bebida alcoolica. Sorriu sóbrio para Marcel, que sentado a sua frente, ainda estava surpreso pelo Vou Pensar da balconista estudante de psicologia. Camille.
Marcel riu e Niklaus apenas o olhou. Seu plano já estava engatilhado, não havia nada para dar errado, já tinha a confiança de Marcel e a única coisa que faltava era saber o que ele escondia, como Marcel tinha o controle sobre as bruxas.
O Mikaelson tinha que admitir que em todo o tempo que deixou Marcel, este tinha dado-se bem. Tinha conseguido seu próprio império, claro, nas custas do que Niklaus construiu. Klaus tinha raiva só de imaginar. Teve um dia Marcel como um filho, um filho que um dia imaginou ter.
Klaus ficou surpreso com os próprios pensamentos. Por muito tempo obrigou-se a não pensar naquilo, por muito tempo se obrigou a não lembrar dela. Obrigou-se por muito tempo a não se lembrar do futuro que um dia imaginou ter ao lado dela. Dos filhos que até mesmo pensaram em adotar. Klaus Mikaelson um dia fora tão feliz, quanto qualquer um! Era surpreendente até mesmo para ele.
Marcel não percebeu, mas seu mentor, seu criador ficou com uma expressão dolorosa naquele momento. As memórias não foram boas.
Casa da plantação
A garota lobo grávida estava inquieta. Seus pés moviam para frente e para trás. Suas mãos acariciavam a pequena barriga frágil enquanto seu corpo descansava sobre a poltrona relaxante. Seus olhos perambulavam pela grande sala situada. Encontrou o corpo sem vida de Cassidy.
Fique aqui e aguarde. Essas foram as instruções de Rebekah. Hayley já estava alí há um bom tempo, depois de Rebekah deixá-la sozinha avisando que tinha alguns assuntos para resolver.
Hayley sentia-se enojada com aquilo, o pai de seu bebê era nojento. Ela tinha nojo dele, não nojo de grávida, sim um sentimento repugnante. Naquele momento arrependeu-se por completa de ter tomado tantos whisky e Bourbon naquela noite. Foi prazerosa, isso ela não negava. Mas agora estava numa encrenca imensa.
Presa numa cidade cheia de vampiros e bruxas em pé de guerra. Maravilha. E ela só tinha vindo nessa cidade em busca de dicas dos seus verdadeiros pais, agora cá está.
Olhou novamente para Cassidy. O amor da vida de Klaus. Hayley ficou espantada com os pensamentos. O que Klaus faria quando descobrisse o que ela e Rebekah fizeram? Klaus fez aquilo com o grande amor da vida dele, o que ele poderia fazer contra a mãe do seu filho? O que ele poderia fazer contra o próprio filho?
Hayley colocou seus pés no chão e agarrou sua bolsa.
– Não ficarei aqui para descobrir. – ela respondeu suas perguntas mudas. Além disso também não ficaria para descobrir qual seria a reação do híbrido ao descobrir que seu grande amor estava de volta.
Mas não demorou muito após a saída de Hayley para que a vampira quase morta desse seus primeiros sinais em vida.
Do outro lado de New Orleans
O vampiro saboreava sua bebida ao gelo. Pensativo e distante. Klaus realmente ficou mexido com seus pensamentos de horas atrás. Ele se recusou pensar nela por anos, se recusou a lembrar de seus sorrisos e suas atitudes intrigantes e ousadas. Agora se remoeria de dor, mesmo querendo não sentir, achava impossível.
Cassidy era o nome que lhe assombrava por séculos. Ousou em soprar aquele nome com os lábios, mas foi impedido pelo sinuosa voz de seu filho de criação.
Marcel estava irado, Klaus sentiu a distância.
– Conheço essa cara, alguma mulher? – Klaus exilou os pensamentos de sua enorme dor quando brincou com um sorriso nos lábios para Marcel.
– Você é um idiota, sabia disso? – Marcel acusou, Klaus ficou quieto.
Se Marcel soubesse o quanto o híbrido não estava nem um pouco a fim de conversa com ele, Marcel voltaria para seu bando de vampiros e o deixaria em paz, deixando Klaus se martirizar com os próprios pensamentos. Klaus era masoquista e sabia disso, pensar em Cassidy era tão doloroso quanto se transformar durante luas cheias. Mas as vezes as dores precisavam ser sentidas, somente assim para Klaus nunca se esquecer do quanto amou e ainda ama aquela mulher.
– Por que não me contou que sua irmã estava na cidade? – Marcel perguntou, enraivado. Klaus suspirou.
– Achei que seria mais divertido se você descobrisse sozinho. – audaciou Klaus, bebeu novamente um pouco da sua bebida e sorriu.
– Mais alguma coisa que eu preciso saber? – Marcel perguntou com ironia.
Klaus encheu mais um pouco seu copo, ele ficou surpreso por ver sua criação tentando intimidá-lo.
– Apenas que ela anda muito mais louca nesse último século. – Klaus acusou, não dando trela a intimidação de Marcel.
– Ou – o moreno frisou – talvez – possibilitou e ficou mais perto de seu criador – que ela tenha matado os meus homens.
A hipótese era verdadeira, porém engraçada. Klaus sorriu:
– Duvido. – Klaus negou – A não ser que o eu bar esteja sendo frequentado por quaterbacks do colegial, acho que ela encontraria algum interesse.
Klaus brincou, mas sabia que era de total verdade. Rebekah andou se divertindo no verão com aquele balconista de Mystic Falls, a pequena cidade caipira que ele deixou para trás.
Marcel não teve tempo de argumentar quando seu aparelho eletrônico lhe chamou a atenção. Klaus ficou atento, mesmo com seus olhos presos num ponto qualquer que não fosse Marcel. A ligação se tratava de um lobo no French Quarter. Marcel deu a autorização de matá-lo e Niklaus ameaçou sua lobinha em pensamentos. Era bom não ser Hayley.
– Acho que isso é o eu chamamos de caso resolvido. Minha irmã está limpa. – Klaus brincou.
– Sobre isso – Marcel falou astuto – eu não tenho tempo para o drama da família Mikaelson. Você é meu convidado – ele acusou apontando eu dedo para Klaus –, coloque-a na linha.
Klaus riu diabolicamente – Eu teria mais chances de drenar todo o Mississippi com um canudo! – ele alertou vendo Marcel sair pomposamente com toda sua pose de Rei do Quarter.
+Horas Depois+ Casa da plantação
O vampiro gemeu ao ser largado no chão como um objeto inútil. Sendo seguido por sua irmã e a garota lobo, Klaus deixou o vampiro alí e olhou para as duas, enraivado. Ambas com delicados semblantes de que fizeram nada de mais.
– Alguém aqui tem mais perguntas? – ele perguntou jogando os braços no ar, mostrando toda sua liderança naquele inusitado momento sombrio – Ótimo. Porque eu tenho! Hayley! – e olhou para a gestante, que tinha seus dedos brincando com os enfeites de sua roupa – Eu posso saber o que estava fazendo no sangrento French Quarter?
A loba não respondeu, o estopim para raiva do genitor de sue bebê.
– Responda! – ele gritou, novamente enraivado.
– Deixe-a em paz. – soprou Rebekah, cansada.
Mas Hayley ousou dar alguns passos na direção de Klaus, dizendo:
– Quer saber o que eu estava fazendo no French Quarter? Eu estava comprando veneno. Para poder tirar esse bebê desse inferno.
As palavras tocaram na alma do híbrido, ele não soube reagir com tamanho desespero. Não soube reagir com aquilo e quando menos esperou já enforcava Hayley contra a parede. Ela iria matar o seu filho. Aquelas palavras doeram como no momento em que Mikael o jurou de morte pela primeira vez. Doeram como Mikael o fazia sofrer durante sua infância.
– Nik! – Rebekah gritou – Solta ela, Nik!
E então a loira avançou contra o próprio irmão, logo ambos estavam do outro lado do hall, ela o forçava contra a parede, enquanto Hayley tomava o ar com força.
– Tire suas mãos dela, ela está grávida, por Deus! – a voz aguda de Rebekah não foi tão forte quanta a força que ela investiu para empurrar o irmão contra a parede – Você falou tanto sobre não querer ter um filho e no segundo em que ela diz se livrar dele... – Rebekah estava frustrada. Via seu irmão assombro – É normal se importar. É normal querer alguma coisa. – ela soltou as palavras com os olhos lacrimejando, Klaus a olhou com medo. Ele sabia o significado dessas palavras e naquele momento Hayley vasculhou a casa com os olhos – Era o que Cassid sempre nos ensinava. Era o que ela sempre quis para você.
Klaus sentiu a adrenalina pulsar no seu corpo, sentiu a raiva e o ódio por sua irmã soltar o nome dela. Perdido em sua própria fúria, não notou quando a irmã também vasculhou a casa com os olhos. Ele tinha que castigar Rebekah. Foi o que ele fez com Kol, foi o que ele jurou que faria. Sua alma doía quando escutava qualquer nome que soava como o nome dela. Seu coração se rachava quando ele lembrava dela.
– Rebekah – sussurrou a garota lobo.
A loira acenou – Sim, eu notei.
Klaus escutou as palavras e sentiu toda sua raiva se esvaindo parcialmente. Ele olhou para Rebekah que correu até onde os sofás e poltronas se encontravam acintosamente. Ela vasculhou cada canto e seus olhos estavam assombros.
– Rebekah. – Klaus a chamou, ele já planejava o castigo de sua irmã por tocar no assunto proibído.
– Nik, eu sei o que você fez. – ela acusou caminhand de volta até o irmão. Ele a olhou confuso – Eu sei o que você fez com Cassidy! Você a prendeu por séculos, você a deixou trancafiada num caixão com algum feitiço...
A expressão de Klaus assustou as duas garotas presentes. Ele avançou na irmã e a enforcou assim como fez com Hayley há pouco.
Rebekah arfou assustada sentido seus pés abandonarem o chão, ela os moveu no ar enquanto tentava numa tentativa em vã se livrar do aperto.
– O que você fez, Rebekah? – os olhos de Niklaus tinham um brilho amarelo. Rebekah sabia que ele nunca se controlava quando o assunto era Cassidy e ela imaginou inúmeras formas que Klaus a torturaria naquele momento, mas falou:
– Eu a trouxe de volta.
Do outro lado de New Orleans
– Eu... eu preciso... Eu preciso me alimentar. Eu estou com... Eu estou com fome.
As palavras saíam de sua boca enquanto seus olhos lacrimejavam. Estava repetindo isso desde quando acordou sozinha. Tinha acordado num lugar estranho, rodeada de móveis belos e lustrados. Viu seu próprio eu no reflexo daquele espelho moldurado a ouro. Tinha os cabelos compridos presos numa grossa trança. Trajava uma camisola que se rastejava até o chão, a cor era como um branco sujo. Seus pés estavam descalços e continuaram assim quando ela se rastejou para a saída.
Ela caminhou por um bom tempo, procurando por algo que saciasse a enorme vontade de algo. Sua garganta se rasgava por dentro e seu corpo pedia por algo que ela não sabia.
Viu um belo objeto envolvendo seu dedo, não quis tirá-lo. É a única maneira de você não morrer... a frase não era continuada na sua cabeça. Viu pessoas numa cidade movimentada e escutava corações batendo dentro de sua cabeça. Escutava o som de sangue pulsando quando fechava seus olhos.
Sangue. Aquela palavra lhe deixou com mais fome. Não se lembrava de onde estava e não tinha a mínima ideia de quem era si mesma. Quando sua mente forçou uma lembrança que fosse, soube que seu nome era Cassidy. Sabia até soletrá-lo e viu que sabia ler e escrever. Ela via pessoas sem rostos lhe chamando como Cassidy. Só não os reconhecia. Viu uma linda casa de campo rodeada por árvores e um cavalo trotando livremente. Sua mente funcionava perfeitamente, mas aquilo não era o necessário. Ela não sabia onde estava e como tinha parado alí.
Encontrou um lugar escuro e silencioso.
– Meu nome é Cassidy. – sussurrou.
Já era um bom começo. O lugar tinha um cheiro de lixo e comida apodrecida. Ela enrugou a testa, mas no meio de tanta poluição ela sentiu um cheiro de lhe causar arrepio e atiçar mais aquela sua fome. Era como um alimento em meio o deserto. Os outros cheiros foram esquecidos em comparação ao novo cheiro.
Ela caminhou embreagada na direção do cheiro. Finalmente o encontrou, mas gritou assustada. A mulher estava morta com o pescoço sangrando. Um homem de cabelo comprido sugava-lhe horrorosamente e Cassidy não soube como agir. Por mais horrível que fosse aquela cena, ela se sentiu atraída.
O vampiro olhou sobre seu ombro, encontrando a linda mulher apavorada. Ela, sem saber, mostrou suas presas e os olhos negros. Cassidy ficou assustada quando sentiu a deformação no seu rosto, mas não pode conter.
Ele era um vampiro de Marcel e sabia que aquela vampirinha faminta não pertencia ao grupo, então não seria contra as regras matá-la alí mesmo. Ele ousou correr na direção da mulher, mas ela se desviou sem mesmo saber o que fazia. Foi um instinto e correu na direção da mulher morta. Cassidy passou seu dedo delicadamente sobre o ferimento.
Seu dedo banhado a sangue refletiu sob a luz fraca do luar e ela o levou até seus lábios.
Irritado, o vampiro de Marcel quis atacá-la novamente, mas quando tentou se mover, seu corpo caiu de joelhos no chão.
Cassidy se apavorou, com seu dedo na sua boca, chupando até a última gota de sangue que o banhava e novamente seu rosto se deformou, ela chorou baixinho vendo o vampiro cair para trás e um coração rolou no meio da escuridão.
Ela se rastejou no chão enquanto aquele homem caminhava sorrateiramente até ela. Seus olhos encontraram o dele e ela ficou com medo.
Klaus não queria fazê-la sentir medo e se sentiu a pior pessoa da terra. Ela abraçou a si mesma, chorando de medo.
– Cassidy. – ele disse o nome que se recusou a dizer por tantos séculos e ela soube que ele a conhecia.
“E eu poderia dar-lhe a minha devoção até o fim dos tempos, e você nunca seria esquecida, comigo ao seu lado”
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