Notas iniciais
Aqui está mais um capítulo! Espero que gostem :).

Fui para um restaurante perto da escola. Por sorte, estava vazio e eu consegui pagar sem ter que enfrentar as terríveis filas (odeio ter que esperar em fila de caixa!). Quando saí, senti alguém me puxar pelo capuz do meu casaco. Olhei para trás e era Ashley.

- O que você estava fazendo com o Jack, garota? — ela falou brava enquanto segurava meu braço

- Nós só estávamos conversando! E pode ficar tranquila porque não há possibilidade de voltarmos, ok?

- Pois bem, fique LONGE dele! — ela falou e me soltou. Meu braço já estava quase roxo de tanta força que ela colocou ao segurá-lo.

- Pode ficar tranquila, querida! — sorri falsamente e saí. Quando já estava na esquina olhei discretamente para trás para ver onde ela estava. Continuava perto do restaurante com os braços cruzados e sua cara emburrada.

Quando voltei para casa, o carro de minha mãe já não estava mais no pátio: sinal de que ela já tinha almoçado e voltado para o trabalho, ou seja, eu já podia entrar. É claro que mais cedo ou mais tarde eu teria que encarar a situação, até porque quando minha mãe decide algo, ela segue até conseguir e ninguém consegue fazê-la mudar de ideia, nem mesmo meu pai conseguia. Mas, por enquanto continuarei tentando fazer com que ela abandone a ideia de trazer meu padrasto chato para nossa casa.

Entrei em casa, chaveei a porta e coloquei a chave no porta-chaves. A casa estava silenciosa, pelo visto meus irmãos também não estavam em casa. Subi as escadas correndo para ir ao meu quarto, pois estar sozinha em casa é o mesmo que deixar o volume do som no máximo! Também faço isso quando meu padrasto está aqui em casa, para provoca-lo. Abri a porta e atirei minha bolsa na cama, achando estar sozinha. Quando me viro, me deparo com a nova empregada.

- AAAH! – gritei. Já tinha até esquecido de que tínhamos uma empregada!

- Assustei você? – ela riu. Estava com uma vassoura na mão, e tinha um sorriso muito amigável.

- Sim! – eu ri também.

- Me desculpe, não tinha ouvido você chegar. E aliás, chegou tarde hoje, hein?! Aonde você estava? Sua mãe estava preocupada tentando te ligar, mas você esqueceu seu celular em casa!

- Eu fui almoçar no restaurante perto da escola. – falei enquanto olhava para o meu quarto. Estava tudo brilhando! Não tinha nada pelo chão, estava tudo organizado. – E pelo visto minha mãe resolveu arrumara bagunça do meu quarto, não?!

- Não foi sua mãe, fui eu. – ela sorriu orgulhosa. Eu retribuí o sorriso.

- Ah, obrigada então! Você é ótima! Quando eu não arrumo minha mãe quase tem um ataque! – nós rimos.

- De nada. Vou indo, já terminei aqui. Se quiser alguma coisa é só chamar!

- Ok. — quando ela já estava do outro lado da porta me virei rapidamente antes que me esquecesse do que ia falar. – Ah, e a propósito, como é mesmo o seu nome?

- Vanessa. Mas pode me chamar de “Van” – sorriu

- Ok. O meu nome é Demetria, mas pode me chamar de Demi. Se precisar de alguma coisa, pode me chamar, ok? – “que isso Demi, ela que é a empregada e você diz para ela te chamar se precisar?” pensei.

- Ah, obrigada! – ela saiu com a vassoura na mão e seu sorriso doce. Nem parecia uma empregada, pois tinha uma voz doce, um sorriso doce, cabelo ondulado loiro bem cuidado e uma boa aparência. Devia ter apenas uns 20 e poucos anos.

“Bem, acho que vou deixar a ideia do rádio para outra ocasião”, pensei. Afinal, não queria incomodar a coitada da Van. Liguei o rádio, mas coloquei em um volume que não ensurdecesse ninguém.

...

Mais tarde, quando todos já estavam em casa, resolvi perguntar para minha mãe quando meu padrasto idiota iria se mudar para nossa casa.

- Depois de amanhã! – ela disse sorridente, achando que eu tinha mudado de ideia sobre ele.

- O QUÊ? – eu gritei, assustada. Não podia ser verdade: apenas dois dias para tentar fazer ela mudar de ideia! – Mas mãe, você não acha melhor ele comprar uma casa?

- Mas porque ele iria gastar dinheiro se pode morar conosco? E afinal, nós vamos nos casar em breve! – eu, que estava tomando um gole de água, me engasguei e quase morri afogada (se bem que seria melhor do que aturar aquele idiota, não?).

- C-casar? – Gaguejei, não acreditando em suas palavras. Minha mãe não estava mais brava comigo, ela ainda acha que eu mudarei de ideia. Só não sei de onde que ela tirou essa ideia maluca de que eu vou mudar de ideia e aceitar que ela case com aquele pateta!

- É! E você tem que conhecer o filho dele, é um gatinho! Conheci ele hoje, acho até que você já conhece ele.

- Não, o único retardado que eu conheço por enquanto é o seu namorado mesmo! – falei cruzando os braços e fui para o meu quarto com uma vontade enorme de bater em alguém. E como eu queria que esse alguém fosse meu padrasto!

Entrei no meu quarto e fiquei lá pelo resto da noite. Nem desci para jantar, pedi para Vanessa que trouxesse a janta para eu comer no quarto. Quando ela trouxe, me disse que minha mãe queria conversar comigo.

- Ai Van, eu não sei mais o que fazer... Eu amo a minha mãe sabe, e não quero que ela case pelo bem dela! Aquele cara não presta! – eu disse depois de pedir à ela que se sentasse comigo na cama para conversar.

- Eu não queria me intrometer nos assuntos de família, Demi, mas já que você insiste... Posso te fazer uma pergunta?

- Claro, Van! – Sim, eu tratava a empregada como uma amiga!

- Porque você acha que seu padrasto não presta?

- Bem, é que... – nem eu mesma sabia o que responder. – Hum....

- Você tem ciúmes deles?

- Não que isso! – falei com nojo – Eu só não vou com a cara dele.

- Demi, desculpa a sinceridade, mas acho que no fundo você não quer perder a sua mãe, você acha que só seu pai era bom para ela... Mas você deve entender que ela também tem sentimentos, que você deve a deixar casar, ela não vai trocar você por seu padrasto, mas ela o ama tanto quanto ama você, e você sabe disso. – antes que eu pudesse falar algo, minha mãe a chamou. – Bem querida, eu tenho que ir. Mas pense nisso, ok?

- Ok. – Menti porque na verdade tudo o que eu queria era não pensar em nada.

Depois de tomar um bom banho, deitei em minha cama para ver tv e acabei dormindo por cima dos lençóis e com a tv ligada.

Notas finais
Espero que tenham gostado!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.