Unbroken
7 Chapter six
(...)
Renesmee
— Sinto muito pela briga de vocês. — falei com sinceridade. Mas, preciso acrescentar só em pensamento, estou me coçando para saber o que aconteceu entre esses dois. Pela história de Alec, eles pareciam tão apaixonados... E não quero negar, agora tenho medo. Medo de Alec ainda estar caído de amores por ela e me deixar. E eu não posso fazer nada para impedi-lo.
— Tudo bem, Ree. Coisas como essa acontecem porque não era para ter dado certo mesmo... Mas tudo bem. Superamos. — Marie deu um sorriso confiante.
Posso até adivinhar o que nela atrai Alec. Corpinho de dinamite, confiança e é claro, um humor contagiante. Se tenho alguma concorrência, fico feliz que seja alguém a altura.
O que estou dizendo? Ela não sente mais nada por Alec! Eles superaram isso! Então, por que me sinto tão ameaçada? Por que estou me reavaliando, e reavaliando os conceitos desse relacionamento conturbado que eles tiveram? Porque eu realmente sinto uma pontada de ciúmes pelo olhar de respeito que ele lança para ela. Ou talvez eu simplesmente seja muito possessiva e meus olhos estejam enxergando errado.
Realmente espero que seja a última opção.
Nunca me senti tão pequena em comparação a alguém. Talvez seja a espontaniedade dela que me faz querer esganá-la por ser tão... Ela. Tão o tipo de Alec.
Quero estar errada.
Depois de alguns minutos de conversa meu celular começou a vibrar. Arregalei meus olhos ao ver o nome no identificador de chamadas.
Katie
Praguejei mentalmente. Aquela estúpida da Renesmee não vai atender ao telefone outra vez. E o que mais vai acontecer? EU VOU MENTIR! OUTRA VEZ!
— Atende cadel... — antes de começar a falar fui cortada.
— Uau. Que amor. Sou a única que te protege de verdade e você me trata assim?
— Cala a boca Renesmee. — revirei os olhos. — Sabe o que vai acontecer? Tio Edward vai descobrir tudo e eles vão me forçar a usar o meu dom. E sabe o que mais? Provavelmente vamos te encontrar vomitando de tão bêbada que eles vão colocar nós duas de castigo até o próximo milênio! — reclamei.
— Eu não bebo! Muito... — ela comentou e depois soluçou.
— Você já bebeu né? E onde você está?
— Numa boate. — ela falou com naturalidade.
— Renesmee, se eu ficar de castigo por sua culpa eu juro que te caço até no inferno! — gritei. — E da próxima vez que eu te ligar ou você atende ou eu vou precisar contar a verdade!
ARGH! Será que ela não percebe que esses seis dias que ficou fora já estão começando a complicar para mim? Pelo menos eu estou na reserva e tenho alguns argumentos para mentir...
Minha família está em Seattle e mamãe confiou-me à Emily. E assim, posso ficar mais perto do meu lobinho... Faz alguns minutos que estou encostada em uma árvore na clareira.
— Nossa amorzinho, o que a Ree aprontou dessa vez? — ouvi uma voz bem pertinho do meu ouvido. Gelei até a alma, arrepiei todos os pelos do corpo, e senti calafrios no meu cérebro.
— SETH, SEU VIADO! QUE HISTÓRIA É ESSA DE ME ASSUSTAR? — berrei dramaticamente, colocando a mão no peito. Virei-me de forma tão brusca que ele teve de se afastar para não levar um soco acidental.
— Err... Foi mal. Falou com a Ree? — perguntou.
— Falei. E lá é meio que de noite por causa do fuso horário. Ela está numa boate. — cruzei os braços.
— E onde ela está? — ele perguntou, coçando o queixo.
— Não sei. Não quero saber. Tenho raiva de quem sabe. — bufei.
Ele riu.
Momentos depois, Jake e Leah chegaram até a clareira, correndo em forma de lobos. Em menos de um segundo, ficaram em sua forma humana.
— Olha só se os pombinhos não estão brincando de pega-pega. — falei com um sorriso malicioso.
— Não é pega-pega. É corrida. E o Jake perdeu. — Leah deu um sorrisinho convencido.
— Já que dizem que a mulher é que manda no lar hoje em dia, vou calar a minha boca. — Jake apertou os lábios. — E quanto a Ness?
Ness. Nessie. Não importa. Ela dá um treco se a chamarem assim, e só os “nossos lobos” podem a chamar desse jeito sem que ela queira dar um soco neles.
— Ela está se divertindo muito. — comentei.
— E se está... — Seth completou com uma cara de desdém e lhe dei um tapa no braço. — Ai, vampirinha, isso dói. — ele fez um beicinho fofo.
— Hey, sanguessuga, nós vamos à praia depois, quer ir? — Quil gritou para mim. Ele, Claire, Jared e Kim estão juntos em um grupo, e estão conversando desde manhã cedo.
— Claro! — gritei de volta. Seth puxou meus quadris para si e me beijou. Separei-me dele rindo. — Deixa de ser ciumento, você sabe que ele é da Claire. — eu ri.
— É, e você é minha. — Seth murmurou.
— Sobramosssssssssssss. — Jake puxou os “s” para chamar a nossa atenção, fazendo com que nós parássemos.
— Tá, coisa chata, já entendi. — resmunguei.
Jake fez uma careta.
— Okay, okay... Vocês são os únicos lobos mais incríveis que existem. E aí? — perguntei.
Ele e Leah deram um pequeno sorriso.
— Pode até ser, mas não somos únicos. — Seth falou baixo e Jake e Leah lhe lançaram olhares reprovativos.
— O quê? — perguntei.
— Nada, amor.
Eu até iria debater, mas nem me preocupei quando senti o cheiro da comida de Emily e um monte de gente correu para a cozinha.
Renesmee
Fiz uma careta. A vadia desligou na minha cara.
Suspirei e me olhei mais uma ou duas vezes no espelho do banheiro, que é só um disfarce para os vampiros quando a vigilância para aqui. Nada mal. Voltei para dentro, e me sentei novamente à mesa onde Marie e Alec conversavam indiferentes.
— Ree, tudo bem? — Alec tocou minha mão e lhe dei um sorriso acolhedor. Inclinei-me para beijá-lo e Marie fez uma careta.
— Vocês bem que poderiam ter consideração com a amiga solteira de vocês. — ela riu.
— Melry, por que não pega alguém aí na pista? — Alec sugeriu.
— Não me chame assim! — Marie respondeu exasperada. — Nada desse apelido, ou arranco seu nariz e faço vitamina dos seus restos mortais.
— Uau, que docinho de garota... — ele comentou com sarcasmo.
— Alec... — repreendi-o.
— Não, tudo bem. Ele está certo. — Marie sorriu. Mas depois fez uma careta. — Sobre a parte da pista. Nunca mais me chame assim! — ela resmungou antes de se levantar.
Dei uma risada interna ao ver umas duas vampiras dançando com Marie e mais uns três vampiros perto de cada uma.
— Hum... Por que ela não deixa você chamá-la com aquele-nome-você-sabe-qual? — perguntei.
— É o apelido que a irmã mais velha deu para ela. Violet... Uma garota legal. Ainda era humana e sabia sobre nós, e claro que eu alertei sobre, mas um dia por um simples descuido... Alguns lobos a atacaram.
— Tá falando sério? — exigi. — Só existe uma tribo Quileute, e só nela existem lobos.
Alec deu uma risada seca.
— Sabe, querida Ree... — ele esfregou levemente minha bochecha. — Você não entende muita coisa. Lobos são como vampiros. Não são somente os Volturi e os Cullen que precisam morder de vez em quando. Os ancestrais Quileutes reproduziram com outra tribo, e isso foi se espalhando. Você não está mais na sua querida e segura Forks, e deve saber que, assim como existem vampiros bons e maus, existem lobos bons e maus.
Fiquei estupefata.
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