Uma vida provavelmente boa

3 Capítulo 3 - O que é aquilo tudo? Não consigo crer!


Notas iniciais
Oiee gente, está postado o cap.3 obrigada a todos que estão acompanhando, prentendo fazer no mínimo 35 capítulos, então tenham paciência comigo ^^ #JuhSanna

Saímos das primeiras aulas para o intervalo, e eu continuava furiosa com Mat, ele teve sorte dessa vez! SÓ SORTE! Confiar um trabalho de história a uma garota fútil como aquela está fora de cogitação, isso que eu sei que ele não gosta mais dela, só falo isso às vezes pra zoar, afinal não é possível que ele goste tanto de uma garota que nos ridicularizou (ela é simplesmente uma invejosa).

Fomos para o mesmo cantinho de sempre, um cubículo perto das grades da escola, longe de todo aquele pessoal escandaloso, jogadores de futebol e gente rica que tá sempre comendo na cantina. Peguei meu Toddynho e sentei no canto, com Mat a meu lado.

–Mary, porque você não me desculpa logo? Você sabe que não fiz por querer.

–Eu sei, óbvio, mas dá raiva do mesmo jeito, e você sabe! Mas só te desculpo se você disser “Eu estou apaixonado pela vaca da Pâmela”! Aliás, teve dever pra hoje?

–“Eu NÃO estou apaixonado pela vaca da Pâmela” Bom assim? Não teve não, graças a Deus. Falei isso pra você, sei lá, no horário passado?

–Ah, foi mal, nem devo ter prestado atenção, estava morrendo de cansaço ontem, fiquei o dia todo com meu pai no hospital — E ainda tive a destreza de passar metade da noite no celular e pc.

–Ele ainda está internado?

–Sim, e pelo que ouvi os médicos dizerem, ele não vai sair tão cedo sabe? Estou um pouco preocupada, meu pai ainda é jovem, 45 anos é uma idade tão normal para problemas cardíacos? Você e eu sabemos que ele não bebe muito, fazia exercícios, e nossa família nem histórico dessas doenças tem! Acho que é azar mesmo, só pode.

–Mary, não fique tão pessimista assim, tenho certeza de que não é grave, só porque ele vai ficar uns dias internado não quer dizer que vai ser pra sempre. Não é azar isso, você tem que lembrar que isso acontece com qualquer família, tendo histórico ou não. Ele vai sair de lá num piscar de olhos, você nem perceberá! Vamos, sorria um pouco!

Mat começou a me fazer cócegas no meu ponto fraco: meu pescoço. Não queria rir, mas é impossível, aquele é meu defeito fatal de semideusa.

–Para Mat! Você sabe que odeio quando fica me fazendo cócegas no pescoço! Isso não tem graça! Para de rir! Voltando ao assunto, eles disseram que meu pai terá que fazer uma cirurgia, e hoje minha mãe vai lá pela tarde para conversar sobre ela... Espero que ela não seja cara a ponto de não conseguirmos pagar, não sei de preços de cirurgias de coração, mas não imagino que sejam baratas.

–Bem, se sua mãe vai lá hoje, por que não vamos também? Conversar com ele, pra você ver que ele está bem e que não tem nada a temer, a cirurgia vai ser simples e rápida, e com certeza vocês vão conseguir pagar! Sabe Mary, às vezes você faz muita tempestade em copo d’água! Relaxa cara! E aí, vai querer ir?

–Ah, pode ser... É! Até que é uma boa ideia sim! E eu não faço tempestade em copo d’água, só estou preocupada com meu pai no hospital! Hoje em dia tudo é drama nessa vida, pode fazer mais nada que já vem gente reclamar! Affs.

–Hahahahaha, aiai Mary, se você estivesse ouvindo o que você está falando, estaria rindo junto comigo!

–Haha, tá bom assim?

O sinal toca, e os alunos já começam a se deslocar. Mas pelo amor de Deus, será que esse sinal não poderia ser só um pouco mais baixo? Já nem sinto meus tímpanos(como se eu já os sentisse).

As outras aulas passaram tão devagar que eu me sentia cada vez menos animada. Às vezes eu tinha raiva de confessar, mas confesso, tenho o melhor amigo do mundo. Sem Mat acho que já teria me jogado de um precipício ou algo mais obscuro, ele é a pessoa que me põe pra cima quando a vida me joga um mar de problemas. Não que Fanny não fizesse isso, ela realmente me faz falta, mas Mat sempre consegue cobrir esse buraco. Enfim, ele é um amigo incrível. Só não acredito até hoje que o conheci por causa de HSM.

Estava louca pra poder visitar meu pai de novo, não aguento ficar sem vê-lo, meu pai sempre foi muito atuante na minha vida, assim como a minha mãe. Ele, desde quando eu era pequena, brincava comigo mesmo depois de chegar exausto do trabalho. E ele brinca até hoje. Minha mãe também sempre foi muito bem humorada, piadas à mesa eram o que não faltavam. Mas a melhor parte mesmo, era quando nos juntávamos no domingo a noite para jogar qualquer jogo que fosse, ou de tabuleiro ou de videogame, e chamávamos Fanny e Mat. Era ótimo.

É muito difícil ver um homem tão alegre com a vida naquele estado no hospital. Faz uma semana que ele foi diagnosticado com problema no coração, e disseram que a cirurgia daria mais certo se fosse feito o mais rápido possível. Espero que consigamos cumprir essa meta.

Saímos da escola, Mat me deixou em casa depois desceu pra casa dele. Entrei e percebei que minha mãe não estava lá, pois estava quieta demais, minha mãe é uma admiradora de blues e MPB, então, sempre que estava em casa, colocava um CD pra tocar (sim, ela ainda usa CD’s). Subi e troquei de roupa, e joguei a mochila lá longe, estava realmente cansada de escola. Arrumei o cabelo com uma trança e me encontrei na casa de Mat, para irmos ao hospital, que não ficava muito longe da casa dele, então não precisamos de ônibus.

Fomos andando e conversando, zoando e sendo zoados, e quando estamos perto do hospital, ouvimos um estrondo... Um estrondo alto. Ele me deixou meio encabulada e nervosa. O que poderia ser aquilo? Especulei que pudesse ser tiros ou algo assim e Mat parece ter me entendido, porque ele, assim como eu, começou a andar mais rápido, quase correndo, pelo menos já estávamos perto do hospital, não demoraria muito tempo e nos protegeríamos lá. Quando chegamos lá... Mas o qu..

O que é aquilo tudo? Não consigo crer!

Notas finais
Então... Não fiquem com raiva de mim por causa disto, porque a história não vai ser triste não!! Obrigada quem leu *-* Continua... #JuhSanna