Notas iniciais
Sem ela eu morreria.

Pov ~ Alec

Eu acabei de acordar de um pesadelo, meu humor estava péssimo, para piorar, eu tinha que trabalhar, mas a parte boa em tudo isso era que a minha Abbey estaria me esperando com um delicioso beijo, como fazia todos os dias, e sem contar que hoje era nosso aniversario de sete anos de namoro. Ela mora comigo, mas sempre sai uma hora mais cedo, pois ela é a gerente da melhor empresa de tecnologia de computadores do mundo.

Chegando ao trabalho, minha linda Abbey estava lá, a minha espera como sempre, mas tinha algo diferente em seu olhar, ou melhor, em seu rosto. Ela estava brava, mas por quê?

De repente quando ela me viu ela abriu um pequeno sorriso torto na qual também me fez sorrir.

– Oi mor! Sabe que dia é hoje? — me perguntou cheia de felicidade

– Sim hoje é dia 14 de novembro de 2019 — falei como não se lembra de que hoje era nosso aniversario de namoro, só para fazer uma surpresa no final do dia — por quê?

– Por nada — ela voltou com aquela cara de brava, mas agora com um toque de tristeza, no mesmo instante ela se virou e correu escada a cima.

Pov ~ Abbey

Não acredito queelenão lembrou de nosso aniversario desete anosde namoroe ainda tem a maior cara de pau de vir aqui com esse sorrisinho lindo e sem-vergonha para cima de mim.

Hoje eu acordei com tanta felicidade, pensando que seriam iguais os outros aniversario de namoro, que ele sempre lembrava, fazia desse dia para mim um dia de rainha.

Será que ele ta tendo um caso com outra ? Será que ele não gosta mais de mim? Ou sou eu? Ai meu Deus me ajude!

Mas só para ele se lembrar que dia é hoje, não irei para casa, passarei em um bar e esperarei ele se lembrar de mim.

Pov ~Alec

Meu dia foi péssimo, não vi minha Abbey o dia inteiro desde manhã, sem contar que meu patrão me encheu o saco. Dei graças a Deus quando o ponteiro do relógio apontou que já era 17h30, hora de ir embora.

Chegando em casa estranhei não ver a Abbey em casa, ela chega uma hora antes de mim, justo hoje que iria te pedir em casamento.

Indo beber água vi um bilhete escrito

Amor, se é se posso te chamar de amor. Fui beber, já que eu tenho um namorado que se esquece do sétimo ano de namoro.

Se ainda estiver se importando comigo, estou na Av. Joaquim de Olímpia nº 231

Por enquanto que eu trocara de roupa liguei a TV no canal de noticias. Quando estava para desligar a TV o Repórter fala que uma mulher sofreu um acidente, quando ele falou isso eu não prestei atenção, mas quando ele falo o nome da rua meu coração disparou de desespero e corri em frente a TV.

A cena foi de horror, o carro de Abbey vira ao contrario, como se tivesse tombado pegando fogo. O desespero agiu primeiro eu desliguei a TV e corri para o local do crime. Quando cheguei não tinha ninguém lá sem ser três policiais e dois bombeiros corri até eles

– Senhor, — chamou minha atenção com educação — você não pode utrapasar esse faixa — continuou — apenas se for parente da vitima.

– Sim sou o namorado, cadê ela?

– Então era mulher? — perguntou o policial cujo nome escrito no uniforme era M. Junior.

– Cadê ela? Onde ela está? Como assim “então era mulher” — repeti a fala fazendo uma voz carreta.

– Chegamos aqui e o carro estava vazio.

Como assim estava vazio. Sem ela eu não era nada. Nada mesmo.

Minha visão começou a escurecer e de repente eu caio no chão e perco a consciência