Uma vida NADA normal!
7 Um Diego -um tanto quanto- incomum
Notas iniciais
Bem... Eu, Diego Baudelaire, em toda minha dignidade nunca recuso um desafio. Já que Nick assim propôs...
– Ninguém vai ficar com raiva de mim, nem me bater, nem me denunciar, nem gritar, olha, não quero ser preso ainda...
– Putz! Que diabos você fez com a gente aquela noite? – Helena estava com os olhos arregalados.
– Calma, estou apenas descontraindo. Vocês á partir do momento que eu começar a contar, irão se lembrar de tudo que aconteceu. Isso acontece por conta de algo que vocês acidentalmente ingeriram.
– ACIDENTALMENTE? – eles gritaram em coro
– Ei, sem gritos lembram? — eu dei um sorriso de lado – Começando... Até onde vocês devem lembrar, nós estávamos bebendo e rindo de alguém [Clássico] logo depois disso, a musica começou a mudar e era algo mais divertido e que dava pra dançar. Eu sabia que nenhum de vocês iria, então me usei da química para alterar o humor de vocês. Não, eu não droguei vocês. Esse pó, apenas altera o humor da pessoa e faz com que você se sinta mais... livre. Vamos dizer assim. — As caras com que me olhavam eram ótimas. Parecia não acreditarem no que eu falava. – O lugar onde a gente estava começou a ficar vazio e logo estávamos só nós. E Clara, que chegou logo em seguida. – Izzy corou – Daí em diante, bebemos mais até que Nick se levantou e puxou Helena com ele. Eles foram dançar, ou seja lá como deveríamos chamar aquilo.
Nick olhou para mim e riu. Ele franziu o cenho e me olhou novamente me interrompendo e continuando a historia ele mesmo.
– Eu lembro, e sim estávamos dançando. Eu a abracei passando a mão nas costas dela e ela se pendurou em meu pescoço. A musica deveria ser propícia...
Tive que interromper, estava um pouco diferente do que havia acontecido.
– Na verdade, estava tocando Summertime Sadness em remix, e vcs pareciam estar dançando a valsa francesa.
– O QUE VALE É NÃO FICAR PARADO! – Nick gritou rindo.
– Continuando – eu disse — e eles permaneceram dançando enquanto Alice e Dave se olhavam e riam como dois bobos. Dave puxou Alice e a beijou, ela recuou, deu um tapa nele e o beijou de volta.
Alice corou, Dave alisou seu próprio rosto e Sarah teve um colapso de risadas.
– Não sei porque você está rindo Sarah, já lembrou do que você fez?
Ela parou de rir, como se houvesse um botão instantâneo para isso. Me olhou e semicerrou os olhos.
– Se for algo constrangedor que possa prejudicar minha reputação, saiba que o senhor é um homem jurado de morte.
– Uuuuuuuuuuuuuh, ameaças. Agora a coisa ficou boa – Izzy deu o ar de sua palavra. Izzy bebia junto com Nick que estava abraçado á Helena tentando aquecê-la. A casa dos Malkovich [N/D: AAAAAAH Pavel...] ficava perto do litoral o que trazia uma leve brisa fria.
– Izzy, quieta. – eu disse e continuei – um homem, com 1,90 de altura entrou no bar, ele tinha uma barba tão grande quanto o cabelo, vestia preto e claramente se percebia que era um daqueles motoqueiros. Você se levantou, bebeu o ultimo gole da bebida e correu pra abraçar o cara. Ele achou estranho e ficou logo muito muito muuuuuito puto, principalmente quando você apalpou os bolsos dele, enquanto gritava “VAMOS HAGRID, ME DÁ MINHA CARTA LOGO! EU SEI QUE VOCE TA COM ELA” – Todos deram uma gargalhada alta, com certeza isso só poderia ter sido protagonizado por Sarah.
– Caramba! Eu lembro disso. Hagrid... Bons tempos. – Sarah disse e começou a boiar com a cabeça no ombro de Tiago.
– Depois de tudo isso, tivemos que nos retirar, porque Clara e Izzy começaram a discutir e garrafas quase voaram junto com alguns copos. Ah Izzy, você me deve 30 dolares. Logo depois, elas estavam se beijando no banco de trás do carro. Dave dirigiu o carro dele de volta pra casa, ele estava como se estivesse em uma corrida, estava logo atrás dele e fiquei preocupado com ele acordar os vizinhos. Ele virava o volante e fazia som de um motor possante, mas mal imaginava que estava dirigindo á 20Km/h. Chegamos em casa, Alice e Dave foram para a casa de Dave, aparentemente ele estava um tanto quanto mais sóbrio. Tirei Sarah junto com Tiago do carro e deixei que Nick levasse Helena, só que ambos correram para o jardim do vizinho que estava com os regadores ligados. Eles riam e pulavam feitos crianças. Depois, entraram e pegaram toalhas, eu tirei a camisa de Nick e dei a Helena minha camisa. Eles ficaram no sofá, esquentando-se e namorando... E foi isso que aconteceu.
– Você fez todo o mistério pra isso? – Nichollas parecia incrédulo – Achei que havia algo macabro... mas não, você apenas usou seu pó de pirlimpimpim em nós e forjou cenas.
– O que você estava esperando? Um sacrifício? Sangue e magia? – Arqueei as sobrancelhas pra ele e ri. Ele encheu a mão de água e me molhou.
– Fico feliz em ter sido apenas isso... – Alice disse, e olhando pra Dave completou – Desculpe pelo tapa.
Ela o beijou, Nick abraçou Helena mais forte e a beijou, Tiago e Sarah fizeram o mesmo. Olhei pra Izzy e dissemos na mesma hora
– NÃO!
Todos riram. Eu estava molhado, mas não tanto. Algo que dava pra suportar, olhei pra Alice e sorri de canto.
– Apenas isso que nós saibamos né... vocês não dormiram em casa...
– DIEGO! Calado. Não aconteceu nada. – Alice quase voou na minha garganta
– Freira! – Izzy gritou e jogou água nela.
Depois de algum tempo ali, a turma começou a se dispersar, cada um pro seu quarto e todos aliviados de certa forma por saberem que tudo que rolou aquela noite não foi nada preocupante. Fiquei sentado á beira da piscina, sozinho, com os pés pra dentro da água... Olhava o reflexo da lua na piscina, até meu celular vibrar. Olhei a foto, e notei que era uma mensagem dele. Ela dizia “Pena que seus amigos não se lembrarão de mim aquela noite... Sei que não vai contar a eles sobre nós, mas acho uma pena que continuemos assim”
Apaguei a mensagem, e tentava apagar Connor de minha vida também. Era ruim pra minha reputação ser um alguém apaixonado. Mas ele deixava qualquer um ao seus pés. Novamente o celular acendeu, era ele ligando. Sabia que eu não ia responder, então insistiria até conseguir. Atendi depois de deixar tocar.
– Diga.
– Tenho uma noticia, boa pra mim e pode ser que não tanto para você...
– Por favor, fale de uma vez...
– Estou indo pra aí, para morar.
– Mas... porque?
– Me ofereceram um emprego melhor, e posso estar perto de você.
– Hm... – juro que não era o que eu queria dizer, mas era preciso.
– Preciso de um lugar pra ficar... conhece alguém que more sozinho e que não se importe com visitas de vez em quando?
Instantaneamente, olhei para Nichollas. Lá estava ele, sentado no sofá inocentemente acariciando os cabelos de fogo de Helena.
– Sim, eu conheço...
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