Uma seleção mágica

16 Capítulo 16 - Cuidados e preocupações


Notas iniciais
Oi gente!!!!!!!!!!!!! Meu Deus. Quanto tempo. Milhões e milhões de desculpas. Aconteceram umas coisas na minha vida e escrever ficou muuuito difícil. Mas prometo me esforçar mais. Obrigada por todos os comentários e mensagens. Comentando a estória e me cobrando. Por favor, continuem. Vocês me fazem ter ânimo. Para nossa alegria, mais um cap.

Ren

Quando finalmente peguei no sono, já era bem tarde. E acordar na manhã seguinte foi bem mais difícil do que o normal.

– Para essa manhã o senhor tem compromissos com o conselho e a tarde também. Seu pai manda lhe avisar que se o senhor não chegar até as oito, irá começar sem o senhor.

– Obrigado, Simas. Eu acho...

Ele saiu rindo enquanto eu fui me arrumar.

– Simas! — chamei depois.

– Senhor?

– E meu encontro com a senhorita Johanna?

– Adiado, com suas desculpas.

– Obrigado.

Comi um biscoito que uma gentil criada trouxe e corri pra reunião. Encontrei a Lyn no caminho e corremos juntos.

– O papai também te mandou o recado carinhoso? — perguntou ela.

– Claro. O que seria da nossa vida sem nossos doces pais?

– Acho que ele aprendeu isso da mamãe. Marlee e Lucy sempre falam que ele era mais calmo quando príncipe.

– Acho que cuidar de um reino cansa ele.

– Com certeza. Mas com a seleção ficou pior.

Chegamos e já demos com cara com todo o conselho. Fomos os últimos a chegar, aparentemente. Mas a reunião não tinha começado ainda.

Papai nos cumprimentou, Aspen piscou pra nós e começamos o longo dia.

Lily

Eu ainda estava com sono quando Mona veio me acordar. Enquanto me prepara para o dia, repassei a noite de ontem.

– Ruivinha. — quase chorei ao ouvir sua voz — Eu protegi bem esse patrono e te mandei para que saiba que cheguei a Illéa. Estou hospedado perto e disfarçado. Devo chegar aí em breve. Se cuide. Vigilância constante.

Papai em Illéa. Finalmente. Esses poucos meses pareceram anos.

– A senhorita gostaria de qual vestido?

– O vermelho, Mona, por favor. — a saudade de Hogwarts voltou a bater.

– A senhorita quer alguma coisa? Soube que alguém pediu cordeiro com batatas pro almoço.

– Mona pesquisou e soube que é famoso na Inglaterra. — disse Lea.

Fiquei tocada pelo gesto delas.

– Meninas. — já com a voz embargada — Obrigada. De verdade.

Passei a manhã conversando com elas. Percebi que elas não sabiam do incêndio. As selecionadas também não. Como eu notei no café da manhã. Eu entendia a família real manter segredo. Um ataque rebelde no quintal do palácio. Eu faria o mesmo.

Quando cheguei para o almoço, a maioria das meninas estava aflita. Os meninos também estavam inquietos.

– O que houve? — perguntei silenciosamente a Johanna.

– Eliminação. — ela respondeu.

Olhei para os lados e notei que erámos só sete. Becca e Victoria estavam ausentes. Na mesa dos selecionados as baixas eram maiores. Oito tinham ido embora. Só os conhecia de vista. Entre o salão das mulheres, as conversas com Lea e Mona, o príncipe e os bilhetes, eu não tive tempo de ver os meninos mais que nas refeições.

– Senhoritas, senhores. — cumprimentou o rei ao chegar, acompanhado da rainha.

– Por favor, sentem-se. — completou ela depois que fizemos uma reverência.

Os príncipes chegaram logo depois e se juntaram a mesa.

Olhei para Ahren que passava o olho por nós. Quando ele me viu, deu um meio sorriso preocupado. Estalei os dedos discretamente e ele acenou.

Quando a refeição acabou, fui para o quarto esperar Ahren. Ele ainda conversava com seu pai, Aspen, Carter e sua mãe. A princesa Eadlyn mexia no prato com uma colher. Nenhum deles comeu direito.

Ao chegar no quarto, o encontrei vazio. E na cama um bilhete. Quando eles iam acabar?

"Nem pense nisso."

Isso estava ficando ridículo.

Ren

Minha vontade quando a Lily me chamou, era pega-la pela mão e sair andando pra espairecer. Mas o dia de hoje estava longe de ser tranquilo assim. Dispensamos alguns selecionados e selecionadas para diminuir o número e otimizar a segurança. Os que foram embora eram os que menos tinham interessado a nós. Mas com um grupo menor, vinha mais pressão pra escolher uma noiva.

As reuniões pareciam não ter fim e continuaram discretamente na hora do almoço. Minha mãe se preocupava com os funcionários do palácio. Aspen se preocupava com a segurança do perímetro. Carter continuava dizendo que a ofensiva é a melhor defesa. Meu pai ouvia todos e questionava cada detalhe, pensando na melhor forma de cuidar de todos. Eu tentava ajudá-lo a enxergar outros ângulos. A Lyn ainda estava abalada. Concordava com a opinião de todos, mas era tão compassiva com todos no palácio que quase não sobrava energia pra ser enérgica. Como defender todos? Como proteger os empregados do palácio, os selecionados, nossa família. Até com os guardas ela se preocupava. Valia a pena fazer uma ofensiva e pôr em risco os guardas sem saber o que estávamos enfrentando?

As preocupações dela eram válidas. Esse seria o posto dela. Seu país. Seu povo. Mamãe sempre comentava como isso era importante pra um governante. Ter compaixão. Eu também me preocupava com eles, mas tentava ser prático. O alistamento é voluntário. Eles sabem onde estão se metendo. E tínhamos os abrigos para todos os empregados e visitantes. Íamos ficar bem. Essa era minha esperança.

– Gente, acho que devíamos tirar meia hora para descansar. Não sabemos quem são ou o que querem. Não vamos resolver nada esgotados desse jeito. — propôs Lyn finalmente.

– Concordo com isso. Homens, — disse meu pai, se dirigindo a Aspen e Carter — vão olhar suas esposas. Amor, vamos subir e descansar. Voltamos em uma hora com novas ideias.

Todos concordaram e pude finalmente subir para a Lily.

– Alguém esta muito feliz pelo intervalo.

– Obrigada pela magnífica ideia, maninha.

– Eu tinha que dar alguma.

Percebi o tom frustrado em sua voz e anotei mentalmente uma conversa com ela mais tarde.

Me preparei pra bater na porta da Lily. E finalmente me livrar de todas as preocupações.

Notas finais
E aí?