Uma seleção mágica

17 Capítulo 17 - Rubor e rebeldes


Notas iniciais
Gente. Muito. Obrigada. Vocês são maravilhosos. Sério. Eu amo essa fic. Mas quase desisti algumas vezes. Tanta coisa na minha vida, que não sabia o que escrever. Mas ler os comentários de vocês me fez continuar. E também me ajudou a resolver várias coisas na minha vida. Muito obrigada, mais uma vez. E continuem me fazendo companhia, pls. Hoje uma música guiou minha edição. Glory, do lindo John Legend. Tem um pouco a ver com o espírito do cap.. lutar pelo que se quer. Esperança. rsrs Desculpa a enorme nota. E vamos pra mais um cap.

Lily

Eu já não sabia o que fazer. Desde que cheguei ao palácio, escondi tantas coisas. Minha história, minha família, a magia, os bilhetes...

Minha ideia durante o almoço era esclarecer tudo pra o Ren. Que eu vi o incêndio. O que eu fiz. O que eu era.

Mas depois do último bilhete, achei melhor não fazer isso. Meu pai disse que chegaria logo. Iria confiar nele pra entender toda essa confusão onde eu estava. Quem eu queria ser. Se Illéa era um bom lugar pra mim.

No meio de tudo isso, tinha o Ren. O príncipe era diferente do que eu imaginava. Era um líder, mas também uma pessoa sensível, atenciosa amável. E eu não tinha simplesmente me apaixonado por ele. Era mais como uma admiração, um respeito e um bem querer. Por tudo que conhecia da história do meu pai e da minha mãe, ainda tínhamos muito a percorrer. E eu achava que valia a pena com ele. Mas não sabia se ele sentia o mesmo. Ainda haviam mais seis garotas na seleção. E ele parecia tão ocupado.

Quando ele bateu e entrou, todas as dúvidas foram embora. Eu não sabia o que fazer sobre a magia e o incêndio, mas sabia que aquele frio na barriga não tinha a ver com meus medos. Mais uma vez era só nós. Mais ninguém.

– Então, sobre o que quer conversar?

– Na verdade, só queria conversar. Você parecia tão tenso durante o almoço. Nem aproveitou uma refeição tipicamente inglesa. — resolvi brincar e foi bom. Ele riu disso.

– A refeição estava ótima. Se é um vislumbre da culinária inglesa, tenho que passar o verão na sua casa.

Nossa intimidade crescia e piadas como essa não eram estranhas. Em algum momento, era. Agora era apenas natural. Fomos pra varanda e aproveitamos o bom tempo. Em Angeles parecia nunca chover.

– Então, senhorita Potter. Sente falta de casa?

– Não. Não tanto quanto na primeira semana. Me habituei aqui.

Ele sorriu ao ouvir isso.

– E quando vai me dar a honra de ir comigo a uma sessão no cinema?

– Não sei. Minha agenda tem estado tão lotada. — brinquei — Que tal agora?

– É uma pena não podermos ir agora. — ele parecia mesmo lamentar — Tivemos só uma pausa nas reuniões.

– É uma pena. Mas o seu dever é esse. Administrar o país.

– Na verdade meu dever é sentar e ser bonito. — nos olhamos e choramos de rir.

– Sei que você faz muito mais do que isso.

– Não. Nem eu, nem a Lyn. Mesmo sendo inútil ir contra os conselheiros.

– Você precisa relaxar, Sua Alteza Ren. Tem andado tenso. Cansado.

– O peso de um país... — falou, tentando fazer piada.

– Você devia sair em encontros. Mas onde arrumar as garotas? — me juntando a tentativa.

– Oh... Sei onde achar algumas. Mesmo assim... só penso em uma.

Olhei pra ele encabulada. Seu rosto mostrava dele também estava ruborizado. Sem saber o que fazer, ambos tentamos voltar ao humor. Mas Ren parecia bem feliz por ter falado aquilo. E talvez pela minha reação. Tinha certeza que ainda estava vermelha como meus cabelos.

Continuamos a conversar coisas do dia a dia. Ele parecia achar minha vida tão interessante. E olhe que não sabia da metade. Quando ele olhou pro relógio, resmungou.

– Querida, parece que o tempo foi nosso inimigo. Tenho que voltar pra reunião.

– Tudo bem, eu tenho que estudar alguns documentos para a próxima aula.

Talvez pela cara abatida dele, ou pelo meu cansaço em viver escondendo coisas. Quando ele se levantou e saiu, eu disse.

– Ren... Tenha cuidado.

Ele me olhou como se perguntasse do que eu tava falando. Depois eu vi a compreensão tomar seu rosto enquanto ele olhava a janela e voltava pra mim. Nessa hora a princesa Eadlyn apareceu pra chamá-lo, e ele teve que seguir com ela para a reunião. Quase virando o corredor, olhou pra mim e estalou os dedos. Seu olhar dizia como era importante que eu ficasse quieta sobre o que vi. Eu acenei e entrei no quarto.

Pouco depois que Ren foi embora, um guarda apareceu no quarto. Eu não conhecia ele, e fiquei um pouco nervosa, sem nem saber o porquê. Ele pediu que Lea e Mona saíssem e sorriu. Seu sorriso ao mesmo tempo era estranho e familiar.

– Ruivinha... — e eu sorri.

Ren

Quando cheguei na reunião tive certeza que era melhor não ter decido. Os conselheiros andavam em círculos, nunca saindo do lugar. E não importava o quanto meu pai, minha mãe, Aspen, Carter, e até Lucy e Marlee tentassem. Parecia que nunca chegariam a uma decisão.

Minha irmã relia um relatório da perícia. E eu pensava de novo na Lily. O que ela falou não foi nada. Foi o como falou. Ela sabia. Ela devia ter visto o incêndio. Seu quarto apontava naquela direção. Eu me surpreendia que mais não tivessem visto. Só os guardas e o conselho sabiam. E a Lily. Eu não contei pra ninguém, porque não sabia o que fazer com essa informação. Eu ia primeiro conversar com ela. Saber o que ela sabe e se tem alguma opinião sobre isso. Ela não ia contar a ninguém. Se fosse o caso, todos no castelo já saberiam.

– ... mas como eles entraram? — perguntava pela milésima vez, um conselheiro.

– Eu já disse. O muro que passa pela floresta é frágil. Eles usaram antes, podem estar usando de novo. — repetia Aspen.

– Os cavalos. — falou Lyn baixinho. Achei que não tinha escutado direito. Ela se dirigiu para o nosso pai e repetiu. — Os cavalos.

– O que tem eles? — perguntou um dos conselheiros, deboxando — Vossa Alteza quer saber se passam bem?

– Os relatos dizem que eram três rebeldes. — continuou se dirigindo ao rei — Porque levaram todos os sete cavalos?

– Devem ter precisado para a fuga. — pensou mamãe.

– Mas, pra quê levar todos? Eles montaram em um e arrastaram mais do que podiam carregar. Alguém teve que levar dois a mais. Isso atrapalharia a fuga. Eles tiveram que ir mais devagar. — pensou alto — 'Haviam outros estábulos. Com menos cavalos, mais fáceis de levar.

Meu pai que observava com atenção sua filha e herdeira trazendo uma nova perspectiva.

– Trabalhemos nisso. Pra quê levar mais cavalos que podiam carregar?

– Outras pessoas podiam esperar lá fora. Os cavalos podiam ser pra levar todos. — falou Carter.

– Nesse caso, porque não entraram todos? Podiam fazer bem mais estragos. — completei — Três pessoas feriram guardas e tocaram fogo com pessoas dentro do estábulo. Sete poderiam fazer ainda mais.

– Podiam ser mulheres ou crianças. — chutou Marlee.

– Mas se eram tão cuidadosos com suas mulheres e crianças, porque ser o inverso com os guardas? — perguntou mamãe.

– As pessoas as vezes são apenas más, Majestade. — disse Aspen.

– O que você acha, Lyn? — perguntou papai. Lyn olhou pra ele e pensou um pouco.

– Acho que vieram pra assustar e para levar os cavalos. Levaram o máximo que conseguiram. Talvez precisassem levar pessoas feridas, ou idosos ou crianças. Pessoas que não podiam lutar. E lutaram de forma eficiente. Só três derrubaram vários guardas. E se fossem mais? E.. — respirou antes de continuar — acho que irão voltar com mais. Acho que não acabou.

Os conselheiros voltaram a caçoar da Lyn, fingindo levar ela a sério, escondendo o próprio medo de que fosse verdade. Já a minha família olhava pra ela. E pareciam absorver tudo aquilo.

– Mandou bem , maninha.

– Será que eu fui pelo caminho certo?

– Não custa nada a eles pedir que August investigue. Eles só tem a ganhar sabendo como andam as coisas no sul d verdade.

O reinado do meu pai foi bem mais tranquilo que o do meu avô. Mas o medo de uma revolta ainda rondava o palácio. A fome tinha diminuído. O povo era mais livre aqui. Finalmente.

Cheguei ao corredor e encontrei algumas selecionadas. Quase havia me esquecido da seleção. O lance com os rebeldes podia ser importante, mas por hora não restava nada pra fazer. Eu precisava me concentrar no que podia fazer.

– Olá, Alteza. — me cumprimentou Johanna.

– Senhoritas. — me senti culpado. Lá estava eu me dirigindo ao quarto da Lily de novo — Tem tempo para um encontro agora, senhorita Johanna? Eu vim justamente lhe procurar.

Eadlyn olhou para mim como se soubesse que eu ia fazer outra coisa. Eu estava preocupado com o que a Lily sabia. Mas precisava ser justo com todas as garotas restantes. Sabia que podia confiar na Lily. Lyn podia ainda ter muito tempo e muitos rapazes. Mas eu tinha uma responsabilidade pra cumprir. Tinha que escolher uma noiva.

Pensando bem, a Lily guardar um segredo desse era animador. Sabia que podia contar com ela. E eu queria contar com ela.

Notas finais
E então? Quero saber o que vocês estão achando. Me contem tudo e sejam sinceros. ;) E também gostaria de pedir, humildemente, que, quem puder e quiser, fazer uma recomendaçãozinha... rsrs Isso ajuda muito pra que mais pessoas vejam a fic. E muito. Muito obrigada.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.