Uma outra história
5 Capítulo 5
Notas iniciais
Fomos cada vez mais longe, atravessando os campos verdes de Long Island com campos de morango e um sol escaldante, no rádio estava tocando Green Day, só sabia disso porque Thalia começou a gritar e berrar “GREEN DAY!!!, GREEN DAY!!!”, ela balançava a cabeça e cantava com o vocalista, Jason sabia só algumas partes mas não parecia curtir muito.
Chegamos ao pé de uma colina a pé e lá em cima, ao lado do pinheiro se concentrava um monte de pessoas, oba! Estavam rindo, bebendo e conversando subimos até o alto e percebi quem estava lá, pelo menos quem eu conhecia me surpreendi ao lembrar o nome da maioria, Percy, Guilherme ou Grover alguma coisa com G, Frank e Leandro ou seria Leo? Piper estava lá e olhava fixamente Jason com um sorriso na cara, uma menina cor de chocolate e cabelos ondulados, Bianca, Nico e uma garota com longos cabelos ruivos.
– E aí pessoas da paz? – disse Thalia e se sentou ao lado de Bianca, Jason se sentou ao lado de Percy e os dois começaram a conversar com o resto dos garotos alguma coisa sobre esportes, sei lá, me sentei ao lado de Thalia. – Cadê a Zoe e a Silena? A Reyna disse que não ia vir, acho que ia viajar.
– Zoe teve que sair com o pai dela e Silena com a mãe, emergência de moda sei lá. – respondeu a menina de cabelos ruivos.
– E porque a Piper tá aqui? – disse Thalia.
– Piper não quis ir.
– Hum, porque isso não me surpreende? Pessoas essa é Annabeth, uma prima nossa de São Francisco que está morando com a gente por um tempo. Annabeth essas são Hazel e Rachel, o resto do povo não veio.
– Oi! – foi isso que as duas falaram em uníssono.
– Então porque veio pra cá? – perguntou Rachel.
– Meus pais se separaram.
– Ah, sinto muito.
– Tudo bem.
– Bom você vai gostar daqui, Nova Iorque é incrível. – disse Hazel. – Eu também não sou daqui, sou de Nova Orleans, passei um tempo no Alasca e vim pra Nova Iorque.
– Nossa! Como era o Alasca?
– Frio. – E todas nós rimos. Então meu celular começou a tocar, vi que era Ginger, então me lembrei que não tinha ligado pra ela desde que tinha chegado. – Com licença meninas. – Me levantei e atendi.
– Oi Ginger.
– ANNABETH! PORQUE VOCÊ NÃO ME LIGOU?!? NÃO ME DEU NOTÍCIAS, NÃO SABIA SE VOCÊ TINHA CHEGADO BEM, NÃO SABIA SE O AVIÃO TINHA CAÍDO, SE VOCÊ TINHA MORRIDO NUM ACIDENTE DE CARRO! NÃO ME CONTOU COMO É NOVA IORQUE E JÁ É A SEXTA VEZ QUE EU TE LIGO E VOCÊ NÃO ME ATENDE, SUA VACA!! – Ela falou tudo aquilo de uma vez só.
– Calma Ginger me desculpe, ontem estava cansada e hoje saí cedo.
– Como é Nova Iorque? – sua raiva se dissipara tão rápido?
– Bem, pelo pouco que vi já que meu tio mora em um bairro afastado, caótica, barulhenta e incrível.
– Ai, ai — ela suspirou – já conheceu gente nova?
– Sim, minha prima Thalia me apresentou um povo legal, mas mesmo assim sinto falta de vocês.
– Bem Nova Iorque pode ser legal, mas o seu lugar é aqui em São Francisco, o povo aí é legal, mas eu estou aqui e não aí, e você sabe que eu sou diva. – Ri com isso, Ginger era convencida, mas era uma ótima pessoa e minha melhor amiga.
– Eu sei que você é, só tenho que torcer para que meus pais reatem logo e toda essa bagunça se ajeite e eu volte para São Francisco, aqui é bom, mas não é a mesma coisa.
– Eu sei.
– Te ligo assim que chegar em casa ok?
– Ok, a culpa é das estrelas. – Ri com isso.
– Beijos. – E desliguei, assim que me virei me deparei com um par de olhos verde-mar de um tom que eu nunca tinha visto na vida, bem talvez uma vez, mas aí seria...
– Annabeth Chase, há quanto tempo que não te vejo! Você costuma ser menor e menos bonita. – Seus olhos me percorreram de cima a baixo. — Se lembra de mim?
– Claro como podia esquecer essa peste? – Seus olhos brilharam com um pouco de orgulho e abriu um sorriso de lado, muito, muito, muito bonito. – Isso não é um elogio. – Mas seu sorriso não desapareceu. – Percy Jackson.
– O único.
– Que bom. – E comecei a me afastar, mas seu braço segurou meu pulso.
– Nem um abraço? – Olhei em volta, todos estavam muito ocupados para prestar atenção a alguma outra coisa, suspirei e dei um abraço, minhas mãos foram para seu pescoço e minha cabeça se encaixou entre seu ombro e seu pescoço como se fizesse isso há muito tempo, tinha cheiro de maresia e de algum perfume muito bom, seus braços estavam em minhas costas e me apertavam forte, mas não tanto, era como se fôssemos velhos amigos que estavam se vendo de novo, mas estavam meio hesitantes como se a última vez que se viram não tivesse sido a melhor lembrança dos dois. Me afastei. – Bem melhor não?
– Talvez. – Ele se afastou, meu coração batia muito mais forte do que estaria se tivesse dado um abraço em qualquer outro garoto, suspirei e voltei.
– Quem era? – perguntou Thalia assim que me sentei ao seu lado.
– Ginger. Era uma amiga de São Francisco.
– Amiga ou melhor amiga? – perguntou Hazel.
– Melhor amiga.
– Hum.
Passamos o dia todo conversando e comendo, as vezes olhava pra trás e via um par de olhos verde-mar me olhando.
– Ei! – Thalia gritou. – que tal se todos nós formos para o lago? – ela apontou para um lago que espelhava o pôr-do-sol belo e calmo de Long Island.
– Thalia ninguém trouxe roupa de banho! – gritou Nico.
– E daí?!? – Thalia gritou e começou a correr em direção ao lago, desamarrou os tênis e se jogou no lago com roupa e tudo.
– E daí que isso dá pro mar! Não é um lago qualquer! – gritou Nico.
– Tá com medo do quê?!? Do tubarão? – Thalia riu e submergiu.
Nico disse algumas palavras indelicadas e Percy correu para o lago, mar sei lá com Leandro, (seria isso mesmo?) e Frank. Piper olhou para Jason e correu para o mar, Jason viu Piper e foi atrás dela.
– Eu que não vou com esses bando de loucos. – disse Nico. Nesse exato momento Bianca puxou Rachel e foi junto com ela em direção ao lago. Nico ficou pasmo ao ver a irmã tirando a sandália e a blusa e pulando na água, Rachel fazendo o mesmo.
– Vamos? – perguntou Hazel.
– O quê? – Olhei para ela, seus olhos brilhavam como se estivesse vendo um desafio a frente e sabia a resposta. – Pra água? Não, não, não, com certeza não, absoluto não.
– Por quê?
– Eu tô gripada. – Eu não estava gripada.
– Eu não vi você tossir uma vez hoje. – Dei uma tosse falsa, ela gargalhou. – Você não me engana. – Ela puxou meu braço e corremos até o lago, mar sei lá. Tirou a blusa e a sapatilha e pulou, pensei em voltar correndo, mas ela me puxou e caí com tudo na água, com tudo que quero dizer com tudo mesmo.
– Não acredito que você fez isso! – eu gritei, quando recuperei o ar.
– Você pensou mesmo em voltar correndo? – ela perguntou.
– Sim. – Ela riu e pulou em Thalia que estava mais atrás conversando com Piper. Fui atrás delas.
– Sua doida! – gritou Thalia. Em resposta ela recebeu um espirro de água.
E aí começou uma guerra de espirros de água, submergi antes que algum me atingisse. Percebi que não era a única que estava debaixo da água, vi um menino de cabelos pretos e bermudas nadando por aí, nadei em direção a ele. Nadei por muito tempo, o ar já se fazia necessário, mas não me importei, continuei nadando até que senti um roçar nas minhas costas e me virei me deparei com Percy seus olhos estavam abertos e pareciam estar da mesma cor da água, seus cabelos eram jogados de acordo com a corrente ele se aproximou de mim, estava cada vez mais perto percebi o que era, mas estava em um estado de transe perdida em seus olhos, quando ele estava bem perto com nossas bocas quase se encostando, foi que percebi o que estava prestes a acontecer, e fui em direção a superfície, o ar de volta aos meus pulmões foi maravilhoso me deu forças e respirei fundo então recebi um espirro de água na cara, não vi quem foi e Percy ainda não havia submergido. Nadei em direção a borda, e corri em direção ao pinheiro estava toda molhada, mas não me importei, Nico estava arrumando as coisas, pedi que avisasse a Thalia e Jason que iria de táxi. Chamei um e fui pra casa.
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