Uma nova filosofia existencialista
2 Como é nosso Universo?
Notas iniciais
Se nós, os espiritualistas, imaginamos as imagens divinas (deuses e anjos) iguais a todos nós, os Cosmologistas não chegaram ainda a um consenso sobre a configuração do Universo. As teorias nos programas do “Discovery Channel” mostram apreciações arrojadas, que diversificam ainda mais os julgamentos sobre o tema.
Vamos arriscar de que ele seja, algo assim, como um átomo de dimensões imensuráveis.
Seguindo esta teoria, ele há de ter um núcleo, e ao redor desse núcleo haveria muitas Galáxias que girariam em redor desse miolo, em variadas curvas elípticas. Nos primórdios da Criação, as primeiras Galáxias que se constituíram devem ter-se alinhado na primeira curva, girando em torno do núcleo, formando desta feita a “Primeira Dimensão Universal”. Depois, com a expansão e o nascimento de novos astros, deve ter-se estabelecido a “Segunda Dimensão Universal”, numa outra curva um pouco mais distante. Milênios após nascera a “Terceira Dimensão Universal”. E, assim por diante.
Considerando que hoje existem 100 bilhões de Galáxias, eu arriscaria a existência de OITO arcos elípticos girando ao redor do Centro, e mais outros arcos em face de configuração, com Galáxias desgovernadas, que ainda não foram atraídas pela força gravitacional do núcleo.
Se há outros Universos, isso não está na hipótese destas elucubrações. Vamos partir da ideia de um Universo único. Ou, desse que nós conhecemos.
Desta maneira, também dá para supor que os "mais velhos" seres vivos da Criação devem morar na “Primeira Dimensão Universal”, e as mais novas criaturas, humanas e microscópicas, na “Oitava Dimensão”.
Então os ETs existem?
Vamos filosofar que sim!
E também vou deixar a hipótese instalada de que há muitos e muitos mundos selvagens (com micróbios e animais mais desenvolvidos), pois o HOMEM deve ser uma espécie recente na concepção universal.
Eu acho que nos mais longínquos primórdios da Criação, os anjos devem ter sido as únicas criaturas que povoavam o Universo, como almas errantes no lado escuro. Como também acredito que as bestas nascidas do pó, nas terras áridas dos mundos emergentes, brotaram sozinhas, sem nenhuma ajuda angelical.
Os anjos seriam então filhos da energia, e da massa escura. A bicharada em câmbio seria filha da terra, da água, da matéria, como explicam os sábios evolucionistas, desde Darwin até os nossos dias.
Deve ter demorado muitos bilhões de anos para que UM anjo tivesse a coragem de encarnar na vida terrena. Eu imagino os “Pais Celestiais” com todos seus filhos ao redor, sentados num lindo tapete verde de um planeta selvagem, falando para as crianças mais ou menos assim:
“Olhem para a vida animal, meus filhos. Essas bestas só fazem tolices. Eles brigam por causa das fêmeas, do seu território, por lideranças, comida, além do que se comem uns aos outros. Os mamíferos comem as aves, as aves comem os répteis, os sauros comem de tudo um pouco e os peixes maiores se alimentam dos menores. Os pobres insetos, então, são o “prato cheio” de todas as espécies. Por favor, meus filhos, nunca nasçam na vida material, que vai dar m....”.
Mas, deve ter surgido uma safra de anjos destemidos, curiosos, aventureiros, sem medo do perigo, que não resistiram à tentação de uma aventura terrestre. Longe dos olhares paternos, devem ter pulado nos ventres das bestas grávidas, e nascidos como homens. Ou seja, como “bestas pensantes”, com alma e inteligência de anjo.
O desespero dos pais celestiais deve ter sido arrasador. Ver os anjos nascerem com garras de bicho, pelos no corpo, cara de bestas, sem poderem chorar porque não tinham cordas vocais, deve ter provocado lágrimas e mais lágrimas no mundo incorpóreo. E os pais celestiais devem ter ficado de cara feios com quem quisesse seguir o exemplo. Desta forma, esses seres híbridos cresceram, caminharam em duas pernas, correram pelo mato comendo frutas deliciosas, e um dia se apaixonaram entre eles. Eu acho. Passaram a viver juntos, conheceram o sexo, e pariram muitos e muitos filhos, de 9 em 9 meses.
Mas, quem é que nasceu daqueles anjos viventes?
Devem ter sido os animais da mesma espécie! Da mesma manada. Do mesmo bando, ou do mesmo lugar da terra. Bestas que nasceram com inteligência, sensibilidade, compaixão e cresceram com os bons exemplos de seus progenitores. Seres híbridos que herdaram a bondade e aprenderam como se vive em família. Homens que se alimentaram com frutas, água, flores, tudo o que a natureza lhes oferecia como dádiva.
E depois que esses anjos encarnados envelheceram, e morreram, eles deixaram seus descendentes cuidando uns dos outros.
E, o que é que pode ter acontecido, depois da morte desses anjos? Os anjos progenitores, desta vez convertidos em almas, reencontraram-se com seus filhos depois da morte, com seus netinhos, intercambiando conhecimentos e bons conselhos. E esses primeiros homens, de encarnação após encarnação, devem ter perdido os cabelos do corpo, suas garras, e desenvolveram cordas vocais para grunhir, ou, balbuciar os primeiros sons vocais. E desta feita, com o decorrer dos milênios inventariam os cantos, a pintura, cozinharam os ensopados em panelas de argila, levantaram casas, escreveram sinais, dando início ao conhecimento. Aos inventos. Ao trabalho cerebral.
Mas, em algum momento da vida, tudo deve ter começado a desandar e a dar errado, pois os instintos da besta os tentariam a se comportarem como tais. Quer dizer, roubar a mulher do vizinho, defender o que é SEU a custa da própria existência, ou, ignorar a pratica da solidariedade entre os homens. Defenderam a comida como cães! Em algum momento dado, o egoísmo da besta passou a fazer parte do dia a dia. E essa falta de amor para com o semelhante, e a mesquinharia reinante, eu acredito que deve ter motivado a primeira peleja.
Deve ter sido nessa ocasião então que o primeiro “Grande Conselho Cármico” aconteceu nas alturas, no lado escuro. Quem sabe os próprios “pais celestiais” ficaram no centro desse Congresso, com cara de desgosto, rodeados de anjos para iniciar uma longa discussão sobre o que fazer com os homens briguentos. E os “pais celestiais” devem ter liberado geral. Deram a todos os anjos, então, permissão para encarnarem. É provável que nessa altura muitos anjos desejassem ter a experiência do prazer sexual e da maternidade. É provável que a maioria quisesse nascer para dar uma força aos homens bons, em guerra contra os bandidos.
Depois dessa hipotética "Primeira Guerra Universal", o Grande Conselho Cármico deve ter dividido os espíritos dos homens com destinos diferenciados para reencarnar de novo e continuar sua história. Para o centro do Universo devem ter viajado os bons, e para o confins mais distantes os homens com os instintos latentes das bestas. E entre todos eles, deve ter havido anjos que continuaram a reencarnar como homens pela eternidade. Anjos que inventaram tecnologias fantásticas e levantaram junto aos homens as primeiras civilizações universais. E como esses homens herdaram a beleza dos anjos, a diferença entre anjos e homens evaporou, e formaram um povo só.
E deve ter sido dessa maneira também que surgiram os “Mundos Superiores” onde não existe a maldade, e a humanidade vive em paz e harmonia regidos pela lei do amor. E muito longe deles os “Mundos Inferiores”, em cujo lugar os homens com instintos de bestas governam. Civilizações totalmente diferentes entre si na organização social e na prática das virtudes humanas.
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