Uma noite de não responsabilidades
1 Por essa noite
Notas iniciais
Como eu disse, não está tão bom como poderia, por que tenho trava com Smut e não estou familiarizada com o ship, mas é, espero que ao menos dê pro gasto.
enjoy~
enjoy~
Responsabilidade exige sacrifícios.
Repetia isso todo dia, sempre que pensava nas outras coisas que podia estar fazendo. Responsabilidade exige sacrifícios. Sou a princesa de um reino próspero, não posso me dar ao luxo de simplesmente largar minhas obrigações e fazer o que quiser. Não tenho tempo a perder, não posso gastar mais tempo do que isso com os amigos. Sinto muito, não posso ir jogar com vocês hoje. Existem pesquisas a serem feitas, pessoas que contam comigo. Não posso falhar com elas. Desculpa, posso aparecer na festa mais tarde? Ah, hoje posso sair, mas não posso ficar por muito tempo. Daqui a uma semana tem um baile no palácio doce, ai posso comemorar o dia todo com vocês. Quer dizer, com vocês e todos os súditos.Às vezes, nem sempre tão raramente, penso em como seria se eu tivesse escolhido outro caminho. Penso se existia outro caminho... Gostava de antes, de quando eu podia sair mais, quando você sempre estava ali. Mas tive de sacrificar isso também, não é? É bem difícil deitar na cama e pensar que não estou com você. Mais triste ainda vestir a camiseta que me deu e pensar que no meu dia-a-dia é a coisa mais perto de você que tenho contato. São momentos como hoje, essa noite, em que minha imaginação fica a solta. Quase posso ouvir você batendo na minha janela como antigamente... —Vai abrir o vidro ou não? Espera. Sentei na cama, uma sombra parada flutuando como vista da janela. Levantei meio correndo, quase tropeçando, indo abrir passagem para a vampira. —Marceline? O que está fazendo aqui? Falei meio sussurrando, preferia que mais ninguém no palácio ouvisse. —Uma visita, ué. Belo pijama, aliás. Achei que ela falava só da camiseta que ela me deu, mas ela olhou pra baixo, segui seu olhar e... Eu estava com a camiseta e uma calcinha rosa de bolinhas brancas. Puxei a camiseta o mais para baixo que pude com as duas mãos, sentindo meu rosto esquentar.—M-Marceline!Se pudesse, teria falado mais alto, talvez gritado. Mas conseguiu controlar. —Mas é verdade, oras.Ela riu, flutuando para dentro do quarto até parar deitada a uns vinte centímetros acima da cama. —Fazia tempo que não te via, achei que podíamos fazer uma festa do pijama relâmpago. —Tipo como?Tinha desistido de abaixar a camiseta, me aproximando e sentando na cama. Já devia estar dormindo, mas não ia conseguir com ela ali. E nem queria aliás. —Podíamos fazer... Guerra de travesseiro!Riu, jogando uma almofada em mim antes que eu pudesse reagir. Se fosse pra manter a pose, teria dado uma bronca nela, dito que não podia chegar de noite no quarto das pessoas, anunciar uma festa do pijama e sair jogando travesseiros... Eu faria isso, se não estivesse sozinha com ela e soubesse que ia acabar cedendo por que bem, era ela. Logo estávamos batendo uma na outra com travesseiros, rindo baixo e se divertindo. Era tão nostálgico... Então ela empurrou com um pouco mais de força e me desequilibrou. Tinha certeza que ia cair no chão, derrubar alguma coisa e fazer barulho. Ai os guardas iam ouvir e ela teria de ir embora...Mas quando fechei os olhos esperando a queda, ela não aconteceu. Marcy estava segurando meus pulsos, me impedindo de parar no chão. E parecia meio preocupada. —Desculpa, não achei que fosse cair. Você está bem?Puxou-me até que eu estivesse sentada novamente, sem me soltar. Sentia um calor subir pelo corpo, sem saber bem o motivo. Desviei o olhar dela, me ajeitando na cama. —Tudo bem, eu não caí de qualquer forma. Aquele silêncio constrangedor se abateu sobre nós, ela aos poucos soltando meus pulsos, escorregando as mãos até as minhas. Quando menos percebi já estava brincando com seus dedos, um sorriso besta no rosto. Como as coisas chegava nesse ponto tão fácil?—Sabe bonnie, eu sinto falta dessas coisas. —Eu também. —Por que nós... Não voltamos a ser como antes?Suspirei, demorando um pouco para a olhar novamente. —Por que eu não posso. Tenho responsabilidades e não seria... Não seria justo com você, não posso oferecer a atenção que você merece. Ficou alguns segundos em silêncio, apertando a minha mão em seguida. —Mas pode me dar atenção agora? Sorri, meio envergonhada, mas respondi sem hesitar. —Toda a atenção que quiser. Fechou os olhos e me beijou devagar. Demorei um pouco para processar a informação, mas logo estávamos abraçadas, nos beijando, nos tocando como antigamente. Eu sempre amei a forma como ela me toca. No fim, a noite foi bem produtiva, mas bem insone. Ela saiu um pouco antes do nascer do sol com um beijo de despedida e um abraço já de saudade. —Vou voltar mais vezes, para mais festas do pijama. —É fácil pra você falar, não vai ter de trabalhar o dia todo. Soltou aquela risada que eu tanto amo e soltou minha mão devagar, saindo pela janela que entrou. —Até uma noite dessas, Bonnie. E saiu enquanto o céu ainda mostrava seus primeiros sinais de amanhecer. Os resultados foram uma mordida no pescoço escondida pelo cabelo, roupas espalhadas e um dia com muito sono.
Repetiria tudo de novo.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!
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