Uma luz na escuridão

5 Capítulo 5 (Revisado)


Notas iniciais
Olá o/ demorei mais cheguei. Aqui vai mais um Capítulo espero que gostem ;) Luna e Lorrani obrigada pelos comentários ;)

O inverno finalmente chegou, o dia mais uma vez amanheceu gelado e a neve não demoraria aparecer.

Poucos eram os que circulavam dentro da prisão, além dos que se revezavam na vigia ninguém saia do lado de fora.

O grupo de Rick todos estavam reunidos no refeitório, Melissa estava nos braços de Daryl, era incrível a mudança de comportamento do caçador quando estava com ela.

— Ei branquela . — chamou a samurai

— Claro. — falou já abrindo o sorriso ao ver a espada na mão da samurai.

A jovem se levantou rapidamente e seguiu a samurai, seu treinamento estava indo muito bem, a cada dia estava melhor.

O caçador aproveitou que sua pimentinha, como costumava chama-lá estava treinando, resolveu dar uma volta e conferir como estavam as coisas.

Depois de uma volta pela prisão o caçador voltou o seu bloco de celas onde encontrou sua garota treinando, ela estava concentrada nem notou sua presença, o caçador se apoiou na parede e ficou observando-a, seus movimentos eram graciosos e firme, ali com a espada na mão em nada se parecia a sua garota meiga e muitas vezes assustada.

Isso o lembra que não sabe nada da vida dela, tem curiosidade, mas não quer perguntar, quando ela estiver pronta ela irá contar.

— Oi Daryl, onde está a sua samurai? — perguntou Anabelly

— Treinando. — respondeu

A garota lhe lançou um sorriso e logo saiu de sua vista.

— Daryl. — Carl gritou

O caçador correu em direção ao grito do garoto.

—O que foi? — perguntou se aproximando

—Tem algo errado com a Mel. — o garoto falou

Ao chegar onde a garota treinava antes, se deparou com ela paralisada olhando para o portão, tinha em mãos suas Sais e mesmo tremendo parecia pronta para arrancar o pescoço de alguém.

— Mel? — ele a chamou

Ela não o respondeu e continuou paralisada olhando para o portão.

O caçador entrou em sua frente segurando seus ombros.

— Mel? — falou mais alto e chacoalhou um pouco

— Não me chama assim. — a jovem gritou fazendo todos a olharem

— O que aconteceu? — ele perguntou

— Eu o vi. — falou com a voz embargada e ainda mantinha os olhos no portão.

— Quem Pimentinha, quem você viu? — perguntou preocupado

Um movimento próximo ao portão chamou a atenção de Carl que estava ao lado, o garoto sacou a arma e apontou para o portão.

— Tem alguém no portão. — gritou Maggie

Rick surgiu correndo das cercas.

— Abra o portão. — falou Hershel

— Não. — gritou Melissa- Não podem deixar ele entrar não podem. — falou nervosa

A garota tremia, Daryl entendeu que tinha algo a ver com o que ela passará antes do fim do mundo.



— Se deixarem ele entrar eu o mato. — falou entre dentes

— Rick.- gritou Daryl

Rick se aproximou.

— Não o deixe entrar. — falou o caçador

— Não podemos deixá-lo lá fora, é uma vida. — falou Hershel contrariado

— Não, ele é um monstro, não podem deixá-lo entrar. — falou Melissa determinada

— Querida. — Hershel começou a falar e ela o interrompeu

— Ele é um monstro, você não sabe quem é ele. — ela falou irritada

— E você sabe? — perguntou Sasha achando aquilo estranho

— Eu sei. — falou abaixando o rosto envergonhada e triste.

— Ele não entrará. — falou Rick

Daryl saiu rebocando a garota dali, enquanto Rick caminhava até a figura próxima a cerca, Carl estava com ele.

— Abaixe isso. — falou Rick

— Não, ele fez alguma coisa pra Mel, ele não é confiável.- falou Carl, Rick mesmo contrariado tinha que concordar com o filho

O xerife se aproximou do homem.

— Quem é você é o que quer? — perguntou

— Quero abrigo. — o homem falou

— Não aceitamos pessoas. — Carl falou

O homem tinha um olhar estranho para o garoto, Rick não gostou daquilo.

— Vocês vão me matar, abram. — gritou batendo na grade Rick apontou sua arma para ele.

— Saia, ou morrerá aqui mesmo, já disse que não aceitamos pessoas. — falou Rick

O homem iria falar mais alguma coisa quando um grupo de zumbis veio em sua direção, ele saiu correndo antes de ser alcançado, derrubou alguns zumbis e correu para a floresta.

Rick e Carl ficaram olhando para onde ele ia.

— Vou ver a Mel. — falou Carl já saindo

Rick seguiu o filho, ao entrarem encontraram todos no refeitório, Hershel estava emburrado, Melissa estava perto de Daryl, mas seu pensamento estava distante e seus olhos demonstravam isso.

— Ele foi embora. — falou Rick

Carl caminhou e sentou-se ao lado de Melissa que pareceu não notar sua presença.

— Melissa pode nos explicar o que aconteceu? — perguntou Rick

A garota permaneceu calada com o olhar distante.

— Deixa ela. — Daryl falou

— Precisamos saber com quem estamos lidando, aquele homem é perigoso vi isso em seus olhos. — falou Rick

— Deixa ela, quando ela quiser falar ela fala. — falou se irritando

A tensão era visível.

— Ele é meu Pai. — falou Melissa e todos olharam para a garota

Ela tinha os olhos presos em algo distante.

— O que? — perguntou Rick tentando confirmar se ouviu bem.

— Aquele maldito é um lixo, pelo que me fez ele nunca pode ser considerado um pai. — falou ainda olhando para a parede.

Daryl sabia que ela queria evitar o olhar de todos ali.

— Eu pensei que ele estava morto ele tinha que estar, mas me enganei. — falou

Maggie se aproximou tocando seu ombro e a garota deu um pulo.

—Sou eu querida. — falou Maggie

A garota olhou em volta, todos olhavam para ela, ela sabia que tinha que contar, mas não sabia se estava preparada para o buraco em seu peito novamente, ele estava fechando, mas voltou a se abrir.

— Se não quiser falar não precisa, ninguém vai te obrigar. — falou o caçador

Ela assentiu, mas sabia que precisava contar todos precisavam saber quem era aquele homem, respirou fundo e começou a contar.

— Desde que me lembro ele sempre foi abusivo, com a minha mãe e comigo, minha mãe se assim posso chama-lá ela não me queria desde o início, só não me tirou por que a mãe dela não deixou, quando nasci minha avó cuidou de mim por alguns anos, quando completei dez anos ela morreu, meu mundo desabou. — falou a garota lembrando do dia em que encontrou a avó morta sobre a cama.

Maggie a abraçou pelos ombros.

— Tive que ir morar com Suzan que era a minha mãe, desde o início ela deixou claro que não me queria ali, mas era ficar ali ou ir para um abrigo, aguentei todos os xingamentos possíveis e imagináveis, Tom que é aquele homem, estava preso, dois anos depois que eu estava com Suzan ele foi solto e voltou para casa, foi então que meu inferno se tornou pior.- uma lágrima escorreu de seus olhos

— Chega, você não precisa falar mais nada, todos já entenderam e ele nunca chegará perto de você. — falou o caçador chegando perto dela

—Eu preciso, eu preciso contar. — falou olhando nos olhos dele

Ele percebeu que ela queria mesmo contar, talvez fosse a primeira vez que ela pudesse contar a alguém.

— Umas semanas depois que ele voltou para casa, ele me violentou pela primeira vez. — falou e sentiu o buraco em seu peito lhe incomodar.

— Eu estava no meu quarto, terminando um trabalho escolar quando ele entrou, estava apenas de toalha tinha um sorriso cínico no rosto, antes que eu pudesse até mesmo pensar em alguma coisa ele me atacou, rasgou minha blusa, eu tentei correr e ele me puxou me jogando sobre a cama e veio mais uma vez, eu gritei, gritei por socorro, gritei pela Suzan, lutei para me soltar, mas ele não me soltou, pensei que ele pararia quando Suzan chegou na porta, mais ele não parou e sabem o que ela falou? — Cale a boca dessa maldita, estou tentando dormir. — a jovem completou com lágrimas em seu rosto.

O silêncio tomava conta do local, Daryl puxou a garota para seu colo a abraçando, sua vontade era ir atrás daquele lixo e matá-lo e ele iria com certeza.

— Aquela foi só a primeira de muitas e muitas vezes, eu sempre tentava me defender, tentava fugir, mas não conseguia, algumas vezes ela até me segurava para ele fazer o que queria, a parti daí eu desisti o deixava fazer o que quisesse só queria que acabasse logo, perdi as contas quantas vezes fui parar no hospital e nem lá eles me ajudaram, porque alguém ligaria pra uma garota que nem mesmo a mãe queria?

Parei de ir a escola depois que ele me viu conversando com um colega de sala e quase me matou, eu vivia como uma escrava cuidava da casa e depois era violentada, aquela era minha rotina, algum tempo depois Suzan ficou doente não demorou muito e ela não saia mais da cama, algum tempo depois tudo isso começou, acordei com os gritos de Tom, corri para ver e Suzan estava sobre ele, corri para meu quarto ouvi a gritaria na rua olhei pela janela e vi eles atacando as pessoas, peguei algumas coisas e sai correndo de casa, uma senhora junto com sua filha me deram carona, mas ficamos presas ao tentar sair da cidade, então eu fiquei sozinha, pouco tempo antes de ser encontrada por vocês encontrei sem querer um grupo de homens, um deles tentou me atacar e eu o matei, fugi antes que os outros se dessem conta, continuei sozinha até que fui parar naquela casa. — a garota completou seu resumo sobre tudo o que lhe acontecia.

Ela estava com a cabeça escondida no peito do caçador, os soluços faziam seu corpo tremer, todos em volta estavam atônitos com tudo o que ouviram, Maggie estava abraça a Gleen, Beth chorava ao lado de seu pai.

Alguns minutos depois, a garota dormia no colo de Daryl.

— Eu vou. — falou apontando com a cabeça para as escadas

Todos ainda estavam ali, ninguém sabia o que fazer, a vontade de cada um ali era sair e ir atrás do desgraçado.

Daryl levantou com a garota em seu colo e seguiu para sua cela.

Pov. Daryl

A minha vontade era ir atrás daquele infeliz e fazer ele pagar por tudo o que ele fez com minha pimentinha.

E eu vou, vou fazer ele pagar por tudo ou não me chamo Daryl Dixon.

Deitei minha pimentinha na cama, talvez por reflexo ela segurou minha camisa, me deitei ao seu lado e a puxei para meus braços.

Algumas horas depois senti ela se mexer, ela abriu os olhos e me encarou, seus olhos não tinham mais o brilho que algumas horas mais cedo, ela saiu dos meus braços sentou-se na cama.

— O que foi? — perguntei

Ela abaixou a cabeça e ficou olhando para suas mãos.

Me sentei na cama e a fiz me olhar.

— O que foi? — perguntei de novo

— Eu gritei com você. — falou envergonhada

Sim ela gritou, mas eu não ligo.

— Sim e o que tem isso?

— Eu não devia, você é tão bom comigo, mas ouvi você me chamando de Mel, as lembranças ruins tomaram conta, era assim que ele me chamava enquanto fazia. — parou de falar

— Carl também te chama assim e a garota do outro bloco. — falei

— Carl é uma criança, e a Anabelly bem ela ignora quando peço para não me chamar de mel. — falou




Apenas assenti, aquela garota tinha marcas mais profundas do que as minhas.


Ela se levantou e já ia saindo quando eu puxei, eu precisava sentir seus lábios.


Nunca vou deixar de me espantar com as sensações que seus lábios me provocam,
enquanto a beijava sentia seu corpo no meu, o senti estremecer, o beijo já chegando ao final senti algo salgado tocar nossas bocas, finalizei lhe dando um
selinho.




— Te machuquei? — perguntei a analisando

— Não, é que eu pensei, nada esquece. — falou

— Esquece nada pode me falar.- falei lhe dando um selinho

— Eu pensei que quando você soubesse o que aconteceu comigo,nunca mais iria me tocar,que iria ter nojo de mim. — falou abaixando o olhar

— Nunca, nunca mais pense isso, nada nem ninguém vai me fazer pensar algo diferente de você. — falei puxando mais para mim.




Melissa colocou as pernas em volta do meu corpo, ficando de frente para mim,
tomei seus lábios mais uma vez, aquela garota estava me deixando maluco,
apertei mais seu corpo ao meu minhas mãos em sua cintura e costas, seu cheiro
me deixava cada vez mais excitado, não queria assustá-la, mas não conseguia me
controlar, comecei a beijar seu pescoço sentia sua respiração ofegante e aquilo
me incentivava a continuar, comecei a distribuir os beijos em seu pescoço, a
diabinho de forma inesperada rebolou no meu colo, ouvi um gemido sair de
seus lábios, eu precisava parar agora ou não conseguiria parar depois, eu a
queria de todas as formas possíveis, mas sabia que ela não estava pronta.




— Melissa. — falei em seu ouvido enquanto lhe apertava a cintura.


— Não Daryl, não estou pronta ainda. — falou com a voz embargada


— Eu sei, é melhor pararmos agora. — falei

Minha voz está rouca, ela assentiu e se moveu para sair do meu colo, a beijei mais uma vez e a ajudei a sair, ela estava ofegante e corada uma combinação quase irresistível.

Me joguei para trás me deitando e a puxei junto, ela se aconchegou em meu peito, eu estava decidido a lhe contar minha história, ela precisa saber que não está só e que eu a entendo.

— Sabe minha vida nunca foi boa, mesmo antes disso. — falei

Ela ergueu o rosto em minha direção.

— Meu pai era um bêbado abusivo, que sempre descontava sua raiva em mim, minha mãe era uma alcoólatra, o único que "cuidava" de mim era meu irmão Merle, isso quando ele não estava preso ou não pegava sua moto e sumia.Um dia, enquanto ela dormia de tão bêbada sai para brincar com os outros garotos, eles tinham bicicletas e eu não, enquanto brincávamos ouvimos sirenes e caminhão dos bombeiros passando, corremos para ver o que era, cheguei um tempo depois os bombeiros estavam na minha casa, minha mãe estava tão bêbada que dormiu segurando um cigarro e nem percebeu quando começou a pegar fogo, e sabe o que eu senti? Absolutamente nada, não senti remorso, não senti pena, não senti nada. — falei mais uma vez

Ela me olhava atentamente.

— Uma vez me perdi na floresta, fiquei perdido por dias. — falei

— Quem te achou? — ela perguntou

— Ninguém, eu me virei sozinho e consegui achar o caminho de casa, quando cheguei fui direto para a cozinha preparar um sanduíche. — falei e ela sorriu

— Quantos anos você tinha? — me perguntou

— Nove. — falei dando de ombro

— Meu Deus. — ela exclamou

— Depois disso me enfiava nas florestas, foi onde aprendi a caçar, aprendi a me virar, quando Merle aparecia sempre ficava com ele, sempre estávamos metidos em confusão, Merle tinha o jeito dele de me proteger de tentar me ensinar a ser homem como ele mesmo dizia, mas não demorava a sumir de novo. — falei deixando um sorriso escapar ao lembrar de Merle.

— Sinto muito pelo Merle. — ela falou e eu assenti.

— Eu também, eu sinto falta dele, mais se ele estivesse vivo talvez eu não estivesse aqui. – falei a senti estremecer

Ela se aproximou do meu rosto como costumeiramente fazia ao me dar um leve beijo, seus lábios tocaram suavemente os meus o suficiente para fazer meu corpo reagir de desejo. Então, ela começou a afastar-se, mas eu não queria terminasse passei meu braço pela sua cintura, trazendo novamente seu corpo contra o meu, ela fitou-me com aqueles lindos olhos meio surpresa, enfim a beijei de maneira mais quente e ardente que um homem pode beijar uma mulher.

Nossas bocas exploravam um do outro, como se nossas vidas dependessem do toque de nossos lábios, da respiração do outro. Ela deu uma pequena pausa apenas para dar uma mordida em meu lábio inferior, o que inflamou ainda mais meu desejo.

Ela afastou-se minimamente e lá estavam aqueles olhos me encarando, eles pareciam poderosos, fiquei paralisado. Eu estava sem reação? Como pode eu Daryl Dixon estar paralisado por uma mulher? Mais claro não é qualquer mulher é o meu anjo de olhos verdes.

Onde estava aquela menina com rosto angelical? Ela passou sua perna por cima de mim, acomodando-se em meu colo. Ela me olhava ligeiramente de cima estando seu rosto a centímetros do meu, inclinando-se na intenção de novamente beijar-me.

Por fim, nossos lábios estavam unidos novamente, porém com um desejo imensurável.

Então comecei a beijar seu pescoço, senti sua pele, agora parecendo febril arrepiar-se, seu rosto corou. Passei minha língua pelo seu pescoço indo em direção à sua orelha terminando em uma mordida leve, como reação ela apertou suas unhas em minhas costas e soltou um gemido rouco.

— Daryl. – meu nome saiu extremamente excitante naquela linda voz rouca

— Tudo bem. – falei parando de beijar seu pescoço – Acho melhor a gente descer. – falei lhe dando um selinho.

Notas finais
E então o que acharam?