Uma luz na escuridão
28 Capítulo 28
Notas iniciais
Pov. Melissa
Os zumbis começam a se espalhar alguns vão em direção aos tiros que estão sendo disparados por Carl e Enid, não posso deixa-los chegar na casa, Lana está lá dentro junto com a Bravinha, essas coisas não vão entrar. Vou arrancando cabeças minhas Saís ganham vida e trabalham freneticamente, sinto meus braços doerem mas nada me fará parar até eles estarem todos mortos. Eles vão se amontoando a minha volta, preciso ser rápida estou ficando cercada, ouço disparos próximo, vejo Reg e Deanna pronto isso é o suficiente para que eu me distraia e em seguida estou no chão, eles se precipitam e avançam, sinto eles tocando meu corpo, chuto um que tenta morder minha perna, mais e mais se jogam em minha direção todos querendo uma única coisa, minha carne.
Sinto mãos me puxando, barulho de tiros mais pertos vejo que quem me puxa é Beth, os outros se aproximam depois de derrubar os zumbis, sinto algo queimando me lembro de sentir uma dor na mão, meu dedo, meu dedo foi mordido. Eu fui mordida não posso acreditar nisso, não posso me transformar em uma daquelas coisas, lembro se Hershel sim Hershel também foi mordido e sobreviveu eu também posso, foi só um dedo afinal quem precisa de Dez dedos? Acho que estou ficando maluca, olho para minha mão mais uma vez então para Mich ela entende o meu desespero, eu peço e ela faz.
— Precisamos cuidar disso. — ouço Beth falar — Emma. — ela completa
Minha cabeça está pesada me sinto tonta, tudo parece em câmera lenta, Lana está na escada ela me olha assustada parece está chorando quem fez minha menina chorar? Minha cabeça roda mais uma vez e a escuridão me acolhe.
[...]
— Ela vai ficar bem, ela deve ter desmaiado pelo choque.
Ouço alguém falar em algum lugar, minha cabeça parece pesar uma tonelada, o que aconteceu?
— Ela está com febre, será que foi tarde me mais?
Quem está com febre? Droga de quem eles estão falando?
Me mexo sinto meu corpo reclamar, abro os olhos e fecho novamente, a claridade me incomoda um pouco.
— Mel, amor está me ouvindo? — Daryl pergunta e sinto algo tocando minha testa
— Estou. — resmungo
Abro os olhos novamente e Daryl me olha parece preocupado.
— O que aconteceu? — pergunto me sentando rapidamente e tudo roda
— Calma. — ele me segura quando meu corpo se inclina de encontro ao chão
— Você desmaiou. — Beth fala chegando ao meu lado
Desmaiei?
— Está com dor? — Daryl pergunta
Ele olha para minha mão, sigo seu olhar e me deparo com uma bandagem.
— Não, não sinto dor. — falo
Realmente não sentia, olho em volta todos parecem abatidos.
— Deanna e Reg? — pergunto
Beth faz sinal negativo e entendo que perdemos mais dois.
— Onde está Lana? — pergunto minha garotinha parecia está chorando.
— Está lá em cima com Judy, Emma e Carl estão com elas. — Daryl fala
— Já acabou? — pergunto
— Sim. — responde tenso
— Está me escondendo alguma coisa. — falo
— Não é nada. — fala
— Não acredito, anda me conta o que aconteceu? — insisto
Ele respira fundo nesse momento Rick, Mich e Tommy entram, Mich me sorri e vem para meu lado me dando um beijo no rosto, Tommy e Rick me sorriem.
— Como se sente? — Rick pergunta
— Estou bem. — garanto
Volto a olhar para Daryl.
— Estou esperando. — falo
— Não foi nada Pimentinha descanse. — fala querendo mudar de assunto.
— Daryl Dixon eu sei que você está me escondendo alguma coisa é acho melhor começar a falar. — digo firme
Ele olha para Rick talvez buscando ajuda.
— Mel, quando Gleen e Tommy foram levar os corpos para queimar. — Rick começa
— Aí Jesus o coreano azarado foi sequestrado de novo não é? Quem foi? O que estão esperando para ir buscar aquele azarado? — pergunto já me levantando
— Calma aí. — Michonne fala sorrindo e me faz sentar
— Ei acordou. — o azarado ops Gleen entra
— Graças a Deus. — respiro aliviada
— O que foi? — Glenn pergunta sem entender
Rick o ignora sua expressão está seria odeio isso, isso significa problemas.
— Como eu ia dizendo, Gleen e Tommy junto com os outros encontraram uma pedreira ao norte daqui, e ela está cheia de zumbis, tem alguma caminhões bloqueando a saída mas alguns estão conseguindo passar. — Rick fala
Demorou alguns segundos para absorver a informação, uma pedreira então deve ser de lá que os que nos acharam vieram.
— Muitos? Tipo muitos mesmo? — pergunto
— Lotado. — Tommy fala
— Fodeu a porra toda. — resmungo
Mich da risada ao meu lado.
— Amanhã decidimos o que fazer. — Rick fala
— Vamos bolar um plano. — Daryl fala pensativo
— Vamos pra casa? — Peço a Daryl
— Mel acho melhor vocês ficarem aqui essa noite, você está com um pouco de febre. — Beth fala
— Eu estou bem Beth eu juro. — Afirmo — Quero ir pra casa, tomar um banho tirar essa roupa. — falo sentindo o fedor de sangue podre.
— Está tudo bem Beth eu fico de olho nela. — Daryl fala
Ela suspira e contra gosto concorda.
— Vou pegar a Lana. — Daryl fala se pondo em pé.
Observo com um sorriso no rosto ele subir as escadas.
— Coitadinha ela está tão assustada. — Beth fala
Olho em sua direção ela está encostada em Rick.
— Ela viu você cair, ela estava olhando da janela. — Beth fala e sinto meu coração apertar
Minha garotinha deve está apavorada, me levanto com a intensão de subir até o quarto, mas Daryl já vem com ela no colo.
— Ela dormiu. — fala tranquilo
Atrás dele vejo Carl e Emma a garota está corada.
— Ela chorou até dormi. — Carl fala
— Tadinha. — falo
— Aqui está Mel. — Beth fala e me entrega uma cartela de comprimidos — Tome se sentir dor. — completa.
— Sim Dra. — brinco
Ela me abraça forte, nos despedimos de todos e saímos da casa, Michonne insiste em nos acompanhar até em casa, as ruas estão limpas mas o clima está pesado e o cheiro da morte está no ar, chegamos a nossa casa Mich entra na frente, Daryl ainda com Lana no colo empunha sua faca se caça e eu apenas observo, seguimos pelos cômodos de baixo tudo está limpo, subimos e tudo está do mesmo jeito, Daryl coloca Lana na cama, me despeço de Mich, Daryl a acompanha até a saída.
Respiro fundo me sento na cama ao lado da pequena que dorme, passo a mão em seus cabelos ela parece tão abatida, alguns minutos depois Daryl entra no quarto.
— Quer ajuda com o banho? — me pergunta
— Está querendo se aproveitar de mim Sr. Dixon? — pergunto
Daryl arregala os olhos isso me faz rir.
— Não, eu... eu. — ele começa a falar encabulado
— Estou brincando amor. — falo sorrindo indo em sua direção — Quero sim sua ajuda, e se quiser se aproveitar saiba que nem vou achar ruim. — falo jogando meus braços em volta do seu pescoço enquanto ele enlaça minha cintura e me dá um selinho.
Pov. Daryl.
Depois do banho Melissa se deita ao lado de Lana, não demora muito e ela dorme tranquilamente, fico observando as duas dormindo, não consigo dormi e nem sei se conseguirei até ter certeza que minha Pimentinha está bem.
Ver ela cercada de zumbis foi a pior coisa que já presenciei na minha vida, a sensação de impotência que se apossou de mim naquele momento foi sem comparação.
O desespero em seu olhar ao se dar conta que foi mordida foi como se o chão se abrisse e eu afundasse cada vez mais para dentro do inferno.
Foi difícil me concentrar enquanto Beth cuidava dela, a primeira coisa que fiz quando derrubamos todos aqueles zumbis foi correr para dentro da casa, quando Beth falou que ela estava com febre eu tive uma única certeza, se eu perdesse Melissa minha vida acabaria, não seguiria seguir sem ela.
Ela se move um pouco e se aconchega mais ao meu corpo, observo a baixinha dormindo e me lembro do seu desespero ao ver Melissa desacordada, Emma teve que levar ela para o quarto e ficar lá para que ela não descesse.
[...]
O dia começa a clarear e ainda observo as duas dormirem calmamente, Lana acordou choramingando durante a noite mas ao ver Mel dormindo ao seu lado a pequena se aconchegou e voltou a dormi.
Algumas horas se passam e Lana acorda, olha para os lados e se senta na cama.
— Bom dia baixinha. — falo
— Bom dia. — responde com a voz doce e suave
Melissa dorme pesadamente talvez os remédios estejam agindo.
Lana olha ela atentamente e me olha.
— Ela está bem, só está dormindo. — a tranquilizo.
Então me lembro que antes daquela loucura toda começar a baixinha estava sentada e triste na escada de casa.
— Tá com fome? — pergunto
Ela afirma, com cuidado saiu da cama deixando Melissa dormindo, me espreguiço e estendo os braços para pegar Lana. A garotinha segue para o banheiro para escovar os dentes e logo me acompanha até a cozinha.
Carol tinha deixado alguns biscoitos, Lana se sentou quietinha lhe servi um copo de leite e fiquei a observando ela parecia triste.
— Hey Tomatinha você não me disse porque estava triste. — falo
Ela toma um pouco de leite, deixa a caneca sobre o balcão e abaixa a cabeça.
— Me fala o que aconteceu? — peço
— As outras crianças. — fala
— O que tem as outras crianças? — pergunto
— Eles ficam rindo de mim porquê eu não tenho papai nem mamãe. — fala com a voz embargada
Fico sem saber o que fazer, não na verdade quero pegar um por desses pentelhos e dar uma flechada na bunda de cada um, como eles podem fazer isso com ela?
— Molly ficou falando que ninguém me quer, que ninguém gosta de mim e que os zumbis vão me pegar. — fala chorando
Meu coração se despedaça.
— Ei olhe pra mim. — peço
Ela me olha seu rostinho está vermelho por causa do choro.
— Não ligue para o que essa garota diz, aliás para o que nenhum deles diz, você é muito especial para Mel e eu. — falo
— Você não vai me mandar embora não é? — pergunta
— Claro que não, aqui é a sua casa. — falo
Ela se joga em meus braços e se eu não a segurasse ela estaria no chão.
A coloco sentada sobre o balcão ela me olha ainda chorosa.
— Vamos lá nada de chorar, me mostre um sorriso. — falo
Ela sorri é o sorriso mais lindo e inocente que eu poderia receber.
— Sabe a Molly é muito boba, ela disse que eu não tenho papai e mamãe mas eu tenho a Mel e você, você me ensina um montão se coisas e cuida de mim e a Mel também, ela é boa parece uma mãe igual a Beth. — ela fala
— Huuum sinto cheiro de biscoitos, espero que tenham deixado alguns. — Mel fala entrando na cozinha
Mas pelo seu olhar sei que ela escutou o Lana disse, ela me dá um selinho e em seguida beija a testa de Lana e a abraça apertado.
— O que foi pequena? Estava chorando? — pergunta
Lana afirma com a cabeça.
— O que aconteceu? — pergunta
Lana me olha.
— Os pestinhas Alexandrinos estavam enchendo ela com bobagens não é pequena. — falo e ela afirma
Mel pega um biscoito e morde um pouco sem vontade.
— Dói? — Lana pergunta apontando para a mão com a atadura
— Não, nem um pouco. — fala sorrindo
Tomo um pouco de café e pego minha besta me preparando para sair.
— Daryl eu tive um sonho bem legal. -fala
— Foi? O que sonhou? — pergunta
— Sonhei que tínhamos uma filha. — fala e eu me engasgo com a saliva
— Era uma menininha muito linda e esperta, mas sempre vivia toda sujinha igual um molequinho, sempre cheia de graxa. — fala dando de ombro
— Bem mais aí você descreveu essa molequinha do seu lado. — falo e Lana sorri
— Eita e não é que é mesmo. — fala e começa a fazer cosquinha na baixinha
Ela se dobra sobre o balcão gargalhando enquanto Mel distribui cosquinha por todo seu corpo.
— Mel assim você vai sufocar a Tomatinha. — falo em defesa da pequena
Mel então para mas a pequena continua sorrindo.
— Sabe teve uma pessoinha que falou que você parece uma mamãe. — falo
Eu já sabia onde aquela conversa chegaria e eu não estava com medo ao contrário eu queria, queria tornar oficial a nossa família.
— É mesmo? — Mel pergunta
Lana afirma toda vermelhinha.
— Quer que eu seja sua mamãe? — Mel pergunta na lata
Lana arregala os olhinhos que brilham como estrelas no céu, e afirma com a cabeça enquanto quica sobre o balcão.
— Ebaaaaaaaaaaaa, então eu tenho uma filha. — Melissa começa a pular na frente da pequena e em seguida lhe abraça forte quase sufocando a criança.
— E você meu papai. — Lana fala na lata
Certo ela é filha da Melissa a apenas alguns minutos e já aprendeu a jogar a bomba assim no seco.
— Eu? — pergunto entre feliz e confuso
Ela afirma sorrindo mais ainda, tenho a impressão que seu rosto irá rasgar a qualquer momento.
Melissa me sorri ainda mais enquanto se mantem abraçada a Lana, sim eu quero, eu quero ser o Pai daquela garotinha.
— Será uma honra ser seu Pai baixinha. — falo e me aproximo mais delas, ela se joga em meus braços mais uma vez, dessa vez Mel se junta ao abraço e ficamos os três ali abraçados.
Por mais estranho que me pareça eu aceito, aceito me dar uma chance de ser feliz por completo, estou disposto a deixar meu passado para trás e seguir em frente, o mundo que acabou para alguns me trouxe uma mulher incrível e agora uma filha linda e esperta, talvez tenha sido preciso o mundo acabar para que eu pudesse encontrar o meu lugar.
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