Uma luz na escuridão
16 Capítulo 16
Notas iniciais
O cenário era assustador Rick golpeava Gareth freneticamente, Melissa estava paralisada olhando a cena, Daryl fez uma varredura rápida pelo local e se aproximou da sua garota.
Rosita e Beth examinavam Tara que estava desacordada no chão, Maggie olhava a cena atômica assim como Glenn.
O resto da noite passou rapidamente ninguém mais abaixou a guarda, quando o dia começou a clarear Rick decidiu que deveriam partir, Abraham havia concertado o ônibus que estava pronto para partir.
O padre resolveu acompanhar o grupo vendo que sua igreja já não era mais segura.
A comida foi dividida cada integrante do grupo ficaria com uma quantidade o suficiente para dois ou três dias, caso fosse necessário se separarem estavam prevenidos.
Abraham ocupava o volante, Rick estava no banco da frente ao lado de Abraham, Rosita sentou-se logo atrás de seu companheiro. Os outros se espalharam pelo ônibus.
Melissa conversava com Tara, a jovem deu um susto em todos ao ficar mais tempo do que o necessário desacordada. Daryl observava sua mulher conversando com a nova amiga, ela sorria ele admitia para si que não conseguiria mais viver sem aquele doce sorriso.
Tudo estava preparado então o ônibus ganhou as estradas.
Pov. Daryl
Ver Melissa dormindo com a cabeça em meu colo me traz uma tranquilidade sem tamanho.
O que aconteceu ontem a noite só nos fez ver que não podemos confiar nas pessoas e muito menos achar que estamos seguros.
Quando Melissa resolveu agir todos os meus instintos foram contra, mas não consegui lhe impedir a tempo, ver Melissa em ação me fez ver que aquela garota doce por quem eu daria minha vida é uma força da natureza quando se trata de proteger nossa família.
Olho para o banco ao lado Beth dorme abraçada a Bravinha, Carl está no banco mais a trás, ver aquela vadia apontando uma arma para Carl que estava protegendo Beth e Judy foi como meu mundo estivesse prestes a desabar, Carl é um pouco de cada um do grupo a Bravinha é a nossa pequena esperança e perde-los seria algo que não nos recuperaríamos nunca e ver eles ali trazia um grande alívio.
Os outros estão espalhados pelo ônibus, alguns dormem outros apenas observam a estrada.
Estamos indo para Washington, embora eu ache esse papo do cientista maluco uma bobagem.
Estamos rodando a algumas horas, já cobrimos uma boa distância do longo caminho que temos a percorrer.
[...]
O ônibus começa a reduzir a velocidade, me inclino para ver o que está acontecendo, um mar de mortos toma conta da pista.
— Melissa, acorda Pimentinha. — a chamo
Ela abre os olhos ainda atordoada e olha em volta, percebe que todos estão em alerta então pula ficando em pé no meio do corredor do ônibus já puxando suas Saís.
— O que vamos fazer? — Carl pergunta ao pai
Rick parece analisar a situação, enquanto os mortos se aproximam mais do ônibus, se eles nos cercarem estamos perdidos.
— Rick. — chamo sua atenção
Ele parece voltar a realidade.
— Da ré, anda temos que voltar. — ele fala para Abraham que começa a dar ré.
Michonne no fundo do ônibus vai dando instruções assim como Glenn. O ônibus trepida ao passar por cima dos mortos e alguns minutos depois estamos livres deles, Abraham pega um desvio que tínhamos passado antes.
— Você está bem? — pergunto
— Estou, foi só o susto mesmo. — Melissa me responde
Judy chora enquanto Beth a balança de um lado para o outro.
Melissa levanta e vai até a pequena que se joga para seus braços, Melissa sorri e beija a cabeça cá pequena, faz carinho e logo a pequena está em silêncio em seu colo, Melissa cantarola algo baixinho que a pequena presta atenção a todos os sons.
Beth olha a cena com um sorriso estampado no rosto, Rick olha para Beth com um sorriso bobo que desaparece ao perceber que eu o olhava.
Pov. Melissa.
A noite se aproximava quando o ônibus começa a falhar, todos nos colocamos em alerta, Abraham parou o ônibus no acostamento e logo desceu para verificar o que tinha acontecido, Rick a Daryl desceram juntos, peguei minhas Saís e segui logo atrás de Michonne, os outros também desceram, no ônibus ficou Beth com Judy, Eugene, Tyresse e o Padre.
Seja lá o que aconteceu foi no motor, Abraham parecia irritado.
[...]
— Vamos andando, não podemos ficar aqui parados. — Rick fala
— Rick, não podemos nos arriscar caindo na estrada agora. — falo
Ele me olha sério ele não gosta de ser questionado, mas estou pouco ligando, estamos com um bebê e um homem ferido não podemos nos arriscar.
— Temos que ir, peguem suas coisas. — ele fala
Alguns se movem.
— Rick, estamos com a Judy, o Tyresse está machucado, não podemos nos arriscar pelo amor de Deus pense. — falo mais uma vez
Ele se prepara para falar, mas Beth o corta.
— Melissa tem razão, não podemos nos arriscar na estrada agora, já anoiteceu estamos com a Judy, e Tyresse está machucado precisamos cuidar dos machucados dele e não será possível se precisarmos sair correndo no meio da noite, e o ônibus é seguro pelo menos para essa noite. — Beth o encara determinada
Ele parece ponderar por alguns minutos e finalmente concorda.
Todos se reuniram para a divisão das rondas, Daryl e eu ficaríamos com o segundo turno junto com Gleen e Maggie.
— Tenta dormi um pouco. — Daryl me fala
— Estou sem sono. — respondo
— Vem. — fala e me puxa para seu peito
Apenas fecho os olhos e fico apreciando seus carinhos.
Quando finalmente iria me entregar à escuridão dos sonhos, Michonne entra isso significa que era hora da troca de turno.
Daryl e eu ficamos responsáveis pela vigia na parte de trás do ônibus, Glenn e Maggie ficaram com a frete.
— Você não acha que Beth esta bem diferente? – pergunto
— E ela esta sim, ela é uma garota durona e passou por mai uma grande perda. – ele fala
Daryl fala sobre Beth com tanto carinho que se fosse outra pessoa eu estaria me mordendo de ciúmes mas é Beth nossa menininha, deixo escapar um sorrindo.
— O que foi? – me pergunta
— Estava pensando em Beth como uma menininha. – falo
Ele me olha sem entender.
— Não vai me dizer que não reparou nas olhadas entre ela e Rick. – falo
Quando ele esta prestes a falar uma movimentação nos chama a atenção, três zumbis saiam da floresta e caminhavam em nossa direção.
Puxo minhas Saís e caminho até eles, acerto o primeiro que se aproxima, vejo outro cair logo atrás dele, um terceiro se lança em minha direção, tentado saciar sua fome sem fim cruzo minhas Saís em um X em seu pescoço e o corto rapidamente, a cabeça rola alguns metros enquanto o corpo desaba no asfalto.
[...]
Acordo com uma movimentação e gritos, olho atordoada em busca das minhas Saís elas estão no chão do ônibus ao lado banco onde eu dormia.
Saiu correndo do ônibus e vejo Abraham dar um soco em Eugene que bate contra a lateral do ônibus e desaba em seguida batendo a testa no chão, Rosita se põe na frente de Abraham quando ele dá um paço em direção a Eugene.
Rick e Daryl aparecem correndo de dentro da floresta.
— O que aconteceu aqui? – Rick pergunta
Também gostaria de saber.
— Eugene mentiu. – fala Glenn
Todos o olhamos sem entender.
— Ele mentiu, não tem nada em Washington, ele não é cientista. – fala Glenn passando a mão em seus cabelos.
Suspiro aquilo não me abalou, pois no fundo eu sabia que não existia mais nada, não existia cura.
Beth me passa Judy e corre para olhar Eugene, Maggie já estava ajoelhada ao lado do homem caído.
Sasha e Tyresse olhavam tudo da janela do ônibus, Sasha talvez ainda tivesse esperança sobre a cura, vejo Ty passar o braço sobre seus ombros.
Abraham esta de joelhos a alguns metros, Rosita se põe ao lado das irmãs Grenne, ouço Beth e Maggie dizer para não mexerem em Eugene, todos os outros estão em alerta, Judy encosta sua cabeça em meu peito e se aconchega, beijo sua cabeça e fico ali apenas observando os outros enquanto nino a pequena em meu colo.
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