Uma luz na escuridão
22 Capítulo 22
Notas iniciais
Pov. Melissa.
Acordo sentindo alguma coisa batendo em minhas costas, durmo sobre o peito de Daryl, me viro um pouco e a pequena está sentada na cama com os olhos arregalados.
— O que foi querida? — pergunto
Ela aponta para a porta.
— Mel, o que foi? — Daryl pergunta já sentando na cama
— Não sei, acordei com ela me cutucando. — falo ainda tentando entender.
A menina continua apontando para a porta.
— O que foi querida? Fala o que você quer? — peço
Ela engatinha e desce da cama pega minha mão e me puxa, sigo com ela, banheiro ela queria ir ao banheiro, ela me olha assustada enquanto prende as pernas.
— Pode ir querida eu fico aqui. — falo e ela me puxa para dentro do banheiro
Fecho a porta e fico esperando ela usar banheiro, depois a ajudo a lavar as mãos e seguimos para o quarto.
Daryl está em pé olhando pela janela.
— Ela está bem? — me pergunta
— Sim, ela queria ir ao banheiro. — falo
A pequena vai para o canto da cama novamente se deita e fica me olhando, seus olhos são tão expressivos.
— Pode dormi querida. – falo e ela se aconchega ao grosso cobertor e fecha os olhinhos.
Daryl vem em minha direção e me abraça.
— O que vamos fazer com ela? — pergunta
— Não sei. — falo suspirando
Uma criança, não sei o que fazer, Daryl com certeza também não.
— Vem vamos deitar mais um pouco, daqui a pouco amanhece. — Daryl me chama para cama.
Nos deitamos me aconchego em seu peito mas não consigo dormi.
— Será que ela não fala? — Daryl pergunta do nada.
— Não sei, pode ser isso ou ela pode estar em choque pelo que viu lá na floresta. — falo
— Quantos anos acha que ela tem? — pergunta
— Acho que uns seis ou sete anos, ela é pequena não deve ter mais do que isso. — falo
Daryl me aperta mais em seus braços e ficamos em silêncio.
Pouco tempo depois o dia começa a clarear, Daryl dorme saiu de seus braços com cuidado para não acorda-lo pego uma muda de roupa e sigo para o banheiro.
A água quente cai sobre meu corpo, aproveito aquela sensação de conforto.
Cinto braços envolver minha cintura me viro e dou de cara com Daryl me olhando intensamente, sem dizer uma só palavra ele entra embaixo da água e cola nossos corpos.
O beijo começa intenso e feroz, minhas mãos vão para seus cabelos, em um movimento rápido estou com as pernas envolvendo seu quadril, sinto minhas costas tocar a parede gelada, deixo um gemido escapar entre meus lábios, os beijos de Daryl agora descem pelo meu pescoço em direção aos meus seios, sinto seu membro me invadir aos poucos até esta todos acomodado dentro de mim, seus lábios voltam ao meu pescoço enquanto suas mãos me ajudam no movimento de subir e descer em seu membro, os movimentos vão ficando mais rápidos e intensos, a cada estocada me sinto mais próxima do ápice, Daryl me aperta enquanto aumenta a velocidade de suas estocadas aquilo é maravilhoso e em poucos minutos chegamos ao ápice juntos.
— Bom dia Pimentinha. — sussurra ofegante em meu ouvido
— Ótimo dia. — sorrio
[...]
— Vou fazer a minha ronda, se precisar de alguma coisa é só chamar. — Daryl fala me dando um beijo na testa
— Está bem, toma cuidado e nada de ir lá fora sem mim. — falo
— Sim senhora. — ele me sorri enquanto sai
Carol bate na porta e logo entra.
— Bom dia, vim trazer alguns biscoitos, fiquei sabendo que encontraram uma criança. — ela fala
— Sim, encontramos. — suspiro
— Está tudo bem? — me pergunta sentando
— Não sei Carol, não sei o que fazer. — falo e ela me sorrir
— Mel no mundo em que vivemos tudo é arriscado, cabe a nós decidirmos o que torna o risco aceitável, se você acha que pode enfrentar tudo para manter essa garotinha segura então faça se não acha então procure alguém que possa fazer isso, mas entenda querida nem todo mundo está disposto. — fala
Não consigo falar nada fico apenas processando suas palavras.
— Bom tenho que ir. — fala me dá um beijo na testa e logo sai
Respiro fundo, um choro chega a meus ouvidos e sem pensar duas vezes já estou no meio da escada.
Chego no quarto a pequena está em pé no meio do quarto chorando, quando me vê corre e me agarra minha cintura.
— Shii, tudo bem querida, você está segura. — falo acariciando seus cabelos
[...]
— Como se chama querida? — pergunto quando ela termina de tomar o copo de leite
Ela fica apenas me olhando, suspiro derrotada ela não fala nenhuma palavra, depois que a acalmei lhe dei um banho, a ajudei a se vestir, sempre falando e perguntando as coisas e ela não falou nenhuma palavra.
— Vem vamos dar uma volta. — falo
Ela se põe em pé e segura firme a minha mão, saímos de casa o dia está nublado vejo Michonne mais a frente ela me acena e sigo até ela.
— Como está se saindo? — me pergunta olhando para a garota que acaba de se agarrar a minha cintura
— Mal, ela não fala nenhuma palavra, não sei o que fazer, fica difícil sem saber do que ela precisa. — falo frustrada
— Calma, ele está assustada quando se sentir segura ela vai falar. — me tranquiliza
— Tomara. — confesso
— Melissa, oi. — alguém chama
Me viro e Jessie vem em minha direção, ergo a sobrancelha para Mich que dá de ombro.
— Oi, Deanna falou que encontraram uma criança. — ela fala olhando pra garota
— Sim. — falo
— Bem se você quiser posso tomar conta dela, ela parece ter e mesma idade de Sam, e bem você não tem minha experiência, então posso ficar com ela. — ela fala
— Agradeço sua intenção Jessie mais você não consegue cuidar de si mesma, ela está sendo bem cuidada e ficará segura conosco. — falo
Ela abaixa o rosto meio constrangida, talvez eu tenha pego pesado mas é melhor cortar o mal pela raiz.
— Bom, você que sabe, se precisar estou à disposição. — fala e sai
Me viro para Michonne.
— Até parece. — falo revirando os olhos e Mich da risada
Sigo com Michonne e a pequena para casa de Rick onde os outros estão reunidos.
Pov. Daryl.
Faço minha ronda por Alexandria conferindo os muros, tudo está tranquilo Abraham está no portão, Sasha no ponto de vigia.
— Tudo tranquilo. — falo ao me aproximar dele
— Todo cuidado é pouco, Rick nos contou o que você e Melissa enfrentaram. — Abraham fala
Afirmo então uma moça de Alexandria se aproxima.
— Abraham, Daryl, Rick esta chamando vocês lá na casa dele, vou assumir o portão por enquanto. — fala sorridente
— Obrigado por avisar Celi. — Abraham agradece e seguimos para a casa de Rick
Entramos, Gleen, Maggie, Beth, Tyresse, Tara, Rosita, estão presentes, logo atrás de nós Sasha entra e em seguida Michonne e Melissa com a garotinha agarrada a sua cintura, aquela situação seria cômica se não fosse trágica.
Melissa se senta ao meu lado e a pequena se senta em seu colo.
Todos olham para ela e ela esconde o rosto nos cabelos se Melissa acho aquilo muito fofo, então percebo que Rick me olha com uma cara divertida.
Sem mais delongas ele começa a falar sobre o que encontramos na floresta, sem contar muitos detalhes por causa da criança, decidimos montar um grupo e no dia seguinte sair para fazer uma varredura aos arredores da comunidade.
Depois Michonne conta sobre o súbito interesse de Jessie na menina, Beth fecha a cara o que faz todos rirem, ficamos ali por mais algum tempo depois cada uma volta aos seus afazeres.
[...]
Já é noite quando entro em casa, Melissa parece abatida, ela termina de servir a pequena e sobe as escadas sem ao menos me olhar, começo a pensar se fiz alguma coisa de errado e chego a conclusão que não.
Sigo para o andar de cima é a encontro no quarto sentada na cama com a cabeça entre as mãos parece estar chorando.
— Pimentinha. — me aproximo
Ela não me olha.
— O que aconteceu? — pergunto me abaixando em sua frente
— Não foi nada. — fala limpando o rosto
— Claro que foi alguma coisa me fala por favor. — peço agoniado não gosto de ver ela chorando
Ela nega com a cabeça.
— Por favor amor. — peço erguendo seu rosto
— Não sei o que fazer com a menina Daryl, eu quero cuidar dela da melhor maneira possível, mas ela não fala nada, assim fica difícil saber do que ela precisa. — fala por fim
Sim isso é frustrante presenciei diversas tentativas de Melissa em estabelecer uma conversa mas a menina apenas fica lhe olhando e não fala nada.
— Amor, der mais um tempo para ela. — falo acariciando seu rosto
— Estou fazendo alguma coisa errada só pode. — ela reclama
— Claro que não, você está fazendo tudo perfeitamente bem. — a acalmo
Ela respira fundo seca as lágrimas.
— Vou tomar um banho e vamos jantar você deve estar faminto. — fala me lançando um sorriso triste
Lhe dou um selinho e logo ela sai só quarto, me sento na cama fico encarando minhas mãos, passos vem em minha direção ergo a cabeça e a garotinha caminha em minha direção, seus olhos estão cheios de água aquilo me parte o coração, para a minha surpresa ela para em minha frente e apoia a mão no meu rosto.
— Ela está triste por minha causa? — uma doce voz ecoa
— Ela só está meio perdida, não sabe o que fazer, ela não sabe do que você precisa e você não fala com ela. — falo
Seu rosto de anjo se contorce e logo as lágrimas tomam seu rosto.
— Ei não chora. — falo sem saber como agir
— Não queria deixar ela triste, você vai me mandar embora? — pergunta
— Ei não, claro que você não vai embora. — falo
Então Melissa entra no quarto e paralisa quando vê a garotinha, olho para ela a garota segue meu olhar ao ver Melissa corre para ela a abraçando.
— Desculpa, não chora não queria te deixar triste. — a pequena pede entre soluços.
Melissa me olha com os olhos arregalados, não entendi o que está acontecendo, bem para ser sincero nem eu entendi direito o que aconteceu.
— Tudo bem querida. — ela fala e se abaixa para ficar na altura da garota
Ela enxuga com carinho o rosto da criança, decido deixa-las sozinhas.
— Vou tomar um banho. — aviso pegando uma muda de roupas e saindo do quarto.
[...]
Aquilo era totalmente estranho para mim eu nunca tive aquilo, estávamos os três sentados a mesa, os olhos da minha Pimentinha brilhavam enquanto olhavam a pequena comer, a pequena parecia envergonhada com a atenção suas bochechas estavam vermelhinhas.
— Quer mais? — Mel pergunta é a pequena balança a cabeça.
— Não, obrigada. — fala com a voz suave
Ela olha para mim e sorri.
— Como se chama querida? — Mel pergunta
— Lana. — fala
— Bonito nome. — Mel lhe sorrir — Quantos anos tem? — questiona
— Sete. — responde e mostra com os dedinhos
— Sabe nos contar como chegou naquele lugar? — Mel pergunta — E quem eram aquelas pessoas? — completa.
— Eu estava com um grupo de pessoas antes, mais aí homens ruins apareceram e começaram a matar, Fuji com Josh, Marie, Paolo e mais algumas pessoas, mas nos separamos quando fomos atacados por aqueles mortos. — fala
— E seus pais? — pergunto
— Morreram, eu era bem pequena, mas eu lembro, meu pai foi atacado, minha mãe tentou ajudar mas foi mordida. — fala abaixando o rosto Melissa acaricia seus cabelos
Ela é tão pequena e já passou por essas coisas, tão madura para sua idade, isso está errado ela é só uma criança.
— Vocês não vão me mandar embora não é? Eu não quero ir lá fora, não quero ficar sozinha, desculpa se fiz você ficar triste. — fala já com os olhinhos cheios de lágrimas aquilo é de mais para mim.
— Ei, você não vai embora OK? Você ficará aqui conosco. — falo
A garotinha sai da cadeira onde está sentada e vem direto para meu colo. Paraliso alguns segundos sem saber o que fazer, Melissa me olha com os olhos brilhando, mas que irá derramar lágrimas a qualquer instante acaricio os cabelos da pequena em meu colo ela me olha com seus lindos olhos castanhos.
— A menos é claro que sejamos tão ruins que você decida sair correndo. — falo e ela sorri
— Eu quero ficar com vocês, vocês são bons. — fala ficando corada
— Então tudo bem Tomatinha. — falo e aperto seu nariz ela sorri.
— Já está tarde vamos dormi. — Mel fala
A pequena desce do meu colo e segue para Melissa segurando sua mão.
— Você vem? — Mel me pergunta
— Num minuto. — falo
Observo as duas subirem as escadas e penso será que estou preparado para isso? Matar zumbis é tão mais fácil.
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