Uma luz na escuridão
21 Capítulo 21
Notas iniciais
Pov. Melissa.
— Bom dia. — Beth fala entrando
— Bom dia. — falo lhe oferecendo uma xícara de chá
— Como está a Sra. Dixon? — pergunta me fazendo corar
— Estou bem futura Sra. Grimes — falo
Beth se engasga com o chá o que me faz rir, já faz uma semana desde que Daryl me pediu para ser sua mulher, uma semana de muitas provocações por parte das garotas o que sempre faz Daryl fugir delas até mesmo Michonne está se saindo melhor do que a encomenda .
— Parece que vai chover hoje de novo. — fala olhando para fora
— Essa chuva precisa parar, precisamos ir em busca de suprimentos, o inverno está se aproximando. — falo
— Será que ainda tem pessoas aí fora ainda? — fala
— Às vezes acho que não, a única coisa que encontramos é morte e destruição. — respiro fundo
— Às vezes me pergunto quando tudo isso vai acabar, um dia vai ter que acabar certo? — questiona
— Espero que sim. — falo
Algum tempo depois Michonne e Maggie se juntam a nós e ficamos jogando conversa fora.
As garotas estão preocupadas com Carol ela anda com umas ideias malucas, está obcecada pela comunidade e não parece satisfeita ela quer que Rick controle toda a comunidade.
[...]
— Tem certeza que quer ir? — Daryl me pergunta
— Claro, não vou deixar você ir lá fora sozinho. — falo
— Só vou dar uma volta pra testar a moto. — fala
— Vou mesmo assim. — falo firme
Subi em sua garupa e logo estamos fora de Alexandria, o ar gelado toca meu rosto conforme a moto ganha velocidade pelas ruas.
Daryl está feliz isso sem dúvida ele aperta minha minhas mãos que estão em seu abdômen.
Daryl para a moto por alguns instantes para arrumar alguma coisa desço e saco as Saís fico atenta ao nosso redor enquanto ele arruma a corrente da moto.
Um grito ecoa abafado em algum lugar ali perto, Daryl se põe em pé rapidamente já com a besta em punho.
— Veio dalí. — ele aponta a direção
— Vamos ver? — pergunto
Antes que ele se pronuncie o grito ecoa novamente então sem pensar muito ele já corre em direção ao grito e eu sigo atrás.
Daryl faz sinal para que eu fique perto, seguimos em silêncio e atentos, Daryl consegue localizar rastro são pessoas.
Mais alguns minutos vimos uma movimentação, Daryl me puxa e nos escondemos atrás de um tronco grosso.
Uma mulher estava amarrada a uma árvore, a sua volta tinha uns cinco homens eles pareciam se divertir com o que faziam com a mulher. Um deles em um golpe enfiou uma faca na barriga da mulher que a fez gritar e eles gargalhar, não satisfeito o miserável puxou a faca para baixo rasgando a barriga da mulher, um outro grito ecoou.
— O que vamos fazer com a pirralha? — um dos homens pergunta
Olho para Daryl apavorada e olho em volta.
— Vamos levar. — um fala
— Cara é uma criança você sabe o que eles vão fazer com ela. — um dos homens fala
— Não é da minha conta, levamos ou matamos aqui mesmo. — outro fala
Um dos homens caminha até um canto do que deveria ser um acampamento e puxa alguma coisa, ou alguém meus instintos me fazem ficar em posição de ataque quando percebo que se trata de uma garotinha de mais ou menos sete anos, a pequena está amarrada e amordaçada.
Olho para Daryl ele entende meu pedido Mudo, prepara a besta e dispara a primeira flecha, um dos homens cai, começo a caminhar direção aos homens e logo Daryl está ao meu lado.
— Larguem a criança. — falo
Os homens viram assustados em nossa direção, um aponta a arma e cai em seguida com uma flechada no meio da testa.
— Me dê a criança e talvez deixamos vocês viverem. — Daryl fala
Ele está totalmente errado se acha que vou deixar eles saírem vivos daqui, encaro os homens atentamente e os desgraçados tem o W na testa.
— Somos três contra dois. — o homem que segurava a criança fala
— Errado. — falo e mais um cai
— Agora somos dois contra dois. — falo dando mais passo.
— Mais um passo é mato a garota. — fala apertando a faca no pescoço da pequena
— Vamos ver se você é esperto, você está com uma faca, e você está com um facão. — falo apontando para o outro. – Ele tem uma besta com uma flecha que pode atravessar a cabeça de qualquer um dos dois antes que qualquer um perceba. — Falo e Daryl se aproxima
— Pra trás. — o do facão fala
Desvio meus olhos para Daryl por um segundo e ele assente minimamente, quando volto minha atenção aos dois a minha frente ele nos olhavam apavorados, em um movimento rápido atiro uma das Saís que é cravada perfeitamente no peito do que estava com facão, ao mesmo tempo em que uma flecha atravessava a cabeça do que segurava a garota.
Corro até a pequena que me olha assustada e chora.
— Calma querida não vou te machucar. — falo tirando a mordaça da sua boca, tiro uma faca da bota e corto a fita que prendia seus pulsos.
Ao se ver livre a pequena pula em meu pescoço me abraçando, fico sem reação depois de me recuperar do susto a abraço, seu corpinho treme contra o meu.
Busco Daryl com o olhar e ele cravava sua fala de caça na cabeça da mulher que estava amarrada na árvore, em seguida vem em minha direção.
— Vamos sair daqui. — ele fala
Concordo quando tento me levantar a pequena me aperta mais forte, sem alternativa a ergo no colo, ela não é tão pesada.
Vejo Daryl vasculhar uma barraca que estava mais escondida ali tinha mais dois corpos um homem e um garoto que aparentava ter a idade do Carl, senti minhas pernas fraquejar, Daryl pegou algumas coisas jogando dentro de uma mochila e jogando sobre o ombro.
— Vamos. — ele fala passando por mim novamente.
Ele pega minha Saí e ao perceber que eu não conseguiria pegar devido está envolvendo a pequena ele caminha em minha direção e a prende no suporte em minhas costas lhe entrego a outra e ele faz o mesmo processo, então saímos deixando aquele acampamento do horror para trás.
Pov. Daryl.
Aqueles desgraçados não iriam sair dali vivos lhes dei essa opção apenas para que largassem a garota.
— Vamos ver se você é esperto, você está com uma faca, você está com um facão. — Melissa fala. — Ele tem uma besta com um flecha que pode atravessar a cabeça de qualquer um dos dois antes que qualquer um perceba. — Completa e eu me aproximo sei que é hora de agir.
Melissa me olha afirmo rapidamente e quando ela vira para frente uma de suas Saís vai direto no peito do que estava com facão, disparo minha flecha e logo o que estava com a garota cai.
Melissa corre até a menina e eu começo a recolher minhas flechas, um grunhido me chama a atenção, a mulher que estava amarrada a árvore estava voltando, pego minha faca e cravo em sua testa, vejo Melissa me olhar enquanto a criança está pendurada em sem pescoço sem sinal de que irá soltar algum dia.
Olho uma barraca que estava maia escondida e lá tem mais dois corpos um homem e um garoto.
Pego algumas coisas que podem ser úteis e coloco tudo dentro de uma mochila, jogo sobre o ombro.
— Vamos. — falo para Mel que afirma
Pego sua Saí e me viro para lhe entregar, ela está com a garotinha no colo caminho até ela é coloco suas Saís no suporte em suas costas, vejo a garotinha esconder o rosto nos cabelos de Melissa.
Vou na frente a guiando de volta até a moto, no caminho alguns mortos aparecem eu os derrubo rapidamente, Melissa apressa os passos quando estamos próximos a moto.
— Daryl, atrás se você. — ela me alerta
Quando viro um zumbi se precipita e se joga em cima se mim, o empurro para longe, quando ele vem em minha direção de novo acerto sua cabeça oca com minha faca se caça.
Sigo para a moto, Melissa tenta colocar a garota no chão mais a mesma se recusa a solta-la, sem alternativa Melissa se senta com ela no meio de nos dois, a mochila coloco na frente do meu corpo e logo estamos voltando para Alexandria.
Uma chuva fina começa a cair, acelero mais a moto, as imagens do que aqueles animais fizeram com a mulher tomam conta da minha mente, e só de pensar que eles fariam o mesmo ou pior com a pequena me faz ter vontade de ressuscitá-los para poder lhes matar da forma mais dolorosa possível.
Respiro aliviado ao ver os portões de Alexandria, o portão é aberto entro rapidamente, Rick e Michonne vem em nossa direção.
— O que aconteceu? — Mich pergunta olhando assustada para a garota pendurada no pescoço de Melissa
Desço da moto e ajudo Melissa que me olha com o rosto banhado em lágrimas, puxo ela para um abraço e beijo sua testa.
— Vai ficar tudo bem. — digo a ela
Melissa segue para dentro de casa com Michonne ao seu encalço e logo ouço Beth sendo chamada.
Rick me olha atento querendo saber o que aconteceu, respiro fundo e começo a lhe contar.
Enquanto conversamos Deann se aproxima fica extremamente horrorizada com o que ouve. Rick fala que precisamos tomar precauções, pois estavam próximos a comunidade, quando a chuva começa a cair mais forte sigo para minha casa sendo acompanhado por Rick.
Estão todas na sala, a garota estava sentada no colo de Melissa e se agarrava a ela como se ela fosse sua salvação, Beth com todo o cuidado examinava a garota, e quando se deu por satisfeita.
— Aparentemente ela não está machucada, mais poderá ver melhor ao dar um banho nela, ela precisa comer também. — fala acariciando os cabelos da garotinha
Melissa concorda, então Mich, Beth e Rick deixam a casa nós deixando sozinhos com aquela garotinha.
— Vou dar banho nela, você pode esquentar alguma coisa para ela comer? — Melissa me pergunta
— Claro. — é o que consigo falar
Posso ver em seus olhos que ela está tão ou mais perdida do que eu.
[...]
Entro no quarto e a garota está deitada em nossa cama, Melissa me olha sem saber o que fazer depois do banho a garota comeu alguns pratos de sopa, sempre com os olhos grudados em Melissa, depois que terminou de comer foi direto para o colo de Melissa e ali ficou até dormi.
— O que fazemos? — ela me pergunta
— Deixa ela aí. — falo dando de ombro
— Olha ela pra mim enquanto tomo um banho. — ela pede já seguindo para o banheiro
Me sento na poltrona perto da janela e fico olhando aquela pequena garotinha que dormia.
Alguns minutos depois Mel entra no quarto já olhando para a garota.
Com cuidado ela coloca a garotinha do lado da parede,e sorri então me chama para cama.
Sigo de bom grado, aquelas últimas horas do dia fora quase intermináveis me sinto como se o mundo tivesse desabado sobre minha cabeça mais uma vez.
— Boa noite amor. — ela fala me dando um selinho e se aconchegando em meu peito.
— Boa noite princesa. — falo acariciando seu cabelo
Olho para o lado a garotinha dorme agarrada ao cobertor, puxo o nosso para aquecer minha Pimentinha e me permito ser levado pela escuridão.
Fale com o autor