Uma linda mulher

33 Será o fim?


Notas iniciais
Boa noite. Capítulo novo pra vocês!Boa leitura pra vocês!

Mari: Já chegou amor ? – Clara perdeu a respiração colocando o envelope com pressa atrás do blazer, virou se, mirando Marina, sua garganta travou, não sabia o que falar… — Clara ?

Clara: Oh sim, desculpe. — Sorriu forçadamente o que não foi percebido por Marina que estava apenas de roupão.

Mari: Ouvi um barulho aqui em baixo e decidi checar o que era… – Se aproximou, e quando foi subir as mãos para levar ao rosto de Clara e a outra a puxar pela cintura Clara desviou… Marina franziu a testa.

Clara: O Gabriel está sozinho na banheira ? Sabe que eu não gosto Marina, vá suba, me deixa preocupada… – Marina a observou por longos segundos com os olhos cravado no dela, exatamente como Gabriel as vezes fazia, ela sabia o que Marina fazia, tentava enxergar além do que ela tentava demonstrar e inferno Marina havia conseguido.

Mari: GABRIEL PODE SAIR DA BANHEIRA FILHO, A MAMÃE JÁ ESTÁ SUBINDO… – Gritou o suficiente para que Gabriel de imediato fizesse o que ela havia mandando – Há algo errado.

Clara: Não há nada errado.

Mari: Não minta para mim, onde você estava ? – Se aproximou agora não permitindo que Clara se afastasse.

Clara: Eu estava trabalhando Marina, tive um contra tempo, assim como você ás vezes, preciso resolver alguns problemas depois expediente… – Sua voz era firme, mais se realmente prestasse atenção seu corpo inteiro tremia – Marina a mirou ainda mais intensamente, Clara sentiu vontade de gritar e perguntar que direito ela tinha de lhe questionar…Sem dizer nada Marina saiu da cozinha subindo as escadas com rapidez, Clara se relaxou encostada na parede, respirou fundo caminhando rapidamente até o escritório, aonde trancou a porta , se sentando em sua mesa… Pegou o envelope nas mãos, havia o símbolo de um hospital quando o virou para ler o nome bateram na porta e logo em seguida uma voz bastante familiar chamou por ela…

Gabriel: Mamãe… – Clara se assustou, abriu a última gaveta colocando o documento em baixo de tudo – Mamãe porque você tá trancada aí dentro ? — Fechou a gaveta passando a chave que até então ficava ali intacta, pegou a mesma colocando em seu sapato, abriu a porta com pressa para receber um caloroso abraço de Gabriel…

Clara: Meu anjo, senti saudades… – Gabriel respondeu mais Clara levantou a cabeça e se deparou com a figura de Marina sentada no sofá com os olhos cravados nos seus… – Vocês já jantaram ?

Gabriel: Sim a um montão de tempo.

Mari: Tem comida na geladeira.

Clara: Eu já jantei… Eram quase 23:00 quando Clara deitou o filho na cama, havia dado trabalho para dormir, já de banho tomado apagou as luzes da casa subindo… Quando entrou no quarto Marina estava de pé na janela, apenas com uma camisola branca, Clara respirou fundo, Santo Deus aquilo era a pior tentação dos mulheres… Ela se virou notando que Clara a olhava, se aproximou a empurrando até a cama onde Clara caiu na mesma, com a respiração afobada, queria gritar e estapear a cara de Marina, dizer que sabia aonde ela havia passado a noite, e também gostaria de dizer a onde estava realmente antes de voltar para casa… Marina deitou por cima dela, e Clara sentiu o peso de corpo sobre corpo, o perfume natural do corpo de Marina parecia agora estar mais forte, fechou os olhos quando Marina começou a lhe beijar o pescoço e o colo… Precisava sair, precisava sair imediatamente debaixo do corpo dela… E quando Marina seguia lhe beijando todas as partes, Clara não pode conter as mãos e a subiu por toda a lateral do corpo de Marina lhe mordendo os ombros quando sentiu que o grau de excitação de ambas já era grande.

Clara: Marina… – tentou sair, novamente, mais soltou um gemido agudo quando sentiu sua roupa apenas ser levantada e sua calcinha levemente afastada. Clara N-n-ão…

Mari: Sim… – Clara apertou os olhos com força quando sentiu de imediato seu corpo ser penetrado com os dedos, em um firme e rápida investida.

Mari: Olha para mim… – sussurrou quando começou a se movimentar com vigor e lentamente.

Clara: Ma -ri … — Abriu os olhos apertando e puxando o lençol ao seu lado em quando mordia os lábios tentando não gritar com força, sentia seu corpo trêmulo e se derretendo cada vez quando ela se impulsinova para o interior de seu corpo.

Mari: Eu estou dizendo para você olhar para mim… – sua voz soou mais autoritária assim como seus movimentos, puxou a cintura de Clara para mais perto de si, deslizou suas mãos até a coxa da mesma a fazendo subir as pernas de encontro sua cintura… Clara arqueou as costas, mordendo os lábios e finalmente a mirando nos olhos, e a explosão ocorreu nesse momento não em seus corpos mais sim na alma… Clara sentiu que iria chorar, e Marina com a testa franzida e com o suor já dando sinais, controlava ao máximo as investidas…- O que está acontecendo ?

Clara: Não vai funcionar… — Marina baixou o rosto em direção ao dela, e pela primeira vez lhe beijou o lábios com rapidez e nenhuma delicadeza, ela lhe mordeu os lábios contendo mais um alto gemido…

Mari: Para mim…Olhe para mim… – Repetiu quando ela tentou desviar o olhar para qualquer ponto, isso não podia estar acontecendo, Marina não estava jogando limpo, Clara não tinha para onde correr, cravou as unhas nas costas de Marina quando os movimentos se intensificaram se olharam nos olhos novamente e teve força para então sussurrar quando o prazer absoluto se apoderava de seus corpos.

Clara: Aonde você estava ? – Marina a olhou nos fundo dos olhos e negou com a cabeça, em quanto franzia a testa lutando para manter a consciência sã.

Mari: Trabalhando… – Clara soltou um gemido alto quando Marina lhe beijou o pescoço puxando levemente seus cabelos.

Clara: Eu também estava trabalhando… – Clara a olhou nos olhos, e parecia que todo o prazer havia desaparecido, porque Marina havia mentido, e ela sabia disso.

Clara: Continuou a olhar Marina, e ela pareceu perceber o que havia acontecido, franziu testa praticamente não entendendo, lhe beijou os lábios mais Clara já parecia não corresponder… Avançou os movimentos a apertando ainda mais contra si, sua aliança brilhava no dedo em que a mãos de Marina pressionava suas pernas para cima e contra ela.

Mari: Não faça isso… – Suplicou, sentindo que o corpo dela esfriava em quanto Marina quente tentava reanimar as chamas e Clara com os olhos cravados nos de Marina não dizia nada.

Mari: Gritou esperando que ela respondesse, mais tudo o que conseguiu foi que Clara virasse o rosto para o lado e logo em seguida virasse seu corpo também a deixando de bruços no colchão… O que havia acontecido, seu corpo ardia e seu celébro tentava processar, Marina não dava mais prazer a Clara, não conseguia mais satisfazer Clara, com o lençol se cobriu sentando se derrotada na cama, Clara havia se levantado, arrumado a roupa e os cabelos e havia seguido para fora do quarto.

Marina arrumou também a camisola que nem ao menos havia saído do seu corpo, abriu a porta saindo em disparada atrás de Clara… Ela estava na escada, a puxou pelo braço, Clara bateu de frente com a dura parede do peito de Marina, a olhou nos olhos mais uma vez.

Mari: O que aconteceu ? – A segurou calmamente pelos braços, incrédula, não podia acreditar que havia falhado com Clara – Fui eu, foi você ? – Clara não respondia, permanecia calada a mirando sem uma expressão que se pudesse dar nomes , a chacoalhou de leve Clara.

Clara: Vai acorda o Gabriel Marina… – Respirou fundo saindo dos braços de Marina tirando o suor da testa.

Mari: O que você está falando ? – Desce as escadas com pressa se colocando na frente de Clara – Eu vi nos seus olhos, isso jamais havia acontecido antes Clara.

Clara: Não aconteceu nada Marina.

Mari: Como não aconteceu nada ? – Tirou os cabelos do rosto, seu corpo inteiro tremia – Santo Deus foi algo que eu fiz, eu machuquei você ? – Colocou as mãos no rosto dela.

Clara: Não você não me machucou.

Mari: – Então o que houve ? O que houve Clara?

Clara: Eu apenas… – Desviou o olhar – Não tive prazer…. – E Marina a olhou, incrédula, Santo Deus ouviu o grito de Clara em seu ouvido, estava louca de prazer, podia sentir… Baixou a cabeça com a testa franzida e a mente dando voltas e mais voltas…Havia falhado na única coisa que os mantinha mais próximos o possível… – Clara segurava o queixo trêmula observando cada reação de Marina, seu corpo simplesmente havia parado de responder e esfriado em questão de segundos, queria dizer que havia sido Clara não Marina, mais Marina havia mentido, em sua cama, dentro de seu corpo era de mais.

Mari: Eu… Eu sinto muito Clara… – A olhou completamente confuso, sua cabeça vagava para longe, se virou subindo as escadas com pressa quando parou na ponta da escada sem a mirar questionou – Você mandou lavar fora meu blazer cinza ? – Clara engoliu a saliva Mandei… Porque ?

Mari: Em que lavanderia ?

Clara: A da esquina, porque ? – Marina gelou na hipótese de Clara ter revirado os bolsos para ver se havia alguma coisa que não poderia ser molhada.

Mari: Viu se tinha algo nos bolsos ? Acho que havia um documento por lá.

Clara: Não, não havia nada, olhei nos bolsos… – Marina assentiu desaparecendo de sua vista, e Clara franziu a testa cerrando os dentes, sentiu vontade de pegar o porta retrato, tirado no final de semana e atacar na parede o quebrando em milhares de pedaços, olhou o relógio em quanto caminhava até o escritório silenciosamente, já era tarde tardou os passos, deu a volta subindo de volta para a escada quando ouviu seu celular tocar, atendeu se distanciando novamente até a sala de estar sentando se no mármore da janela eram cerca de quase 00:00, quem seria a essa hora.

Clara: Júlia, está maluca ligar para a minha casa a essa hora ?

Júlia: Me da uma chance Clara eu posso conquistar você.

Clara: Já dei minha resposta que é não.

Júlia: Vamos jantar amanhã Clara?

Clara: Não Júlia, e não é para você ficar ligando pra mim.

Clara fechou o celular sentindo um aperto enorme no coração, seu corpo tremia, olhou para trás na sensação de estar sendo observada mais não era nada, apagou a ligação do celular subindo direto para seu quarto… Marina dormia , com calma se deitou nos lençóis ainda revirados por ela própria, se cobriu com o mesmo lençol fazendo o máximo de esforço para não encostar e acordar Marina...... Quando levantou parecia que a horas não tinha passado, Marina havia saído, mantendo sua rotina acordou Gabriel com beijos e abraços já pronta, viu a agenda do filho o ajudando em algumas coisas e respondendo as milhares de perguntas típicas de crianças, saíram,logo após de deixar o garoto na escola com um beijo na bochecha, se direcionou ao escritório, tinha reunião logo cedo, ajeitou os cabelos no elevador, cumprimentou a Karla.

Clara: Bom dia Karla, aconteceu alguma coisa?

Karla: Clara… — Entrou junto com Clara na sala da mesma – Então todos a esperando para reunião…

Clara: Sim, estou no horário, mais fora isso ? Está tudo bem ?

Karla: Falou com a senhora Meirelles essa manhã ? – Não sei o que acontece, parece fora desse mundo, não responde quando lhe perguntam, fui chamada mais de 10 vezes para dar informações que só a senhora e ela sabem.

– Clara franziu a testa, Marina estaria tão descontrolada pelo fato de não terem feito sexo ontem ?

Clara: Não, não falei com Marina essa manhã…. Está descontrolada ? Peça para ele vir na minha sala Karla.

Karla: Não adianta senhora, parece mudo, nunca vi a senhora Meirelles dessa maneira, Flavia pergunta pela senhora de 2 em 2 minutos… – Clara pegou sua pasta e se dirigiu para a sala, estavam todos em um mais profundo silêncio, mirou Júlia que lhe soltou um sorriso sensual, Flavia parecia subir pelas paredes de tanto nervoso, e os demais administradores a observavam, todos com muita curiosidade.

Clara: Bom dia Senhores e senhoras — Se sentou em sua cadeira, na outra ponta da mesa de frente para Marina, que mantinha o olhar perdido com a cabeça baixa – Ouviu um baixo Bom dia, e olhou para Flavia que pedia por socorro – Bom o assunto em questão é que precisamos contratar mais 13 funcionários para a filial de Madrid… – Todos se voltaram para Marina esperando que ela falasse algo, mais o absoluto silêncio permaneceu.

Flavia: Marina ? – Ela mirou Flavia um tanto perdida, olhou as pessoas na sala e seu olhar chegou por fim em Clara, depois de a olhar se levantou pegando sua pasta saindo da sala , Clara engoliu a seco incrédula, todos rapidamente olharam para ela, ali agora não estava sendo apenas Clara a presidente das empresas Venturini, mais sim Clara Meirelles esposa de Marina Meirelles que parecia ter surtado.

Flavia: Clara por favor… – Ela se levantou séria, pediu desculpas ao senhores e senhoras presentes, caminhando até Karla.

Karla: Acabou de descer senhora…

Clara: Disse para onde iria ? – Caminhou até o elevador o chamando.

Karla: Não, não disse nada.

– Clara pegou o elevador descendo com pressa, seu instinto gritava para que fosse mais rápido e a alcançasse, mais derrepente apertou o botão do elevador para que parasse , encostou se na parede fria de metal respirando fundo, “nada disso” desceu até o térreo, e sem sair do elevador apertou novamente o botão para subir desceu no andar sorriu nervosa para Karla voltando para a sala.

Clara: Marina teve que resolver alguns problemas, pediu desculpas, podemos continuar ?

Eram quase 19:00 quando Clara chegou em casa com Gabriel no colo, dormia profundamente , mais bastou o colocar na cama para que ele se remexesse e acordasse sorrindo..

Clara: Pesei que estava dormindo.

Gabriel: Cadê a mamãe mãe Clarinha ?

Clara: Está trabalhando se lembra ? Ela já chega meu amor, agora já para o banho para jantarmos… – Gabriel sorriu se levantando.

Gabriel: Posso colocar a roupa do super homem ? – Clara sorriu assentindo, o colocou no chuveiro, para depois com a porta aberta retirar as sandálias de salto fazer um coque nos cabelos, fizeram a maior bagunça no chuveiro, era espuma para todos os lados, quando por fim desceram, Gabriel se sentou na frente da televisão, pulando no sofá assistindo seu desenho preferido, Clara foi direto para a cozinha, Nelita havia deixado um bilhete dizendo que havia saído mais cedo, e não havia deixado comida pronta, Clara não se enfureceu, a senhora havia avisado ,abriu os armários pegando algumas panelas, em uma hora, havia feito uma comida deliciosa e bem colorida, em quanto esfriava, deu uma espiada em Gabriel, tomou um banho rápido colocou uma calça preta de moletom uma blusinha agarrada ao corpo mais que não deixava sua barriga a mostra branca, prendeu os cabelos em um rabo casual meio despenteado de cavalo,olhou para o relógio já eram quase 20:00 olhou na janela e baixou a cabeça ao ver o carro de Marina naquele momento estacionar, sentiu seu estomago revirar, Droga porque Marina havia feito isso ? Gabriel correu ao ouvir o barulho da tranca da porta.

Marina deixou a maleta em cima da bancada pegando e abraçando com força Gabriel, que sorria animado.

Gabriel: Olha só a minha roupa, é do super homem… – mostrou a Marina que sorriu.

Mari: Minha nossa, então quer dizer que estou protegida, tenho um super-herói dentro da minha própria casa… – Gabriel assentiu sorrindo – já jantou ?

Gabriel: Não, vamos jantar agorinha, sente o cheiro, foi a mamãe que cozinhou hoje… – Deu um gritinho animado caminhando novamente até a sala no colo de Marina que com cuidado o jogou no sofá arrancando gargalhadas de Gabriel…Virou-se e se deparou com Clara, ela estava séria, não a olhou nos olhos, se aproximou lhe dando um beijo rápido com seus corpos afastados…

Mari: Boa noite… – Ela nem ao menos se deu o trabalho de responder, Marina subiu as escadas entrando direto no chuveiro… Gabriel ficou estático olhando para Clara, que engoliu a saliva respirando com dificuldade.

Marina estava com Elisa ? Havia passado o dia inteiro fora…Olhou para o filho e conseguiu sorrir, Gabriel não fez nada apenas ficou a observando.

Gabriel: Você está brava com a mamãe ? – Clara se aproximou.

Clara: Imagina meu bem, está tudo bem ! Estamos apenas cansadas do serviço ! Trabalhamos bastantão hoje ! – Gabriel assentiu se sentindo seguro das palavras de Clara, esperaram mais alguns minutos e Marina desceu, estava com uma calça preta das tantas que tinha, bem larga e o hobbie por cima de seda também preta, sentou se a mesa, em quanto Clara servia a comida, jantaram em silêncio respondendo apenas algumas perguntas de Gabriel, depois da sobremesa e de assistirem um pouco de televisão Marina botou o garoto na cama, em quanto Clara se dirigia até o escritório, sentou se na mesa observando que estava sozinha.

A chave da gaveta já estava no bolso, deu uma última mirada por todo o ambiente, abriu a gaveta percorrendo os papéis até encontrar o pequeno envelope, o olhou bem e por fim achando a identificação Elisa Rodrigues Vieira, seu estomago se contorceu e sua testa na mesma hora se franziu, o que Marina fazia com alguma espécie talvez de exame de Elisa, olhou atenta para frente, voltou à atenção para o envelope que já estava aberto , tirou as folhas sentindo seus dedos trêmulos porque mesmo antes de ler, Clara sentia e sabia do que se tratava, levou a mão na boca contendo o grito de horror arregalou os olhos lendo o final do exame, Elisa estava Grávida, Elisa estava grávida da sua mulher, sua mente começou a ficar cada vez mais lenta, e seu rosto perdeu a cor com tal velocidade que se não estivesse sentada tinha a certeza de que estaria caída no chão, sentiu náuseas, gritar, tinha que gritar, mais sua voz não saia nada, seu corpo parecia não reagir aos seus estímulos nada, olhou para o telefone ao seu lado, não havia uma gota de lágrima em seus olhos, o que parecia ser pior ainda, parecia então que cada vez mais rápido um nó gigante se formava em sua garganta e seu estomago ameaçava jogar qualquer alimento para fora.

Clara: Pensou será que Marina tinha pediu que Elisa fizesse o tratamento para engravidar.

Ligar para Flavia, seria um tremendo incomodo, ela deveria estar nos braços do marido agora, tentou se acalmar de qualquer maneira, de qualquer jeito,respirou fundo, olhando mais uma vez o exame, Sophia, sua mente rapidamente.

O telefone discou rapidamente o número de Sophia que havia ficado em sua memória por uma brincadeira delas a muito tempo.

Sophia: Alô ? – sua voz parecia meio sonolenta, Clara apertou os olhos instigando seu corpo a falar.

Clara: Sophia ? – Sua voz saiu trêmula.

Sophia: Clara é você ?

Clara: Sim sou eu…– Poderia se encontrar comigo agora?

Sophia: Aconteceu alguma coisa ? Sua voz parece estranha.

Clara: Oh esqueça, foi uma grande besteira ter ligado mais é que… – sua voz lhe faltou sentia que o nó havia sido lentamente desfeito, Santo Deus iria romper em lágrimas.

Sophia: Não, de maneira nenhuma, sabe onde eu moro, venha até aqui, e tem um bar e gente pode se encotrar lá.

Clara: Sophia eu não.

Sophia: Vem minha amiga você precisa de desabafar e Marina está ai ? – Clara assentiu, mais notou que estava sozinha não na frente de Sophia.

Clara: Está… – sua voz saiu em um fio, parecia que a estavam esfolando viva.

Sophia: Diga que Karla ligou e precisa de você urgente na empresa, é algo que só você pode resolver e que não sabe que horas voltará para casa.

Clara: Minha esposa não é burra Sophia…Ela é esperta – ironizou com o pouco de força que tinha – Ela é bem esperta.

Sophia: Então apenas saia, não diga nada, ela já está dormindo ? – Clara se sentia uma garota perdida, da qual cometia o pior pecado e o maior erro nas costas dos pais.

Clara: Sim já está…. Sophia – Então venha, querida estou esperando por você.

Clara: Ok… – respondeu sem muita coragem, encontrou forças desligou o telefone, se levantou com as pernas bambas, e guardou o exame no lugar trancando a gaveta, seu peito apertou, parecia que alguém lhe arrancava o coração do seu devido lugar, indo até a lavanderia calçou seus tênis de corrida, e do varal tirou um moletom largo preto de Marina, por alguns segundos o ficou apertando de contra o rosto, e quando o tirou do rosto, seus olhos estavam tão vermelhos de raiva, que se assustou ao olhar seu reflexo no espelho do lavabo… Seus dedos apertaram a toalha,com força fazendo com que suas mãos ficassem até amareladas, olhou novamente no espelho, baixou a cabeça subindo as escadas com cuidado , foi até o quarto de Gabriel o beijando nas bochechas o pegou no colo o levando até seu quarto, aonde entrou com extremo cuidado, Marina dormia, e sua vontade era de a acordar e lhe estapear o rosto até que aquela maldita canalha que tanto amava perdesse a razão.

Colocou Gabriel na cama o cobrindo, caso o garoto acordasse teria a Marina ao seu lado, planejava voltar antes do amanhecer, pegou sua bolsa e saindo do quarto após dar outro beijo em Gabriel. Na hora em que ouviu a porta ser fechada, Marina abriu os olhos, que até então foram fechados com pressa quando sua esposa havia entrado no quarto, ao ouvir novamente o barulho do carro arrancando olhou para o lado vendo o filho adormecido e confortável… Levantou-se com as pernas trêmulas, a onde ela havia ido ? Viu o bilhete na sala de estar em cima da mesa.

“Karla

me ligou dizendo que estava com um problema pessoal e precisava da minha ajuda, Gabriel acorda a noite para tomar um copo de água, fique

atenta…”

Clara.

Seus olhos rapidamente se fecharam e a mão na qual sua aliança apertava seus dedos pela força do ato de amassar o papel se tornava amarelada, viu o escritório aberto, em quanto com a cabeça baixa apertava o maxilar se dirigia lentamente até o mesmo, suas pernas estavam bambas, e seu coração batia acelerado , já no ambiente sentiu o perfume natural do corpo da esposa, apertou os olhos tentando organizar seus pensamentos e aquietar algo que o corria por dentro, na realidade sabia o que era, se sentou olhando para o telefone,o pegou discando o botão que discava novamente a última ligação o levou ao ouvido apertando os dentes quebrando uma caneta que estava em suas mãos…Chamou e chamou e com a voz de quem parecia estar correndo para atender.

Sophia: Clara é você ?– O silêncio se fez presente do outro lado da linha, então Sophia tornou a perguntar – Quem é ? – Depois de mais alguns segundos desligou o telefone, talvez era engano, Marina que estava com os olhos tão fechados que começava a sentir tontura, seu corpo cambaleou até cair na cadeira, com o telefone ainda no ouvido conseguiu abrir os olhos, tudo estava tão embaçado, seu coração batia com força, e suas pernas formigavam fazendo com que ela não as sentissem, ela não respirava, e seus lábios estavam um tanto mais trêmulos do que o resto de seu corpo, sem prestar muita atenção no que fazia Marina deixou o telefone cair de seu ouvido e assim, de suas mãos fazendo um tanto de barulho quando o mesmo caiu no chão, com a mão trêmula a levou até os olhos os tapando da claridade que agora parecia cega la, sua mulher, sua esposa, a essa hora estaria fazendo o que com Sophia prque mentiu falando de sua secretária precisava dela. Seu celébro parecia, ter se desconectando da realidade , Marina queria levantar, santo Deus ela precisava apenas levantar e… O que ela faria ? O desespero começou a tomar conta de seu corpo, e o rosto se pôs ainda mais pálida, tentou controlar a respiração, respirando fundo, com as mãos ainda lhe tapando a visão, por fim quando se deu conta de que poderia sequer em pensar ordenar algo para que seu corpo fizesse o murro veio bem no meio do estomago, seguido de outro tapa forte, que latejava em seu rosto, parecia que alguém estava lhe dando uma surra, e Marina não tinha como se defender, não tinha como se proteger, se assustou com Gabriel, que estava parado na porta do escritório, a mirando assustado e choroso.

Gabriel: mãe tive pesadelo… – Marina a mirou com a testa franzida, estendeu os braços e com um biquinho de choro, e a cabeça baixa Gabriel se deitou no colo de Marina, encostando a cabeça no vale entre seu ombro e seu pescoço… – Eu chamei a mamãe Clarinha mais ela não estava lá na cama… Cadê a mamãe ? – Marina fechou os olhos, deixando de lutar permitindo que a total liberação de seu controle fosse cedida, mais o pior de tudo, era que ela não conseguia chorar, Santo Deus para aliviar essa maldita dor, permaneceu em silêncio alisando a cabeça de Gabriel, o abraçando cada vez mais contra seu peito , sentiu a respiração tranquila do filho, o que significava que ele já havia adormecido novamente, suas pernas estariam boas o bastante para que ela se levantasse? Ainda mais com o Gabriel em seu colo, fez o teste e passou, subiu as escadas com cuidado, depositando o garoto em seu quarto, acendeu o abajur encostando a porta, se direcionou para o seu, sentando em sua cama vazia e longa, passou a mão pelo local onde Clara dormia, para depois lhe cheirar a camisola que guardava debaixo do travesseiro, franziu a testa novamente sentindo uma pontada, olhou o relógio, já se passavam quase das 2 da manhã , nunca a madrugada havia sido tão gélida, deitou se ao seu lado, deixando a camisola de Clara que havia caído de sua mão no chão, fechou os olhos, Céus era por isso que Clara não havia sentido prazer, era isso porque ela não o procurava mais na cama,séra havia outra, outra que satisfizesse suas vontades e te desse o calor e a segurança que ela nunca deu…Por mais que tentasse achar um culpada, somente uma figura vinha a sua frente, a dela mesma.

Sophia: Espera Clara na porta do bar estava preocupada com sua amiga nunca viu ela tão desesperada.

Clara: Chegou com cara de choro e Sophia foi logo abraçando e perguntado o que houve?

Sophia: Vendo o estado de Clara levou ela para sentar em uma mesa no canto do bar.

Clara: Marina me traiu Sophia, e pior e sua amante está grávida.

Sophia: Eu te avisei Clara para você não acreditar na Marina. Quem é a moça.

Clara: É a Elisa.

Sophia: A Marina não presta mesmo. O que você vai fazer agora Clara?

Clara: Acabou amiga meu casamento.

Notas finais
Obrigada, pelos comentários de vocês! Desculpem os erros Beijos.