Uma linda mulher
32 Desconfiança
Notas iniciais
Flavia: Elisa foi a secretária da minha irmã.
Clara: Eu sei bem quem a Elisa é Flavia, e há um longo tempo…
Flavinha: Clara eu… não se sinta culpada… – Flavia franziu a testa.
Flavinha: O que ela queria no Clube, ela trabalha em outra filial.
Clara: Não sei, Marina trocou algumas palavras com ela, mas decidi não falar mais no assunto..
Flavia: Sim, Elisa não trabalha mais com a gente Clara, a transferimos para outra filial…
Clara: Mesmo se ela estivesse lá não me preocuparia Flavia, demos outra chance para esse casamento, e a primeira bobagem que sua irmã fizesse ela saberia que estava tudo acabado…
Flavia: Clara, às vezes sinto como se o casamento de vocês estivesse atado por um fio, e no primeiro erro esse fio se quebraria mandando tudo pelos ares, um filho nunca bastará para manter um casamento de pé, o Gabriel está crescido, você não pode esperar para que a Marina erre para que tudo se perca novamente… – Franziu novamente a testa segurando as mãos de Clara: Vocês são humanas, e se você for à próxima errar, e não ela errar novamente Clara?
Clara: Está tudo bem de verdade. – Sorriu – Esse final de semana foi maravilhoso mas é que fiquei encucada com Elisa, porque todo tempo ela nos observava e chorava, fui até ela mas ela fugiu assustada como se eu fosse a matar.
Flavia: Elisa sabe quem é você Clara.
Clara: É natural que saiba mas... bom esqueçamos disso.. E seu casamento como anda?
Flavia: Maravilhosamente bem, sabe achamos que é uma boa hora para termos um bebê.
Clara: Oh que coisa mais maravilhosa! – sorriu radiante — Mais um bebê na família, Marieta deve estar radiante! – Flavinha sorriu assentindo, o almoço foi tranquilo, logo quando deu o horário Clara voltou para o escritório, fez sua higiene e retocou a maquiagem, já eram quase 17:00 quando Karla avisou que já estavam todos presentes na reunião…Saiu de sua sala com sua pasta, encontrou com Marina no corredor lhe deu um sorriso e ela lhe mandou outro, disse que Clara podia ir andando que ela já iria, Clara entrou na sala cumprimentando todos os presentes, lançou um sorriso para Luiza que correspondeu na mesma intensidade, cumprimentou Júlia que estava sentada duas cadeiras depois da ponta onde Clara havia se sentado já abrindo sua pasta revisando alguns documentos, logo em seguida Marina entrou na sala desligando o celular com o semblante um tanto preocupada, de cara olhou para Júlia que coincidia estar olhando para Clara, que lhe dedicava atenção sobre algo que falavam, Clara sentiu a mirada pesada em cima de si, desviou o olhar de Júlia, olhando para Marina que ergueu as sobrancelhas lhe informando que não gostava da cena, Clara sorriu franzindo a testa, sorriu para Flavia que também entrava e se acomodava…
Mari: Boa tarde senhores e senhoras... – Também abriu sua pasta – Esta reunião foi convocada, para que as empresas Meirelles e Venturini, dessem boas vindas e apresentassem a nova diretora financeira, Júlia Neves, seja bem vinda Júlia… – Júlia assentiu sorrindo a todos presentes na sala, principalmente a Clara, na qual deu uma atenção especial, Luiza franziu a testa e olhou para Marina que continuava com o semblante séria.
Júlia: Agradeço, a oportunidade especialmente por essa linda mulher, muito obrigada Clara, senhora Marina, e a todos presentes garanto que não vou decepcioná-los… Por mais que eu tenha analisado, essa parceria de empresas são uma das mais raras que jamais passaram por algum problema financeiro, e estou aqui para que isso continue acontecendo.
Clara: Assim esperamos senhorita Júlia, bom acho que já falamos tudo, alguém nessa sala tem alguma objeção que a senhorita Neves se junte ao nosso grupo nessas empresas?
Luiza: Pelo que vi aqui, a senhorita está apenas substituindo a licença de 8 meses do senhor Stephan?
Júlia: Exatamente senhora Luiza.
Clara: Mais alguma pergunta?
Luiza: Não, creio que não… É só. Marina?
Mari: Nenhuma pergunta… Muito obrigada pela atenção senhores e senhoras, por hoje é só… Todos assentiram e aos poucos saíram da sala principal de reuniões permanecendo apenas Júlia e Luiza na sala…
Luiza: Vejo que reparou muito bem na beleza da senhora Clara não é mesmo senhorita Júlia.
Júlia: Exatamente senhora Luiza.
Júlia: Sim, é uma mulher muito bela… – Marina que entrava na sala levantou a mirada segurando sua pasta…
Luiza: Sabe, a esposa de Clara é bem nervosa quando se trata de algo sobre ela… – Marina sorriu e aproximou-se de ambas as presentes…
Mari: Obrigada Luiza, mas tenho certeza que a senhora Júlia não precisará de conselhos, para se manter bem longe da minha mulher… – Júlia parou de sorrir mirando Marina.. – Sabe, vou te confessar uma coisa… – aproximou-se ainda mais mirando Luiza e Júlia ao mesmo tempo… – Entendo que apreciem a Clara, ela realmente é uma mulher magnífica dos pés a cabeça, mais há uma só coisa que me incomoda… E Luiza sabe bem o que é.
Júlia: Senhora Meirelles.
Mari: Não se constranja senhorita Júlia… você acaba de chegar, e eu acabo de dizer que Clara é a minha mulher, e me ponho louca quando outra pessoa além de mim ou seja a mulher dela a olha dos pés a cabeça como você fez hoje… Estamos entendidas, senhorita Neves?
Júlia: Sim, senhora Meirelles…- Engoliu a saliva – Me desculpe mas realmente sua mulher é extravagantemente bela… Não foi a minha intenção ofender a você… – Marina sarcasticamente respondeu
Mari: Não me ofendeu Júlia, e fico feliz que tenha entendido rapidamente o que a senhora Luiza leva anos para entender, e mesmo assim continua batendo com a cabeça na parede como um pobre retardada… – Luiza bufou deixando a sala, enquanto Júlia estática se dava conta de que devia ter seguido os conselhos de karla – Por hoje é só, tenha um bom dia senhora Neves.. – Júlia mordeu os lábios se retirando da sala, e em seguida Clara entrou na sala se apoiou na mesa enquanto Marina revisava novamente alguns documentos deixados na mesa, havia ouvido uma parte da conversa.
Marina: Hum... Não seja tão tola com elas, Clara.
Clara: Ela apenas havia sido gentil, Marina.
Mari: A maioria das mulheres costumam ser bastante gentis com você.
Clara: Não me diga, talvez ela não sejam sempre tão arrogantes Marina.
Mari: Não quero discutir com você…
Clara: O que, que foi? Você está preocupada estressada, tem alguma coisa errada, até hoje de madrugada estava tudo bem? O que você tem agora?
Mari: Não tenho nada, Clara me desculpe, ok? – se aproximou.
Clara: Não, não está tudo ok, porque se eu proibisse cada mulher que a acha maravilhosa de se aproximar de você teríamos um grande problema.
Clara: E para de me tratar como se eu fosse sair com o primeira que me achar maravilhosa… – Marina se calou respirando afoita olhando nos olhos… enquanto Clara se controlava ao máximo para não elevar mais ainda seu tom de voz… – Eu não sou a sua boneca preciosa Marina, que você deve avisar a todos que tentam se aproximar de mim quem é minha dona…Eu faço não isso com você… Não faça mais isso comigo…
Mari: Minta e diga que você não percebeu como Júlia sorria para você.
Clara: Marina não importa a maneira como qualquer umas delas irá sorrir para mim, mas sim a maneira de como eu vou sorrir a você…Me escuta, eu não quero brigar… – Marina se distanciou sentando do se na poltrona de couro preta…
Mari: E não posso perder você! – Clara se aproximou se sentando no colo dela lhe abraçando.
Clara: Você não vai me perder.
Mari: Eu tenho medo de que algum dia uma delas apareçam, te ofereça o mundo e você simplesmente vá…Tudo já foi tão errado Clara… – Apertou-a forte pela cintura.
Clara se calou não respondendo nada, se levantou olhando o relógio.
Clara: Preciso ir buscar o Gabriel na escola… – Marina se levantou se aproximou de Clara para a pegar pela cintura e depois pela nuca, dando-lhe um caloroso beijo nos lábios, aproximou ainda mais seus corpos, encostando Clara na mesa, lhe mordiscou o lábio inferior, sugando sua língua para depois voltar a beijá-la, de forma ainda mais rápida e possessiva… Subiu suas mãos pelas pernas da mesma e agora foi a vez de Clara mordicar-lhe os lábios, beijando-a com ainda mais entrega, com muito custo Marina se separou, pegou sua pasta e se despediu da esposa… Clara se desencostou da mesa, quando percebeu que algumas pessoas ainda presentes olhavam para dentro da sala, haveriam elas escutado alguma coisa? Passou as mãos nos cantos dos lábios limpando o batom borrado, os cabelos tiveram sorte por estarem presos, se colocou de pé desamassando as dobras do terninho, respirou fundo, pegou sua pasta saindo da sala… Após buscar Gabriel na escola, ambos os dois decidiram jantar fora, já que Marina não viria mesmo para a casa, Clara parou em um restaurante simples e aconchegante onde jantaram, conversando sobre as diversas aventuras de Gabriel pela manhã e pela tarde na escola, voltaram para casa, ambos tomaram um longo banho, e sentaram se para logo Clara ajudar o garoto no dever de casa… Marina estacionou o carro em frente ao hotel, apertou o alarme quando se direcionava rumo a entrada. Apenas com algumas palavras pegou o elevador, cheirou seu blezer, o perfume de Clara estava impregnado nele, mordeu os lábios chegando no andar desejado… Caminhou até o quarto onde bateu na porta Elisa logo atendeu se afastando para que ela entrasse…
Clara abriu os olhos percebendo que estava deitada bem no meio da sua cama, olhou o relógio, já era madrugada, olhou suas roupas, ainda nem havia tomado banho, se levantou tirando o terninho, indo até o quarto de Gabriel, notou que o garoto dormia tranquilo o cobriu até o pescoço, para depois depositar um beijo na testa do mesmo, saiu do quarto encostando a porta, eram mais de 2:00 horas da manhã, e não havia sinal de Marina, se sentou no sofá deixando tudo o que havia segurado fluir naturalmente em sua mente, Maldita bastarda e ordinária, eram 3:00 da manhã, Inferno... jantares familiares iam no máximo até as 22:00 , nenhuma ligação nada…Levantou-se caminhando de um lado para o outro, pegou o telefone nas mãos, mas não ligaria, não diria nada, tomou um banho rápido e voltou a se deitar, sem conseguir pregar os olhos a raiva começou a se transformar em preocupação, onde ela estava? Era tarde e além do mais Marina havia dito que voltaria depois do jantar.
~.~
Elisa: Marina, eu estou grávida.
Marina: De quem?
Elisa: Robert, eu sei que ele é marido de sua irmã mas a gente se envolveu e eu sinto muito. Me ajuda Marina.
Mari: Com pena de Elisa que chorava abraçou passando conforto a ela. Eu vou conversar com ele Elisa e vou levar seu exame para o Robert.
Elisa: Obrigada por tudo Marina...
Marina: Eu vou conversar com Robert e depois ele te procura, bye.
Clara: Parou ouvindo o barulho da porta se abrir, se cobriu rapidamente fechando como se estivesse dormindo os olhos sentiu, a porta do quarto se abrir, e percebeu que Marina se movimentava lentamente, calmamente tentando não acordá-la , Clara permaneceu quieta até quando ela entrou no chuveiro, em 20 minutos já estava fora, se deitando com cuidado na cama, Abriu os olhos quando sentiu que os braços de Marina a envolviam, de maneira possessiva de forma que seu corpo ficasse colado ao dela por trás e o que sentiu fez com que Clara fechasse os olhos e decidisse chorar de desgosto, era o perfume, era o puro perfume de Elisa…Tentou quase se afastar quando ele lhe deu um beijo na nuca, e depois outro no pescoço, e por fim em poucos minutos adormeceu… O dia amanheceu, e Clara continuou lá, estática com os olhos bem abertos tentando recuperar o resto de alma que havia restado, levantar se, pegar Gabriel e partir não serio o suficiente, Marina iria atrás deles até o inferno se fosse possível, vendo que havia dado o horário de se levantar e acordar Gabriel, sentiu finalmente o cansaço da noite inteira em claro , os olhos pesados pareciam possuir areia, ela pagaria na mesma moeda, mais de maneira pior, Clara acabaria com Marina Meirelles e Marina não teria a uma só alma para pedir por socorro… Mas Clara a amava, então era por esse motivo que esse gosto amargo percorria sua boca desde da hora que sentiu o perfume de Elisa? Levantou-se e ela nem moveu um músculo, foi até o blazer que estava em cima da cadeira o levou até o rosto cheirando ali o perfume estava ainda mais forte…
Tateou mais ainda o blazer vendo que no mesmo havia um envelope, olhou para trás e viu que Marina seguia dormindo deu mais uma olhada ao seu redor, e com o blazer na mão saiu do quarto o deixou no fundo do armário escondido de panelas, subiu, e com delicadeza e beijos acordou Gabriel manteve a mesma rotina de sempre, já pronta e com o filho alimentado arrumado subiu até o quarto, Marina já deveria ter entrado a mais de 1 hora na empresa, se sentou na cama o olhando por um bom tempo, longo até demais… Levantou-se com o desgosto estampado nos olhos, mas não iria chorar o leite derramado, nem se descabelar pedindo pelo amor de Deus por um porque, sob os saltos com um terninho preto maravilhoso e com os cabelos atraentes e soltos deixou o quarto… Marina abriu os olhos, tentada ao perfume de Clara, ouviu a porta bater e a cama ao seu lado vazia, olhou ao relógio e levantou em um pulo enorme, estava atrasada mais de 1 hora, se vestiu com pressa, fez sua higiene matinal, tentava lembrar aonde diabos havia deixado seu blazer a noite passada, correu por todo o quarto mais nada, nada daquela maldita peça… Bufou enquanto penteava os cabelos, colocou os sapatos pegando sua pasta antes de se perfumar, Clara havia saído e não havia o chamado? Achou estranho, Marina sempre saia cerca de 1 hora antes dela.
Talvez Clara tivesse colocado as roupas para lavar, deixou um recado para Nelita, para que não lavasse o blazer de uso do dia anterior dela, pegou seus pertences e arrancou, Chegou na empresa com pressa e em sua mesa percebeu o acúmulo de tarefas, pastas e papéis, milhares de telefonemas não atendidos… Olhou em cima da mesa e viu a foto de Gabriel e Clara, não havia falado com ela, Céus queira Deus que Clara não tenha notado a hora que Marina havia chego em casa…
Clara abriu a porta e Flavia entrou na mesma, sua cara era de preocupação e tristeza, Clara se preocupou, pediu para Karla, para que não fossem interrompidas…
Flavia: Bom dia Clara.
Clara: Bom dia Flavinha, algum problema? Aconteceu alguma coisa?
Flavia: Não eu acho que não.
Clara: Está me enganando posso sentir, é com Marieta ?
Flavia: Não, Marieta está bem.
Clara: Então o que houve ?
Flavinha: Robert disse que seria melhor que nós esperássemos para que eu engravidasse…
Clara: Oh mais já não estava tudo certo?
Flavia: Estava, quer dizer foi o que eu pensei, mas ontem ele me disse que seria melhor que nós esperássemos, nunca havia visto meu marido tão estranho, perguntei o que era mais Robert não respondeu, apenas disse que tinha um problema na empresa, e Marina me confirmou isso, por isso fico muito mais tranquila, de qualquer forma eu estava tão empolgada.
Clara: Eu imagino, mas não fique assim Flavia, você vai ver isso são fases, homens as vezes são inseguros…
Clara: Você e minha irmã já planejam outro filho? O Gabriel já está grande e vocês foram tão bem quando ele era um bebê… – Clara mordeu os lábios respirando fundo.
Clara: Não, não penso em ter filho agora, Flavia.
Flavinha: Fria.
Clara: O que?
Flavinha: Esta manhã você está fria, ontem você estava radiante hoje me lembra que você está fria. – Clara se calou – Aconteceu alguma coisa ?
Clara: Não, não aconteceu nada… – bateram na porta — Karla ?
Júlia: Não, é Júlia Clara… – Clara sorriu permitindo que a mesma entrasse.
Júlia: Bom dia, Flavia.
Flavia: Bom dia, Júlia.
Júlia: Clara, radiante como sempre.
Clara: Bom dia, Júlia – Flavia olhou o relógio antes de jogar uma mirada apreensiva para Clara.
Flavia: Bom preciso ir, ainda tenho um 3 relatórios para revisar antes de mandar para a Marina, aliás minha irmã está bem?
Clara: Sua irmã está ótima, Flavinha… – Flavia franziu a testa tentando decifrar se realmente havia sentido uma ponta de ironismo na voz de Clara, deixou a sala pensativa — Deseja alguma coisa?
Júlia: Na verdade sim… — Se sentou na frente de Clara… Desde de ontem tenho a observado com todo o respeito… E imaginei se a senhora se importaria, de jantar comigo hoje para falarmos de umas idéias que tenho a respeito de uma modificação do setor financeiro… – Clara levantou as sobrancelhas de forma sensual.
Clara: Sou uma mulher casada senhorita Júlia, pensei que minha esposa já a havia ensinado de como agir em relação a mim.
Júlia: Sua esposa é obcecada por você Clara, na realidade desconfio que a maioria das mulheres sejam, Ok – Levantou as mãos — Confesso que sentimos uma tremenda inveja!
Clara: Não seja tola.
Júlia: Uma bela empresa, um pela parceria, um belo filho e especialmente uma bela mulher…
Clara: Sou uma mulher casada senhorita Júlia, e torno a dizer que a minha esposa pode se transformar em um monstro quando se trata da minha fidelidade..
Júlia: E quanto à fidelidade dela?
Clara: Como?
Júlia: Ora Clara, podemos ser sinceras, sei bem como é o tipo de Marina.
Clara: É sobre isso que queria me falar?
Júlia: Não eu sei que você sabe… Estou oferecendo a ti a oportunidade de informar a ela em que cama você está quando não está na de Marina.
Clara: Você não seria a primeira a me oferecer isso Júlia, acredite… Mais alguma coisa?
Júlia: Hoje á noite, no Carola, espero a sua resposta.
Clara: Não precisa esperar, estou lhe dizendo que não…
Júlia: Ainda é cedo Clara.
Clara: Você está sendo inoportuna Júlia… – A morena de olhos verdes não disse nada, apenas saiu da sala com aquele mesmo andar sensual e Clara novamente teve a impressão de que a conhecia de algum lugar… Quando o expediente acabou recebeu a ligação de que Marina já havia passado para pegar o Gabriel na escolinha, deixou um recado avisando que chegaria mais tarde, por um trabalho que havia a mantido presa, respirou fundo olhando o relógio com o coração batendo rápido e dizendo para que fosse direto para casa, pegou o carro arrancando para o restaurante Carola.
Clara: Eu só vim aqui Júlia... avisar você que eu não vou trair minha mulher. Porque eu a amo.
Voltando para casa, não tão tarde, assim que pisou na sala, Clara ouviu as gargalhadas e o barulho de banho… Tirou as sandálias de salto caminhando até a cozinha, abriu o armário de panelas pegando o embolado blazer de Marina, tirou o envelope do mesmo o colocando na lavanderia…
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