Uma linda mulher
40 É uma ameaça ?
Notas iniciais
Clara: Sim, Gabriel já está ótimo, depois de amanhã, já irei para a Venturini, Nelita disse que fica com ele pelo dia inteiro até voltarmos, Luiza está cuidando de tudo muito bem, mais há coisas que só eu posso resolver, além do mais, fico preocupada quando não estou por lá, penso que algo está errado.
Mari: Sim, ambas precisamos voltar ao trabalho com urgência… – Clara sorriu fechando os olhos.
Clara: Sinto sono.
Mari: Eu também, vou acordar daqui a pouco.
Clara: Me acorde antes de sair.
Mari: Sim, acordo… — a beijou na testa se abraçando mais a mulher – Ligue me caso algo aconteça com o Gabriel.
Clara: Sim, iremos até a sua tia hoje… – foi falando cada vez mais baixo, tomada pelo sono, até parar completamente de falar, respirando profundamente em intervalos perfeitos, Marina sorriu agora fechando os olhos, Se aquilo era um sonho, pelo amor de Deus não queria jamais acordar! Começou a sentir o frio da madrugada e se aproximou de Clara a abraçando mais de perto, ela se aproximou de Marina ainda mais, dormindo depositando as mãos sobre seu peito e Marina entendeu que ela sim, não desejaria estar em lugar nenhum a não ser deitada naquela cama, com sua mulher abraçada a si. Levantou se quando o despertador tocou baixinho em seu ouvido, com cuidado deixou a cama, cobrindo novamente Clara mais agora com uma coberta mais quente, entrou no banheiro e sorriu ao ver o estado do mesmo, aquele pensamento sobre a parede havia se concretizado e o chão estava todo molhado, e a banheira ainda cheia com a água fria, com um pano que havia no armário da pia, enxugou bem o chão, dando uma geral no banheiro, entrou na ducha tomando um bom e rápido banho, ao sair se enxugou e se vestiu sem fazer nenhum barulho.
Já pronta e com o terninho Armani impecável sem nenhum amassado os cabelos penteados e alinhados perfeitamente, com seu perfume próprio mais o seu perfume terrivelmente feminino e sensual, arrumou sua pasta,calçando os sapatos … Indo até o quarto do filho, lhe deu um beijo na testa o cobrindo também com um cobertor mais grosso, voltando ao seu quarto, se sentou ao lado de Clara na cama, lhe beijou os lábios e depois os olhos, com os dedos penteava sua franja para trás, e lentamente ela se mexeu abrindo os olhos… Sorriu a ver vestida daquela maneira, adorava a sensualidade e o poder que Marina exalava vestindo como estava, além de estar terrivelmente perfumado para matar qualquer mulher que passasse por ela…Marina sorriu lhe beijando os lábios novamente.
Mari: Estou saindo…- Clara assentiu. Levanto as mãos na coxa dela, lhe alisando lentamente por cima da calça,ainda estava bastante sonolenta.
Clara: Lembre me antes de você chegar, de dar um sumiço no seu perfume… – Marina sorriu se levantando – Me ponho louca com ele, e outras mulheres devem se por pior… – Marina pegou sua pasta. Estava muito, mais muito cansada.
Mari: Acabei com você esse final de semana em morena ? – Clara sorriu maliciosamente assentindo com a cabeça de olhos ainda fechados, se abraçando ao travesseiro de Marina…. — Com um último sorriso e um beijo em suas costas desnudas, Marina se despediu da mulher já novamente adormecida, com seu carro exporte prata arrancou com velocidade até empresa, estacionou em sua vaga, e no elevador recebeu os comprimentos dos funcionários que pareciam surpresos em vê la tão cedo de volta.
~.~
Mari: É uma ameaça ? – Ana novamente sorriu erguendo as sobrancelhas.
Ana: Não é um aviso… Sabe Meirelles eu ainda me lembro muito bem o que a sua mulherzinha fazia antes de se tornar uma dama maravilhosa, foi um belo serviço eu confesso.
– Marina a fulminou com um olhar se colocando ameaçadoramente séria – Mais aposto que nem você nem ela apreciariam ver estampado esse fato no primeiro jornal que os cidadãos desse país lêem pela manhã.
Mari: É uma ameaça ? — perguntou se levantando caminhando até a porta.
Ana: Depende de você e dela, porque caso as perfeitas empresas entrarem em um escândalo desse porte, e os compradores conselheiros e aliados não gostariam nada de saber que suas ações e dinheiro estão na mão de uma prostituta e de uma cafetona… – Ana sorriu observando a reação de Marina, parecia normal e nada alterada isso a preocupou – Não quero prejudicar nenhuma de vocês duas Marina, acredite, só quero uma parceria e bastantes zeros na minha conta bancária… – Ana se levantou pegando sua pasta – Na segunda entro em contato com você…Pense com carinho ok ? – Dito isso saiu da sala pegando o elevador desaparecendo, Marina sentou em sua mesa preocupada, bate os dedos contra a mesa, mordendo os lábios, maldito filha da mãe…Pegou seu telefone celular, apertou um botão e rapidamente a ligação foi completada.
Mari: Está feito…Entro em contato com você amanhã…–Desligou o telefone celular sem dizer uma única palavra, o dia se passou rápido e cansativo, não via a hora de chegar em casa, sentir o perfume de Clara a beijar, sentir as mãozinhas de Gabriel lhe fazendo cócegas, abraçar e encher de cócegas o filho…Terminando todo o serviço se despediu de sua secretária, dizendo que a mesma também já podia ir, e o mais rápido que pode chegou em casa…Gabriel já de pijama estava na sala assistindo televisão, assim que viu Marina lhe encheu de beijos por todos os lados, e Marina fez o mesmo, com o garoto no colo foi percorrendo cada cômodo a procura de Clara.
Mari: Como está filho?
Gabriel: Tudo bem, a Mamãe disse que amanhã já posso ir para a escolinha…Brincamos o dia inteiro!
Mari: Sério ? — lhe beijou o rosto — Tem dever para amanhã?
Gabriel: Não, já fiz tudo hoje de tarde quer ver ?
Mari: Sim, tudinho ! – sorriu beijando o filho – Sem correr pelas escadas Gabriel, cadê a mamãe ?
Gabriel: Está no escritório… – sorriu subindo devagar as escadas até seu quarto – Marina caminhou tirando seu blazer até o escritório, tentou se livrar de todas as preocupações abriu a porta, vendo Clara sentada na cadeira atrás da mesa de vidro…Assim que ouviu o barulho da porta ela levantou o rosto preocupada, jogando a franja para trás com a mão.
Clara: Estamos encrencadas Marina… – Clara baixou a cabeça e virou o computador para Marina no qual na tela continha uma foto dela e de Sophia, vestidas com roupas insinuantes e curtas, com botas longas perucas e maquiagens fortes , encostadas na parede da esquina de onde costumavam a ficar quando ainda eram… – Marina suspirou caminhando até Clara com a mão a pegou carinhosamente pelo queixo a fazendo a olhar.
Mari: Você confia em mim ? – Clara fechou os olhos ficando cada vez mais aflita – Querida você confia em mim ? – Repetiu , e Clara a olhou nos olhos, no fundo dos olhos.
Clara: Confio, eu confio em você.
Mari: Então esqueça sobre isso por em quanto, você se envergonha por outras pessoas saberem ? Clara baixou a cabeça beijando as mãos de Marina, deixando que sua visão embaçasse.
Clara: Isso acabaria com você Marina, acabaria comigo, com as nossas empresas… – se levantou caminhando até a janela – Seria impossível que ninguém descobrisse, além do mais… – parou de falar. – Oh Droga foi Júlia… – Marina se calou se aproximando da mesma.
Mari: Esqueça disso Ok… – lhe beijou o pescoço a abraçando por trás – Pensei em você cada segundo do meu dia, e não posso deixar que isso a machuque.
Clara: Perderíamos tudo Marina se esse escândalo estourasse, nosso filho,Gabriel é pequeno para ser olhado com outros olhos… – Marina a virou de encontro a ela.
Clara, a segurando pelos braços, próximo ao ombro – Tudo o que você construiu Marina… – baixou a cabeça – Eu me envergonho sobre o meu passado.
Mari: Mais não deveria.. – a olhou nos olhos a sacudindo de leve – Eu me orgulho de você, e de tudo o que tenha feito, Clara foi dessa maneira que te conheci, foi dessa maneira que se tornou minha mulher, minha esposa, a mãe do meu filho, eu não me envergonho se essa informação por algum motivo vazar, se perdermos tudo, ótimo, recomeçamos novamente… Cada tijolo, será, eu você e o nosso filho – sorriu, com um brilho no olhar que fez quase com que Clara desabasse em lágrimas – Qualquer coisa ao seu lado é melhor do que qualquer bilhão ou empresa, você é minha, e continuara o sendo até o dia em que você partir ! Compreende o quanto me orgulho de ser sua esposa, do quanto Deus foi generosa ao enviar você aquela noite e logo depois nosso filho ? Sou a mulher mais completa Clara, e isso não há dinheiro nem empresa que compre compreende ? – Clara a olhou nos olhos, mordeu os lábios para depois a abraçar de modo que Marina a ergueu do chão a girando no ar… – Marina fechou os olhos sentindo o cheiro de banho nos cabelos de Clara, a rosas, a rosas ela cheirava, acompanhada com algum doce que ela não sabia distinguir, talvez fosse uma mistura dos mais deliciosos e delicados, Gabriel, entrou correndo na sala e sorriu ao ver o modo como sua mãe Marina segurava sua mãe Clara, que mergulhava as mãos nos cabelos da mesma… Marina deixou Clara no chão, sentou deixando o blazer no encosto da cadeira.
Mari: Vem cá filho, vamos ver se está tudo certinho… – Gabriel sorriu, mandou um beijo no ar para Clara se sentando na poltrona alta no colo de Marina, abriu o caderno com a letra toda retorcida os desenhos e rabiscos todos coloridos, sorriu passando as mãos nos cabelos do filho, lhe beijou a testa prestando a atenção em cada palavra que o menino dizia.
Clara ficou para ali naquele mesmo lugar por alguns minutos, a foto já havia sido fechada, as palavras dela não poderiam ter sido mais reconfortantes, mais mesmo assim seu interior gritava em desespero, Júlia seria capaz de tal coisa, Clara precisava falar com ela, lhe oferecer algo, dinheiro, pedir por silêncio, seu filho não cresceria bem se cada vez que passasse na rua as pessoas chamassem sua mãe de prostituta, observou como ele sorria exatamente igual a Marina, como os cabelos antes tão loiros começavam a se modificar tornando em um castanho claro quase escuro, os olhos como os de Marina, sentiu orgulho, sentiu realmente orgulho, de ter dado ao seu filho tudo o que poderia ter dado,tudo o que ela não teve, ele era amado, oh Céus e como era amado, tanto por ela quanto por Marina.....Marinar amava ao filho, e amava a ela, disse que perderia tudo, mais seria realmente justo que ela deixasse com que Marina perdesse tudo que havia construído anos após anos, empresas que acabaram, empregos que começaram, pessoas que dependim daquela empresa para que seus filhos comessem ? Seria justo que pelo simples fato de ela ter sido uma prostituta, Marina realmente merecia tudo isso? Gabriel, seu filho tão pequeno e indefeso merecia crescer daquela maneira ? Sentiu vergonha pela primeira vez de estar naquela casa, construída com seu suor e com o de sua esposa, ela era realmente digna de estar ali ? Mexeu a cabeça afastando os pensamentos ruins, sim ela era digna sim de estar ali, havia crescido na vida era esposa de Marina Meirelles e não sua prostituta, Marina não pagava por ela, Clara teve a sensação de que Marina realmente jamais pagara por ela… Estaria em sua cama mesmo que Marina não a tivesse feito, mesmo que Marina não tivesse lhe dado uma única se quer nota de 1 real, Santo Deus, aquela mulher estava dizendo que seria capaz de largar tudo por ela…Mais de certa forma era, certo ? Observou como Marina ensinava Gabriel com toda a paciência, como se não tivesse trabalhado o dia inteiro, acordado cedo depois de uma alucinante noite de puro e prazer… Seu corpo palpitava pelo dela, seu corpo suspirava ao sentir a proximidade dos lábios de Marina em seu corpo… Marina havia lhe dito, quando seu corpo se recuperava depois de um espasmo arrebatador, que nenhuma mulher jamais a havia feito se sentir dessa forma… Estavam suadas e empapados de prazer, os cabelos bagunçados os lençóis úmidos de prazer…Marina havia errado tanto, e agora parecia ser a pessoa mais perfeita que ela já vira… Levantou a cabeça e sorriu ao ver como estavam sérios e concentrados em sua lição, Jesus há quanto tempo estava ali ? Virou se saindo do escritório, terminando de colocar a mesa do jantar ainda quente na panela, ela era Clara Meirelles, esposa de Marina Meirelles mãe de Gabriel Meirelles, e nem nada nem ninguém iria mudar esse fato.
Após jantar e depois de colocar Gabriel na cama, Marina tomou um belo banho e se deitou na cama fechando os olhos, Clara estava lá em baixo resolvendo algumas coisas da Venturini, ela voltaria amanhã, quem mais saberia sobre o passado de sua mulher ? Não queria que Clara se magoasse de maneira nenhuma, e Marina não se importava com ela, mais sim com Clara, que havia lutado contra tudo e contra todos, contra ela mesmo para estar a onde estava, Ana e Júlia sabia sobre esse fato Sophia e Marina somavam 5 com Clara, Sophia jamais fariam algo para prejudicar Clara ela também estava envolvida, Ana, maldita idiota, fechou os olhos relaxando, não havia com que se preocupar, tinha uma carta na manga, e nem Clara poderia saber qual era, era sua família que estava em jogo, e seria capaz de tudo para os proteger…Clara subiu as escadas, dando um pulo até o quarto do filho, o beijou lhe dizendo bons sonhos, sorriu lhe acariciando os cabelos para depois caminhar para seu quarto, separou rapidamente a roupa que iria trabalhar, deixando tudo organizado, quando se sentou a cama, observou que Marina dormia, tão terna e tão perfeita, apenas com uma camisola preta larga de malha, de tantas que tinha, descalço, com os cabelos molhados bagunçados, e sem nenhuma coisa cobrindo. Aproximou-se ficando em sua frente, prendeu os cabelos e permaneceu ali por alguns minutos , lentamente se deitou por cima dela, colando seus corpos, Marina se mexeu a pegando pela cintura, afastou as pernas de modo que Clara ficasse no meio das mesma com a cabeça deitada em seu peito, o quarto já estava escuro, Clara fechou os olhos.
Mari: Boa noite Doçura… – brincou com a última palavra dando um sorriso preguiçoso.
Clara: Mari? – abriu os olhos mirando a escuridão, em quanto suas mãos acariciavam os cabelos da mesma – Se eu ainda não disse hoje, eu amo você ok ? – Marina abriu os olhos, a apertou contra si lhe depositando um beijo na testa, e Clara entendeu que não precisava de nenhuma resposta!
XXX – Sophia?
Sophia: Sim, ela já ligou para você?
XXX: Já, já ligou, está onde ? Já se separou da Luiza?
Sophia: Não quero falar sobre isso, amanhã quando chegarem me liguem.
XXX: Você ainda gosta dela não é mesmo?
Sophia: Estou com você não estou ?
XXX: Uma parte está, a outra não, escute Sô.
Sophia: Não , escute você, estou confusa e aturdida agora, me ligue quando for a hora ok ? Os arquivos e as fotos estão no computador da empresa ou da residência.
XXX: Da empresa.
Sophia: Bom quando tiver mais noticias me avise… Preciso desligar – e sem pensar duas vezes o fez, encostou a cabeça no respaldo do banco quando o farol de pôs vermelho, seu casamento havia acabado, e não havia parado para pensar que poderia ser tão doloroso.
~.~
Clara levantou com o despertador tocando, virou de lado e sorriu ao ver uma rosa vermelha ao seu lado no travesseiro, coçou os olhos e percebeu que com a rosa havia um bilhete, sentando se na cama se esticou para depois se levantar pegando o bilhete para depois o ler…
“Bom dia querida, dê um beijo por mim no Gabriel antes de sair, tenho algumas coisas para resolver depois do expediente, chegarei 2 horas mais tarde, confie e mim e não se preocupe…”
Amo você….
Marina…
Clara sorriu, pegou a rosa e a cheirou, entrou no chuveiro tomando um longo banho, desceu cumprimentando Nelita que já servia o café da manhã, as duas papearam e Clara deixou algumas coisas bem explicadas quanto ao filho, o que podia e o que não podia comer e assim por diante, agradeceu um café com um abraço para depois subir novamente para o seu quarto, se vestiu como sempre fazia, mais dessa vez com um terninho branco, o sobretudo da mesma cor, fazia um certo frio lá fora, fez a maquiagem elegante como de costume, e deixou os cabelos lisos soltos, calçou os sapatos se salto alto bico fico, pegou sua pasta e sua bolsa, entrando no quarto do filho lhe deu dois beijos, o cobriu com uma manta mais grossa, desceu pegou seu carro..
Não se demorando muito para chegar até a Venturini, que foi recebida com sorrisos e perguntas sobre o filho, bem humorada cumprimentou a todos dizendo que o pequeno Gabriel está quase que perfeito novamente, cumprimentou Karla sem nenhuma formalidade, entrou em sua sala e parecia que tinha várias coisas para fazer, como de praxe reuniu 4 funcionáriosde 4 setores pedindo relatório e balancete completo sobre o que havia se passado na sua ausência agradeceu se pondo a trabalhar… Estava quase no horário de Almoço quando Luiza entrou em sua sala, com os olhos vermelhos e, Clara franziu a testa.
Clara: Luiza, o que houve ? –se preocupou será que havia descoberto que ela e Sophia eram.
Luiza: Sô me deixou.
Clara: O que?
Luiza: Se foi, disse que… – Karla apareceu na porta dando um recado a Clara.
Karla: A senhora Meirelles na linha 1 Clara… – Clara engoliu a seco, olhou para Luiza que esperava que ela dissesse como sempre o que dizia, que não podia atender, Clara olhou para Karla e Karla olhou para ela, e depois olhou para Luiza, voltou a olhar para Clara e franziu a sobrancelha…Era até comica a situação!
Clara: Pode passar, só um minuto Luiza! – Luiza, ficou observando Clara por uns longos segundos antes de baixar a cabeça…- Oi Mari…Boa tarde querida…Sei, acho que é melhor pedir o balancete ao diretor da contabilidade, o financeiro é só no final do dia…Não, peça para a Júlia fazer, em 2 horas, está pronto…Uhum…Tá Ok ? Não, estou livre no almoço….Certo a gente almoça juntas, não nada muito formal… Ás 14:00, não vou conseguir, sair daqui agora…. Ok, Eu também te amo ! – Clara sorriu desligando o telefone, mirou Luiza esperando que ela continuasse.
Luiza: Eu nunca tive chances com você não é mesmo ? – Clara se pôs surpresa para logo depois a olhar nos olhos e responder.
Clara: Não, nunca teve Luiza… – Luiza assentiu mordendo os lábios, baixou a cabeça para continuar dizendo.
Luiza: Sô se foi com a idéia de que eu queria você, o que nunca foi mentira Clara… – a olhou nos olhos, e Clara se remexeu inconfortável na cadeira – Acho que esperei que seu casamento tão frágil terminasse para eu cumprir com que eu havia dito a Marina, ter você para mim… – Clara engoliu seco prestando atenção no que a amiga dizia – Você ama ela não é ? Mesmo depois de tudo a que Marina fez você ainda a ama ? Marina não é digna do seu amor Clara…Em quanto você ficava em casa, ou trabalhava o mais depressa possível para chegar em casa antes que escureça, ela transava com outra.
Clara: É mentira Luiza chega…. – Se levantou se pondo séria… – Minha mulher me ama.
Luiza: Marina é obcecada por você, sempre foi, na festa da sua tia Marieta, eu estava disposta a ter você de qualquer jeito, ela me disse uma par de coisas, disse que você pertencia a ela.
Clara: Eu pertenço a ela… – Clara a observou agora acabada e amuada – O que se passa entre minha mulher e eu, permanece entre minha mulher e eu Luiza… E se eu perdoei cada merda que ela fez isso diz respeito a mim ! Porque eu a amo, e ninguém mais compreende ? Eu nunca dei chance a você Luiza, nunca te iludi dizendo que iria deixar minha família para viver com você, Santo Deus você é esposa da minha melhor amiga!
– Luiza balançou a cabeça positivamente, umedecendo os lábios, se levantou mirando Clara.
Luiza: Eu sinto muito.
Clara: Eu sei que sente… E corra atrás da única pessoas que será capaz de amar você. Porque eu já tenho alguém que me ame, alguém que é obcecada por mim, alguém não gostaria nada de saber que estamos tendo essa conversa ! – Luiza assentiu novamente, se encaminhando para fora da sala, se despediu, Clara fez a mesma, com um pequeno sorriso nos lábios!
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