Uma guerreira e um guardião
1 Um dia agitado.
Notas iniciais
bjocas ;* ♥
*tétété*
Acordei com o barulho do despertador no meu ouvido, não queria levantar, estava muito cansada e hoje era dia de prova.
_ Levanta Alli! – meu “querido” irmão grita no meu ouvido e me puxa pelo pé.
_ Me deixa! Seu idiota... – bufei tentando levantar.
_ Vai se atrasar, e hoje tem...
_ Prova, eu sei... Espera?! – eu disse me levantando furiosamente. – O que esta fazendo no meu quarto?! – reclamei.
_ Te acordando! — ele disse – E vem logo, o café vai esfriar! – ele disse me puxando.
_ Mas, eu tenho que trocar de roupa! – eu disse, em minha defesa.
_ Tá! Mas vai logo! – ele disse saindo do quarto furioso.
_ Credo! O que ele tem? – me perguntei. – O que for não me importa – disse dando de ombros – mas o que eu visto? – eu disse colocando o dedo indicador no queixo.
_ Allice! – alguém entrou no meu quarto gritando, me fazendo pular de susto.
_ Ah! – gritei. – Mas o que?! Sam! – eu gritei furiosa pra Sam, que sorria.
_ Calma! Eu só vim te ajudar. – ela disse.
_ Como assim...
_ Allice! – mais duas pessoas gritaram em uníssono, entrando em meu quarto.
_ Mas que b****! Parem de me assustar! – eu gritei, eram Aninha e Monique.
_ Essa não! Ela chegou primeiro! – Aninha disse apontando pra Sam, que num movimento rápido abriu o guarda roupa procurando algo.
_ Nada disso, Sam! – Monique gritou correndo pra cima dela, elas rolaram no chão, e Aninha correu pro guarda-roupa, pegando algo.
_ Esse! Tome Allice, se vista. – Aninha me deu uma roupa legal, uma blusa sem manga branca, uma calça jeans, uma bota marrom e uma jaqueta também marrom.
_ Mas, ela é linda. – fiquei olhando pra roupa.
_ Ganhei! Bum toma! – Monique gritou pra Sam, que estava com a cara no chão.
_ Tá, o que estão fazendo? – perguntei pras três, que abriram um sorrisinho malicioso.
_ Apenas se vista Allice. Depois nos agradeça. – disse Sam, arrumando seu cabelo.
Dei de ombros e me arrumei, me olhei no espelho e vi alguém bonita. Era estranho, por que eu era horrível: meus cabelos eram grandes, lisos e ondulados ao mesmo tempo, meus olhos eram castanhos escuros e minha pele era extremamente branca, mas aquela roupa me mudou completamente.
_ Espera – hesitei – sou eu? – perguntei confusa.
B-b-better in stereo…
_ Alô? — atendi o celular, era Lyon.
_ Allice? Cadê você? Esta atrasada! – ele disse preocupado.
_ Já to indo! Calma! – disse.
_ Vai logo! Tchau.
_ Tchau. – desliguei.
_ Essa não! – Aninha disse pegando o celular pra ver as horas. – estamos atrasadas! Corre! – ela, por incrível que pareça, saiu corendo.
Ela usava um vestido branco, que eu acho que não suporta os “ataques” da Aninha.
_ Ana! Seu vestido... – hesitei um pouco.
_ Essa não! – ela gritou, o vestido tinha engajado num prego perto da porta, que o fez rasgar.
_ Falei pro meu pai tirar esse troço. – resmunguei.
_ Calma Aninha – Monique tentava acalmar Aninha que chorava.
_ O vestido... Era novo... – ela soluçava desesperada.
_ Sem ataque! Monique corre e pede pra minha mãe o estojo de costura! – eu ordenei a ela, que assentiu e correu pras escadas.
_ Sam! Vai lá em baixo, chama meu irmão, e trás um copo de água! – eu disse, ela correu pras escadas, mas deslizou no corrimão. Ela diz que é mais rápido pra descer.
_ E você – disse me virando pra Aninha. – fica calma, já vou concertar o seu vestido.
Ela assentiu, ainda soluçando. Logo Monique apareceu com o estojo de costura.
_ Sua mãe saiu, mas o estojo estava no armário da cozinha. – ela disse me dando o estojo.
_ Valeu Nick. –eu disse, Sam apareceu com água e meu irmão.
_ Aqui. – ela disse dando a água pra Aninha, que assentiu agradecendo. – E aqui. – ela empurrou o Lucas, meu irmão, pro meu lado.
_ Valeu Sam. Lucas preciso que você costure o vestido de Aninha, e nos dê uma carona rápido. – eu disse.
_T-ta bom. – ele pegou o estojo e costurou o rasgado, que era pequeno. E depois do mesmo jeito do outro lado, assim o pessoal pensava que era enfeite do vestido.
_ Obrigado, Lucas. – Aninha agradeceu.
_ De boa. Vamos, pro carro rápido! – ele nos empurrou, eu peguei minha bolsa e corri pro carro.
No carro, permanecemos em silencio, ate eu perguntar:
_ Por que queriam tanto me arrumar?
Elas deram um sorriso malicioso e disseram em uníssono:
_ Logo você vai saber.
Olhei pra trás e as encarei, só agora vi direito como elas estavam.
Sam estava com seus cabelos desarrumados e rebeldes. Eles eram negros e compridos. Ela usava uma blusa preta sem manga que mostrava a barriga, uma calça jeans escura que estava rasgado em um dos joelhos.
E suas “marcas” como ela diz: uma tatuagem no pulso escrito “Stay strong” junto com um coraçãozinho, e suas famosas mechas roxas. Seus olhos eram um castanho mel bem claro, era lindo, mas ela não gosta deles, não sei por que.
Monique estava com a mesma roupa de sempre: seu uniforme de basquete, um tênis meio velho que ela considerava como um “tênis da sorte”, o cabelo loiro preso por um rabo de cavalo, e uma faixa em sua cabeça. Ela tinha os olhos azuis e usava óculos.
Aninha era a mais fofa: usava um vestido branco com um bolero rosinha, uma sapatilha rosa com um laço embutido, também rosa, e uma tiara com um lacinho, também eram rosa. Os cabelos dela são ondulados e ruivos, e iam ate a metade de suas costas, seus olhos são cor de mel.
_ Chegamos. – Lucas mal falou, e nós quatro corremos pra dentro da escola. Estava quase na hora de tocar e a escola tem uma regra rígida: se tocar ninguém mais entra na sala, e leva advertência. Sam estava acostumada, mas mesmo assim corria feito uma doida.
Assim que entramos na sala, o sinal tocou. Não estávamos atrasadas, ufa!
Lyon não estava ele tinha outra aula.
_ Sentam-se, meninas. – a voz da professora surgiu atrás de nós. Nós sentamos em nossas cadeiras de sempre, as quatro primeiras da fila do meio eram nossas. Ninguém gostava daqueles lugares, pois sabiam que Sam podia acabar com eles. A primeira aula era de química, a professora mandou a gente fazer dupla: fiquei com Sam, e Monique com Aninha.
_ Peguem seus livros na pagina 122.
A aula passou rápida e agora era aula de matemática, mas, de repente um calafrio surgiu em mim. Eu comecei a suar frio e me mexer muito. Era a prova de matemática. Todos choramingavam, e a professora Gerusa entrou na sala com um sorriso maléfico.
_ Prontas pra prova, crianças? – ela disse, ela amava nos fazer sofrer.
A prova foi rápida mais tensa, eu com certeza tinha levado bomba!
Nós fomos pra cantina e vimos Lyon sentado com Lucas, ele acenou pra nós e fomos ao seu encontro. Lyon estava com uma blusa preta, e uma calça jeans azul, sua jaqueta é marrom, seus olhos são azuis hipnotizantes e lindos... E seu cabelo é preto e meio rebelde.
_ Olá meninas. – ele nos cumprimentou – Como foi na prova?
Olhamos-nos, suspiramos e sentamos.
_ Horríveis – dissemos em uníssono.
_ E vocês? – Aninha perguntou.
_ Péssimos. – Lucas disse.
_ Piores que vocês. – Lyon disse largando seu hambúrguer no prato.
_ Vai comer isso? – eu perguntei apontando pro sanduba.
Ele deu de ombros e me deu, eu comi tão rápido que nem percebi. Todos me olharam de boca aberta.
_ Que foi? – eu disse limpando a boca. – Não comi hoje.
Eles se olharam e falaram em uníssono: _ Nada!
Dei de ombros, afinal eles estavam piores: Monique comia batata frita, e tinha se lambuzada toda com ketchup, Aninha tomava um milk-shake de chocolate e estava na mesma situação, Sam comia um hambúrguer enorme, ela lambuzou os dedos de uma maneira nojenta, Lucas acidentalmente deixou cair molho em sua blusa e Lyon estava com cara de nojo.
Olhamos uns pros outros e de repente rimos muito. Eu+melhores amigos = loucos rindo histericamente!
Notas finais
bjocas e ate a proxima ;* ♥
Fale com o autor