Uma garota diferente
1 Milla Wayne...
Quando tinha 3 meses de vida, fui deixada na porta do orfanato Guila Franwins Azevedo, eu era bem branca, com olhos verdes como a grama após a chuva, e cabelos brancos acinzentados, algo nada comum para uma simples criança. Aos 5 meses fui adotada pela primeira vez, o jovem casal esperava ansiosamente para levar-me a casa deles. Mas, após três semanas, os dois me devolveram pro orfanato, diziam que eu não podia ser uma criança normal, que eu chorava muito, que eu sabia o que eles pensavam, que eu não era normal, que eu os assustava... O mesmo fato se repetia por todos que me adotavam, e era sempre o mesmo relato, que eu era “diferente” e que eu os “assustava”. Mas quando faltavam apenas 2 semanas para que eu completasse 1 ano, veio uma senhora, com a intenção de me adotar, as moças do orfanato avisaram ela, disseram que eu não era normal. Mas a senhorinha insistiu, e em pouco tempo conseguiu minha guarda.
A senhora que me adotara chamava-se Sarah Wayne, mas me pedia para eu chama-la de “vó”, o nome que ela me deu foi Milla, ela dizia que este nome combinava comigo, dizia que eu era a Princesa Milla. E ao contrario de todos que tentaram me adotar, tinha algo nela que acalmava, que me fazia sorrir em vez de chorar, ela me alimentava e me vestia, me fazia sentir bem, quando ela começava a cantar a musica que ela mesmo inventou:
- Quem é essa garotinha... com olhos com de graminha... cabelinhos lisos e cinzas... pelezinha linda e rosinha... esta é minha bebêzinha... minha Princesa Milla! ♥
Quando comecei o maternal, vieram as ofensas, por eu ser diferente, e “estranha”, me magoava muito e então me tornara a perguntar todos os dias para minha avó Sarah:
- Vovó, por que eu nasci assim? Por que esses cabelos tão feios?! Por que essa pele tão clara? Por que sou tão estranha? Por que sou tão feia!!!?
- Você é minha linda princesa, seus cabelos são da cor dos meus, seu pele a da cor da minha, você é a mais bela garotinha que eu já vi... Não é porque todos te chamam de feia que você seja, a sociedade quer tudo do jeito deles, e se não for, eles te chama de estranha, mas... basta você ignorar este fato esnobe.- dizia ela com sua voz serena e calma.
Notas finais
Pra vocês leitores um simples comentário pode não ter importância, mas para nós, autores, nos mostra que alguém gostou da nossa historia, e isso nos trás uma alegria imensurável! :3
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