Uma deusa no mundo dos mortais

5 Capítulo 4 - Vida boa dura pouco


Notas iniciais
Oi gente! Sei que faz muito tempo que não posto, porque não tinha muita gente comentando aí fiquei com preguiça e desanimei. Mas vou tentar fazer tudo. Por favor comentem, deixem suas opiniões, favoritem, recomendem, acompanhem, me ajude.. Valeu ;)

Eu estava confusa. Pra dizer o mínimo. Se eu fosse mesmo Ártemis, então isso implicaria que:

1 – eu tinha uma filha (OMG! Ela devia ter uns 35 anos!!);

2 – eu tinha quebrado um pacto;

3 – eu tinha uma tarefa super difícil pela frente;

4 – meu irmão era um gato! Mas isso não vem ao caso.

Deitada na minha casa improvisada no chalé de Hermes, eu fingia dormir enquanto remoía a conversa com Apolo. Ele havia me dito que ninguém poderia saber das suas especulações ainda. Era arriscado. Nem todos os deuses eram a favor de Ártemis voltar, devido à sua... ahn... ‘Escapada’; portanto seus filhos partilhavam das mesmas opiniões. Além de que, mesmo no acampamento, poderia haver ‘espiões’ do lado mal. Eu ainda não sabia que lado era esse.

Pois bem, eu não sabia direito o que pensar ou fazer, então resolvi simplesmente seguir o conselho do meu possível irmão: ‘’Siga as atividades do acampamento normalmente, se enturme, estude mitologia. Sempre que puder eu vou vir te visitar e responder suas perguntas. Mas também tenho que ser cauteloso, pois não quero que descubram ainda que te encontrei. Ah! E não volte mais à floreta sozinha!’’ Revirei os olhos quando ele disse isso. “Que foi? Você é minha irmã presa num corpo de mortal. Eu tenho que me preocupar’’. Achei que ele estava depositando esperanças demais em eu ser Ártemis, mas não disse isso pra ele, apenas concordei.

Pensando nisso acabei dormindo. E sonhei com Wallace com um bebê nos braços e eu fugindo deles. Pois é, histórias antes de dormir não me fazem bem.

Na manhã seguinte, segui para o pavilhão um pouco tarde, como não tinha mais o meu querido guia, não sabia que o café era ate as nove. Quando cheguei ao pavilhão vazio, algumas garotas filhas de Afrodite que passavam ali perto disseram, entre risinhos:

– Ninguém informou à madame emburrada que aqui temos horários a cumprir ao invés de farrear o dia inteiro?

– E o que você esperava? Nem o pai ou mãe dela quis assumi-la, por que ela teria alguma decência?

E saíram entre risinhos. Na verdade não me incomodei muito. Já tinha uma justificativa para não ter pai ou mãe.

Depois de uma semana eu já tinha tachado os meus companheiros de acampamento. Não me achem metida, mas é um costume ver além das pessoas. Aí vão minhas conclusões:

Filhos de Zeus: meio esnobes só serem filhos do ‘poderoso chefão’, mas também muito habilidosos em quase tudo. Pensando bem, acho que não estão nem ligando pra mim, sou só uma novata sem pai/mãe.

Filhos de Hera: Chatos demais. Fala sério. Eles só falam em como querem os vestidos de noiva, os ternos, o Buffet. Eca! Casar pra quê? Ainda bem que são poucos deles. Uns três ou quatro. Uns ‘deslizes’ de Hera.

Filhos de Poseidon: Esses são mais bacanas. Geralmente são mais simpáticos e brincalhões. Gostam de fazer piada e não levam as coisas tão a sério, mas têm uma habilidade nata para determinadas atividades. Não gostam nem desgostam de mim. Não temos muito contato.

Filhos de Deméter: Não são chatos nem nada, mas são meio quietos e sensíveis. Ficam ofendidíssimos se você não repara nas plantas novas, ou esbarra em alguma sem querer, e não ficam muito felizes quando atinjo flechas em árvores.

Filhos de Ares: Briguentos, adoram uma confusão. As meninas sempre esbarram em mim pra ver se vou ficar nervosa e já me pregaram varias peças. Por enquanto estou aguentando bem, mas eu realmente não devia ter ficado emburrada perto de um deles.

Filhos de Atena: Muito inteligentes, geralmente são corteses, mas nunca dados à conversa e ficam indignados com a minha ignorância em ralação á arquitetura.

Filhos de Apolo: Muito parecidos com o pai. Extremamente risonhos, bonitos e paquerados. Tanto garotos como garotas. Mas são muito orgulhosos e não parecem dispostos a me perdoar por ‘não gostar’ da cantoria deles.

Filhos de Hefesto: Extremamente habilidosos com ferramentas, autômatos e também muito fortes. São bem reservados e não parecem ressentidos comigo, mas também não querem papo.

Filhos de Afrodite: Exibidos, orgulhosos, narcisistas, perfeccionistas, maldosos e belíssimos. Não, não gosto nem um pouco deles. E nem sei por que. Também não faço questão de saber. Só sei que o sentimento é recíproco.

Filhos de Hermes: Adoram gracinhas e pegadinhas. São os únicos que não parecem bravos comigo, mas eles não são muito o meu tipo. Não sou esse tipo ‘zueiro’.

Filhos de Dionísio: Meio arrogantes, viciados em suco de uva, não dão muito que falar. Ah! E preguiçosos pra caramba.

Filhos de Hades: Na verdade não vi nenhum deles interagir com outros nem praticar ou participar de nada. Vejo eles nas refeições ou as vezes em algum canto escuro por aí. São meio apáticos.

Tinham muitos outros chalés, mas estes tinham poucas pessoas, bem tímidas e que não participavam ou apareciam muito. Acho que têm vergonha dos filhos dos deuses mais conhecidos.

Mais duas coisas dignas de nota: meu treino de arco e flecha e Wallace. Meu treino estava sendo muito legal! Aprendi tanto coisa e usava equipamento realmente feito pra isso, e não improvisado. Quíron era o professor e ele era realmente bom em ensinar. Eu me destacava bastante nisso e ele ficava impressionado. Também tinham outras aulas, mas nelas eu era só mais uma. Já com Wallace a coisa não andava tão bem. Ele deve ter pensado que eu realmente queria distância dele ou ficou magoado, porque não veio falar comigo mais nenhuma vez. Quando passava por mim me dava um meio sorriso ou um aceno e só. Não que eu estava preocupada com isso, só não gosto de deixar alguém mal e querendo ou não ele me ajudou bastante.

Apolo não voltou durante toda a semana. Numa tarde de folga, eu me recostei á sombra de uma árvore com um livro nas mãos. De repente, do nada um bilhete apareceu no ar e veio descendo brandamente até meus pés. Olhei para os lados intrigada e peguei o papel. Nele estava escrito uma espécie de poema com rima meio esquisito:

Despreocupada e tranquila

A antiga deusa está

Mas a segurança é feita de argila

E aos poucos derreterá

Supondo que o bilhete fosse para mim, o que parecia ser, quem mais saberia do meu segredo, me chamando de antiga deusa? Será que tudo dera errado e Apolo tivesse tido problemas? O que queria dizer a segurança derreterá? Seria esse o lado mal agindo?

Notas finais
Não esqueça de me dizer o que achou... Considerações são importantes pra mim.. Vlw flw ;)
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.