Notas iniciais
CARAMBAAA!!! Eu vou para maternidade acompanhar o nascimento da minha sobrinha e quando volto me deparo com os comentários mais lindos e estimulantes do mundo, obrigado!!! Vocês são incriveis, maravilhosos, obrigado de verdade por acompanharem a história, pelos elogios, enfim...vocês são os melhores. Esse capítulo vai dedicado á linda da Mariana Figueiredo que com palavras doces recomendou a fic, obrigado!! Eu sei que eu to falando muitos obrigados, mas é que eu to em êxtase por esse carinho e empolgação de vocês com a história #extasiada Boa Leitura!

CAPÍTULO 28

Vencida por seus pedidos

eu acordo,

eu escolho ficar.

– Amor? K? – Pedro fala com uma alegria desesperadora. – Ô minha linda. – lagrimas escorrem pelo rosto do lutador que coloca as duas mãos nas laterais do rosto de sua lutadora, que o olha com olhos confusos. – Como você esta? O que ta sentindo?

– Cabeça...-ela sussurra sentindo uma dor insuportável na cabeça.

– Cabeça? Sua cabeça ta doendo? É isso? Vou chamar alguém... – fala apertando o botão de emergência, para acionar a enfermaria, mas não acha suficiente e vai até o corredor: — Alguém por favor, ela acordou. Enfermeira. – grita desesperado e volta para Karina, que não aguenta permanecer com os olhos abertos.

– O que houve? – ela pergunta num tom baixo.

– O que você esta sentindo amor?

– O que houve? Cadê ela Pê? – começa a se desesperar quando passa as mãos em sua barriga procurando sua filha. – Cadê minha filha? – pergunta receosa e com o coração acelerando.

– Calma amor, calma.

– Oi Pedro. – doutora Carla fala adentrando a sala e esboçando um sorriso quando vê Karina com os olhos abertos. – Olá Karina! – se aproxima da lutadora com seu estetoscópio nas mãos. – Como esta?

– Cadê minha filha? – ela pergunta ignorando a pergunta da médica.

– Ela reclamou de dor na cabeça. – Pedro se manifesta.

– O que esta sentindo Karina? Sabe onde esta? Sabe quem é?

– No hospital, Karina, mas cadê minha filha?

– Calma, eu preciso te examinar...- a médica começa ouvir o estetoscópio, até sentir uma mão lhe segurar o pulso e encontrar os olhos marejados e inquisidores de Karina, que sibila: — Cadê?

– Calma amor, a doutora precisa te examinar. – Pedro fala beijando a testa dela.

– Ela esta no berçário Karina. – responde e a lutadora solto a respiração profundamente. – Onde sente dor? Consegue sentir todo o corpo?

– Minha cabeça. – coloca as mãos em volta da cabeça.

– Como ela esta? – Dr. Paulo pergunta adentrando a sala.

– Reclamando de dor de cabeça, Pedro sai por favor. – Dra. Carla pede.

– Mais o que ela tem? – pergunta segurando uma das mãos da esposa, que tem o corpo examinado pelos médicos.

– Por favor. – a obstetra tenta ser compreensiva enquanto trabalha e o rapaz a entende, dá um beijo delicado na mão da namorada e sai da sala, pedindo aos céus que esteja tudo bem com ela.

Esperar mais uma vez era torturante demais e ele não consegue fazer isso sozinho e segue para o berçário ver a filha, que esta dormindo.

– Oi anjinha. A mamãe acordou. E isso é muito bom, só que agora ela vai passar por uns exames e nós dois vamos ficar aqui torcendo por ela. – leva a mão direita ao braçinho dela e faz um carinho de leve. – Ela perguntou de você, varias vezes, a mamãe filha. – sorri e se lembra que precisava avisar sua família e amigos. Liga para Gael, Bianca, seus pais e Sol.

Três horas se passaram, desde o momento que ele saiu da sala. Seis horas que mais pareciam seiscentos anos. Gael, Bianca, Duca, Dandara e João, estavam todos ali esperando noticias da lutadora, felizes por ela ter acordado, mas ansiosos por vê-la e para saberem que esta tudo bem. A espera sem duvida é o que mais mata pessoas no mundo. Tem algo que doa mais ou machuque mais do que esperar? Esperamos para nascer, enquanto nossas mães perdem noites e noites de sono, ansiosas, esperamos para o primeiro dente cair, para dar o primeiro beijo, para ter a primeira vez, para encontrar o amor, para encontrar o emprego dos sonhos, para ouvir o esperado sim da pessoa amada, esperamos até para morrer, basicamente a vida é feita de esperas.

– E ai doutora? – Gael pergunta quando vê a Dra. Carla atravessar a porta da maldita sala de espera.

– Como minha irmã esta? – Bianca também pergunta, enquanto Pedro apenas junta as mãos, como num pedido e fecho os olhos para ouvir o diagnostico.

– Eu poderia ficar até amanhã aqui relatando bobagens médicas, mas vocês não suportariam, por isso vamos direto ao ponto: me acompanhem. – fala e começa a refazer o caminho para dentro da clinica e novamente param diante ao quarto 204 e Pedro sinceramente espera que dessa vez tenha uma recepção mais agradável ao atravessar a porta. – Espero que dessa vez gostem da noticia. – a médica fala sorrindo e abrindo a porta. Gael e Bianca entram primeiro e vão direto para a cama, um de cada lado, onde Karina os esperava sentada e sorrindo.

– Filha!

– K! – pai e filha falam juntos ao abraçarem a lutadora. – K! – Bi fala chorando e levando uma das mãos ao rosto da irmã. – Obrigado por voltar. – fala no pescoço da irmã, que também se emociona ao abraçá-los. Durante os exames seus médicos haviam lhe contado tudo que acontecerá e ela só conseguia agradecer agora que estava de volta.

– Eu amo vocês. – fala beijando ambos. – Pai. – chama o mestre que apenas chorava, sem conseguir falar nada. – Ta tudo bem? – pergunta sua filha mais nova, estranhando o silêncio dele.

– Você...- respira fundo, engolindo o choro. – Esta viva.

– É claro que estou. – ela responde agarrando o pescoço de seu pai num abraço apertado. – Eu to aqui. – fala sorrindo entre as lagrimas, ao homem em sua frente que se desmanchava em lágrimas.

– Mais você quase foi. Nunca mais faça isso, seu velho pai não aguentaria.

– A pai. – o abraça novamente. –Eu te amo! – fala fazendo carinho no rosto do mestre.

– Que bom que acordou K. – Dandara fala chamando atenção de pai e filha.

– Deixa eu te abraçar. – ela pede para a madrasta.

– Mas é claro minha linda. – a cantora responde se colocando ao lado dela e a abraçando emocionada.

– Até que enfim né esquentadinha, já não aguentava mais você ai nessa cama, parecia uma estatua. – João comenta com suas típicas pérolas.

– Filho! – Dandara o repreende.

– Deixa ele, sempre João. Vem cá pra eu te abraçar também. – Karina fala sorrindo.

– Que bom que acordou. – o nerd fala durante o abraço e dá um beijo na cabeça dela, apesar das implicâncias, ele a amava do seu jeito e tinha havia ido a uma igreja, pedir que Deus não a tirasse da vida deles. Quando eles se soltam do abraço Duca já esta do lado oposto da cama, com um sorriso no rosto.

– Duca. – ela fala rindo e agarra o pescoço do amigo.

– K! – o lutador com lagrimas nos olhos a abraça, Karina era sua amiga, sua cunhada e como se fosse uma irmã mais nova, a simples ideia de não tê-la mais com ele em um ringue, na academia, o assistindo em suas lutas, era dilacerante.

Quando partiu o abraço com Duca, Karina ergueu seus olhos para a porta e todos fizeram o mesmo. Pedro estava encostado na porta, ao lado da Dra. Carla, tinha os olhos marejados e apenas esperava que ela abraçasse as pessoas que amava.

Os olhos dela sobre ele, falavam tão alto, pediam um abraço, mas ela não podia se levantar e então sem palavras, apenas no contato visual ele caminha até ela, desviando de Duca e Bianca, quando para ao lado da cama, respira fundo e olha profundamente dentro dos olhos dela, aqueles olhos, aquele olhar, o qual ele quase morreu ao cogitar a ideia de que não fosse mais ver nela. Lagrimas grossas começam a descer pela face do músico, que leva uma de suas mãos a mão dela e sobe fazendo carinho pelo braço, chega no pescoço, no rosto e então segura o queixo dela, que vira os olhos para ele, num olhar de suplica, e então ele a abraça. Forte. Com desespero. Como viveria sem isso? Como suportaria viver num mundo onde ela não vivesse? Como suportaria não sentir aquele cheiro?

Abraçados, quase que como um só, eles se permitem chorar. Ele por ela ter ficado e ela por ter quase o deixado.

– Pê. – ela o chama, mas ele apenas chora no pescoço da amada. – Ei. – ela puxa o rosto dele, encharcado pelas lagrimas para ela. – Eu to aqui. – ela sorri entre as lágrimas. – Eu não te deixaria. – beija o rosto dele, limpando suas lagrimas com a boca dela e sentindo o gosto salgado da emoção que ele se permitia derramar.

– Eu amo você! – ele fala com a cabeça dela entre suas mãos e toma os lábios dela num beijo de saudade. Um beijo entre as lagrimas. O beijo que ele pensou nunca mais sentir. Que ela pensou nunca mais dar, mas que a vida lhes deixou sentir novamente. Há o amor, a saudade, o medo de perder, a dor da separação, mesmo que apenas por alguns dias, o beijo deles era uma mistura de tudo isso e emocionava não só eles, as outras mulheres da sala também não conseguiam se conter, não era todos os dias que uma história de amor, como de um romance bem escrito, acontecia diante dos olhos delas.

Ao partirem o beijo eles grudam suas testas e ficam sentindo a respiração ofegante um do outro, é como se o resto do mundo não existisse, mas para eles estarem completos falta algo, falta alguém. – Onde ela esta amor? – ela pergunta quebrando o silêncio.

– Vou buscá-la. – Pedro avisa se levantando da cama. – Posso doutora? – ele pergunta, se lembrando de que estavam num hospital e que ela tinha acabado de acordar de um coma.

– Claro que pode. – a mulher responde sorrindo.

– Mas doutora porque vocês a levaram para fazer exames e porque ela estava com aquela dor de cabeça? – o guitarrista questiona preocupado.

– Foi apenas um procedimento normal para pacientes que acordam de um coma. A dor de cabeça, que nos levou a fazer uma tomografia, tinha apenas haver com o fato de ter aberto os olhos na claridade, enfim tudo muito normal após um coma. As únicas restrições agora são que ela perdeu sangue e peso e ela precisa de ambas as coisas para amamentar, por isso nós iremos precisar mantê-la aqui por mais alguns dias, enquanto ela se recupera desses oito dias de terror.

– Então ta tudo bem? – Bianca pergunta.

– Esta sim.

– Graças a Deus! – a cantora fala abraçando aliviada o namorado.

– Já volto. – Pedro fala saindo da sala, enquanto Karina fecha as mãos em suplica.

– Calma K, ela a coisa mais linda do mundo. – Bianca fala.

– Como ela é? – a lutadora pergunta com os olhinhos brilhando.

– Como você acha? – Bi responde segurando a mão da irmã.

– Tão linda quanto você. – Duca interfere.

– É, tenho que admitir que ela é meio bonitinha. – João zoa com a cara de K, que apenas sorri nervosa.

O coração de uma mãe é uma das coisas mais indecifráveis do mundo, existe uma ligação absurda com o filho, a maior parte da explicação disso vem do fato da mãe carregar o bebê durante o período da gestação, de ser o local onde a fecundação ocorre, são varias as explicações, mas nenhuma dela consegue compreender o sentimento e ligação de uma mãe para com seu filho.

Karina ainda era apenas uma jovem de dezenove anos, que não se imaginava mãe, lutadora profissional, de temperamento forte e presenteada pela vida com o amor de Pedro, mas naquele momento, quando a porta do quarto onde ela estava foi aberta por uma enfermeira e seu namorado surgiu diante dela segurando um pedaçinho de gente no colo, tudo que ela era deixou de existir, todas as certezas de sua vida deixaram de certas e tudo que ela pensava ser acabou, Nada nunca mais poderia superar o fato dela ser mãe.

Com o choro preso na garganta, os olhos totalmente marejados, ela prepara seus braços para o momento mais lindo e emocionante de sua vida. Pedro caminha até, completamente emocionado, e ao parar ao lado da cama dela lhe entrega a pequena Ana.

O choro de Karina é liberado, ela não consegue se conter, é como se o mundo tivesse parado, sua filha estava no seu colo, sua filha. Como ela era linda, tão pequenininha, mais gordinha, bochechuda, branquinha, com pintinhas no pescoço e no rosto, como Pedro, com os cabelos, cílios e sobrancelhas tão loirinhos que quase não dava pra ver.

– Filha.- ela balbucia entre as lagrimas. – Oi meu amor. – tem o indicador segurado com força pela bebê que abre os olhos na direção da mãe, como num primeiro contato. Ana vira o rosto para os seis de Karina e se aninha entre as mamas doloridas pela pressão do leite da mãe.

Como descrever aquela cena? Não tinha uma pessoa no quarto, incluindo a Dra. Carla e a enfermeira Márcia que segurassem as lagrimas. Era o primeiro contato de uma mãe com sua filha, depois de sete dias.

– Obrigado. – Pedro fala beijando a testa da esposa. – Você me deu o maior presente que eu poderia ganhar na vida.

– Ela é linda Pê, perfeita. É nossa filha. Um pedacinho da gente.

– É o símbolo do nosso amor. – eles selam os lábios, até serem interrompidos por um chorinho.

– Acho que alguém quer mama mamãe. – Dra. Carla avisa.

– Ta com fome filha? – K pergunta segurando a mãozinha dela, que para de chorar, olhando para a mãe, reconhecendo sua voz. – Hã minha princesa?

– Sou a enfermeira Márcia e vou te ajudar com a primeira mamada. – a enfermeira fala se aproximando deles com um travesseiro. –Eu penso que seria importante que esse momento fosse apenas dos pais, até porque pode ser que ela tenha alguma dificuldade nessa primeira amamentação, podem se retirar por favor? – ela pede aos familiares que a obedecem, deixando apenas os três com a enfermeira no quarto.

– Então...o que eu faço? – K pergunta ansiosa por alimentar sua filha.

– Vamos lá então. Papai fique bem atento, pois nas primeiras mamadas seu auxilio é essencial. — avisa a Pedro que responde sorrindo com um “Pode deixar”. – Primeiro de tudo você precisa de concentração, pois o leite só vem e numa quantidade boa para alimentá-la se você estiver concentrada e bem, sem estresse ou preocupações, por isso é importante que quando você for pra casa procure um lugar bem confortável . É importante que você traga ela até a altura do seu peito e não leve o peito até ela. O peito não deve doer, se doer é porque ela não pegou o peito direitinho e para que ela pegue direitinho ela tem que colocar quase toda a aréola dentro da boca. Cada mamada pode durar em torno de 5 a 40 minutos, é ela quem vai determinar o tempo, mas nesses primeiros dias isso pode não ser uma regra e lembre-se que deve dar o peito toda hora que ela quiser, pois a produção do seu leite vai ser estimulada pela boca dela. Alguma duvida?

– É, durante a gestação eu li algumas coisas que diziam que o leite demorava uns quatro dias para “descer” e que o primeiro liquido que descia era o colostro, mas e no meu caso? – pergunta fazendo carinho na bochecha da filha que olhava tudo ao redor, calminha, sem chorar, como se o colo da mãe fosse tudo o que quisesse naquele momento.

– Após sua cirurgia nós fizemos a retirada do colostro e do seu leite, que desceu três dias depois do nascimento, apesar do seu coma, de alguma forma você mandava ordens para seu cérebro produzir leite e como vinha e vazava, nós tirávamos e dávamos a Ana. – sorri ao mencionar o nome da bebezinha que estava aninhada no peito da mãe recém acordada.

– Então teoricamente eu já a amamentei?

– Sim, a diferença é que agora vai haver esse contato maravilhoso entre mãe e filha. Vamos lá? – pergunta erguendo o travesseiro até ela. – Se você quiser pode colocar o travesseiro em baixo dela, para que ela fique mais próxima dos seus seios.

– Qual dos peitos tenho dar primeiro?

– Qualquer um, você que escolhe, mas se lembre de deixá-la mamar o quanto quiser em um peito, para depois trocar.

– Ta. – ela ergue a pequena para que a enfermeira colocasse o travesseiro em cima da perna dela, mostrando a Pedro como ele deveria proceder. – Ta com fome filha? – ela pergunta com voz de bebê a neném que se contorce fazendo um bico e menção de chorar.

– E esse bico filha? O que foi? Mamãe ta torturando é? – Pedro também entra no ritmo de falar com voz de bebê. Por que todos temos o costume de conversar assim com os bebês?

– Amor da uma seguradinha nela, pra eu abrir o sutiã. – Karina pede soltando a pequena em cima do travesseiro e levando as mãos até o avental do hospital, o puxando e abrindo seu sutiã de amamentação, mesmo sem exteriorizar se assusta como tamanho de seus seios que estavam enormes.

Amamentar. Existe um monte de estudos, de campanhas e de projetos em torno disso, relatando a importância para o bebe, para a mãe e a ligação que se cria nesse período, mas nenhum deles seria capaz de explicar o sentimento que invadiu o coração de Karina no momento que sua Nininha levou a boca por toda a extensão do seu peito, procurando o local de onde sairia o leite. – Aqui filha. – segura o bico do seio com dois dedos levando a aréola até a boca dela. A primeira sugada dela sai mais para o lado e K sente uma fisgada doida, soltando um gemido de dor.

– Se doeu tem que ajeitar melhor ela. – a enfermeira se pronuncia, enquanto Pedro com as mãos unidas em frente ao rosto assistia a cena com uma emoção latente.

– Mais pra cá Nininha. – Karina conversa com ela, que começa a resmungar desesperada. – Calma filha. – ajeita o seio certinho na boquinha dela que então suga com força, causando um pequeno sobressalto em Karina, pela sensação de ter seu seio dolorido chupado. Conforme sua pequena vai chupando lagrimas vão invadindo o rosto dela. Ela era mãe. Estava viva. Amamentava sua filha, ao lado do amor da sua vida, que segurava sua mão direta. – Eu te amo! – ela fala para Pedro, que puxa a mão dela até seus lábios, e a beija dizendo: — Não mais do que eu amo vocês. Para eles, esse momento podia durar para sempre. A vida já se realizava nesse instante.

Eu não poderia existir num mundo onde você não existe

obrigado por ficar.

Notas finais
Vou tentar voltar com mais emoções ainda hoje... bjOs ♥