Notas iniciais
A partir do próximo capitulo a coisa vai começar a fluir...não percam! Boa Leitura!

CAPÍTULO 24

PEDRO

Ser pai sempre foi meu sonhos, mas quando aquele médico entrou na sala dizendo que minha namorada estava grávida eu fiquei em choque. Quando o choque passou veio o medo e aí quando eu a vi a alegria me invadiu. Cada mês, cada crescimento da barriga dela, o primeiro chute e todos os outros que vieram depois desse, as vontades horríveis dela, que foram de comer pipoca com catchup a comer tâmara, a fruta que só nasce em Israel, é a esquentadinha e a minha filha se juntaram pra me fazer quase em entrar em surto pra fazer a vontade delas; mas cada um desses momentos, até o momento de desespero quando ela tropeçou na praça, só serviram pra me mostrar o quanto eu quero ser pai, construir minha família com ela, sabe chegar em casa das turnês, dos shows, das entrevistas ou de uma simples ida ao mercado e encontrar a garota – agora mulher e mãe – que eu escolhi pra chamar de minha, pra dividir a minha vida, pra ser a mãe dos meus filhos, no plural porque depois da Nininha quero no mínimo mais dois, sempre sonhei com uma família gigante.

– Os chutes dela tão doendo agora. – K comenta quando nossa filha embarca numa sessão interminável de chutes.

– Então para um pouquinho filha, não vamos machucar a mamãe. – falo para ela e retirando minha mão de cima da barriga dela. Esses momentos de carinho entre nós, num pré momento família são mágicos e hoje eu decidi que queria intensificar isso e não ser atrapalhado, por isso consegui convencer o mestre a me deixar raptar Karina até o horário de almoço de amanhã.

– Pê? – ela me chama enquanto eu massageio carinhosamente a barriga dela com o olho.

– Oi minha linda. – respondo animado.

– Eu te amo. – ela fala com a voz embargada, o que me assusta um pouco.

– Ei o que foi? – pergunto preocupado.

– Eu to com medo. – balbucia com os olhos marejados e segurando o choro. Fecho a embalagem do óleo e subo ao lado dela.

– Medo do que amor?

– Disso acabar. – se vira para mim. – E se acontecer comigo o que aconteceu com a minha mãe?

– Shiiiu. – coloco o indicador nos lábios dela a silenciando e puxando para meus braços. – Isso não vai acontecer, a doutora Carla já disse que esta tudo bem.

– Mas eu to com um mal pressentimento Pê, uma dor no peito, um medo de não ver minha filha crescer.

– Amor isso não vai acontecer. – a abraço forte. Isso não poderia acontecer. A vida não seria injusta a esse ponto comigo. Com o nosso amor. Com ela. Com a Nininha. Com seu Gael, já imaginou perder a esposa e a filha da mesma forma? Não, isso não aconteceria e sou eu quem precisa estar certo disso para passar segurança a K. Ficamos abraçados por longos segundos, até que ela se desvencilha dos meus braços e aprofunda sua imensidão azul em mim e diz: — Se acontecer alguma coisa...

– Não vai...- a interrompo, mas ela me corta erguendo o tom.

– Se acontecer alguma coisa comigo eu quero que você crie a nossa filha sem esconder nem um detalhe de tudo, quero que conte a ela que eu escolhi dar a ela a oportunidade de viver, quero que ela saiba, não quero que como eu ela fique se perguntando o que ocorreu. E também não quero que ela lute por imposição, ou que realize os sonhos que eu não conseguirei realizar. Só quero que ela seja uma menina normal, feliz. – lagrimas começam a escorrer pelo rosto dela e então eu não me seguro e deixo que as minhas caiam também. – Sabe que o que me conforta, um pouco, é você. Você é a melhor pessoa que eu conheço. Você tem um coração gigante, uma alegria contagiante, uma disposição pra viver e eu tenho certeza que será o melhor pai do mundo.

– Sem você não serei nada amor.

– Será sim. Promete que se o médico te perguntar se eu ou ela será ela?! – me pergunta e então sinto meu coração se contorcer. Como eu poderia escolher entre o amor da minha vida, o meu motivo para sorrir, a inspiração das minhas músicas e o fruto do amor que construímos juntos? Como eu poderia escolher entre ela e uma parte dela? Chorei, desmoronei em lagrimas. Em tinha que ser forte, mas não consegui. As lagrimas infestaram meu rosto e o medo e a incerteza se enraizaram em meu coração.

– Eu não consigo fazer isso. – respondo e então misturando nossas lagrimas e dor, nos abraçamos. E porque mesmo viver é tão complicado?

Minutos, horas, dias, semanas se passaram durante nosso abraço eu não poderia suportar a ideia de viver num mundo sem ela e ela não queria ir e deixar-nos para trás, a principio isso seria algo tão fácil de se resolver, mas aqui e agora é impossível, teríamos que esperar o dia do parto e acreditar que tudo daria certo.

– Com quem você acha que ela vai parecer? – K pergunta já sorrindo, mas com o rosto vermelho do choro.

– Com você é claro, não tenho duvidas de disso.

– Será? A dona Dalva disse que as filhas normalmente puxam para o pai.

– Eu peço as forças superiores que não. – me viro para ela. – Quero que ela tenha seus olhos, sua pele, sua boca.

– Que mais?

– Quero que ela seja sua cara, alias ela vai ser, acredite. Seu pai me rogou pragas para que eu passe com ela tudo que ele passou com você e praga de sogro pega, por isso ela vai ser tão linda quanto você.

– Você me acha linda desse tamanho? – sinaliza sua barriga, mas meus olhos vão parar em seus peitos, que estão pelo menos duas vezes maiores.

– Sério K? – pergunto incrédulo.

– A sei lá Pê. – fica vermelhinha. – Eu to me sentindo gigante.

– E aí achou que eu não sinto mais atração por você? – pergunto e ela confirma com a cabeça timidamente, me aproximo dela, por trás, dou um beijo estralado em seu pescoço e falo rouco em seu ouvido: — Eu nunca não sinto vontade de ter você, alias to adorando te ver assim: toda gostosa. Quero você inteira pra mim. – Pedro fala mordendo o lóbulo da orelha de Karina, fazendo com que ela estremeça. Ele puxa seu rosto e lhe arranca um beijo quente, cheio de desejo e de tirar o fôlego. As línguas em total sincronia se cruzam, as mãos de ambos passeiam por seus corpos e então ela se deita, nas almofadas, desabotoando seu vestidinho de malha e deixando que ele se deslumbre com seus seios emoldurados por um sutiã provocante. – Uau! – ele fala admirando a vista e se ajoelha ao lado dela. Deposita beijos sobre os peitos dela e então leva um das mãos carinhosamente e os acaricia, conforme o contato vai aumentando ele começa apertar, até ouvi-la: — Ai! Devagar Pê, ta sensível.

– Desculpa amor. – ele respondo voltando a beijar e lamber a região. K entrelaça as mãos no cabelo dele o incentivando e então desce uma das mãos as costas dele o acariciando. Pedro começou a distribuir beijos quentes e molhados com direito a mordidinhas e chupadinhas por toda a região do peito dela que arfava de excitação, a gestação a deixava sensível de mais e o guitarrista se concentrava no que fazia.

Terminando de abrir o vestido dela ele chega a barriga onde faz uma trilha de beijos até chegar no centro da garota. Ainda por cima da calcinha acaricia e a ouve soltar um gemido. Com pressa ele rasga a calcinha dela e invade o clitóris da namorada com a língua, fazendo-a a agarrar os lençóis com força. Com a língua dele explorando a intimidade dela e uma das mãos fazendo carinho na lateral da perna direita dela a virilha da gestante só se encharcava mais.

– Ah geme pra mim amor, geme. – ele pede rouco.

Pedro leva um dos dedos a intimidade da garota e enfia, fazendo movimentos circulares, depois enfia o outro e outro e então:

– Ah...eu vou gozar Pê. – ela avisa arfando.

– Isso linda, deixa vir. – ele a estimula e quando o liquido escorre pela vagina rosinha dela ele bebe tudo, lambendo cada gota e então sobe para a boca e a beija.

– Fica de lado. – pede. – Preciso de fuder.

De lado, por conta da enorme barriga, Karina se apóia no travesseiro e sente o namorado se posicionar atrás dela, levando um das mãos aos seios dela e puxando o bico, lhe causando uma mistura de prazer e dor.

– Se acaricia linda. – ele a incentiva e então a penetra, não com força, mas com amor, não queria machucá-la, queria amá-la, fudê-la com carinho, mas não era o que ela pensava.

– Ma-aiss. – geme.

– Mais o que amor? – pergunto surpreso, mas safado.

– Forte! – ela grunhi e então ele a obedece e passa a estocá-la com força.

– Gostosa. – ele geme enquanto a vagina apertada dela se aperta em seu membro. Não agüentando mais ela goza nele, que se mexe um pouco mais dentro dela e então goza também.

Ofegantes e suados era como ela estava, Pedro ainda agüentaria outros rounds, mas ela não e então ele a leva para um banho relaxante na banheira do hotel, onde se divertem com os chutes de Nininha e sorriem felizes, sem o temor das ultimas horas.

– Te amo. – ela fala pra ele, que a envolve em seus braços, numa posição de conchinha para dormirem.

– Não mais do que eu. – deixa um beijo no ombro descoberto dela e continua: — Obrigado por isso.

– Isso o que? – ela não entende.

– O sexo incrível. Sempre me falavam que a mulher parava de transar.

– E ai é claro que o viciado em sexo ficou com medo? – ela fala rindo.

– Ta achando isso engraçado esquentadinha? – entra no clima.

– Só um pouquinho. – faz o sinal de pouco com os dedos e vira a cabeça para ver o sorriso dele. O sorriso que ela amava. –Te amo. – se declara.

– Linda. – ele fala e beija a testa, o nariz e a boca dela e então desce até a barriga dela beijando-a e dizendo: — Boa noite princesa do papai. E então eles dormem tentando acreditar que daria tudo certo e ignorando o medo e as incertezas.

"That I'd always be beside you

To watch the day and night

And we listen to the sunrise

And feel it's growing light

And peace will come inside so quiet"

(Beside You — Simply Red)

Notas finais
Talvez hoje tenha mais um, mas amanhã é certeza! bjOs