Uma chance para recomeçar
20 Capítulo 20
Notas iniciais
CAPÍTULO 19
O Dr. Alberto abre a porta revelando uma Bianca eufórica e sorridente que vem correndo na direção de Karina para abraçá-la, mas que é imediatamente contida pela doutora Carla. – Ela esta sensível. Não pode fazer ou receber movimentos bruscos.
– Tudo bem, mas pode um abraço devagarzinho? – Bianca insiste e a doutora a deixa se aproximar de Karina. – Parabéns K. Você vai ser mamãe! Que lindo. – fala emocionada e fazendo a lutadora também se emocionar. – A mamãe com certeza ia ficar muito feliz hoje também. – fala emocionando o mestre cruel. – Seu bebe já é muito amado e não adianta nem reclamar, você vai ser a grávida mais paparicada e eu não vou desgrudar de você, pra que não aconteça mais nada com meu sobrinho ou sobrinha. Te amo irmã! – fala abraçando a lutadora que chorava.
Os médicos, Gael, Dandara e Pedro apenas assistiam a cena emocionados, aquele era um momento só delas e se fazia necessário. Bianca parte o abraço delicado com a irmã e então é a vez de Gael ser empurrado por Dandara para se aproximar da filha, mas ele puxa a namorada para ir com ele e ela vai. K olha emocionada para o pai que esta com os olhos marejados. – Você vai me fazer avô. – ele comenta, mas a menina só consegue chorar e estica os braços pedindo um abraço e então ao invés de brigar ou dar sermão Gael abraça a filha chorando. Ela iria ser mãe, daria um neto a ele. Onde ele esteve em quanto ela crescia, se tornava mulher. Eles partem o abraço e Gael deposita um beijo carinhoso na testa da filha. – Eu amo você, mas o sermão vem quando você estiver melhor. – avisa para não perder a pose.
– Parabéns K! – Dandara fala. – Você vai ficar linda com barrigão. – comenta arrancando um sorriso da lutadora. O casal se afasta do leito. Faltava alguém. Karina encara Pedro parado na porta. Seu namorado, o amor da sua vida e agora pai do seu filho a olhava profundamente e então ele caminha até o local onde os outros três já tinham estado. Sem dizer nada se senta na beirada da cama, coloca um beijo doce nos lábios da garota e desce suas mãos para o lençol que cobria seu ventre, o abaixa, ergue a blusa de seu pijama de hospital e leva seu rosto até a barriga dela, deposita um beijo demorado e faz carinho. Todos no quarto se emocionam com a cena, não era todos os dias que uma gestação surpresa de dois jovens era recebida com tanto amor e alegria. Karina chora de emoção e leva uma de suas mãos aos cabelos bagunçados dele. – O papai já te ama. – ele fala com ao bebê fazendo a doutora se juntar a Bianca e Dandara e chorar copiosamente. Pedro abaixa a blusa dela, ajeita o lençol e se ergue até o rosto dela. Passa as mãos pelo rosto angelical limpando as lagrimas que insistiam em cair e diz: — Eu te amo! – puxa a para um abraço e então eles colam os lábios num beijo apaixonado, mas calmo, demonstrando todo o amor que sentiam no momento.
– Vocês são lindos, me fizeram chorar. – a médica começa a falar, limpando as lagrimas com as costas da mão. – Mas já são quase oito horas da noite e eu ainda tenho outros pacientes. – avisa e pega suas pastas. – Karina qualquer coisa chama uma enfermeira e amanhã um enfermeira vai vir te buscar perto das dez horas da manhã, pois vou estar te esperando no consultório para realizarmos a primeira ecografia.
– Mais já? – Dandara se assusta.
– Pelos que vimos no exame ela já esta de doze semanas.
– Nossa K! Terminado o primeiro trimestre já.
– Pois é, boa noite pessoal e com licença. Agora é com você Dr. Alberto. – diz e se retira.
– Obrigado doutora. – o doutor fala. – Eu sei que vocês estão emocionados e curtindo esse momento lindo, mas a minha paciente precisa descansar.
– Não podemos passar a noite com ela? – Bianca questiona.
– Apenas uma pessoa.
– Tudo bem doutor, vamos apenas nos despedir dela e o Pedro vai ficar aqui essa noite. – todos olham surpresos para o mestre, ele estava bem? – Porque estão me olhando assim? Meu dever era evitar que isso acontece, mas agora que eu falhei não adianta mais. – completa se aproximando de K. – Boa noite filha. Fica bem, nada de fazer qualquer tipo de esforço e se esse moleque não cuidar bem de você me liga na mesma hora. –a beija carinhosamente. – Te amo viu?! Amanhã bem cedinho to aqui.
– Obrigado pai. Eu também te amo. – ela se despede dele e depois de Dandara e Bianca, que promete voltar com João para trazer roupa para Pedro e para sua irmã.
– Enfim sós. – Pedro fala fechando a porta, após ouvir todas as instruções do médico. – Como você ta? – ele pergunta sentando na ponta de baixo da cama.
– To meio anestesiada ainda, então não to sentindo nada de dor, mas aqui dentro e aqui. – fala colocando uma mão no ventre e outra no coração. – tudo mudou. Como é possível amar tanto alguém em poucas horas?
– Porque é nosso filho.
– Como vai ser agora Pê? Seus shows, eu não vou poder treinar, o que vamos fazer?
– Calma amor. Vamos levando decidindo conforme o momento.O mais importante é garantirmos que vocês vão estar bem. Dinheiro não é o problema, eu tenho dinheiro para sustentar vocês por duas vidas.
– Ai que metido! – ela fala se descontraindo e relaxando pela primeira vez no dia.
– É serio amor, com todo esse amor que sentimos um pelo outro, amparados por nossas famílias babonas e com dinheiro ta tudo certo.
– Mais você não ta com medo? Nós somos muito novos Pê, e se não dermos conta?
– Com medo eu to linda, mas se todo mundo consegue nós também vamos conseguir. E há, eu estava esquecendo de algo. – ele fala se levantando e pegando uma sacola no sofá.
– O que? – pergunta olhando para a sacola.
– Depois que o doutor me disse que eu seria pai eu sai para dar uma espairecida e aí entrei num shopping e fui a uma loja de bebe. Fiquei encantado. Tudo em miniatura, fiquei bobo pensando que daqui a pouco estaremos curtindo isso juntos, mais ai eu achei que nada mais justo do que o pai dar o primeiro presente.
– O que você comprou? – pergunta curiosa.
– Calma, além de esquentadinha e gravidinha agora é apressadinha? – Pedro pergunta assumindo seu jeito brincalhão novamente. Ele se aproxima dela e entrega a sacola. Ela pega dele e abre, tirando de dentro um pequeno bodie branco com uma setinha apontando para cima e onde estava escrito: “Essa pessoa aqui foi feita com MUITO amor!” Karina se emociona novamente. Olha para Pedro que também tinha os olhos marejados. – O bom é que se for menino ou menina vai poder usar.
– Eu já te disse que você é lindo, maravilhoso, fofo, o melhor namorado e que vai ser o melhor pai? – pergunta fofa.
– Não, mais eu não me importaria se começasse a dizer todos os dias.
– Te amo. – a lutadora diz o beijando. O amor e a paixão que sentiam um pelo outro era evidente.
Mais tarde Bianca e João trouxeram roupa para Pedro, que foi ao encontro deles já que Karina dormia tranquilamente no quarto. Preocupado com seus pais, ele decide contar-lhes pela skype e a alegria de seu pai e Tomtom for imediata, sua mãe demorara um pouco para se alegrar, mas após um sermão já começou em falar em nomes para o bebe. Pedro conversou com eles alegres, explicou o desmaio de Karina e os avisou sobre a ecografia do outro dia e depois foi deitar. E por algumas horas apenas deitar, já que pensou, imaginou e refletiu a respeito desse bebe.
– Pronta? – a enfermeira pergunta a Karina quando chega para buscá-la no quarto para a consulta.
– Pronta! – ela responde então da uma mão para ela e outra para Pedro, que a ajudam a se sentar na cadeira de rodas e seguir para o consultório. Com tanta gente aguardando noticias dela, eles decidiram que Pedro ligaria para um por um depois da consulta assim não encheriam a sala de espera, mas não adiantou muita coisa já que Gael, Dandara, Bianca, Duca, João, Marcelo, Delma e Tomtom ignoraram o combinado e vieram a clinica.
– Bom dia mamãe, papai. – a doutora os cumprimenta. – Dormiram bem?
– Sim. – respondem juntos.
– Como você já esta com essa roupa de hospital não vai precisar se trocar. – eles a ajudam se deitar na cama. – a doutora levanta a roupa dela e começa passar o gel sobre a barriga. – Como essa é sua primeira ecografia hoje vamos localizar o saco gestacional, datar especificamente o bebê e já faremos o exame de traslucência nucal, procurar anomalias e quem sabe descobrir o sexo. – a doutora pega o transdutor e coloca sobre a barriga dela. – Prontos? – pergunta ao casal e Pedro pega na mão de Karina. A médica começa a movimentar o aparelho e então um borrão aparece na tela. – Estão vendo? – ela pergunta apontando a tela. – Aqui esta ele. Vejamos: o saco gestacional esta certinho e ele parece estar bem. Tenho 5,4 centímetros e em torno de 14 gramas. – Dra. Carla fala com voz de bebe. – Olha eu me mexendo aqui. Já tenho pálpebras, orelha, os olhos estão se aproximando, é eu sou um bebe de 12 semanas. Conseguem me ver papai e mamãe? – pergunta.
– Não to entendendo muita coisa, mas acho que ali é a cabeça e as mãozinhas. – Karina comenta enquanto Pedro apenas tenta controlar o choro. – Querem ouvir o coraçãozinho da princesinha?
– É uma menina? – Pedro pergunta com a voz embargada.
– É sim, olhem aqui. – aponta a tela. .
– Uma menina Pê, meu pai vai surtar quando souber. – K fala emocionada e Pedro dá um beijo carinhoso em sua testa.
– Vamos ouvir? — Dra. Carla pede e então um som invade o ambiente. (http://www.youtube.com/watch?v=Kvzthbcu0RA)
– Nossa filha esquentadinha. – Pedro fala chorando. Esse era sem duvida o som mais lindo que já tinham ouvido. Era a filha deles dizendo que estava ali, que estava chegando para completar o amor deles, era o fruto do que sentiam, era Deus lhes dando um presente, era a vida nascendo.
– Gostaram? – pergunta a doutora se emocionando novamente com o casal. Ela limpa a barriga de Karina e então pede que eles venham para sua mesa.
– Então gente esta tudo bem com o bebê. Ela esta no tamanho normal, se desenvolvendo saudável a agora vamos falar sobre o parto. Você vai completar treze semanas sábado. Pela sua idade, pelo seu histórico médico, levando em conta a eclampsia da sua mãe no seu nascimento e o desmaio de ontem eu vou optar por tentar adiantar seu parto um pouquinho e a principio vamos agendar uma cesárea.
– Porque doutora?
– Porque na sua situação eu prefiro que ela chegue mais cedo do que nos surpreenda.
– Doutora? – Karina pergunta séria. –É possível que aconteça o mesmo que aconteceu com a minha mãe comigo?
– É sim Karina, mas a chance é mínima e não é motivo para desespero, pelo contrário, sabendo do problema fica fácil tratar e eu vou querer te ver novamente em quinze dias, até lá vou ter apresentada seu caso a outros colegas e teremos um plano para sua gestação e parto ocorrerem tudo bem. Mais fica tranquila, nada de errado vai acontecer. Se concentre em se alimentar com base nessa lista, fazer os quinze dias de repouso absoluto e passar todo amor possível para a princesinha. Já pensaram no nome?
– Ainda não, não deu tempo. – K se justifica.
– Eu já. – Pedro responde.
– Já? – K indaga.
– Mais é claro amor, você tem alguma duvida de quem sendo menina e a primeira neta e filha das duas famílias ela devesse se chamar Ana, em homenagem a sua mãe. Karina abraça Pedro apertado, era perfeito até sem querer.
Eles se despedem da doutora e então voltam para o quarto deles.
– Amor você não vai ficar para baixo não é?
– Não, mais é que eu me preocupo, vai que acontece...- se cala com medo de completar a frase.
– Isso não vai acontecer à doutora já falou. – Pedro se aproxima dela. – O tempo passou linda, a medicina evoluiu e doutora disse que a chance é mínima. Nossa princesinha Ana vai ser forte e saudável e você vai ficar exatamente aqui para a criarmos juntos.
– Você levou a sério ser Ana...
– Claro que levei, eu faço questão em dar o nome da minha sogra para minha filha, afinal se não fosse o heroísmo dela eu não teria minha musa.
– Seu bobo, mas vamos fazer surpresa sobre o nome, por enquanto, só vamos contar o sexo.
Eles contam a novidade as famílias, que comemoram alegres, mesmo eles ainda sendo tão novos o amor que sentiam um pelo outro era indubitável e eles os apoiariam em qualquer coisa e principalmente no nascimento de uma nova vida, que seria amada e mimada desde o ventre. E agora resta saber o que destino reserva para o casal nesses seis meses antes da princesinha chegar ao mundo.
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