Notas iniciais
Pessoas me desculpem por não estar respondendo os comentários de vocês, mais ultimo ano de facul ta difícil, to em processo de surtamento(essa palavra existe? rsrrs) mais hoje estou a exatamente um mês da formatura...prometo postar todos os dias dessa semana. Feliz demais com a quantidade de visualizações, de gente acompanhando e curtindo, please, não deixem de comentar, fico muito feliz com isso. Boa Leitura!

CAPÍTULO 17

PEDRO

I have loved you for a thousand years

I'll love you for a thousand more

(A Thousand Years)

Amar e ser amado. Essa é a grande sacada da vida, se alcançarmos isso já fizemos da nossa existência algo válido. Em menos de um mês já seria o natal e então estaríamos praticamente em 2015, e a minha impressão era de que esse ano mudaria nossas vidas, eu começaria a fazer shows pelo Brasil com a Galera da Ribalta, enquanto a Karina iria lutar, o que com certeza nos distanciaria um pouco, mas o amor que construímos suportaria isso.

Sinto ela se mexer desconfortável e afrouxo meus braços, que estavam em volta dela, deposito um beijo na cabeça dela e então a percebo começar acordar, como uma pessoa podia ser tão linda acordando?

– Oi. — ela fala se virando pra mim e afundando sua cabeça no meu pescoço.

– Oi linda. Dormiu bem? — pergunto a abraçando e a ajeitando sobre meu corpo.

– Aham. — ela resmunga se aconchegando no meu corpo. Fiamos abraçados por alguns minutos, até que eu olho para o pescoço dela e vejo as marcas que ficaram da nossa noite. Sorrio com a lembrança e ela percebe. — O que foi? — pergunta.

–Nada, apenas me lembrando do que fizemos aqui há algumas horas.

– Aí amor. — ela fala corando.

– Sério K? Depois dessa transa você ainda ta com vergonha de mim? — a questiona. — Percebeu que estamos nus? — ela cora ainda mais e eu dou risada. — Mais é muito linda mesmo.

– Para Pê. — resmunga. — Eu tenho vergonha mesmo.

– Por quê?

– A sei lá.

– Ei. — a chamo puxando seu rosto para minha direção e olho em seus olhos, que me desconcentram, que me fazem me perder. O imensidão azul gostosa de se perder.

– Que foi? — ela pergunta. — Ficou distante do nada.

– Me perdi nos teus olhos. — falo tirando uma careta dela. — É serio, eu já te disse mil vezes, esses seus olhos me desconcentram, eles são muito lindos. Tomara que nossos filhos puxem seus olhos. — digo fazendo carinho no rosto dela.

– Aí Pê, ainda bem que você me lembrou, eu já ia esquecer.

– Do que?

– Da minha pílula.

– Se ta tomando? Pensei que teria que te dar a do dia seguinte.

– Eu e a Bi fomos a ginecologista e ela nos passou um anti concepcional, eu não te disse? Eu to tomando desde a nossa primeira vez, não erro um dia.

– Hum, que bom, assim fico mais seguro, porque eu odeio usar camisinha.

– Por quê? — ela pergunta.

– Gosto de te sentir por completa e odeio lidar com camisinha, fora que é muito menos confiável do que o remédio.

– Mais nenhum método é cem por cento seguros.

– Isso é, estamos correndo risco de ter nossas miniaturas a partir do momento que deixamos nossas noites mais animadas. — comento e então chegamos a um ponto que eu sempre quis saber, mas nunca perguntei a ela. — Amor você quer ter filhos?

– A sei lá, nunca me vi mãe e de verdade, nunca pensei nisso.

– Mais se acontecesse? — insisto, eu precisava da resposta.

– Não sei, eu nunca pensei nisso Pê.

– Mais vai que, sei lá, enfim, estamos expostos e um dia, quando nos casarmos vai surgir o assunto filho de novo.

– Eu não tive mãe, eu não sei a força que essa palavra tem, mais a minha mãe escolheu morrer pra me deixar viver e isso me apavora, porque imagina, você abrir mão de viver por alguém é muito amor e eu não sei se eu, toda bruta e estranha do jeito que eu sou, serviria pra ser mãe. Acho que isso é mais a cara da Bianca.

– Ei não fala isso. Você seria uma mãe maravilhosa.

– Você não sabe. E Pê, desculpa, mas eu não quero falar sobre isso. Vamos levantar? Meu pai daqui a pouco bate aqui. — ela foge da conversa e isso me deixa um pouco chateado, meu sonho era ser pai, não agora é claro, mais eu quero muito um dia. Nos levantamos, ela vai para o banheiro primeiro e demora um pouco pra voltar, eu a espero observando as fotos delas na parede, nunca tinha reparado, mas as fotos de criança da K me chamaram atenção, ela era linda, os olhões azuis, o cabelo loirinho, a bochecha rosada, era um criança de outdoor. Sem querer acabei pensando que talvez tivéssemos filhos parecidos com ela, claro se ela quisesse.

– Vai usar o banheiro? — ela entra no quarto molhada, de toalha, me tirando dos meus pensamentos. — Aproveita que não tem ninguém. — ela fala sem me olhar e eu simplesmente não consigo ignorar isso. A puxo pelo braço, forçando-a a me olhar. Percebo que seus olhos estão vermelhos, ela chorou.

– Amor foi só uma conversa. — digo com o coração apertado, não queria tê-la feito chorar. A Karina apesar de durona, de lutar e tudo mais, era frágil em alguns aspectos. — Que foi? — pergunto ao vê-la engolindo o choro.

– Eu não sou a pessoa certa pra você. — meu coração se contorce ao ouvir isso.

– O que aconteceu Karina? E apenas te perguntei se queria ser mãe algum dia, não amanhã.

– E o problema é esse Pedro. Eu não sei se posso fazer isso, ser mãe, ter uma família. Eu não sei nem o que ter mãe, imagina ser uma. Você é sensível, é uma pessoa normal, é musico, cheio de sonhos, é perfeito. — ela respira fundo. — E eu sou toda vazia, oca. Eu não sou como a minha irmã, ou como as outras meninas, eu só sei lutar, não sei fazer mais nada.

– Karina olha pra mim. — falo e a seguro pelos pulsos. — Para com isso. Ouviu?! Você é uma pessoa linda, por dentro e por fora, cadê aquela mulher desses dias, que enfrentou as situações de forma adulta e não se abalou. Cadê? Eu só te fiz uma pergunta, você não é obrigada a estar pronta para ser mãe aos dezoito anos, temos muito tempo para pensar nisso e você seria sim uma excelente mãe, da mesma forma que é com tudo que faz. Para com essa mania de se achar inferior as outras pessoas. Eu amo você, seu pai, sua irmã, a Dandara e todas aquelas pessoas que te parabenizaram na sua festa ontem, todos te amamos, queremos seu bem e torcemos pra que seja muito feliz. — para pra respirar, olho pra ela e volto a falar. — Poxa K acabamos de ter uma noite incrível e você me vem com essa de não ser a pessoa certa pra mim?! Quer que eu te prove como que você é mais do que certa pra mim? Quer mais um round? Quer que eu te faça gemer meu nome até seu pai nos ouvir? — ela me olha assustada. — Você é a pessoa que eu escolhi para amar. É a minha musa, minha namorada, o amor da minha vida e a única que eu quero na minha vida e na minha cama para o resto da minha vida. Eu te amo caramba! — me exalto.

– Desculpa Pê. — ela me abraça. — Me desculpa, eu fui uma boba, é que sei lá me bateu uma insegurança. É que eu te amo e eu não quero ser uma decepção pra você, quero poder ser capaz de atender todos os seus pedidos.

– Ei, minha linda. — falo ao ver uma lagrima escorrendo em seu rosto. — Você nunca vai ser uma decepção. Você é minha maior alegria esquentadinha, mais para de chorar amor, você chorando destrói meu coração. Limpo as lagrimas insistentes do rosto dela, mais as lagrimas começam a ser mais constantes. — K? — chamo.

– Ontem foi meu aniversário e aniversário de morte da minha mãe Pê, minha mãe. — ela fala chorando, eu sabia que tinha mais alguma coisa a incomodando. — E eu nunca a conheci, eu queria poder ter uma lembrança dela, mesmo que fosse só uma, mais eu só tenho fotos e o que os outros falam. Entende? Como eu posso ser mãe se eu nunca tive uma? — a pego no colo e a coloco na cama, de toalha mesmo, fico fazendo carinho nela, ela precisava desse momento, chorar era importante, mas eu não posso dizer que vê-la dessa forma, tão indefesa, não me partia o coração.

Ficamos assim por alguns minutos, até que ela pega no sono. Decido a deixar sozinha e vou para o banheiro, faço me higiene matinal e quando me dirijo até a sala preciso lidar com o olhar de Gael que recaí matador sobre mim. — Cadê minha filha? — ele pergunta. — Pegou no sono de novo. — falo me sentando na mesa, que ainda tinha o café servido. — Como assim? Já são dez horas da manhã. Vou acordá-la. — ela fala todo mal humorado. — Não seu Gael, deixe a dormir, ela ta meio mal.

– O que você fez com a minha filha?

– Eu não fiz nada, é que ela teve uma crise de choro agora pouco, ao se lembrar da mãe dela, na verdade ela chorou justamente por não ter lembranças da mãe.

– Ai meu saco. — Gael fala. — Odeio quando a Karina fica assim.

– Eu conversei com ela, fiz carinho, quando ela acordar vai estar melhor.

Quase meio dia e com o almoço quase pronto vou até o quarto de Karina acordá-la e levando um copo com água e seu anti concepcional que Bianca me deu, depois de eu contar tudo que acontecerá a ela. Entro, coloco a água e o remédio em cima do criado-mudo e me ajoelho ao lado da cama, passo a mão delicadamente no rosto dela e começo a beijar seu rosto e pescoço, ela começa a acordar sorrindo, me alegro ao ver isso. — Dormi por quanto tempo? — ela pergunta ainda sem abrir os olhos. — Tempo suficiente para ficar descansada. Mais que tal me deixar ver esses lindos olhos azuis? — ela os abre e olha em minha direção, e então me beija, mas não um beijo calmo, um beijo apaixonado e cheio de desejo. Partimos o beijo quando o ar falta. — Que isso heim amor. — falo limpando a baba do canto da boca. — Que horas são agora? — ela pergunta. — Hora do almoço. — respondo. — A, então já ta todo mundo ai. — decepciona-se. — É que eu adoraria um segundo round. — ela fala vermelha e eu fico surpreendidamente feliz. Minha esquentadinha estava tendo desejo por mim. — Olha amor. — falo a erguendo no meu colo, e ela passa suas pernas em volta da minha cintura e os braços do pescoço. — Eu adoraria te jogar nessa cama e apagar seu fogo, mais por motivos maiores agora não podemos e as pessoas ficariam escandalizadas com seus gritos, agora nada nos impede que mais tarde retomemos aquele programinha que iríamos fazer na academia. – ela dá uma chupada no meu pescoço. Aperto a bunda dela em resposta, e ela dá um gemido provocativo em resposta. — Não brinca com fogo Karina. — alerto-a. — Eu tava a fim agora, mas já que você ainda esta se recuperando da noite, tudo bem, eu espero. — ela fala descendo do meu colo e indo em direção ao seu guarda roupa, propositalmente ela deixa a toalha cair, revelando seu corpo nu. Maldita. Desgraçada. Queria me levar a loucura. Mas eu não ia cair, apesar de só dezenove anos e os hormônios em combustão, eu tenho amor a vida e se a pegasse agora, bom digamos que ela se arrependeria de algumas atitudes e aí o mestre sogrão ia ouvir, vir aqui e eu me ferraria, vamos deixar isso pra depois.

– Bora almoçar? — ela pergunta, após vestir um shorts curtíssimo de ginástica e outro top.

– Só vai usar top agora? — pergunto tentando não transparecer o ciúmes.

– É que eu to com um calor. Você não esta? — provoca saindo do quarto. A mais essa garota que me aguarde.

Almoçamos, conversamos, nos divertimos e então Dandara avisa que ela Gael vão assistir a uma peça de teatro no centro da cidade. Juntamente com João e Bianca, nós arrumamos tudo e quando a noite chega ficamos apenas os quatro no apartamento. Estamos sentados no sofá, assistindo os documentários sobre animais da Karina, com João reclamando sobre a inutilidade dos coelhos, que as duas meninas acham fofos. — Alguém ta me devendo uma ida na academia. — sussurro no ouvido dela. — Gente eu vou ali na academia dar uns socos e uns chutes, só pra dar uma aquecida. Se vai comigo Pê?

– Pode ser. — falo me fingindo de desentendido e os dois não sacam nada. Fazemos o caminho até o local em silêncio. Apenas de mãos dadas, quero guardar energia para o que vem em seguida. Ergo a porta até a metade, nós entramos e então eu abaixo a porta até o chão novamente e a tranco, para não sermos incomodados. Ela caminha até os materiais, para colocá-los, ela achava que ia realmente lutar? — Acha que vai lutar? — pergunto irônico. — Não é isso que se faz numa academia? — pergunta travessa. — Vou te mostrar o que mais se pode fazer numa academia. — digo rouco e a agarro por trás, começo a deslizar chupões por seu pescoço e a pegar em seus peitos. Ela geme manhosa e eu a viro para mim e atraco sua boca, com um beijo selvagem, ser dar chance para ela acompanhar o ato. Ela resmunga entre o beijo, mais eu a aperto com força e quando partimos o beijo ela me olha assustada. — Você disse que queria um segundo round amor? — pergunto sacana e a empurro na parede do gabinete do pai dela, volto a beijá-la com força e distribuir beijos pela extensão do pescoço dela. Começo a ficar muito excitado e a percebo me acompanhando, mais hoje eu estava decidido a brincar com ela e coloco minha mão dentro do shorts e da calcinha dela, pegando na bunda dela, mas sem partir o beijo. Puxo-a até o tatame e a jogo no chão. Abaixo o shorts dela e começo a brincar com sua intimidade. Brinco com ela até que ela não aguenta mais e então a penetro com força e depois vou diminuindo o ritmo, diminuindo, até que nossa foda se transforme em amor, muito amor.

– Já disse como você fica linda depois de uma foda? — pergunto a ela, após recuperarmos e o fôlego e ela a sanidade.

– Você acabou com meu pescoço não é? – fala passando a mão sobre o mesmo. — De novo pra variar. Pê você tem tara pelo meu pescoço? — ela pergunta.

– Tem tara por você inteira amor, mas confesso que seu pescoço é um alvo que me faz perder o juízo, essa pele branquinha, desnuda, é como se ela precisasse de uma corzinha.

– Tarado. — ela fala fingindo estar chocada.

– Por você amor. — digo a puxando para um beijo. — Eu te amo. — falo depois de partirmos o beijo. — E vou te amar pelos próximos mil anos.

– Só isso?

– Depois de mil anos nos tornaremos imortais linda e nosso amor também.

– Você é um bobo Pê.

– E você me ama.

– Muito, mas agora acho que você podia parar de falar e me dar um segundo round, ou seria o terceiro?- ela pergunta descendo suas mãos pelo interior da minha perna.

– Se é isso que minha esquentadinha quer...as suas ordens. — falo a tomando novamente em meus braços. Sinceramente? Não sei se é possível ser mais feliz do que isso, ou amá-la mais.

Notas finais
Gostaram??