Uma chance para recomeçar
15 Capítulo 15 Aniversário parte 2
Notas iniciais
CAPÍTULO 15
Karina
Peraí, eu ganhei a luta? Ganhei um round disputado com José Aldo. Caramba. Que aniversário é esse?
– To simplesmente surpreso e encantado. – Aldo fala ao meu pai que esta parado ao lado dele no ringue, com um sorriso inexplicável direcionado a mim. – Ela é maravilhosa Gael. Você precisa competir Karina, você é muito rápida, tem movimentos muito espertos e é atenciosa a luta, analisou onde eu abaixava a guarda e atacou. Ta de parabéns. Fora que você é linda, esses olhos desconcentram qualquer adversário.
– Muito obrigado. Fico feliz de ouvir isso de você, agora só falta convencermos meu pai de que eu posso lutar de verdade.
– Yo. Melhor falarmos disso outra hora. – Gael replica. – Mas eu to orgulhoso, surpreender o campeão é aqui é coisa de profissa. Parabéns filha. – a parabeniza e ganha um abraço de imediato da menina que fica extremamente feliz com a fala do pai. – Mais isso não significa que estou te deixando lutar profissionalmente.
– Tubo bem pai. — responde. – Olha de novo, muito obrigado por tudo, por estar aqui, pelas luvas, pela luta, por me deixar ganhar. Valeu mesmo. – ela se dirige ao campeão.
– Que isso, eu é que tenho que te agradecer pela festa maravilhosa e por ter me dado a honra de ver nascer uma estrela. Mas apesar de tudo, agora eu tenho que ir, minha esposa ta me esperando. Obrigado por tudo Karina e parabéns, se preocupa não que o ciumento ali amolece já já. – a abraça. – Gael. – fala cumprimentando o amigo. – Obrigado pelo carinho e parabéns pela filhona.
– Que isso Zé, eu que te agradeço por ter vindo aqui fazer a alegria dela.
– E deixa a menina luta Gael.
– Ai já é pedir de mais.
– Ela é ótima, quer isso, deixa a menina ser feliz.
– Prometo pensar no caso. – confidencia. – Ela só não pode ouvir isso, ainda.
Eles se despedem até a porta, algumas pessoas tiram mais algumas fotos com ele e pedem autógrafos e então o campeão se vai, mas a galera continua animada na festa, dançando, conversando, namorando, curtindo a vida, a juventude. Karina e Pedro dançam e namoram agarradinhos, assim como Duca e Bianca, Gael e Dandara, Delma e Marcelo, Jade e Cobra, Wallace e Sol, Guta e Marcão e até Joaquina e Zé. Mais os só amigos também curtiam a dança na coreográfica, coordenada por Ruiva.
– Vamos sentar um pouco. – Karina pede.
– Já cansou? – Pedro pergunta.
– Eu venci o campeão brasileiro de muay thai, tenho esse direito.
– Mais vai ficar se achando o resto da vida por isso.
– Pelo resto da vida não, mas pelos próximos dias sim.
Eles caminham até a mesa e encontram Marcelo e Delma também se dirigindo para lá.
– Oi meus filhos. – Delma fala pegando um salgadinho na mesa.
– Parabéns pela luta Karina. Eu não sabia que era tão boa, parabéns. – Marcelo fala, acompanhando a mulher nos salgadinhos.
– Obrigado Marcelo. – ela responde e se senta ao lado da sogra. – Delma posso te agradecer? – pergunta. – Pelo que? – a mulher pergunta. Karina olha para Pedro, lhe dá um sorriso de lado e diz: — Por criar um filho tão perfeito. – responde apaixonada. – Ownt, meu Deus, mais não são lindos amor? – pergunto ao marido vendo a troca de olhares apaixonados entre o casal. – Não precisa agradecer não Karina, cuidando bem do meu filho eu já fico muito agradecida e isso você tem feito muito bem. – comenta. – Mais eu tenho que agradecer mesmo assim e não se preocupe sogrinha, eu prometo sempre cuidar muito bem do seu filho. – a lutadora promete. – Posso te dar um abraço? – Delma pergunta. – Eu to meio suada, sabe depois da luta. – Karina avisa. – Não tem problema quero dar um abraço nessa minha norinha mais linda. Eu gosto muito de você viu menina?! Você é muito bem vinda na nossa família e qualquer coisa que precisar pode me procurar ouviu? – a mãe de Pedro fala abraçada na lutadora. – Obrigada. – K fala feliz. – O que foi Pê? – pergunta ao namorado que está emocionado. – É que ver duas das três mulheres mais importantes da minha vida abraçadas assim me emociona. – A seu frouxo. – K fala se aproximando dele e dando um beijo carinhoso em seus lábios.
Conforme as pessoas começam a irem embora da festa, apenas a família vai ficando reunida na academia.
– Isso aqui ta horrível. – Gael reclama conferindo com os olhos a bagunça de sua academia na pós festa.
– Amanhã te ajudamos a limpar pai. – Bianca fala pendurada no pescoço de Duca.
– Gente muito obrigado, eu amei a festa, os presentes, amei tudo. Vocês se superaram. – K agradece voltando do banheiro e se sentando no colo do namorado.
– Que bom que gostou maninha. – Bi fala.
– Fizemos com muito carinho. – diz Dandara.
– Só não precisava vir de top e shortinho para a festa né Karina, isso mostra demais seu corpo.
– Mais que pai mais ciumento e babão que eu tenho. – K fala indo arte o pai e o abraçando da forma ‘carinhosa’ deles.
– Ai. – Gael reclama do aperto que a filha dá em seu pescoço com o clinch. – Quer lutar é?! – fala a prendendo. – E ai? Como você se livra?
– Isso é golpe baixo mestre Gael.
– Golpe baixo? É? – pergunta divertido, fazendo todos rirem com o carinho que existia entre eles. – Eu acho que golpe baixo é os filhos crescerem, começarem a namorar, usarem roupas curtas e mostrando toda a barriga. Isso é um golpe baixo, na verdade baixíssimo. – fala beijando o topo da cabeça da filha. – Te amo minha moleca. Parabéns. – deseja virando a para olhar em seus olhos. – E pra provar que eu não sou um mestre cruel, como esse menestrel do capiroto que você chama de namorado diz, eu vou te autorizar a participar do campeonato.
– A se ta brincando? Caramba pai. Eba! – ela grita pulando no pescoço do pai. – Valeu pai!
– Calma, calma mocinha. Ainda não terminei.
– Te amo, te amo. – ela fala beijando o rosto de Gael, que a segurava no colo. – Obrigada pai. Isso era tudo que eu precisava ouvir pra minha noite terminar perfeita.
– Eu to deixando, mais se acontecer alguma coisa com você, se você se machucar, eu te tiro do ringue no mesmo momento.
– Que exagero pai. Não vai acontecer nada, até porque como você e todo mundo viu hoje, eu consigo. – falo orgulhosa.
– Iii, já ta se achando. – João comenta. – Vai ficar toda cheia agora.
– E eu não posso me achar nem um pouquinho? – pergunta ainda abraçada ao pai.
– É claro que pode K. Você foi incrível, sempre soube que você conseguia. – Duca comenta.
– Valeu cunhadinho. Mais e você namorado, ta quietinho, não falou mais nada. – digo caminhando na direção dele, que estava escorado na porta do gabinete do meu pai.
– Só te admirando linda. Ver você feliz dispensa qualquer palavra.
– O meu amor, já disse que te amo hoje?
– Várias vezes, mas não custa repetir. – ele responde me abraçando carinhoso e então tenho uma ideia.
– Pai? O Pê pode dormir lá em casa hoje? Já que a Bi vai dormir no Duca né, nada mais justo. – comento recebendo o olhar confuso da Bi e do Duca.
– Já ta dormindo fora sem minha autorização dona Bianca? – meu pai fala e torço mentalmente pra que minha irmã entre no jogo.
– É...então pai, é que eu esqueci de te avisar, é isso, esqueci. – Bi fala improvisando. Ela era uma ótima atriz. – Mais agora com todo carinho eu te peço: Posso dormir com Duca hoje, amanhã é sábado e assim a K dorme com o Pedro lá em casa, ou você prefere que eles vão para um hotel. – apela.
– Mai isso nem pensar. Esse guitarrista desgraçado que não pense que porque minha filha fez dezoito anos o namoro deles vai ficar light porque não vai.
– Ta pai, sem sermão hoje, mais e aí, o Pê dorme ou não dorme lá em casa hoje? Lembrando que hoje é meu aniversário e eu adoraria terminar a noite com a pessoa que eu mais amo. – chantageio.
– Achei que eu era a pessoa que você mais amava. – meu pai faz bico e todos nós rimos.
– O amor, que biquinho lindo. – Dandara fala beijando ele que fica com vergonha. – Deixa o Pedrinho dormir lá com a K, eles merecem. – já disse o quanto eu amo a Dandara? Não?! Então, eu amo ela pra caramba, não dá pra querer uma madrasta melhor do que ela.
– Tudo bem, mas eu quero minhas duas filhas tomando café comigo amanhã.
– Que tal almoço paizinho. –Bi sugere, meu pai olha para Dandara que balança a cabeça positivamente.
– Tudo bem, mas vocês sabem, meu almoço é meio dia em ponto. – o rabugento replica.
– Partiu casa? – Dandara fala.
– Partiu. – eu, Bi, Duca e João respondemos juntos, só eu acho que convivência é um problema?
Quando chegamos no meu quarto o Pê estava no telefone, avisando o pai dele que passaria a noite comigo. E eu aproveitei para trocar de roupa, mas antes prestei atenção em mim no espelho e gostei do que vi. Iria usar mais tops, me deixava mais mulher, sem ser patricinha. Comecei a tirar meu tênis, minhas meias, meu shorts, o top e aí eu senti duas mãos gostosas acariciando a lateral do meu corpo e fechei os olhos para sentir os lábios dele fazendo uma trilha de beijos pelo meu ombro, pescoço e maxilar nus. Ele me vira de frente pra ele e começamos um beijo cheio de desejo, em segundos estou presa entre o corpo quente dele e o guarda roupa, meu namorado quando queria, não tinha o que o fizesse esperar e nesse momento mais do que nunca eu estava disposta a satisfazê-lo e hoje, em comemoração aos meus dezoito anos, eu o levaria ao céu e o inferno e lhe daria uma noite inesquecível de prazer.
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