Uma chance de ser mais

5 Capitulo 4 - Três vidas e uma certeza


Notas iniciais
Genteee, desculpem a enorme demora kkk mas vocês ja sabem o porque né, fiz minha prova hoje e por enquanto as coisas da escola acabou e "só" tenho os estudos para os vestibulinhos, então ainda assim pode acontecer de um capitulo ou outro demorar um pouquinho mais do que o normal, enfim, boa leitura!

POV Lydia

Apertei o grosso edredom entre minhas mãos e me virei na cama novamente, não estando acordada realmente. Era como se minhas reações fora do sonho estivessem acontecendo muito longe de mim, apesar de sentir apertar o edredom e virar constantemente na cama.

A caixa, a maldita caixa de madeira com a tricele. Eu a via nas mãos e alguém, mas quem?

A caixa se remexia, tremendo como se a coisa dentro dela lutasse com todas as forças para sair. O desespero aumentou dentro de mim quando a tal pessoa começou a girar a tampa.

–Não! –Gritei, na esperança de que aquela pessoa não a abrisse, pois se isso ocorresse todo o terror voltaria, Stiles perderia a cabeça novamente, mas pior. Mais pessoas morreriam, mais caos, conflito e principalmente dor.

Meu grito não pareceu alertar de nada, pois a pessoa terminou de girar a tampa e a abriu, fazendo com que uma poeira extremamente negra saísse com velocidade de dentro da caixa, tremendo tanto que fez com que a tal pessoa a soltasse, enquanto a criatura enfaixada se materializava a sua frente.

Me sentei na cama sentindo minha garganta doer de tanta força que minhas cordas vocais faziam para sustentar o grito que soava alto pela casa. Sentia algo horrível dentro de mim, a familiar sensação de quando alguém morreria. A porta do meu quarto foi aberta violentamente ao mesmo tempo em que eu cessava o grito. Minha mãe passou pela porta com um taco de beisebol na mão e com uma expressão completamente assustada.

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POV Stiles

Sentia meu corpo entorpecido, e minha mente viajando longe enquanto observava vidrado, as gotas da torneira fechada cair na pia, fazendo um leve barulho em meio a todo o silencio da casa escura. Scott e Lydia tentaram me convencer de que eu não havia matado aquele garoto, mas eu sabia, fui eu. Eu o via como uma lembrança e por isso não consegui fechar meus olhos um segundo para dormir. Eu dormiria quentinho e seguro em minha cama enquanto havia matado uma pessoa? Tirado a vida de mais um ser humano, inocente. Não conseguia suportar esses pensamentos, tudo que eu queria era que alguém entrasse pela porta e dissesse que tudo estava bem, que não havia mais Nogitsune e que eu não tinha mais poderes nenhum, não machucaria mais ninguém. Mas não que a pessoa me dissesse isso apenas para me fazer me sentir melhor, mas sim que fosse realmente sincera a sua noticia.

Meus poderes... Encarei minhas mãos sentindo a raiva borbulhar dentro de mim. Nunca pedi por aqueles poderes estúpidos, eu estava bem como estava, sendo só... Eu. Tudo bem, muitas vezes tive breves momentos de vontade de poder fazer algo a mais. Mas isso era quando alguém próximo a mim corria perigo, como meu pai, Lydia, Scott, sempre quando alguém que eu me importava corria algum risco eu tinha momentos em que desejava ter algum poder sobrenatural para ajudar Scott e os outros a resolver tudo. Mas agora que eu os tenho... Gostava da forma em que ajudava, fazia de tudo que eu podia para ajudar Scott em nossos problemas, eu usava a cabeça e o lado investigativo que graças a Deus havia herdado do meu pai. Ultimamente, com poderes só tenho trazido problemas e não ajudando em algo. Só quero voltar a ser comum, se eu não posso controla-los então do que adianta ter algo de especial dentro de mim? Afinal, eu realmente sentia que esses poderes trariam mais problemas do que soluções.

Observei as gotas de água caírem com mais rapidez ao mesmo tempo em que um grito extremamente alto e desconfortável perfurou meus ouvidos. Levei as mãos até eles na intenção de protege-los do barulho, mas foi inútil.

Corri pelas escadas até o meu quarto, consciente de que meu pai não havia ouvido o grito de Lydia. Peguei meu celular, quando o grito finalmente parou. Disquei apressado o numero de Lydia, sentindo meu coração bater rápido em meu peito.

–Alo. -Não era a voz de Lydia.

–Ham... Alo, é o Stiles, Lydia esta? –Perguntei nervoso.

– Stiles! É a mãe dela, Lydia esta... –Ela hesitou por um momento.

–Ela esta bem?

–Parece que sim, ela teve um pesadelo e acordou um pouco assustada, mas como você sa...

–Posso falar com ela?

–Ham... Bem, se você conseguir, ela ainda esta meio... Longe.

Ouvi alguns ruídos e minutos depois ouvi a voz tremula de Lydia.

–S-Stiles?

–Lydia! Você esta bem? Ouvi você gritar e...

–Esta tudo bem, foi... só um pesadelo.

Ela parecia realmente muito abalada.

–Lydia, não foi só um pesadelo não é? Quer que eu vá ai? Eu posso...

–Não! Não precisa... Eu vou ficar bem –Ela disse, como se... Como se realmente não quisesse que eu estivesse la.

–Ham... Okay... Então, a gente se vê amanhã. –Eu disse.

–Tudo bem até a amanhã.

–Tem certeza de que não quer que eu vá? –Perguntei. Sempre quando Lydia tinha pesadelos e nós nos comunicávamos eu ia até a casa dela, era tão estranho ela simplesmente dizer que... Não precisava.

–Tenho certeza Stiles... Até amanhã.

–Boa noite.

–Boa noite, Stiles.

Um segundo depois e ela desligou.

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POV Lydia

Tudo que eu queria era pedir que ele viesse até minha casa, mas... Eu não podia, ele me perguntaria sobre o sonho. E como eu teria a coragem de olhar em seus olhos e dizer que algum maluco da cabeça abrira a caixa que prendia seu pior pesadelo, seu maior medo e abria novamente a possibilidade de ele ser possuído? Torcia mais do que nunca que aquilo tivesse sido somente um sonho. Mas porque aquela maldita sensação de que não tinha sido.

–Lydia, querida, você vai ficar bem? –Perguntou minha mãe.

–Sim... Pode ir dormir, logo eu pego no sono novamente. –Forcei um sorriso para transmitir seguranças nas minhas palavras.

Ela sorriu e beijou minha testa.

–Tudo bem, boa noite. –Se levantou e saiu do quarto.

Me levantei da cama sentindo minhas mãos ainda tremulas. Olhei pela janela a lua brilhando como sempre, com algumas nuvens a cobrindo. Respirei fundo olhando a rua deserta a minha frente. Foi tão rápido que quase o vi piscar. Havia alguém ali em baixo, olhando para mim, mas não parecia ser alguém qualquer, ele tinha... Uma forma estranha. Seu rosto não parecia humano, era um tanto arredondado, suas costas eram bem curvadas e ele mexia os dedos de uma forma estranha, então ele deu alguns passos para frente e eu reconheceria aquele andar em qualquer lugar. Era ele, Nogitsune com suas faixas e seus dedos grossos se levantaram, mostrando o numero três.

Meu coração batia tão forte que eu podia ouvir suas batidas no silencio do quarto, minhas pernas fraquejaram e minhas mãos tremeram mais ainda, suando frio. O que era aquele número? Sua imagem piscou, como se fosse um holograma, eu poderia ter ficado surpresa se quando ele voltou a ser solido eu percebesse que não era mais ele. Também reconheceria aquela imagem em qualquer lugar. Stiles. Estranhamente agora uma das luzes do poste estava mais forte eu podia enxergar mais claramente. Ver novamente Stiles em uma aparência tão sombria fez o desespero crescer dentro de mim, distribuído calafrios pela minha espinha. Ele sorriu cruelmente e simplesmente virou-se para o lado esquerdo da rua e continuou andando, logo eu não podia vê-lo mais.

Me afastei tremula da janela, não sabendo o que fazer exatamente. Senti como se algo me chamasse, me guiasse para fora do quarto. Apenas seguindo meus instintos, o que poderia ser muito estupido da minha parte no momento, mas eu o fiz mesmo assim. Peguei uma blusa em meu cabide e a vesti, seguindo para fora do quarto e indo até o andar de baixo. Peguei minhas chaves do carro e fui até a garagem, entrando apressada no veículo e saindo do local. Dirigi sem rumo por alguns minutos, percebi que era na mesma direção em que vi o Nogitsune... Stiles, quem quer que ele fosse no momento, seguiu. A rua estava escura e vazia, por causa da hora que devia ser muito tarde. Em um momento eu estava dirigindo em uma rua escura e vazia e no outro vi a imagem de alguém em pé parado na frente do carro, que ao chegar mais perto reconheci ser Stiles. Algo pingava pela sua mão, vindo do braço coberto pela blusa. Antes que eu o atropelasse freei o carro rapidamente, fazendo barulho com os pneus. Stiles piscou novamente, como se fosse um holograma, sua imagem oscilando entre ficar ali ou sumir por completo. Novamente ele se tornou solido, virando para o lado e começando a correr. Observei a estrada novamente vazia a minha frente, minha garganta coçava e eu sentia a família vontade de gritar. Pelo farol do carro notei que havia algo no chão. Abri a porta, o medo me consumindo, mas respirei fundo e sai do veículo. Não pensei duas vezes quando vi a imagem a minha frente. Gritei com todas as forças que eu tinha, horrorizada com os três corpos caídos ali, evidentemente mortos.

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POV Stiles

Sai pela calçada de casa, acompanhado do meu pai e corremos pela rua, eu sabia que o grito tinha vindo dali, sabia. Não demorou muito e finalmente achamos o carro parado de Lydia, com os faróis acesos, ela estava parada do lado do carro tremendo olhando para um ponto a sua frente. Que ao chegar mais perto percebi que eram... Corpos. Corri até ela, precisava me certificar de que ela estava bem.

–Lydia. –A chamei, quando cheguei mais perto.

Ela me olhou assustada, estava pálida e algumas lágrimas escorriam por seu rosto. Ela me olhou por alguns segundos e seus olhos parraram em meu braço direito. Estranhei, mas logo ela voltou a me encarar e deu alguns passos em minha direção, me abraçando forte. Senti seu corpo tremer e a abracei de modo protetor, tentando fazer todo aquele medo passar. Por cima de seu ombro observei meu pai conferir os corpos no chão, chamando alguém pelo radio policial.

Lydia estava abraçada tão fortemente a mim, afaguei levemente seus cabelos, tentando acalma-la.

–Hey, calma ai ficar tudo bem.

–Eu vi... –Ela sussurrou. –Ele... –Soluçou conta meu ombro, a lagrimas molhando levemente minha camisa.

–Quem?

Ela ficou quieta.

–Eu... Eu os achei Stiles, quero parar com isso, não quero mais achar corpos, não quero mais ouvir vozes dentro da minha cabeça o tempo todo.

–Hey, vai ficar tudo bem. Prometo que você não vai mais achar corpo nenhum.

–Você não pode prometer algo assim, não da para controlar isso.

–Talvez não, mas eu vou fazer tudo possível pra isso não acontecer mais.

Lydia se separou levemente de mim, apenas para que conseguisse me encarar. Sorri de forma encorajadora e passei meu polegar por suas bochechas, secando suas lágrimas. Tentando não ficar parado olhando em seus olhos que me encaravam de forma tão intensa.

–E sobre as vozes. –Continuei. –Sabe que pode me ligar quando quiser quando elas aparecerem, e eu vou fazer o que eu puder para elas pararem.

Então ela finalmente sorriu levemente e me abraçou novamente.

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POV Lydia

Já tinha contado ao xerife umas três vezes o que tinha acontecido e como eu havia encontrado os corpos, então finalmente pude ir para casa, Stiles veio comigo claro. Não tive coragem de dizer a ele que não precisava que ele fosse comigo, mas também não tinha coragem de contar a completa verdade do que eu vi e sonhei. Eu precisava estar com ele, com ele de verdade, eu sabia que quem eu havia visto horas antes não era ele, era algo da minha mente ou sei la. Mas não Stiles de verdade, que disse que estava o tempo todo em casa andando sem sono pelo quarto, como sempre.

Mais mortes, o numero já estava crescendo demais e isso logo chamaria mais a atenção dos moradores na cidade, e isso não seria bom para a polícia.

–Lydia. –Stiles me chamou e olhei para ele sentado em minha cama, parecendo pensativo.

–O que? –Perguntei, me sentando ao seu lado.

–Você... Tem sonhado com ele não tem? –perguntou.

Meu coração disparou e rapidamente tentei pensar em algo para dizer.

–Ele quem? –Péssima escolha do que dizer.

Ele me olhou como se tivesse ainda mais certeza.

–Você sabe. –Desviou o olhar do meu, encarando algum ponto no chão a sua frente.

–Eu... Ta tudo bem, eu sonhei uma vez...

Ele me olhou descrente, interrompendo minha frase.

–Tudo bem, talvez duas. –Ele voltou a olhar para o chão. –Mas Stiles, isso não significa nada.

Ele novamente me olhou.

–Significa sim, você sabe que pra gente sonhos nunca são só sonhos.

–Hey, tudo bem, talvez não, mas você não tem que se preocupar, a caixa esta bem escondida e ele esta bem preso e ninguém vai abri-la, ele não vai possui-lo novamente Stiles.

Ele franziu o cenho e apenas me olhou por alguns segundos.

–Mas... Eu não disse que tenho medo disso acontecer.

Okay Lydia, você acaba de dizer uma grande besteira.

–Eu... Ham... –Percebi o medo começar a aparecer em seus olhos.

–Lydia você viu algu...

–Não, olha eu só disse isso por que... Por que eu sei que você esta com medo disso sim okay, eu te conheço Stiles. –Ele desviou novamente o olhar do meu –Eu sei que você esta sempre tendo pesadelos e visões com ele. Mas ele não pode voltar tudo bem?

Coloquei a mão em seu queixo, o fazendo me olhar.

–Ele não pode sair daquela caixa e ele não vai chegar perto de você nunca mais. E com o tempo os pesadelos vão parar. Você vai ver. –Sorri tentando ser o mais encorajadora possível. Parece que funcionou, pois ele sorriu para mim também, segurando uma das minhas mãos. Deitei a cabeça em seu ombro e respiramos fundo ao mesmo tempo, olhando a parede a nossa frente, apenas apreciando o breve momento de paz.

“-Você nunca esteve tão enganada, Lydia Martin” –Ouvi a voz sussurrada e arrastada em minha mente. Levantei a cabeça do ombro de Stiles, respirando com força, olhando para os lados assustada. Não, eu não podia ter realmente ouvido aquilo podia? Droga, eu realmente tinha escutado. Então... Realmente não foi apenas um sonho.

–Lydia? O que foi? –Stiles me perguntou, me olhando confuso e alerta.

Engoli em seco, na duvida do que dizer, sabendo que se eu contasse toda a verdade ele surtaria e ai que não teria mesmo noites de sono nem nada disso, sua vida voltaria a ser como na época do Nogitsune e eu não poderia permitir isso, não poderia permitir que ele se perdesse, não permitiria que Nogitsune roubasse sua mente e o manipulasse novamente. Eu vou lutar para impedir isso.

Notas finais
Eaee gostaram? Ainda acho que o capitulo não ficou grande o sulficiente kkk vou tentar fazer o próximo maior okay. Próximo capitulo tem algumas respostas dos acontecimentos do capitulo passado. Não sei quando vou postar o próximo, mas prometo que o mais rapido possivel. Bjsss, comentem!