Uma chance de ser mais

2 Capitulo 1 - Gritando para a realidade


Notas iniciais
Eaee, desculpa a demora, eu ia postar ontem, mas eu estava doente e tals, ai não deu. Enfim, Boa leitura!

POV Stiles

–O que você esta dizendo? Que... Isso aconteceu pelo ocorrido com o Nogitsune? –Perguntei a Deaton que estava tentando nos esclarecer o máximo possível do que tinha acontecido.

–Mais ou menos. Veja bem, ser possuído por um espirito desses não traria danos apenas psicológicos, mas eu imaginei que algo do tipo aconteceria com você caso fosse mordido, então se isso não ocorresse esses... Dons estariam bem guardados dentro de você. A conclusão que eu cheguei é que: O liquido que injetaram em você servia para lhe fazer parecer quase morto certo? Diminuindo seus batimentos e pulsações, enquanto isso ocorria seu cérebro e seus sistemas imunológicos procuravam um jeito de combater a droga. Assim como acontece com alguém que foi mordido, o organismo da pessoa tenta fazer o que pode para fechar a ferida da mordia, parar de sangrar. Realmente curar a pessoa antes que ela morra e eles acham essa fonte nos poderes recém adquiridos pela mordida e assim a ferida se fecha. Seu organismo fez algo bem parecido, tentando fazer com que você vivesse depois de ser tecnicamente ferido por algo sobrenatural, procurou forças para combater isso dentro de você e encontrou esses poderes escondidos depois que foi possuído.

–Okay, mas o Nogitsune. Nós não o vimos fazer nada parecido com o que Stiles fez. Isso foi... diferente, foi realmente como se uma parede invisível aparecesse ali. –Disse Scott.

–Sim, mas... a lenda também se aplica a Stiles nesse caso...

–Refletiu na minha personalidade. –Eu disse.

–Sim, mas não como alguém que é mordido. Provavelmente se você fosse mordido se transformaria em um lobisomem ou outra criatura que mudaria sua forma corpórea.

–Então não vou me transformar? Brilhar olhos nem nada disso? Será como se nada tivesse acontecido comigo certo? Não vou ter que me preocupar em controlar transformações na frente das pessoas e tentar não mata-las?

–Bem... Você não precisa se preocupar com a transformação, mas... Seus novos poderes precisam ser controlados.

–Controlados? Eu nem ao menos sei direito o que eu posso fazer. Eu simplesmente... Levantei minha mão, só isso.

Deaton sorriu.

–É, mas provavelmente eles vão aparecer agora e algo me diz que você terá algumas surpresas consigo mesmo.

Engoli em seco, Okay, eu estava começando a ficar realmente assustado com aquilo. Senti uma mão em meu ombro e olhei para o lado, era Lydia. Sua mão foi até meu pescoço e subiu fazendo um carinho nos cabeços em minha nuca. Sorri, sabia que aquele era o modo dela dizer que estava comigo, que me ajudaria no que precisasse.

XXX

Cheguei em casa me sentindo exausto, só queria tomar um banho e me jogar no sofá, assistir algo até dormir. Sabia que não conseguiria dormir facilmente, pois apesar de cansado eu não sentia sono exatamente. Como planejado tomei banho e me joguei no sofá, ligando a TV. Lydia, Scott, Kira e Malia estavam na escola, então realmente só me restava a TV. Olhei para a cozinha pensando na gaveta onde tinha algumas barras de chocolate, senti meu corpo preguiçoso não querendo levantar para pegar o doce.

–Hmm. –Resmunguei, me decidindo se me levantaria ou não. A gaveta começou a tremer e se abriu lentamente.

Olhei em volta procurando algo que explicasse aquilo.

–Wow. –Me sentei no sofá, olhando a barra de chocolate que... Flutuava? Ela realmente vinha em minha direção, sozinha.

Quando chegou perto de mim eu a peguei.

–Demais. –Apesar de ser assustador repentinamente ter habilidades que nunca pensei que teria era incrível fazer algo daquele jeito. –Acho que nunca mais vou me levantar para pegar nada. –Tentei me concentrar para fechar a gaveta, apenas para ver se conseguia.

Não devia ter tentado. Três barras, provavelmente as ultimas que tinham na gaveta saíram dela e começaram a vi até mim em um velocidade bem diferente da outra.

–Não, não não, espera! –Tarde demais, só deu tempo de eu colocar os braços em frente ao rosto e me encolher, elas me atingiram em cheio, caindo no chão logo em seguida. Parecia que de alguma forma o plástico delas havia sido aberto e elas haviam esquentado, derretendo. O ocorrido fez com que elas sujassem toda a minha roupa de chocolate–Ai... Doeu.

Reclamei massageando o braço onde uma delas havia acertado, as peguei do chão e caminhei de má vontade até a pia, colando o que restava delas ali.

A campainha tocou e estranhei. Meu pai estava trabalhando, meus amigos na escola. Quem seria?

Olhei o taco de baseball que agora eu deixava ao lado da porta e o peguei. Abrindo a porta pronto para atacar a pessoa se fosse preciso. Ouvi o pequeno grito de susto de Lydia ao me ver quase batendo nela com o taco. Respirei aliviado e abaixei-o.

–Desculpe, só... Precaução. –Expliquei.

Ela sorriu.

–Tudo bem.

Franzi o cenho a encarando.

–Você não devia estar na escola?

–Hmm, sim, mas não conseguiria me concentrar em aula alguma sabendo que você esta aqui sozinho depois de voltar de um sequestro. –Ela mal deu tempo para eu responder. — O que houve com você?-Ela perguntou olhando minha camisa.

–Ah, entra. –Eu disse, entrando na casa enquanto ela entrava atrás de mim. –Eu meio que fui atacado por algumas barras de chocolate. -Expliquei

–O que? –Ela perguntou rindo com a situação. –Como isso?

Okay. Eu realmente estava bem sujo. Conclui ao olhar meus braços e passar as mãos em meu pescoço. Havia chocolate quase em mim todo, como se uma bomba de doce tivesse explodido em mim.

–Longa história sobre um garoto com preguiça, que não imaginou que um inocente pensamento de que seria ótimo que apenas uma barra fosse até ele funcionasse mais do que o esperado.

Lydia riu mais um pouco e eu parei para observa-la, sem conseguir evitar sorrir também.

–Meu Deus, você esta cheio de chocolate. –Disse se aproximando e passando o polegar em minha bochecha e no canto da boca.

–Acho que só vai sair se você lavar –Ela sussurrou. Nossos olhos sem conseguir desviar um do outro. Olhei para sua boca e senti uma enorme vontade de prova-los novamente, como da outra vez em que ela me ajudou com o ataque de pânico.

Controle-se Stiles, ela só fez aquilo para te ajudar, não por querer beija-lo. Imagine, Lydia Marin querer me beijar. Só nos meus sonhos mesmo.

–É... Deveria, vou trocar de camisa também, me espera?

–Claro. –Ela disse, sorrindo e se sentando no sofá.

Corri pelas escadas indo até o banheiro e lavando meu rosto sujo do doce. Fui ao meu quarto e troquei de camisa. Me virei para a porta e girei a maçaneta para abri-la. Não abriu. Forcei mais um pouco e nada, nem ao menos rangeu.

–Mas o que...

Forcei novamente. Senti algo passar atrás de mim, como um vulto. Paralisei, respirando com força. Me virei lentamente encontrando a figura bizarra que eu torcia todas as noites para que nunca mais voltasse a ver.

–Não...

–Sim Stiles... –Ele sussurrou com sua voz rouca e sombria.

Dei alguns passos para trás tentando ficar o mais afastado possível.

–O que faz aqui? Você não esta aqui. Nós o prendemos!

Esbravejei, uma parte da minha mente gritava para mim que aquilo não passava de uma alucinação ou coisa do tipo. Mas a outra parte, a parte que não me deixava dormir direito por causa dos pesadelos, a parte que me fazia ter ataques de pânico gritava que ele havia conseguido escapar de algum jeito. Que aquilo era real e que ele me possuiria novamente. Eu não sabia qual das partes ouvir.

–Uma caixa estupida não vai me prender, e como eu poderia partir se estou tão vivo em sua mente? Seu pesadelos...

–Me deixe em paz, você não esta aqui... Não esta. –Repeti, fechando os olhos, repetindo que ele não estava ali.

–Stiles?

Abri os olhos rapidamente, avistando Lydia me encarar confusa da porta.

–O que houve? –Ela perguntou.

Olhei o quarto procurando. Não havia ninguém. Respirei mais tranquilo, ele realmente não tinha estado ali, não tinha voltado e não me possuiria novamente.

–Eu... Nada, estou bem.

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ISSO NÃO DEVERIA TER ACONTECIDO! –Deucalion gritou furioso.

–Claro que não, afinal, o que diabos aconteceu? Eu achei que o garoto não tinha poderes!

–Bem, parece que isso mudou e vamos ter que modificar todo o nosso plano!

–Você o quer no bando também?

–Não! Não quero aquele garoto frágil no meu bando, por mais estranho que tenha sido aquilo, não acho que sejam grandes poderes. Ainda continuo com meu plano de sequestra-lo para atrair McCall, mas... Vamos descobrir essas novas habilidades dele primeiro. Quem sabe eu não possa usa-las ao meu favor. E enquanto isso vamos trazer para o nosso lado o resto de seu bando. Começando por Malia Hale.

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POV Scott

–Derek! Onde você esteve, não responde os sms. –Perguntei ao entrar em seu loft.

–O que houve? –Ele perguntou, fechando a porta.

–Temos um problemão. Deucalion voltou.

–Pensei que o nosso recado seria o suficiente para mante-lo bem longe da gente.

–É eu também, mas parece que ele tem um novo plano sei la, esta convencido de que agora conseguirá nos ter no bando dele.

–Então lutamos, e novamente o colocamos para correr.

–Isso não é tudo. Jeniffer também voltou.

Ele me olhou incrédulo e parecendo não saber o que dizer.

–Eles se juntaram e formaram um plano maluco de sequestrar Stiles para nos atrair, mas deu errado e... Muita coisa mesmo aconteceu.

–Espera, espera. Porque você fica dizer que eles querem “nós” como se não fosse só nós dois.

–Porque não é. Eles querem Lydia, Kira e Malia também. Ele disse que um bando com diversas criaturas também o tornaria forte.

Derek andou pelo local, parando em frente á janela. Parecendo pensar.

–Tudo bem, juntem todos aqui para conversarmos. E enquanto eles não chegam você me conta a historia toda. Com detalhes.

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POV Malia

Torcia as mãos uma na outra enquanto ouvia os outros conversarem sobre os últimos acontecimentos. Estava tentando tomar a coragem de dizer a eles os últimos acontecimentos que ocorreram comigo. O problema era que eu sabia que isso não os agradaria.

–Ótimo, então o planos é manter nossos familiares e Stiles seguros. Ficarmos de olhos neles e não os deixar sozinhos por muito tempo. Tudo bem? –Disse Scott.

Os outros concordaram.

–O importante é não aceitarmos a oferta.

Talvez aquela fosse a hora. Me levantei e murmurei algo, tentando encontrar as palavras certas. Estranhei aquilo, normalmente eu diria aquilo sem me importar com o que eles achariam ou diriam.

–Bem... Um pouco antes de vocês me ligarem para vir para cá, Deucalion e Jeniffer vieram falar comigo.

Esperei algum comentário, mas ele não veio.

–Bem... Talvez eu tenha dito que pensaria na oferta.

–Você o que? –Perguntou Stiles, me olhando incrédulo. –Malia, o que você fez? Deucalion é do mal e...

–Eu sei, mas... Ele me ofereceu uma coisa.

–O que? –Perguntou Kira.

–Ele disse que me ajudaria a achar minha mãe, que ele sabe quem ela é e que me levaria até ela.

–Ele não vai cumprir isso Malia.

–Eu preciso tentar! Preciso conhecer minha mãe, entender o que aconteceu.

–Podemos achar outro jeito para isso.

–Já tentamos. Estou a meses tentando achar outro jeito para isso e nada funciona, preciso de algo melhor e Deucalion parece o tipo de pessoa que finalmente vai me dar o que eu quero!

A raiva tinha crescido dentro de mim, eles não podiam me dizer o que fazer ou não. Não podiam tomar essa decisão por mim. Era minha mãe e eu lutaria para encontra-la.

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POV Stiles

Deitei em minha cama, sentindo meus olhos pesados. Pensando nos acontecimentos do dia. Malia tinha praticamente se decidido em aceitar o acordo com o demônio e eu não poderia fazer nada para impedi-la. Afinal era sua mãe.

Scott, Lydia, Kira e eu ficamos o resto do dia pensando em coisas para melhorar a seguranças dos nossos familiares. E com tudo isso eu até esqueci momentaneamente meus recentes dons. Meus olhos pesaram mais ainda e senti o sono tomar conta e finalmente adormeci.

Xxx

Corria por um imenso corredor escuro, nas paredes havia folhas e galhos. Eram muros tão altos que eu mal podia ver o topo. Porque eu estava correndo? Parei no fim do corredor, vendo que havia outras entradas para outros corredores. Como... Um labirinto.

Senti algo arranhar o meu braço e me virei, vendo um Kanima ali, sua longa cauda balançava lentamente e ameaçadora. Seus olhos amarelos brilhavam para mim e ele abiu a boca soltando um irritante barulho de Kanima. Okay, tinha a impressão de que se eu não corresse ele me mataria, então me virei não me importando de inicio em qual corredor entrar. Simplesmente entrei no primeiro que vi. Continuei correndo mesmo depois de não conseguir mais ver o Kanima. Tentei parar minhas pernas e deslizei um pouco antes de parar completamente, avistando alguém parado ali, não parecia ser adulto e parecia ser uma garota. Então avistei que haviam algumas flechas reservas em suas costas e ela segurava um arco na mão.

–Allison?

Ela ergueu o arco. Eu não conseguia ver o seu rosto, mas eu sabia que era ela. Mas... ela erguia o arco de forma ameaçadora.

–Allison sou eu, Stiles. Allison! –Gritei, me encolhendo e colocando os braços na frente do rosto, vendo que ela havia disparado a flecha.

Abri os olhos lentamente e a flecha estava caída em frente aos meus pés, Allison não estava mais ali. Andei para trás devagar. Assustado demais, sem entender o que diabos estava acontecendo ali. Porque eu não acordava, normalmente você acorda dos pesadelos na pior parte certo? Isso queria dizer que eu não estava na pior parte ainda?

Me virei, me preparando para correr novamente, mas senti minhas pernas estranhas, como se travassem. As olhei e me vi em uma roupa diferente, levantei minhas mãos para olha-las e elas estavam enfaixadas. O que era aquilo? Toquei meu rosto e ele também estava enfaixado. Eu ja havia visto isso. Me vi caminhando pelos corredores contra a minha vontade. Entrei em umas das entradas que dava para outro corredor, mas não era mais no labirinto, estava em uma sala de aula. O treinador dava sua aula, gritando com Greenberg como sempre. Um dos alunos olhou em minha direção e apontou gritando. Despertando a atenção dos outros alunos e do treinador, todos correram para um canto da sala.

Ergui as mãos em sinal de que não estava segurando nada e que não faria mal a eles.

–Sou eu, Stiles eu... Não vou fazer nada. –Tentei dizer, mas eles pareciam não escutar, nem dar atenção.

As coisas na sala começaram a tremer, as meses e carteiras também, olhei minhas mãos e percebi que era eu que fazia aquilo. Não tinha controle exatamente.

–Mate-os Stiles... Agora você pode. Mate-os. –Ouvi a voz persuasiva do Nogitsune sussurrando em meu ouvido.

–Não... –Sussurei, algumas lágrimas vindo aos meus olhos.

–Mate-os... Agora!

Minhas mãos se impulsionaram para frente e a lousa foi a primeira a se desprender da parede e ir com rapidez e força até os alunos que se encolhiam nas paredes, ela os prensou e logo as carteiras e mesas foram lanças para lá também. Fechei os olhos deixando o grito agoniado escapar de meus lábios.

Xxx

Acordei gritando e suando, chutando os cobertores, completamente desesperado. Eu os havia matado, eu.

–Stiles!

Meu pai entrou no quarto tentando me acalmar.

–Calma, foi só um sonho, só um sonho. Calma!

Aos poucos parei de gritar e de me debater. Minha respiração voltando ao normal e as coisas começando a se encaixar, a entrar em ordem na minha cabeça.

Mais um daqueles pesadelos em que tinha que gritar para acordar.

Notas finais
Eaeee, gostaram? Comentem, Próximo capitulo sai logo bjsss.