Notas iniciais
Esse capítulo era para ter unas duas mil palavras e com muito mais acontecimentos, mas como eu tive que formatar o meu pc "do nala" e perdi todos os capítulos já prontos dessa e das minhas outras fics... To começando achar que mais duas vão ficar em hiatus T_T Perdão pelos erros gramaticais e de concordância ^^'

Essa semana está sendo a melhor da minha vida. Foi o que Heloísa pensou quando Sr. Garrison falou que naquele dia eles teriam um teste surpresa de matemática. Não, pense pelo lado positivo Ana Heloísa, pelo menos não é um teste surpresa de historia.

–Esse teste vai valer quarenta por cento da nota de vocês. Então nada de gracinhas! –Falou enquanto entregava os papeis. –Mas se bem que metade da sala já esta na recuperação mesmo...

Quando Heloísa botou os olhos na prova teve uma grande surpresa. Ei, espera! Eu já vi isso antes! Rapidamente deu uma olhada ao redor, vendo dezenas de alunos coçarem a cabeça e ouvindo vários múrmuros em linguagem chula. Se eu bem me lembro, aprendi essa matéria no começo do ano, não sei como as coisas funcionam aqui... Ou talvez a maioria da sala seja simplesmente burra, também existe essa possibilidade.

Heloísa fez a prova com uma facilidade que nem a própria garota sabia que possuía em matemática, que geralmente era uma matéria que sempre tirava seis ou sete. Quando terminou ficou feliz em saber que tinha o resto dos horários, até depois do intervalo, livres.

Agora a morena caminhava pelos corredores sem nenhum sinal de vida humana, pensando em algo que pudesse fazer para matar o tédio, porém nada lhe vinha à mente. Essa é uma das desvantagens de não se ter amigos: Não ter quem esperar depois de terminar uma prova.

Enquanto caminhava pelos corredores Heloísa se perdia em seus mais profundos, inúteis e irrelevantes pensamentos, sem notar a presença de outro ser que vagava por aquele mesmo corredor.

–Meio que parece que tem alguém me observando... –Murmurou para si mesma, dando uma rápida olhada ao redor.

Em um canto, entre um armário e outro, havia uma “sombra negra”. De repente o ar ao redor de Heloísa ficou mais pesado e quando mais a morena encarava aquela “sombra” mais tensa ela ficava. No segundo que ela deu um passo para trás a sombra se moveu. Até parece que eu to em um daqueles filmes mal-assombrados... Pensou, dando mais um passo vendo a sombra se mover um pouco mais para frente.

–Foda-se essa merda. –Deu mais um passo. –Vou correr antes que eu apanhe um cagaso!

Quando Heloísa estava prestes a se virar e correr a sombra apareceu na frente da morena em um piscar de olhos. Ele(?) parecia estar envolto por uma nevoa negra e tinha a altura de uma criança, talvez de nove anos.

–Você consegue me ver? –A “sombra” perguntou em inglês, com uma voz nada assustadora, que em outra situação poderia cortar totalmente o clima.

Heloísa soltou um grito e tropeçou nos próprios pés, caindo de bunda no chão. Com medo a morena se afastou da “sombra” o mais rápido que pode.

–Deus, eu juro que nunca queria ter dito nenhuma daquelas blasfêmias contra ti e eu nunca mais vo...

–O que você esta fazendo? –Uma voz questionou em português.

–D-damien? –A morena tombou a cabeça para trás e segundos depois voltou a observar a “sombra”. –Vo-você não esta vendo aquela coisa? –Falou apontando.

–Não... –O anticristo olhou na mesma direção que Heloísa. –Você andou se drogando ou qualquer coisa do tipo?

–NÃO! –Gritou histérica, encarando a sombra que começou a se afastar rapidamente.

Ainda sem reação Heloísa observou a sombra se afastar e atravessar a parede do lado esquerdo do corredor, no mesmo lugar que ele estava a principio.

–Tem certeza que você não fumou...?

–Não me compare ao Oliver!

–O seu irmão?

–Sim. –Heloísa levantou-se ainda meio zonza e foi até o local onde a sombra atravessou. –Eu pensei que esse tipo de coisa tivesse parado de acontecer... –Murmurou para si mesma.

–Vai me dizer que você viu um fantasma? –Falou irônico.

–É se eu te falar que sim. Mas sinceramente não sei se aquilo pode ser considerado um “fantasma”.

–Olhe, eu não vou contar para ninguém que você fumou e você fica me devendo essa.

–Ta, tanto faz. –A morena havia se cansado daquela discussão.

Eu posso ter tido um ataque de psicose...? Não, impossível. Refletiu durante alguns segundos. Eu via “espíritos” quando era pequena, na verdade eu me lembro de quase tudo da minha infância. Meus pais sempre me falavam que era só imaginação e se eu tentasse insistir dormia de couro quente...

Um toque alto e estridente interrompeu os pensamentos da morena.

–Cacete! Qual a necessidade disso?! –Perguntou para ninguém em particular. –Espera, se esse é o sinal do intervalo quer dizer que eu fiquei todo esse tempo vagando pelo colégio...

–Parece que sim. –Damien falou indiferente.

Aos poucos os alunos os alunos saiam das salas e passavam por aquele corredor, o qual era um dos caminhos para o refeitório. Alguns ignoravam a presença de Heloísa e Damien, outros olhavam e cochichavam entre si e uma outra massa encarava o anticristo com certo medo. Um garoto de touca peruana azul escura encarou a morena por cinco segundos e apontou o dedo médio, ato que a garota fez questão de retribuir.

–Que pessoal mal encarado. –A morena comentou, ainda com o dedo médio apontado para o garoto com touca peruana.

–Queria o que? –Falou cinicamente. –Você sabe que está conversando com o anticristo em uma língua que praticamente ninguém conhece nessa cidade.

–Preconceituosos de merda.

–Você é uma das humanas mais estranhas que eu conheci até hoje.

–Estranha em qual sentido? –Questionou desinteressada.

–Sei lá, apenas estranha.

~ #%@ ~

Heloísa e Oliver caminhavam em silencio até a casa de ambos. A morena havia perdido o ônibus, pois esquecera o horário correto, já o motivo do seu irmão também ter perdido era um mistério para a garota.

–Que vontade de comer um brigadeiro... –Quebrou o silencio.

–Tem leite condensado e chocolate em pó em casa. Você pode se virar sozinha.

–Até poderia. –Choramingou. –Se eu não queimasse até mesmo um simples miojo.

–Que irmã inútil eu tenho.

–Fala o irmão que não consegue nem arrumar uma cama direito. –Debochou.

–Helô, a maníaca em limpeza aqui é você. –Retrucou.

–Enfim, será que o meu querido e amado irmão poderia, sei lá, fazer uma panela de brigadeiro para a sua doce e inocente irmãzinha? –Falou se virando para andar de costas.

–Inocente e doce nem para os nossos pais. –Riu da careta de Heloísa. –Ah, é o seu querido e amado irmão está com preguiça.

–Oliver! Eu limpei e arrumei aquele ninho de rato de cê chama de quarto e você nem sequer pode fazer um simples brigadeiro?!

–Se a senhorita parar de gritar eu faço.

–Obrigada, eu te amo. –Falou, voltando a andar normalmente.

No resto do caminho o silencio reinou. Quando chegaram em casa Oliver foi direto para a cozinha e Heloísa subiu para trocar de roupa. A morena voltou usando seu blusão de lã vermelho e meias pretas. Sentou-se no sofá de pernas cruzadas e ligou a televisão, nela passava um tele jornal que comentava sobre um feriado da cidade de South Park.

Dez minutos depois Oliver saiu da cozinha com uma vasilha de vidro cheia de brigadeiro e jogou no colo da irmã

–Você lava a louça. –Disse já subindo as escadas.

–Ta boom. –A morena cantarolou e logo em seguida comeu a primeira colherada daquele doce que tanto amava. –Como o Oliver consegue cozinhar tãão perfeitamente?

Com a mão esquerda Heloísa comia seu brigadeiro e com a direita mudava os canais da televisão. Procurou algo de interessante para assistir por um pouco mais de cinco minutos até parar em um canal canadense, o qual passava um programa que a garota não soube como encarar.

–Mas... Por que esses dois estão peidando na cara um do outro como dois retardados...? –Murmurou. –Eu nunca pensei que pudesse achar alguma coisa pior que Zorra Total...

Depois de terminar o brigadeiro Heloísa lavou rapidamente a louça e correu para o seu quarto. Por que diabos esse lugar é tão frio? Pensou quase irritada, pegando o seu laptop e se enrolando no edredom branco em cima da cama. Tomara que o Bradley esteja online...

Depois de ligar o laptop e se conectar com wi-fi de um dos seus vizinhos Heloísa abriu o seu Facebook, havia apenas três pessoas online, sendo que duas delas eram seus primos de segundo grau e a terceira o seu irmão.

Creio que só me sobrou isso. Pensou chateada, desligando o laptop e se arrastando até a mochila para pegar o livro de historia. Vamos Ana Heloísa! Você não pode tirar uma nota vermelha nas suas primeiras provas em um colégio novo!

Notas finais
Beem, como eu também perdi boa parte do planejamento... Aceito sugestões para o próximo capítulo e_é Comentem, eu preciso da opinião dos leitores .-.