Uma Viagem Na Minha Vida
15 Clima estranho .... ( cont. )
Notas iniciais
– Marry? Marry?
Acordei com Crysthopher batendo na porta.
– Entra Crys.
Ele abriu a porta e fico por ali mesmo.
– O café esta pronto, se quiser descer...
Olhei no relógio do criado mudo, eram exatamente 11:15 min da manhã, então olhei pra ele, ele ainda estava ali parado.
– Já estou descendo Crys, só vou escovar os dentes.
–ok, estamos te esperando então.
Ele fechou a porta, eu tomei coragem e levantei da cama, escovei os dentes, penteei o cabelo, vesti o roupão e desci pro café. Chegando à porta cozinha, lá estavam Crys e Jane sentados na mesa, falar em mesa, ela estava linda, muito bem posta, muito farta, e os dois num papo amigável, então entrei na cozinha, e o assunto paro por alguns minutos, eu me sentei, dei bom dia aos dois, eles continuaram o papo, eu ainda sonolenta não captei o assunto, me servi de uma xícara de café, e pão com presunto e queijo, enquanto isso eles comiam e conversavam, Jane me sentiu distante e me chamou pra conversa.
– né Marry?
– que? Desculpa, é que eu ainda to um pouco sonolenta...
– o dia ontem foi ótimo, não foi?
– é foi sim, eu até comentei com Crys...thopher, não foi?
– foi sim Marry,algum problema? Ta distante hoje.
Pergunto Crysthopher.
– Não, nenhum problema, é só sono mesmo.
Realmente não havia problemas, era só cansaço misturado com sono... Na verdade, havia um pequeno probleminha sim, era praticamente meu ultimo dia em Paris, no dia seguinte seria apenas de preparativos para a viagem, o dia anterior havia sido ótimo, mas eu não tinha parado pra aproveitar mesmo a chance de estar em paris, Jane parecia estar satisfeita e pronta pra ir pra Italia, Crysthopher? Não sei exatamente como se sentia, mas e eu? Eu queria ficar mais, queria aproveitar mais, longe dessa situação, afinal eu já estava me despedindo, isso não parava de passar pela minha cabeça, e eu mal sabia o que fazer nesse ultimo dia aqui, também como eu mal sabia quando poderia voltar aqui.
– Marry, tem certeza que não tem nenhum problema mesmo?
Pergunto Jane dessa vez.
– Não, não tem, o que vocês têm programado pra hoje?
– eu vou ao teatro, o que vai ocupar metade do meu dia, depois volto pra casa.
Disse Jane, então olhei pra Crysthopher esperando a resposta dele, e Jane fez o mesmo.
– que foi? Estou aqui como detetive, não a passeio.
Eu e Jane rimos da resposta dele.
– Há borá lá Crysthopher, pra quê tanta formalidade, cadê aquele homem que desceu de samba canção e de ressaca há um dia atrás?
Disse Jane, eu ri, mas um pouco constrangida com a declaração de Jane, ela era adolescente, e isso era normal no mundo dela, Crysthopher riu também, mas literalmente envergonhado.
– Jane, não seja indiscreta.
Eu disse a repreendendo, ela riu e não se importou.
– Então Crysthopher, o que vai fazer hoje?
Perguntei, esperando que ele me desse uma reposta que me desse uma ideia do que fazer, mas ele me decepcionou.
– Não tenho nada em mente Marry, e você?
– Também! Nada em mente.
– Boa sorte pra vocês, porque eu estou me retirando, tenho que me arrumar pro teatro, ao contrario de vocês, eu já tenho programação, obrigado pelo café Crysthopher, estava ótimo.
Então Jane se levantou da mesa, passando pela pia e deixando sua xícara lá, e saiu da cozinha, eu ainda não havia terminado meu café, e acho que nem o Crysthopher o seu, ficamos ali, em silencio como de costume, ele termino o seu café, mas como um bom cavaleiro, espero que eu terminasse o meu.
– então, eu lavo a louça, não se preocupe você já preparo o café, nada mais justo.
– não Marry, faço questão.
– não, eu disse que eu lavo.
– não se preocupe com a louça Marry, vai se trocar e curti o seu dia.
Quando ele falou de se trocar, olhei a minha roupa, havia esquecido que ainda estava de pijama e roupão, e eu nem havia percebido que o roupão havia aberto levemente, eu estava com uma camisola lilás, transparente, que ia até a altura da coxa, ele me olhava, me senti envergonhada e fechei a leve abertura do roupão imediatamente. Ele também não estava muito diferente de mim, ainda de pijama, uma samba canção com uma regata branca, não sei por que, mas eu sempre parava pra repara no físico de Crysthopher.
– acho que é uma discussão sem fim, porque somos dois sem destino, então eu lavo e você seca, certo Crys?
Ele sorriu.
– ok, você quem manda.
Então eu sorri.
Tiramos a mesa, eu fui pra pia e comecei a lavar a louça do café, ele fico encostado no balcão atrás de mim, esperando a louça ser lavada,quando terminei de lava a louça, o roupão estava encharcado, eu não tinha muita habilidade com louças, então o tirei sem dar importância a presença de Crys, encostei-me ao balcão enquanto ele secava a louça.
– então Crys, quer dizer que você é solteiro convicto aos 30 anos, mora com e mãe ainda? – risos –
– não Marry, não moro com a minha mãe.
Ele riu.
– então porque se separou? Desculpa a minha curiosidade...
– que isso Marry... Sabe, é uma história muito complicada.
– ciúmes?
Ele me olhou surpreso
– sim, isso foi desgastando a relação e acabando com o sentimento, era uma situação insustentável, mas como sabia?
– porque era o que eu dizia quando perguntavam do fim do meu noivado, que era uma historia complicada.
– você? Noiva?
– é, eu, por quê?
– não sei, não parece que se interesse por relacionamentos sérios, tem ar de aventureira, com todo o respeito.
– é agora sou assim, mas nem sempre fui assim... sei lá
– não quer falar disso, tudo bem!
– não é isso, você fala da sua vida abertamente comigo, é que eu não sei como falar sobre isso mesmo...
– entendo!
Ele havia terminado de secar a louça, peguei meu roupão no balcão e ia me retirar da cozinha, quando tive uma ideia e decidi voltar, acontece que Crysthopher estava logo atrás de mim, e dei de cara com ele, trambaleei, ele me seguro pelos braços para que eu não caísse, por um segundo nossos corpos se chocaram, e eu pode sentir o calor dele, isso me arrepiou, e eu estranhei essa reação do meu corpo ao dele, então suas mãos sobre meus braços me orientaram, olhei nos seus olhos por alguns segundo, então ele me firmou no chão, e pediu desculpas. Meio desorientada ainda, e um pouco constrangida com a situação, eu disse:
– eu que peço desculpas Crys, sou uma desastrada mesmo, é que eu tive uma ideia...
Recostei sobre o balcão novamente, me organizando, ele encostou-se a pia a minha frente, e me fitava.
– diga Marry...
– parece meio invasivo, mas você preparou o café, e ontem ficou sem jantar por nossa causa... Enfim, topa jantar comigo hoje?
Ele sorriu, eu olhei em seus olhos, e abaixei o olhar constrangida.
– topo, porque não?
– então às 8 horas?
– as oito então.
–ok, então... Eu vou nessa..
– tudo bem!
Subimos juntos ao andar de cima, entrei no meu quarto, com um sorriso no rosto, que nem eu entendia o porquê.
Crysthopher entrou em seu quarto e sentou na cama, ele queria entender o que estava acontecendo, afinal ele tinha aceitado jantar com uma cliente. Ele se jogou na cama, e mergulhou em pensamento, e lá estava ela, Marry, com sua camisola, seu corpo, suas curvas, Crysthoper despertou dos seus pensamentos.
– o que é isso Crysthopher?
Perguntou Crysthopher para si mesmo.
– preciso malhar. Disse ele.
Ele se trocou e saiu pra malhar, porém quando abriu a porta do quarto, Marry também saia do dela
– Aonde vai Crys?
– malhar, e você?
– procura um salão... Meu cabelo precisa de ajuda.
– risos-
– então vamos nessa.
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